As locações são deslumbrantes! Um jovem viaja pelo Deserto no Atacama. Ele acaba vendo um homem morto, foi assassinado. É visto como suspeito, não pode sair da cidade e começa a ser investigado. As cenas no silêncio do deserto são impressionantes. Os vulcões!
Ele acaba conhecendo uma jovem com quem tem um romance. O protagonista é escritor, então não sabemos se ele imagina pra escrever, se de fato tudo aconteceu, ou se ele mudou o que aconteceu para o livro. Daniel Oliveira é esse brasileiro que viaja pelo deserto. A jovem é Daniela Ramírez. Outros do elenco são:Victor Montero, Roxana Campos, Nelson Polanco, Alvaro Rudolphy e Rogério Fróes.
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domingo, 5 de setembro de 2021
Romance Policial
Assisti Romance Policial (2012) de Jorge Durán no Canal Brasil. Queria muito ver esse filme, assim que entrou na grade de programação, coloquei pra gravar.
domingo, 5 de janeiro de 2020
Morto Não Fala
Assisti Morto Não Fala (2019) de Dennison Ramalho no Canal Brasil. Eu queria muito ver esse filme, tentei inclusive ver nos cinemas. É incrível! Em geral eu dou risada com o medo de vocês aos filmes do gênero que comento aqui porque são tão fantasiosos que assustam pouco. Mas se esse tiverem medo, não vejam, é realmente muito assustador. Eu fiquei apavorada.
Daniel de Oliveira trabalha no IML de madrugada. Ele tem o dom de ouvir e falar com os mortos. São muitos, mas muitos baleados. Muito bem feitos os mortos, como falam, muito assustador. O diretor conta em uma entrevista que alguns atores não gostaram da sua versão como morto, acho que eu teria ficado apavorada. O marido está em uma relação conturbada com sua esposa (Fabíula Nascimento). Ela não aguenta o cheiro dele. Ela tem dois filhos com ele.
Por um morto, ele descobre que a mulher o está traindo. Ele vê um caso policial na TV, ouve um morto, sobe o morro e conta que sabe quem é o homem que matou um bandido daquela facção. Entrega então o amante da mulher (Marco Ricca), só que que era mentira, ele só queria se vingar do amante. A mulher está na hora do "acerto de contas" e morre também.
Ele se abala um pouco, mas não o suficiente. A mulher começa a atormentar a família. As crianças estão ótimas: Cauã Martins e Annalara Prates.
A filha do amante (Bianca Comparato) vai ajudar o pai a cuidar das crianças. O filme é muito aterrorizador.
Beijos,
Pedrita
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Nada Será Como Antes
Assisti a série Nada Será Como Antes (2016) de Guel Arraes e Jorge Furtado na TV Globo. Eu tinha uma expectativa enorme. A série ia contar a transição do rádio para a televisão e o início da televisão. Contou, mas muito, muito pouco.
Foi uma série de mulheres fortes. Até mesmo a personagem da Letícia Colin era assim, apesar de sem escrúpulos e mimada muitas vezes, era ela que queria que o irmão (Daniel de Oliveira) fosse político e se fosse possível acho que ela mesma sonharia com cargos políticos.
A trama ficou mais nas relações amorosas das duas protagonistas interpretadas por Débora Falabella e Bruna Marquezine. Até disseram que o personagem da Marquezine era muito denso para a atriz, que merecia uma atriz mais experiente. Não sei, em alguns momentos ela segurava o personagem, outros nem tanto, mas foi muito bem. A rivalidade das duas soou forçada e cansativa.
Foi uma série de mulheres fortes. Até mesmo a personagem da Letícia Colin era assim, apesar de sem escrúpulos e mimada muitas vezes, era ela que queria que o irmão (Daniel de Oliveira) fosse político e se fosse possível acho que ela mesma sonharia com cargos políticos.
A série abordou várias questões que até hoje ainda tabus. Relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, beijos entre negro e branco na novela, galã negro. Belo personagem para o Fabrício de Oliveira. No início ele nem fala tinha em novelas, mesmo fazendo galãs na rádio. Como tudo era ao vivo ele coloca uma faLa e seu personagem cresce. O patrocinador ameaça tirar o dinheiro se tivesse o beijo.
