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terça-feira, 24 de novembro de 2020

Rebecca

Assisti Rebecca (2020) de Ben Wheatley na Netflix. Estava curiosa, eu amo essa história e adoro o elenco. Mas é outra história e com uma infinidade de furos no final, eram tantos furos que fiquei até tonta. E como falta sutileza!

Esteticamente é um filme belíssimo! As locações são lindíssimas! O livro de Daphne Du Maurier eu li de uma edição da família, nem sei por onde anda, estava até encapado com tecido. E o filme do Hitchcock é cheio de silêncios. Essa versão é bem barulhenta. Lindos demais Lily James, Armie Hammer e Kristin Scott Thomas. Alguns outros do elenco são Bryony Miller, Ben Crompton, Kelly Hawes, Ann Dowd e Sam Riley.

Vou falar detalhes do filme e do final. Quero rever o filme do Hitchcock. Não lembro de ter tribunal. Que eu me lembro do livro e do filme é praticamente todo na mansão. O filme tem até corrida de carro tradicional de filme de ação, surreal. E é a protagonista que dirige igual uma alucinada. Ela vai atrás do boletim médico da consulta da morta Rebecca. Depois, de madrugada, no consultório, ela senta com o médico e o policial, falam da doença da morta e chegam, ali no consultório mesmo, a conclusão que a mulher se matou. Ok, é uma possibilidade, mas Rebecca não era uma mulher a se curvar, nem ao menos a uma doença. De madrugada mesmo soltam o acusado. Veja, teve um tribunal antes, e foi solto? Acho que não quiseram prolongar muito o filme com outra seção no tribunal, e resolveram tudo na madrugada mesmo pra ninguém ver. Se a barriga da mulher crescia por um tumor e ninguém sabia, sim o marido poderia achar que ela estaria grávida e sim, teria dúvida de quem seria. Agora não dá pra afirmar que seria do amante. E sim, ele poderia tê-la matado, ou qualquer outra pessoa. O exame e o resultado de câncer não prova nada que não foi morta. No começo também, por dias, a acompanhante larga sua patroa doente pra sair com o namorado. E a patroa insuportável que escravizava a jovem, dessa vez não faz nada. Concordo com a patroa, nada podia atrapalhar o desenvolver da trama, muito menos a coerência.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Tomb Raider

Assisti Tomb Raider (2018) de Roar Uthaug no TelecinePlay. Relutei muito em ver essa versão já que a com a Angelina Jolie foi muito sofrível. Eu particularmente não ouvi nada a respeito dessa, então adiei o que pude. Mas é muito bom! Eu amo a Alicia Vikander e foi o único motivo que me fez assistir a essa versão.

O filme tem todos os ingredientes do gênero. Lara Croft está sozinha, não quer nada do seu pai milionário desaparecido (Dominic West). Ela pratica luta, faz inúmeros esportes, participa de competições clandestinas de bike. Gostei da forma como colocam ela ter habilidades físicas, ela vive no submundo e lá aprende muitas atividades pra sobreviver. Com muito custo aceita assinar que concorda que ele morreu, e aí descobre algo que ele deixou pra ela e ela começa a investigar. A diretora da empresa que o pai deixou é interpretada por Kristin Scott Thomas. Na empresa está também o personagem do Derek Jacob. Na mansão há um laboratório escondido no mausoléu da família, inúmeros quebras-cabeças pra abrir portas, novas pistas.

Ela descobre que provavelmente seu pai foi a uma ilha e segue para lá. Encontra outro filho (Daniel Wu) que perdeu o pai na infância na mesma época e juntos seguem para a ilha. São lindas as locações. Só achei meio furado ela pegar um arco e flecha e mesmo tendo acesso a armas ultra poderosas fica lutando com seu arquinho fugindo de metralhadoras.

As armadilhas na caverna fazem o filme ficar uma delícia. Gostei muito. Também muito tenso e inteligente quando a Lara Croft se apoia em um avião e vai despencando. O vilão é interpretado por Walter Goggins.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O Destino de uma Nação

Assisti O Destino de uma Nação (2017) de Joe Wright no TelecinePlay. Só descobri esse filme quando vi no Now. Gary Oldman está irreconhecível como Winston Churchill. O nome original é Darkest Hour. O roteiro é de Anthony McCarten.

