Assisti
Cléo de 5 à 7 (1962) de
Agnès Varda no
Telecine Cult. Eu queria muito ver um filme dessa diretora, tenho quase certeza que nunca vi nada dela. Simplesmente genial! Esse é um dos seus filmes ícones e grande clássico.
Fui procurar informação sobre essa belíssima atriz, Corinne Marchand. Ela atuou em vários filmes, mas é mais conhecida por esse mesmo que inclusive ganhou prêmio. Ela é Cléo e o filme passa com ela em algumas horas do seu dia. Interessante porque ela parece uma jovem fútil, que só se preocupa com roupas, mas aos poucos vamos conhecendo a sua intensidade e profundidade. Belíssimos figurinos e interessante que esse cabelo inicial, que é um aplique, a faz parecer muito mais jovem e fútil.
Quando ela se transforma, tirando o aplique e usando uma roupa belíssima e clássica, ela torna-se mulher, deixando o lado de menina. Nas andanças pelas ruas, a diretora mostra mulheres e profissões. A própria Cléo é uma cantora muito famosa. Há uma cena dela cantando e ensaiando com o grupo, que preciosidade e beleza. O pianista é interpretado por Michel Legrand.
Cléo e sua assistente (Dominique Davray) pegam um táxi dirigido por uma mulher. Cléo pergunta sobre a profissão, se não tem medo. E a taxista conta como se livrou de um assalto, como se protege. Em outro momento Cléo vai se encontrar com uma amiga (Dorothée Blanck) que é modelo, posa nua para uma aula de escultura. E novamente Cléo pergunta sobre a profissão, sobre ficar nua para outras pessoas.
Beijos,
Pedrita