Não sei o que não funcionou. Se foi o fato da trama ser muito picotada. Foi bacana ver a luta para mostrar o jogo da copa do mundo ao vivo. Primeiro eles gravavam na Europa e traziam as imagens. Aí resolveram encurtar o voo e fazer de outro estado para chegar antes da concorrência. Inicialmente poucos tinham tvs em casa. Me incomodou que o foco seria a tv, mas depois que a Verônica quis bancar o filho sozinha mesmo sendo mãe solteira, só se falava em rádio. Ela passou a ter um programa de rádio sob pseudônimo e a série perdeu muito tempo nos programas e na rixa com o ex-marido (Murilo Benício).
Triste a história da mãe e filha. A mãe era doméstica, o patrão abusou da filha adolescente que depois foi viver na cidade grande se prostituindo. Com a TV ela se tornou uma grande atriz e conseguiu morar com a mãe (Cássia Kiss). Foi lindo o capítulo que mãe e filha se reencontram.
Foi lindo o amor entre três pessoas, mas o segundo foi forçado. No primeiro os dois irmãos se amavam, há uma insinuação clara que eles já viviam um romance. Beatriz surge para aproximá-los e viverem em trio. O segundo foi artificial. O galã homossexual (Alejandro Claveaux) resolve se casar com uma fã que acha bonita para não interferir na vida profissional, já que seus relacionamentos anteriores terem sido um fracasso. Mas ele se envolve com o produtor (Bruno Garcia) e forma o triângulo. Forçadíssima a frase no final que amor a três é o ideal. Rotular achando que é inovador é igualmente restritivo. Acho que cada casal é que tem que encontrar a sua fórmula para amar. O primeiro casal todos se amavam. Nesse claramente o produtor tinha ciúmes do galã e a relação era desequilibrada com um sendo amado por dois e os outros com migalhas e rivalidades.
Inclusive eu estranhei uma fala, mas como não tenho como rever, se alguém souber. Me pareceu que os irmãos estavam na cama e ela diz que o pai (Osmar Prado) agora só fica em Brasília. Mas antes ele teve um problema grave de saúde e ficou quase vegetal. Não sei se eu que entendi errado, se achei que eram os dois irmãos e eram pai e filha ou teve mesmo um problema de edição ou continuidade. Alguns outros do elenco foram Igor Angelkorte, Greta Antoine, Daniel Boaventura, Susana Ribeiro e Clarice Niskier.
Eu não gostei de boa parte dos desfechos da trama. A maldade do dono da TV tirando a guarda do filho da ex, a aparição do personagem do Jesuíta Barbosa, o sumiço do personagem do Fabrício de Boliveira. O último trio amoroso. Várias soluções soaram falsas.
Inclusive eu estranhei uma fala, mas como não tenho como rever, se alguém souber. Me pareceu que os irmãos estavam na cama e ela diz que o pai (Osmar Prado) agora só fica em Brasília. Mas antes ele teve um problema grave de saúde e ficou quase vegetal. Não sei se eu que entendi errado, se achei que eram os dois irmãos e eram pai e filha ou teve mesmo um problema de edição ou continuidade. Alguns outros do elenco foram Igor Angelkorte, Greta Antoine, Daniel Boaventura, Susana Ribeiro e Clarice Niskier.
Beijos,
Pedrita
sexta-feira, 13 de maio de 2016
A Estrada 47
Assisti A Estrada 47 (2013) de Vicente Ferraz no TelecinePlay. Eu vi o cartaz desse filme, estava vendo muitos temas de guerra, não quis ver. Quando vi que ia passar no Canal Brasil que descobri que é brasileiro e me programei pra ver. É ficcional, baseado nos soldados brasileiros que foram lutar na Segunda Guerra Mundial, mais precisamente na Itália. A Estrada 47 é uma co-produção entre Brasil, Itália e Portugal e foi todo rodado na Itália. Senti falta de legendas quando os estrangeiros falavam. Não vi se no Canal Brasil tem legendas nesses momentos.
