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terça-feira, 12 de novembro de 2024

Knight and Day

Assisti Knight and Day (2010) de James Mangord na Sony Channel. Enquanto eu lia a biografia da Viola Davis, comecei a querer procurar filmes que não tinha visto com ela e ela mencionava no livro. Na busca do Now localizei esse. É bem difícil achar no streaming filmes de 2000. Esse filme é muito engraçado, quase uma paródia aos filmes como Missão Impossível. Esse dá de dez a zero nas mirabolâncias, é muito engraçado. Nunca tinha visto nada nesse canal. No Now o acervo é bem pequeno, uns 25 filmes, mas parece que há rotatividade, vou ficar mais atenta a sua programação. Esse filme está no acervo da Disney também.

Tom Cruise e Cameron Diaz estão mais lindos que nunca. Ele dá um jeito de impedir que ela vá em um avião, sem ela saber, mas ela acaba conseguindo embarcar. O voo só tem bandido, então quando ela está no banheiro dá um tiroteio, isso mesmo, um tiroteiro com o avião no ar, é tiro pra tudo quanto é lado, mas a pressurização continua perfeita porque nenhum tiro sai "errado". O avião fica sem pilotos, claro que Tom Cruise que salva os dois e ela se vê envolvida nessa ação, passa a ser perseguida, sem nem ao menos saber porquê.

Tem muita cena de corrida de carros. São hilárias as cenas do Tom Cruise andando em cima dos carros em alta velocidade, os carros se chocando, tudo é propositalmente exagerado e falso. Viola Davis faz uma pequena participação como agente da CIA que trabalha junto com Peter Sarsgaard. Paul Dano é o cientista.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

The Fabelmans

Assisti The Fabelmans (2022) de Steven Spielberg no TelecinePlay. Queria muito ver esse filme e é muito, mas muito lindo! Estreou no Telecine e demorou demais pra entrar no Now. É inspirado na vida do próprio Spielberg. Tem várias matérias sobre o que é verdade ou não, pelo que li a maioria foi exatamente como aconteceu, só a linguagem que mudava um pouco. É um filme sobre o amor ao cinema, me emocionei muito!

Vendo a família de Spielberg, dá pra entender porque ele é um gênio. Que família especial. Seu pai era engenheiro, um gênio, até via a paixão do filho como hobby, mas sempre o ajudou, deu equipamentos, incentivou. Todos assistiam tudo o que ele fazia. A mãe era uma artista. Grande pianista, abandonou o piano como profissão pela família, mas continuava tocando em casa. Michelle Williams está majestosa. Spielberg criança é interpretado pelo fofo Mateo Zoryan. O pai, o incrível Paul Dano. O filho fica fascinado com o seu primeiro filme no cinema e pede trens ao pai. A cada momento o pai presenteia o filho com um vagão de brinquedo. O filho quer ver o acidente igual ao filme, o pai fica chateado com as colisões nos caros vagões. A mãe, sensível, sugere em segredo ao filho que eles filmem a colisão, compra um equipamento, pra que o filho possa rever quantas vezes quiser. Começa aí a paixão do garoto por filmagens. 

Ele passa então a filmar, com o tempo a editar, cortava os pedaços, criava efeitos com técnicas improvisadas. Se tornou um gênio porque experimentou e estudou muito a arte de filmar de modo amador na infância e adolescência. Muito divertido ele colocando todos os amigos pra trabalhar. Todos faziam os personagens, embarcavam nas loucuras do amigo. Depois ele reunia todo mundo pra ver os resultados. Gabriel LaBelle está ótimo. John Ford é interpretado por David Lynch. O filme termina no período que ele está insatisfeito na faculdade exigida pelo pai, enviando cartas aos estúdios. Queria muito saber como de fato ele começou.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 8 de julho de 2022

The Batman

Assisti The Batman (2022) de Matt Reeves na HBO Go. Eu sempre fico confusa com esses filmes. Não sou de prestar muita atenção, então nunca sei se tenho que ver um antes, se é continuação de algum, se vou entender. Mas eu gosto dos filmes do Batman. Resolvi arriscar ver avulso e sim, é avulso e muito lindo, fiquei muito emocionada. Triste, sombrio e muito bonito. A música do Nirvana, Something in the Way combina demais.
 