Fico pensando se esse é mais um filme para enaltecer a Inglaterra como vários que tem aparecido. Winston Churchill é escolhido para ser o Primeiro Ministro. Os políticos da Inglaterra estão em embates. A oposição não aceita o Primeiro Ministro e Winston Churchill parece ser o único que a oposição aceitaria. Mas nem o Rei gosta da escolha. O rei é interpretado por Ben Mendelsohn. Winston bebe muito, é anti-social e tem dificuldade para a diplomacia. Tem alto índice de rejeição. Sua esposa é interpretada por Kristin Scott Thomas.

Hitler ataca a França, a Bélgica e Holanda se renderam. Alguns parlamentares querem que a Inglaterra negocie com Hitler através de Mussolini um acordo de Paz. Winston Churchill é contra, mas está quase cedendo pela pressão. É de Winston Churchill a ideia de pedir aos civis que sigam para Dunkirk para salvar os soldados na ilha retratada no outro filme. Realmente beira o insuportável imaginar uma nação negociando com dois ditadores monstruosos como Mussolini e Hitler. Muitos parlamentares achavam que um acordo de paz protegeria melhor os ingleses, principalmente do massacre que vinham sofrendo os outros países. Lily James interpreta a secretária de Churchill.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 7 de março de 2016

Além do Inverno

Assisti Além do Inverno (2013) de Philippe Claudel no Max. Eu falei desse filme para a Liliane do Paulamar e colocamos pra gravar. Ela viu antes, parecia não ter se animado muito, fui postergando ver. Um dia eu vi uma chamada e vi que era com o Daniel Auteuil que amo. Vejo tudo o que ele faz. Ele pode fazer um filme muito porcaria, que ganhe Framboesa de Ouro, mas eu vou querer ver. E depois que começou é com outra atriz que adoro Kristin Scott Thomas. O dois interpretam um casal que está junto faz muito tempo. Eles são se dão bem, tem uma vida muito confortável. A casa que escolheram é lindíssima, o jardim maravilhoso. Ele é médico e eu achei que a esposa fosse paisagista, mas depois ela conta que largou tudo para apoiar o marido na carreira difícil de médico, para dar suporte a ele. O casamento está desgastado. Eles vivem bem como amigos, mas os dois estão distantes um do outro.

Ele conhece uma linda moça e começa uma bela e terna amizade com ela. Eles não se envolvem. A esposa do médico tem uma irmã com problemas e quando ela precisa de ajuda procura o amigo do casal, não o marido médico. O médico tem muito stress e é afastado do hospital onde fazia numerosas cirurgias. Boa parte do stress é em decorrência de rosas vermelhas que incessantemente chegam pra ele no consultório e em casa e ele não sabe quem envia. Ele e a mulher desconfiam de muita gente. Todos negam. Linda a moça que ele conhece, interpretada pela Leila Bekhti.

Vou falar detalhes do filme: Há muito texto incrível. Em um momento a esposa fala que o marido teve licença para ficar em casa, na casa que ele estranha, que ele parece não pertencer. Os dois se dão muito bem com a nora e volte e meia ficam com a neta que adoram, mas o filho é um chato e eles não se entendem muito. No filme também eles contam que os três amigos se conheceram juntos. Ela era muito amiga dos dois e casou com um deles. O pai inclusive se entende muito mal com o filho economista. Também no final, bem no finalzinho uma frase passa quase despercebida. O filho chato pergunta a mãe quem está ganhando no tênis e a mãe diz, o seu pai, mas quem está ganhando é o amigo deles. E quem perceber, vai ver que na verdade o filho chato é filho do amigo do casal, não do marido, mas o filho acha que a mãe se enganou e nem percebe.

O final é bastante surpreendente. O amigo é interpretado pelo Richard Berry. A trilha sonora é muito bonita também. Desse diretor é já vi Há Quanto Tempo Que Te Amo e comentei aqui.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dentro de Casa

Assisti Dentro de Casa (2012) de François Ozon no Max. Eu gosto muito dos filmes desse diretor. No blogspot tenho outros dois filmes dele mencionados aqui. Esse é absolutamente genial. O texto é do dramaturgo espanhol Juan Mayorga. Antes de começar o diretor deu uma pequena entrevista para o canal dizendo que inicialmente é bem clara a divisão entre ficção e realidade, que depois começam a se misturar. E é isso mesmo.

