Assisti
15:17 Trem Para Paris (2018) de
Clint Eastwood na
HBO on Demand. Eu tinha uma certa curiosidade de ver esse filme por ser dirigido pelo
Clint Eastwood que escolhe trabalhar em filmes diferentes. O filme é protagonizado pelos próprios autores da história:
Anthony Sadler, Alex Skarlatos e
Spencer Stone. Três rapazes que conseguiram imobilizar um homem armado que iria matar centenas de pessoas em um trem. O filme passa muito rapidamente nesse momento no trem. Fala mais da vida desses três rapazes desde a infância.

Os três rapazes não são heróis, muito pelo contrário. O filme é muito americano. Os três cresceram em uma cidade pequena, conservadora, estudaram em colégios religiosos extremamente preconceituosos e sofreram muito preconceito, suas mães inclusive. Os dois brancos eram criados sozinhos pelas suas mães, o preconceito na escola e os rótulos que colocavam por serem criados sem o "correto", famílias com patriarcas, é assustador. Uma professora inclusive quer indicar remédios para os meninos, isso mesmo, ela não indica médicos para ajudar os meninos a lidar com suas questões, ela quer medicar diretamente e os rotulam. A escola inclusive diz que um deles tem que viver com o pai o que acaba acontecendo. O machismo é assustador. Se pensarmos que no Brasil a maioria das mulheres criam seus filhos sozinhas porque os pais, na grande maioria, dão no pé e vão fazer filhos com outras e sumir de novo também. E aqui também andam rotulando mulheres que criam seus filhos sozinhos, o que acontece assustadoramente pelo machismo. O obscurantismo religioso é igualmente assustador. A escola pressiona que as crianças não são criadas nos preceitos cristãos. O mesmo obscurantismo que vem se espalhando que nem uma praga no Brasil.

Uma graça os três meninos que interpretam os protagonistas: Bryce Gheisar, Paul-Mikéi Williams e William Jennings. A infância deles é americana demais, chega a incomodar. Eles amam brincar de armas. Aposto que a escola não ia achar estranho que eles amassem brincar de armas. O negro passa pelos preconceitos da raça. Um colega joga propositalmente a bola na cabeça do garoto que xinga, mas é o que xinga que tem que ir a diretoria receber reprimenda, não o que joga a bola na cabeça de propósito, ou o mais correto, os dois. Todos os detalhes que mostram, a violência na infância e o culto às armas estão ali, mostrando porque ficamos tão chocados com adolescentes e crianças que atiram em coleguinhas na escola como acontece infelizmente, muito mais do que deveria, nos Estados Unidos.
As mães são interpretadas por Judy Greer e Jenna Fisher. No final fica meio esquisito elas jovens ainda como eram quando tinham os filhos pequenos, por sorte passam mais rapidamente.
Beijos,
Pedrita