Eu gostei demais de saber que esse Batman é o Robert Pattinson, adoro esse ator e ele está incrível. Triste, sombrio, com poucas palavras.
Eu adoro a BatGirl e amei que é a linda e talentosa Zoë Kravitz. Eu fiquei com a impressão que ela era lésbica e era companheira de uma personagem que desaparece, mas ela e Batman se apaixonam. Acho que ela é bissexual. Lindo o amor deles. Os dois são sofridos, ela passou a ser vingativa e ele protetor. O caminho diferente que cada um escolheu pra expressar a sua dor os afasta, fiquei triste.

Adorei que o Charada é o Paul Dano, que ator. Outro personagem que sofreu muito e torna-se um monstro. E ainda alicia outros seguidores monstros. O filme é muito psicológico e muito fascinante por isso. Alucinado, o Charada acha que o Batman é seu aliado e trabalha junto com ele, que joga com ele pra ferrar os outros.

O elenco todo impressiona: John Turturro, Colin Farrell irreconhecível, Peter Sarsgaard, Andy Serkis e Jayme Lawson.

Gostei muito que Jeffrey Wright é o policial parceiro do Batman, gosto muito desse ator. 
Eu achei o filme escuro demais, não sei se na telona ficava tão escuro, tem horas que é difícil visualizar.
Também me incomodam as corridas de carros, mas aí sou eu que estou vendo o filme errado, no lugar errado. Corridas de carros e filmes de super heróis são quase sinônimo.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Looper

Assisti Looper (2012) de Rian Johnson no HBO On Demand. Eu não conhecia esse filme, gosto de ficção científica. O começo é meio estranho, mas de repente toma um ritmo incrível e gostei demais. Surpreendente!

Nosso protagonista é um matador. Ele recebe pessoas que são problema no futuro para serem mortas. Até que chega ele mesmo do futuro para ser morto. É nesse momento que o filme dá uma grande reviravolta. Ele do futuro quer matar quem cria todo o problema no futuro que é agora uma criança. Ele do presente se refugia na casa de uma das três possíveis crianças. Ele é interpretado brilhantemente por Joseph Gordon-Levitt. A dona da fazenda é intepretada pela bela Emily Blunt, eu adoro essa atriz. Uma graça o menino que faz a criança interpretado por Pierce Gagnon.

Ele no futuro é interpretado por Bruce Willis. Paul Dano faz uma participação. Alguns outros do elenco são: Noah Segan, Piper Perabo, Qing Xu, Tracie Toms e Jeff Daniels.


Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 6 de março de 2014

12 Anos de Escravidão

Assisti no cinema 12 Anos de Escravidão (2013) de Steve McQueen. Eu e minha mãe íamos inverter a ordem, ver antes esse e depois A Menina que Roubava Livros. Mudamos e acabamos indo ver um dia depois de vencer o Oscar, óbvio que o cinema estava lotado. Por sorte compramos os ingressos com antecedência na internet. Gostei demais! Não era o meu favorito para ganhar o Oscar, mas é um belíssimo filme. Me incomodou que a mídia dizia que era a primeira vez que um diretor negro ganha um Oscar, mas esse texto está errado. Foi a primeira vez que um filme dirigido por um diretor negro ganhou um Oscar, porque o preconceito da Academia continuou já que o diretor mesmo não ganhou o prêmio.

Solomon Northup vive em 1841 com sua família no norte dos Estados Unidos. Ele é violinista, casado e tem dois filhos. Ele é enganado por dois supostos artistas que o contratam e o sequestram para vendê-lo como escravo no sul do país. Solomon realmente existiu e esse filme é baseado no livro que ele escreveu e quero ler. Concordo quando dizem do quanto é realista esse filme, não só por ser baseado em fatos reais, mas pela forma como o filme é retratado.

O adaptador do roteiro não teve receio de mostrar a religiosidade dos senhores de terras e de escravos. Da hipocrisia deles rezando missa, lendo a Bíblia para os escravos, mas não os libertando. Há várias cenas com preceitos religiosos hipócritas desses monstros. 12 Anos de Escravidão mostra ainda a indiferença das esposas, que às vezes até se incomodavam, mas que viviam praticamente alienadas. Olhavam os maus tratos, mas continuavam suas vidas sem o menor sofrimento. A escravidão é horrível para qualquer um, não minimiza o fato dele ter sido livre, mas por ele ser livre e estudado ele acabou compreendendo melhor o que vivia. No final o texto conta que depois de retornar a liberdade ele se uniu para a Abolição e passou a dar palestras sobre o tema.

