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domingo, 7 de julho de 2024

O Menu

Assisti O Menu (2020) de Mark Myloid no Star+ na Disney. A Disney ainda não tem as opções policial e terror. Como era voltado mais ao público infantil, ainda não incluiu esses gêneros na lista. Está difícil achar os filmes que gosto. Esse eu já tinha me interessado antes, então consegui achar porque sábado é dia de fantasminhas. Esse não é de fantasminhas, mas é de terror. O ótimo roteiro é de Seth Reiss e Will Tracy.
 

Um grupo paga uma fortuna para uma experiência gastronômica com um dos chefs mais badalados do momento. Eles vão até uma ilha e passam a degustar as iguarias. É um grupo arrogante, com muito dinheiro ou que se endividou muito para estar ali. Praticamente todos são uns imbecis. Tem um ator famoso de cinema, John Leguizamo, investidores da bolsa, críticos de gastronomia, um casal que vai regularmente.
A personagem da Anya Taylor-Joy é a única que causa desconforto. Ela não estava programada no grupo. Ela foi substituir uma jovem que não foi. Inclusive o nome dela nem foi substituído, ainda está o da outra. Então todos só souberam que seria outra pessoa quando eles chegam na ilha. O chef do ótimo Ralph Fiennes fica intrigado com ela, já que ele sabe detalhes de cada um dos convidados, menos o dela. Ela acompanha o personagem do Nicholas Hout. Outro imbecil e grosseiro.

A equipe do restaurante assusta. Os cozinheiros parecem robôs. Há seguranças violentos e a maître de Hong Chau que apavora. Ela também sabe tudo dos convidados e os intimida o tempo todo. O filme tem inúmeras surpresas e é bom ir descobrindo aos poucos. Que delícia de filme! Mas aviso que é muito indigesto.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Curtas de Roald Dahl por Wes Anderson

Assisti aos quatro curtas (2023) de Roald Dahl dirigidos por Wes Anderson na Netflix. Eu achei que era só esse primeiro que vi, A Incrível História de Henry Sugar, até o 007 me dizer que os outros já estavam na Netflix. Achei na busca colocando wes and. Aí já aparecem os outros três. 

Mas vamos por parte. Todos são geniais com histórias fantásticas, desconfortáveis, indigestas. O estilo escolhido por Wes Anderson é de igual genialidade. Um narrador presente nas cenas, em geral por grandes atores, vai falando o texto, o elenco então vai mostrando em alguns momentos didaticamente o que está sendo dito. É um estilo incrível com atores inacreditáveis. 

Um homem muito rico e entediado (Benedict Cumberbatch), acha um caderno na casa do pai com uma história. Passamos então a acompanhar a história do livrinho. Um homem (Ben Kingsley) diz que vê tudo sem os olhos, tem um número que faz e pede para os médicos (Dev Patel e Richard Ayoade) vendá-lo. As tramas são ótimas, irônicas, cheias de significados e desconfortáveis. 
Os próximos curtas falam de animais e são muito, mas muito desconfortáveis. Gostei exatamente porque eles incomodam e mostram como o homem lida com as questões, ou acha que lida.

O Caçador de Ratos é muito irônico. Um caçador de ratos (Ralph Fiennes) explica o método infalível que vai fazer para acabar com eles. Rupert Friend aparece nesse. Só em um momento aparece um boneco de rato e ganha um pouco de animação.

Veneno é muito angustiante. Um homem está deitado há horas, o amigo chega e ele diz que há uma cobra muito venenosa dormindo embaixo do lençol. O amigo chama um médico e eles começam vários procedimentos caso o homem seja picado. É muito, mas muito angustiante.
O autor é britânico onde é comum a caça, então fala de jovens que estavam matando passarinhos. Um garoto tenta então impedir que eles matem também o cisne. Esse curta fala muito da perversidade humana.


Beijos,
Pedrita

terça-feira, 10 de maio de 2022

007 - Sem Tempo para Morrer

Assisti 007 - Sem Tempo para Morrer (2021) de Cary Joji Fukunaga no Telecine Premium. Como comentei, os filmes do Telecine não tem entrado mais no Now, agora eu vejo voltando pelo controle remoto ou na busca, já que não vejo na hora que passa faz muito, mas muito tempo. Eu estava ansiosa por ver esse 007. Daniel Craig é o meu 007 favorito, vai ser muito difícil seguir com a franquia sem ele. Ainda não perguntei pro 007 o que ele achou desse.
 

