Assisti a série
Squid Game (2021) de
Hwang Dong-hyuk na
Netflix. Coisas de Brasil, aqui o nome continua em inglês, mas é outro, não faz sentido algum, Round 6. Eu tinha muita resistência pra ver essa série, tudo que é quase unanimidade eu fico relutante. Mas eu amo produções coreanas, principalmente as de terror, então fui ver e não conseguia largar.
Essa imagem explodiu na estreia nas redes sociais. E na época eu entendi que seriam jogos e como conheço os filmes coreanos, pavorosos. Os jogos são inspirados em brincadeiras infantis, algumas desconhecidas por aqui, algumas com semelhanças.
O protagonista é viciado em jogos, cavalos mais especificamente. Que ator,
Lee Jung-Jae. Ele não consegue emprego e é muito atrapalhado, vive apostando. Ele recebe então um cartão com uma proposta. Perto da meia noite os participantes vão a um lugar indicado, uma van passa, eles são dopados até chegar no local do jogo. Ele é o último, o número 456. Todos são imperfeitos, com ele não é diferente, mas ele tem alguma integridade, respeito ao próximo, sentido de equipe. Muito interessante que ele tem a maior admiração pelo amigo bem sucedido (
Park Hae-soo) que também está lá. O amigo foi o melhor aluno em tudo, formado com louvor e atuava no mercado financeiro. O 456 vive elogiando-o.
Duas jovens contam suas vidas, uma é da Coreia do Norte, muito triste a vida das duas. Ótimas e lindas atrizes: Jung Yo-Heon e Lee Yoo-mi.
O 456 afeiçoa-se ao 001 que diz estar com um tumor.
Oh Yeong-su está majestoso! O 456 passa a protegê-lo de alguma forma. Mas é interessante também que esse senhor, por ter brincado muito na infância, sabe técnicas onde mesmo um grupo mais fraco possa ser vencedor. A série debate muitas questões, pré-conceitos, é muito profunda.
A série debate também imigração com o personagem de Anupam Tripathi, o preconceito a imigrantes e fala de profissões de sobrevivência, como a prostituição na personagem de Kim Joo-Ryung. O grupo dos "vilões" é encabeçado pelo personagem do Heo Sung-tae.
O jogo é muito surreal. O líder fala sempre que a regra principal é todos terem direitos iguais, mas essa regra é bem controversa, na verdade, a série toda é muito controversa. Como na vida real, a noção de igualdade não é igualitária. Muito interessante quando termina dando a ideia de uma continuação.
Beijos,
Pedrita