Assisti
Rebecca (2020) de
Ben Wheatley na
Netflix. Estava curiosa, eu amo essa história e adoro o elenco. Mas é outra história e com uma infinidade de furos no final, eram tantos furos que fiquei até tonta. E como falta sutileza!
Esteticamente é um filme belíssimo! As locações são lindíssimas! O livro de Daphne Du Maurier eu li de uma edição da família, nem sei por onde anda, estava até encapado com tecido. E o filme do Hitchcock é cheio de silêncios. Essa versão é bem barulhenta. Lindos demais Lily James, Armie Hammer e Kristin Scott Thomas. Alguns outros do elenco são Bryony Miller, Ben Crompton, Kelly Hawes, Ann Dowd e Sam Riley.
Vou falar detalhes do filme e do final. Quero rever o filme do
Hitchcock. Não lembro de ter tribunal. Que eu me lembro do livro e do filme é praticamente todo na mansão. O filme tem até corrida de carro tradicional de filme de ação, surreal. E é a protagonista que dirige igual uma alucinada. Ela vai atrás do boletim médico da consulta da morta
Rebecca. Depois, de madrugada, no consultório, ela senta com o médico e o policial, falam da doença da morta e chegam, ali no consultório mesmo, a conclusão que a mulher se matou. Ok, é uma possibilidade, mas
Rebecca não era uma mulher a se curvar, nem ao menos a uma doença. De madrugada mesmo soltam o acusado. Veja, teve um tribunal antes, e foi solto? Acho que não quiseram prolongar muito o filme com outra seção no tribunal, e resolveram tudo na madrugada mesmo pra ninguém ver. Se a barriga da mulher crescia por um tumor e ninguém sabia, sim o marido poderia achar que ela estaria grávida e sim, teria dúvida de quem seria. Agora não dá pra afirmar que seria do amante. E sim, ele poderia tê-la matado, ou qualquer outra pessoa. O exame e o resultado de câncer não prova nada que não foi morta. No começo também, por dias, a acompanhante larga sua patroa doente pra sair com o namorado. E a patroa insuportável que escravizava a jovem, dessa vez não faz nada. Concordo com a patroa, nada podia atrapalhar o desenvolver da trama, muito menos a coerência.
Beijos,
Pedrita