Chiwetel Ejiofor está incrível como o Solomon. Eu gosto muito do Paul Dano e ele está incrível como o carrasco da propriedade. Merecido o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Lupita Nyong´o. Ela nasceu no México, mas é do Quênia. O elenco é muito grande, já que são 12 anos e ele passa por vários momentos e propriedades. Michael Fassbender está ótimo como o alucinado latifundiário.


Muito bem também o outro senhor de escravos, esse mais sensível, interpretado por Benedict Cumberbatch. Paul Giamatti faz uma participação. Brad Pitt é produtor e faz também uma participação. As mulheres dos escravocratas foram interpretadas por Sarah Paulson e Liza J. Bennett. A esposa do Solomon por Kelsey Scott. Alguns outros do elenco são Chris Chalk, Michael K. Williams, Alfre Woodard e Adepero Oduye.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Onde Vivem os Monstros

Assisti no cinema ao filme Onde Vivem os Monstros (2009) de Spike Jozen. Minha mãe acompanha na sexta-feira as dicas de filmes na Rádio Eldorado e disse que esse estava bem elogiado, depois eu vi algumas pessoas na internet tecendo elogios. Gostei, não chega a ser apaixonante, mas é um filme bem interessante. Não é especificamente para crianças, tanto que a censura é 10 anos e eu e minha mãe achamos muito complexo para crianças. Onde Vivem os Monstros fala de nossos lados escuros. Um garoto sente a falta da irmã. Eles têm uma diferença maior de idade e ela já está na adolescência, já sai com os amigos e ele ainda é criança. A mãe está com problemas profissionais, sobrecarregada, ela até tenta ajudar o filho com os seus conflitos, mas está com os dela também.

O garoto acaba tendo muita raiva e em um desses acessos morde a mãe e foge. É nesse momento que começa a fantasia, ele vai parar em uma ilha Onde Vivem os Monstros. Começam diálogos complexos sobre família, união, desunião, raiva, tristeza, abandono. São textos bem complexos. O garoto acaba sendo nomeado rei dos monstros e obviamente que comete equívocos. Apesar dele estimular brincadeiras, nem sempre trazem harmonia. Aborda ainda o ser criança, a alegria de se divertir, mas também as consequências de nossos atos. Onde Vivem os Monstros é baseado nos livros de Maurice Sendak. O garoto é uma graça, ele é interpretado por Max Records, inclusive o personagem se chama Max. O elenco continua com grandes estrelas: Forest Whitaker, James Gandolfini e Paul Dano. A mãe é interpretada por Catherine Keener e a irmã por Pepita Emmerichs. Mark Ruffalo faz uma participação. Gostei bastante da trilha sonora de Carter Burwell e Karem Orzolek.
Youtube: Onde Vivem os Monstros - Trailer Final Legendado



Beijos,

Pedrita

segunda-feira, 24 de março de 2008

Pequena Miss Sunshine

Assisti Pequena Miss Sunshine (2006) de Jonathan Dayton e Valerie Faris no Telecine Premium. Sempre quis ver esse filme pelos elogios que recebeu e é uma graça! Minha mãe não gostou muito. Fala muito da infelicidade das pessoas, do desentendimento entre elas, da falta de diálogos, de solidão e da falta de sonhos na vida das pessoas. Muitos parecem sonhar em Pequena Miss Sunshine, mas é mais um delírio, sem bases reais, delírios de sonhadores sem análises de objetivos. Até mesmo o pai da família busca na auto-ajuda e nas respostas "fáceis" uma solução para o seu fracasso, mas não pensa em procurar um emprego e ajudar sua esposa no sustento da família. Acredita realmente que os seus delírios de soluções fáceis irão torná-lo, naquela altura da vida, um vencedor em um piscar de olhos. Típica fórmula fácil de resultado nulo do mundo moderno e do estilo de vida do americano.

O que mais me surpreendeu é que a criança é a única mais lúcida dentro daquilo tudo. Ela é criança, apesar da maioria das meninas do concurso que ela vai participar não serem mais. Ela vive a realidade clara de uma criança, os raciocínios típicos de uma menina que não atropela a infância, que não se torna uma aberração de adulto antes do tempo. E a atriz Abigail Breslin é realmente muito fofa.
O elenco é muito bom, Paul Dano está muito bem, já tinha gostado muito desse ator em Sangue Negro. Gosto bastante também de Steve Carell. Outros são: Toni Collette, Greg Kinnear e Alan Arkin.