007 é um filme para ver na telona, mesmo minha TV sendo grande, não tanto quanto eu gostaria, é um filme para ver nos cinemas. As cenas iniciais são deslumbrantes. E eu amo a Léa Seydoux. Escolheram uma atriz à altura da anterior que o 007 se apaixona antes e morre no primeiro episódio com o Craig. Esse 007 é muito triste e a trama da personagem da Léa também. Linda demais a Lisa-Dorah Sonnet que faz a filha dela. Confesso que fiquei bem angustiada com a menininha. Mesmo que tenham tido todo o cuidado, ela é realmente exposta a cenas pesadas, palavras pesadas, e é muito pequena, achei puxado.
Esse está longe de ser o meu filme de 007 preferido. O que eu menos gosto nos 007 são os filmes mirabolantes, e esse tem muito exagero, sem falar no tempo, desnecessariamente longo. Não sou adepta de filmes curtos, amo filmes longos, mas eles precisam ser interessantes, esse não justifica tanto tempo. Ana de Armas aparece em uma cena, é até engraçadinho.

O 007 está aposentado e há outra 007 no lugar. Nada carismática. Linda a Lashana Lynch, mas a personagem é uma antipatia só. Primeiro ela fica competindo com o 007. Atrapalhando a missão dele, mesmo que os dois tenham que agir no mesmo caso. Aí ela vê que ele vale alguma coisa e fica legal com ele, mas continua antipática. Personagem desnecessária. A dela e a da Ana de Armas são muito caricatas, o que pouco acontecia nos filmes com o Craig.

O vilão é o Rami Malek, outro personagem caricato. Os cientistas criam vírus que são espalhados por DNA. Até é possível, mas aí vão extrapolando. Há vírus para os DNA de quase toda a humanidade, eles vão ser espalhados e acabar com o mundo. Pra salvar o mundo eles explodem tudo, mas é vírus, não espalharam do mesmo jeito? Teve uns 007 parecidos com esse que nunca gostei muito por ser muito pouco crível. Ótimos atores no elenco, aparecem ainda: Ralph Fiennes, Ben Whishaw, Naomi Harris, Jeffrey Wright, Rory Kinnear, Christoph Waltz, Billy Magnussen e David Dencik

O 007 do Craig sempre foi mais realista. Até tinha ele contra o mundo, mais inteligente que qualquer outra pessoa. Mas o lado mais humano sempre me agradou muito. Inclusive o 007 não ser um pegador como os outros. Ser alguém que ama profundamente. Ele amou muito uma no primeiro episódio e muito essa desse. E a construção para nos afeiçoarmos por essa foi muito bonita. E não jovens indefesas. As duas eram fortes e lutadoras também. Pena que esse filme se arraste tanto.
Eu amo a música tema e a dessa está deslumbrante, já ouço faz tempo.



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 20 de maio de 2021

A Escavação

Assisti A Escavação (2021) de Simon Stone na Netflix. Logo que esse filme entrou na plataforma um amigo disse que tinha ficado impressionado e eu quis ver. Depois esse filme passou a figurar em quase todas a listas de melhores filmes. E é mesmo. Impressionante!


A Escavação conta a história real de uma inglesa que achava que seus morros teriam objetos arqueológicos. 
Ela contrata um escavador Basil Brown e acabam fazendo uma das grandes descobertas arqueológicas. O filme é baseado no livro de John Preston. O elenco também é incrível. Carey Mulligan faz a inglesa, e Ralph Fiennes, o escavador. Quando o barco começa a aparecer museus aparecem como urubus. Contam que por muito tempo Basil não foi reconhecido como o descobridor do barco.
Incrível como o filme é construído, com muita delicadeza. E mais incrível ainda por falar em escavação, descobertas arqueológicas, muito bom ver filmes tão diferentes.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 22 de março de 2021

Segredos Oficiais

Assisti Segredos Oficiais (2019) de Gavin Hood no TelecinePlay. Nunca tinha ouvido falar nesse filme. É baseado na história de Katharine Gun, no livro de Marcia e Thomas Mitchell. Katharine é uma humanitária, mas na época do filme era uma tradutora de textos secretos na Sede de Comunicações do Governo.