Um professor está cansado com as redações dos seus alunos, até que se depara com uma muito bem escrita. Lê para a esposa e começa a ajudar a esse aluno para melhorar o seu estilo. O aluno escreve em capítulos e o professor fica curioso em saber para onde irá. Entra então uma aula de como escrever livros. É fascinante! O professor empresta livros, fala de estilos, critica quando pensa que o aluno vai ir para o melodrama barato criando uma doença na mãe do colega. E assim o aluno vai mudando e melhorando o seu estilo.


Esse garoto diz se inspirar em uma família que frequenta. Não sabemos o que é verdade ou ficção do que ele observa, se tudo não é ficção, se essa família realmente existe. Com o tempo o professor começa aparecer nos cômodos da casa, congelando a cena narrada e dando orientações ao aluno. O professor também entra na ficção e começa a aparecer como um personagem. É genial!

A mulher do professor ouve sempre os textos, dá palpites e começa a ficar curiosa com o próximo capítulo. Todos do elenco estão excelentes. O professor é interpretado por Fabrice Luchini, o aluno por Ernst Umhauer. Adoro as atrizes Kristin Scott Thomas e Emmanuelle Seigner. O amigo é interpretado por Bastien Ughetto e o pai por Dénis Ménochet

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

The Invisible Woman

Assisti The Invisible Woman (2013) de Ralph Fiennes no Max. Foi a sinopse pelo controle remoto que me fez escolher esse filme. O filme é baseado no livro de Claire Tomalin. É sobre a amante de Charles Dickens, o próprio Ralph Fiennes faz o Dickens. Era uma menina, de uma família de atrizes. A mãe e as irmãs são atrizes. Incrível como esse filme é a frente do seu tempo. Em uma peça de Dickens ele conhece essa menina e se encanta com ela, não só pela beleza, mas pela sua inteligência.

A compreensão dessa mãe sob o destino dessa filha é incrível. Ela se preocupa com o interesse do Dickens pela filha, mas com o tempo percebe que a filha terá melhor destino tendo um romance com o Dickens, já que todas são pobres e ela não é boa atriz como as irmãs que sempre terão trabalho. E realmente o destino dela acaba sendo melhor já que ela acaba ganhando uma casa confortável, que no futuro a ajuda a refazer a sua vida com outro nome. A direção está impecável, tudo é contido, discreto, como era na época. A bela jovem é interpretada por Felicity Jones. A mãe por uma atriz que adoro, Kristin Scott Thomas. Alguns outros do elenco são: John Kavanagh, Joanna Scanlan e Tom Burke.

Beijos,
Pedrita

domingo, 9 de setembro de 2012

Bons Costumes

Assisti Bons Costumes (2008) de Stephan Elliot na HBO Plus. Fazia tempo que eu via esse filme na programação, vi que é um filme de época que gosto, mas nunca dava para assistir. Finalmente consegui! É um bom filme, não incrível, mas bom. Tratam como comédia, mas confesso que não ri muito. Bons Costumes é baseado na peça do inglês Noel Coward de 1925. O diretor do filme é australiano e Bons Costumes é uma co-produção entre Reino Unido e Canadá.

 Uma exímia corredora de carros americana se apaixona por um playboy inglês. Eles se casam e vão para a casa da família dele onde pela tradição inglesa ele deveria morar. Bons Costumes aborda então o confronto entre a tradição exagerada inglesa com o preconceito a liberdade americana. Kristin Scott Thomas, atriz que adoro, interpreta a matriarca da família que exagera na possessão e controle de todos. Jessica Biel a bela e jovem americana. Elas entram literalmente em guerra. O playboy está bem fraquinho, interpretado por Ben Barnes. O marido é interpretado pelo ótimo Colin Firth. A ambientação da época, os carros, os figurinos são belíssimos!