Adorei que eles viajam em uma kombi e tive momentos de saudosismo. Meu pai tinha uma, verde clara, o nome dela era Paulistinha, e fizemos várias viagens nela com a família. Era muito divertido!

No final fica claro o quanto a família era desconectada e como viviam cada um em seus processos. Eles nem tinham idéia do que o avô tinha escolhido para a menina dançar tal o distanciamento e a alienação de todos.

Pequena Miss Sunshine ganhou 2 Oscars, Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) e Melhor Roteiro Original. 4 prêmios no Independent Spirit Awards, Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) e Melhor Roteiro de Estréia. 2 prêmios no BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin) e Melhor Roteiro Original. César de Melhor Filme Estrangeiro. Prêmio do Público, no Festival de San Sebastián. Prêmio Especial, no Festival de Deauville, Prêmio do Público, no Festival de Estocolmo e os prêmios de Melhor Diretor, Melhor Atriz (Abigail Breslin) e do Público, no Festival de Tóquio.

Música do post e do filme: DeVotchKa - The Winner Is


DeVotchKa - The Wi...




Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sangue Negro

Assisti no cinema ao filme Sangue Negro (2007) de Paul Thomas Anderson. Eu adoro esse diretor e esse filme é um dos fortes concorrentes ao Oscar. Também adoro o protagonista, Daniel Day-Lewis, que já ganhou o Globo de Ouro e Bafta de Melhor Ator por sua atuação em Sangue Negro e espero que ganhe o Oscar. O filme de Paul Thomas Anderson, Magnólia é um marco na minha vida, como uma divisória de águas, então quis muito ver Sangue Negro que é completamente diferente. Igualmente contundente, mas é baseado livremente no livro Oil!, escrito em 1927 por Upton Sinclair (1878-1968), que relata um pouco da início da exploração do petróleo nos Estados Unidos.

Um período em que muitos fazendeiros não sabiam das perfurações e em terras pouco produtivas vendiam suas fazendas por um preço muito baixo, sem saber que vendiam para exploradores de petróleo que ficavam milionários com as perfurações. O personagem do Daniel Day-Lewis é um grande explorador de petróleo e compra inúmeras fazendas. Ele é egoísta, cruel e um grande empreendedor. No início mostra bem a precariedade dos poços de perfuração, a quantidade elevada de acidentes de trabalho, a forma insalubre como trabalhavam.

Aos poucos as torres vão se profissionalizando, ficando mais produtivas e funcionais. A reconstituição de época das perfurações é surpreendente. Li nos créditos finais inúmeras exploradoras de petróleo que auxiliaram a confecção do filme.

As relações são muito complexas, lembram muito a forma do diretor abordar a complexidade de sentimentos. Amamos e odiamos nosso protagonista que tem uma relação muito forte e conturbada com o filho que ele ama muito, mas que dada a dureza até mesmo da época, tem sérias complicações afetivas. Sangue Negro é muito difícil de assistir, denso, complexo, forte, fiquei bastante chocada com toda a condução da trama, reflexiva, assustada. Excelente fotografia de Robert Elswit, maravilhosa direção e interpretação!

Em paralelo mostra a vida de outro explorador, um homem que se diz religioso e com o dinheiro da exploração do petróleo monta a sua igreja e enriquece explorando os fiéis.
O elenco está maravilhoso. Amei o menino que interpreta o filho do nosso protagonista, o Dillon Freasier, é emocionante o seu desempenho. É a estréia dele no cinema. O pastor é interpretado por Paul Dano. Ele também interpreta seu irmão gêmeo, só que eu só descobri que eram dois quando fui ler as matérias depois. Outros do elenco são: Ciaran Hinds, Mary Elizabeth Barrett, Sydney McCallister e David Willis.

Novamente a trilha sonora de um filme de Paul Thomas Anderson é um personagem, é angustiante e claustrofóbica como o filme. A composição é de Jonny Greenwood. Incrível!


Música do post: Original Music By Jonny Greenwood - Eat Him By His Own Light


Beijos, Pedrita