Eu tinha visto um documentário sobre o tema em 2008, O Fio Brasileiro que comentei aqui. O filme também conta no início o momento que o Brasil entra na Segunda Guerra Mundial após os alemães terem atacados navios brasileiros. No documentário, italianos contavam que foi a primeira vez que viram um negro. O filme coloca um negro no grupo de engenheiros. A Estrada 47 conta a história de engenheiros que seguem para a guerra para desarmar minas.
O elenco é muito bom: Daniel de Oliveira, Julio Andrade, Francisco Gaspar, Thogun Teixeira, Ivo Canelas, Sergio Rubini e Richard Samuel. A Estrada 47 ganhou Melhor Filme no Festival de Gramado.
Beijos,
Pedrita
domingo, 2 de novembro de 2014
Latitudes
Assisti Latitudes (2013) de Felipe Braga no Glitz. Vi esse filme por um acaso. Estava começando e eu já tinha ouvido falar dele. Latitudes era um projeto, começaria em uma série no youtube, depois iria para a televisão e só por último nos cinemas. Só agora consegui ver. Eu adoro o casal de protagonistas, Alice Braga e Daniel de Oliveira, que casal lindo. Eu não sabia da existência desse canal, nem de sua programação.
Os dois personagens se conhecem na rua em Paris, e se envolvem. Os dois viajam muito a trabalho, ela pega o telefone dele, mas pensam em não se ver mais. Não é o que acontece. O filme e a série são divididos pelas cidades, lugares lindos, belíssima fotografia. Eles acabam se encontrando novamente, sempre desejando não criar vínculos, mas vão se apaixonando e desejando mais e mais. Esse lugar da foto é belíssimo, é no Uruguay, na Estância VIK José Inácio.
Eles se encontram então em Paris, Londres, Porto, Uruguai, Veneza e Istambul. Há cenas ainda com só um dos dois em Buenos Aires e São Paulo. Latitudes é um filme muito bonito e delicado, com belas paisagens. Gostei muito. Fazem participações Elisa Volpatto e Michel Noher. Dá pra ver a série no youtube, inclusive com versões diferentes da que vi.
Beijos,
Pedrita
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
A Festa da Menina Morta
Assisti A Festa da Menina Morta (2008) de Mateus Nachtergaele no Prime Box Brazil. Eu relutei muito em ver esse filme. Sabia que era difícil de assistir, sabia que tinha que ver em um dia que estava com coragem. Achei que esse dia tinha chegado. É realmente um filme difícil. A Festa da Menina Morta é sobre um Santinho. Com um raciocínio torto, o povoado de um vilarejo acredita que uma criança de 3 anos seja Santinho só porque um cachorro trouxe um vestido da Menina Morta pra ele.
A Festa da Menina Morta começa com os preparativos para a próxima festa com o Santinho já adulto. Essa família vive do dinheiro dessa adoração insana a esse rapaz. Ele é bem afeminado, agressivo, maltrata a tudo e a todos. Daniel Oliveira arrasa. Ele sustenta com a fé do povo o seu pai alcoolatra e promíscuo. O pai é interpretado por Jackson Antunes que se relaciona com qualquer mulher do vilarejo e com seu filho.
A Festa da Menina Morta mostra essa insanidade de um povo inculto, sem ter outra festa e outra atividade cultural, segue por crendices. Mesmo aqueles que não acreditam, como o irmão da Menina Morta, ele se sente coagido a pedir a benção e levar o Santinho na procissão. Parece não haver escapatória para esse povoado. Esse irmão é interpretado por Juliano Cazarré. Outra personagem é interpretada por Dira Paes. Cássia Kiss e Paulo José fazem participações. As filmagens foram realizadas no município de Barcelos no Amazonas.
Beijos,
Pedrita
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Boca
Assisti Boca (2012) de Flávio Frederico no Telecine Premium. Cheguei a ver poucas matérias sobre esse filme faz tempo e fiquei curiosa. Descobri a estreia na programação por um acaso, lendo o que ia passar pelo controle remoto. Eu adoro o Daniel Oliveira e ele arrasa no filme. Ele interpreta Hirodo de Moraes Joanide que se tornou Rei da Boca do Lixo que dominava o tráfico e a prostituição. Boca tem uma incrível reconstituição de época dos anos 50, excelente fotografia e elenco maravilhoso. Boca é livremente adaptado na biografia de Hirodo de Moraes Joanide.