Beijos
Pedrita

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Bel Ami

Assisti no cinema Bel Ami (2012) de Declan Donnelan e Nick Ormerod. Eu queria muito ver esse filme porque tinha adorado o livro do Guy de Maupassant. Fui no cinema com minha mãe. O filme é muito bom também.Ótima direção e são as mulheres o grande trunfo dessa adaptação. Realmente eu tinha um certo receio da interpretação do Robert Pattison, acho que esperava tão pouco que gostei. A edição e direção são ótimas, o roteiro é incrível, as atrizes maravilhosas, que a interpretação do Pattinson não chega a interferir, é bem razoável e muito melhor do que eu esperava. A fotografia é maravilhosa, os figurinos belíssimos, os cenários foram filmados no Reino Unido, Hungria e Budapeste. O filme é uma co-produção entre Reino Unido, França e Itália. Essa é a sexta adaptação desse romance, que pena que não vi nenhum anterior. Vou ficar atenta.

As atrizes estão entre as minhas preferidas: Uma Thurman está deslumbrante, Kristin Scott Thomas em uma personagem muito diferente do que vejo habitualmente, ela interpreta uma mulher recatada e contida e a bela Christina Ricci.

Esse roteiro é tão atual que já no livro me impressionou. Nosso protagonista é um alpinista social, ele é filho de um camponês e vai se infiltrando na alta sociedade. Aprende com uma dessas mulheres que são elas as poderosas e começa a arrumar a sua vida sendo amante ou mesmo tentando um casamento vantajoso. A questão é que ele conhece superficialmente essa sociedade que deseja entrar, então comete desatinos e faz ações abomináveis para se livrar dos seus erros.  Alguns outros do elenco são: Colm Meaney, Philip Glenister,  Holliday Grainger e Anthony Higgins.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Há Quanto Tempo Que Te Amo

Assisti Há Quanto Tempo Que Te Amo (2008) de Philippe Claudel no Max. É um filme muito triste. Eu adoro a Kristin Scott Thomas e foi muito estranho ver ela desprovida de glamour e brilho. Começa com a irmã indo buscá-la no aeroporto. Aos poucos ficamos sabendo que ela ficou presa por 15 anos. Há Quanto Tempo Que Te Amo fala de preconceitos, julgamentos, dor, repulsa, adoção. São tantos temas, tão profundo, triste e doloroso.

A irmã é interpretada pela Elsa Zylberstein. No elenco ainda estão: Serge Hazanavicius, Laurent Grévill e Frédéric Pierrot. E o incrível Jean Claude-Arnauld.  Há Quanto Tempo Que Te Amo  ganhou vários prêmios.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 23 de junho de 2008

A Outra

Assisti no cinema A Outra (2008) de Justin Chadwick. Fui com minha mãe e gostamos muito. O roteiro é baseado na obra de Philippa Gregory, que não é muito elogiada pelo rigor histórico. Essa autora pega fatos históricos e romanceia bastante na estrutura. Eu gosto demais das protagonistas: Scarlett Johansson e Natalie Portman. Elas interpretam as irmãs Bolenas que tiveram envolvimento com o mulherengo Henrique VIII. O rei não conseguiu ter com a rainha um filho varão. Maria Bolena foi uma das amantes do rei e teve um filho, mas foi considerado bastardo. A irmã de Maria, Ana Bolena conseguiu se tornar rainha e teve uma filha mulher, Elizabeth, que se tornou rainha da Inglaterra depois e tem aquele filme maravilhoso com a excelente Cate Blanchett.

A Outra passa então nesse período que as irmãs Bolenas se aproximaram do rei e as disputas pelo poder. Foca mais nos relacionamentos e pouco nas relações militares desse reinado, mas é um filme impecável. Os figurinos de Sandy Powell são belíssimos! Três assinam a belíssima direção de arte: David Allday, Matthew Gray e Emma MacDevitt. O belo Eric Bana interpreta Henrique VIII. A mãe das Bolenas é interpretada pela maravilhosa Kristin Scott Thomas. A primeira rainha pela excelente Ana Torrent.
A Outra mostra muito a condição da mulher como responsável pela concepção de um filho varão e o quanto a não realização dessa obrigação social fazia com que elas perdessem seu poder e força. Henrique VIII rompeu com o Papa que não aceitou anular o casamento com a atual Rainha da Inglaterra para que ele pudesse se casar novamente e ter com outra mulher o filho varão tão desejado. Ironicamente ele também não conseguiu ter um filho homem com Ana Bolena e foi sua filha mulher, a Elizabeth, uma grande rainha que governou a Inglaterra por bastante tempo.


Música do post: G.F. Haendel: Aylesford Menuett

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Youtube: The Other Boleyn Girl Trailer




Beijos,


Pedrita