Eu estava com dificuldade de embarcar na fantasia. Achei muito caricato o baile inicial do príncipe, um perfeito babaca e achei a mocinha uma chata que menosprezava a aldeia que vivia e ela e os aldeões cantavam por qualquer motivo. Quando imitaram a cena de A Noviça Rebelde em cima de uma montanha quase larguei. Mas fica lindinho quando chega no castelo. Amei os objetos falantes e há explicação lógica. A Bela e a Fera não é a minha história de infância. Psicólogos gostam de saber quais história da infância gostamos para ter mais elementos de análise. Já aviso que essa não era a minha história preferida, nem lembrava direito da trama quando vi o filme recentemente.
Emma Watson está uma graça. Seu pai é interpretado por Kevin Klane. Estranhei a fera, não me identifiquei com o ator que faz o príncipe, Dan Stevens, só gostava enquanto Fera. A parte chata tem o vilão, Luke Evans, e seu mais insuportável ainda ajudante gay, Josh Gad.
No finzinho os objetos voltam a ser nobres e aparecem muitos casamentos inter-raciais. Achei bem bacana. No Brasil é mais comum, mas nos Estados Unidos foi inclusive proibido por bastante tempo casamentos entre negros e brancos. Até hoje é difícil ver um par romântico em filme entre negros e brancos. E aparecem vários atores incríveis: Stanley Tucci, Audra McDonald, Emma Thompson, Ian McKellen, Gugu MBatha-Raw e Ewan McGregor. A Bela e a Fera tem duas indicações ao Oscar desse ano.
Beijos,
Pedrita