O filme é todo entrecortado. Mostra Hirodo visitando prostituas na adolescência, sua família. Depois, quando ele já trabalha na Boca do Lixo, ele se apaixona e casa com uma prostituta interpretada pela ótima Hermila Guedes. O melhor amigo de Hirodo é interpretado por outro ótimo ator, Milhem Cortaz. Leandra Leal interpreta uma matadora. Como Boca passa por vários momentos da vida de Hirodo, muitos atores aparecem: Jefferson Brasil, Paulo César Pereio, Maxwell Nascimento, Camila Lecciolli, Juliana Galdino e Cláudio Jaborandhy.
Beijos,
Pedrita
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
400 Contra 1
Assisti 400 Contra 1 - Uma História do Crime Organizado (2010) de Caco Souza no Canal Brasil. Queria muito ver esse filme, perdi nos cinemas. Eu acompanhava as filmagens pelo Facebook, as fotos. Gosto demais do Daniel Oliveira. e está irreconhecível a excelente Daniela Escobar. Esse filme é inspirado na história do Comando Vermelho. O filme diz que só o líder do Comando Vermelho ainda está vivo, o William de Silva Lima, autor do livro que gerou esse filme. Esse líder que é interpretado pelo Daniel Oliveira. Começa com ele sendo preso na Ilha Grande na década de 70. 400 Contra 1 é todo editado em um vai e vem incessante que mostra os períodos que o grupo estava preso e solto. São várias prisões e vários assaltos quando estão soltos.
O elenco é enorme com muitos atores excelentes: Branca Messina, Fabricio Boliveira, Jonathan Azevedo, Jefferson Azevedo, Lui Mendes, Rodrigo Brassoloto, Jefferson Brasil e Negra Li.
Beijos,
Pedrita
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Jean Charles
Assisti Jean Charles (2009) de Henrique Goldman no Telecine Pipoca. Eu não desejava muito ver esse filme, mas me surpreendi. É um filme sobre imigrantes, no final que passam a morte do Jean Charles. Quase todo o filme mostra a quantidade de brasileiros que vive em Londres, muitos em situação irregular, fazendo todo o tipo de trabalho, na maioria das vezes trabalhos pesados. O diretor vive na Inglaterra. Jean Charles era um rapaz simples, que acreditava que era possível ter uma vida melhor vivendo em Londres, tanto que ele estimulava a família a ir pra lá. No apartamento que ele vivia ele acolhia um amigo e duas primas, uma inclusive é interpretada pela própria prima do Jean Charles. Outros do elenco interpretam eles mesmos.
Beijos,
Gostei que não idealizaram o Jean Charles, ele era um rapaz trabalhador, não tinha medo de trabalho pesado, comunicativo, ajudava as pessoas, mas também cometia erros, dava alguns jeitinhos pra permanecer no país ou ajudar algumas pessoas a permanecer no país. Selton Mello está excelente. O filme começa com a chegada da prima interpretada pela Vanessa Giácomo. O amigo é interpretado brilhantemente por Luís Miranda. O Daniel Oliveira faz uma pequena participação como o namorado da prima que fica no Brasil. O filme também mostra a tensão que ocorre quando começam os atentados terroristas no metrô. O próprio grupo se assusta e fica preocupado. Jean Charles é confundido com um rapaz que tinha largado uma mochila que depois explodiu. Que eles tivessem preso por engano o Jean Charles pra interrogá-lo seria compreensível, mas vários policiais atiram no metrô a queima roupa sem nem ao menos checar nada, nem documentos. Quando viram a besteira que fizeram tentaram abafar como puderam. Tentaram impedir os amigos de vê-lo, alegaram que ele correu, quando ele na verdade ficou sentado e foi alvejado na maioria pelas costas, ajudaram e indenizaram pouco a família. Infelizmente até hoje eles tentam encobertar o caso e os policiais estão impunes, mas impunidade no Brasil e culpados soltos é o que não falta.
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Pedrita
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