É época que os Estados Unidos e a Inglaterra tentam justificar a importância da guerra do Iraque. A tradutora vê que estão mentindo, ela tem um documento que prova e resolve vazar esse documento, passa a uma ativista conhecida que leva à imprensa. A tradutora chega até se arrepender, mas um jornal publica. A força política para abafar é tão grande que dão um jeito de desmentir a veracidade do documento.
Enquanto isso o inferno de Katharine começa. Ele feriu as leis de segurança nacional, ela assume o que fez para que seus colegas não sejam prejudicados. Em retaliação tentam deportar o marido imigrante dela. Ele é curdo muçulmano e tentam o tempo todo fragilizar a tradutora. Ela fica muito revoltada quando vê que mesmo a votação da ONU dar contra a guerra, os Estados Unidos e a Inglaterra seguem com o plano e passam a matar inúmeros civis, crianças, mulheres e até mesmo soldados americanos em uma guerra de retaliação. Mas de qualquer forma o vazamento enfraquece os argumentos.
Katharine acredita que os vazamentos são necessários quando vidas humanas estão em risco e eu concordo. Como disse a personagem em seus inquéritos, ela trabalhava para o povo britânico, não para o governo, que governos mudam sempre. Sim, há uma lealdade em proteger as pessoas, não é certo manipular fatos para justificar guerras e matar inocentes. Keira Knightley está muito bem como Katharine. No momento do filme ela tem ainda muito medo de suas decisões e muita dúvida se deveria ter quebrado a regra, indo contra a lei. Só com o tempo ela vai percebendo a importância do seu ato corajoso. O filme é praticamente ela, aparece um pouco mais o seu marido interpretado por Adam Bakri. Os outros personagens aparecem pontualmente: Ralph Fiennes, Matt Smith, Rhys Ifans, Jack Farthing e Jeremy Northon

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O Corvo Branco

Assisti O Corvo Branco (2018) de Ralph Fiennes na HBOMundi. Faz um tempo que coloquei pra gravar, recentemente que vi que era sobre o maravilhoso bailarino Rudolf Nureyev, que filme. São inúmeros espetáculos de dança, dança em salas de aula, passeios em museus, é arte pura!

Nureyev era de uma família muito pobre com várias irmãs, ele era o caçula. O filme entrecorta a história da infância e quando ele tem 17 anos até ir se apresentar em Paris. De gênio forte, ele confrontava seus professores. Difícil saber porque o boicotavam, mas no filme o boicotam o tempo todo. Não dá pra saber se era pra ver se ele se curvava, já que a disciplina russa é bastante austera, sem afetividades, ou se era porque ele era pobre, ou não gostavam do jeito mais bruto no seu estilo de dança, talvez preferissem os que estavam mais no padrão russo e da dança clássica, de muita delicadeza, se era porque ele era desobediente, se era por pura implicância mesmo, se era porque perceberam que era acima da média, se era por inveja, mas é fato que o maltratavam muito. Sim, ele não era uma pessoa gentil também, mas sempre seu talento foi indiscutível. Tanto que no filme falam de vários bailarinos famosos da época, mas eu só lembro do Nureyev.
Ele consegue ir na companhia para dançar em Paris e depois em Londres. Em Paris ele é muito ovacionado, a imprensa vivia atrás dele, mas quando ele vai ao aeroporto, a companhia seguiria para Londres sem ele, e ele teria que ir para Moscou. Ele fica revoltado e com toda a razão, só ele não iria. Alguns acham que seria represália porque ele era indisciplinado e não aceitou algumas ordens, mas pode ser também porque perceberam que ele poderia ser mais suscetível a não voltar. Confesso que acho que foi um erro estratégico monumental. Talvez se ele fosse a Londres, tivesse voltado para a União Soviética depois. Acho que foi exatamente ele ser privado da liberdade e da dança que fez ele decidir se deserdar. 
O amigo dele liga para a amiga parisiense de Nureyev, ela procura a polícia do aeroporto, conta o que está acontecendo e ele deserda. 

Gostei demais que escolheram um grande bailarino para interpretar Nureyev. Oleg Ivenko está incrível e como dança. A dança é o principal do filme, muito bom que pode acontecer em toda a sua plenitude porque o protagonista e vários outros personagens eram grandes bailarinos. A amiga é interpretada brilhantemente pela linda Adèle Exarchopoulos. Outro amigo é interpretado por Raphael PersonnazRalph Fiennes interpreta o segundo orientador de Nureyev quando ele tinha 17 anos. A esposa por Chulpan Khamatova. Nureyev criança é interpretado pelo fofo Maksmillian Grigoriyev.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Ave, César!

Assisti Ave, César! (2016) dos Irmãos Coen no TelecinePlay. Eu não estava muito animada em ver esse filme, nunca curtia o pouquinho que via em chamadas. Mas o 007 falou que era dos Irmãos Coen que adoro, resolvi ver. Ele também não gostou muito. Tem umas sacadas geniais, típicas dos Irmãos Coen, mas é irregular. Vale muito a pena ver porque é muito inteligente, mas não chega a ser o que de melhor eles fizeram.

Gostei que fala de Hollywood. Desglamouriza o período. Um grande estúdio está gravando Ben Hur, obviamente tem outro nome no filme, mas logo identificamos. Estão no final das filmagens. George Clooney faz o protagonista. Ele não é nada brilhante e apronta muito. Ele é sequestrado e ninguém imagina. Levam-no há uma belíssima casa em uma praia onde roteiristas comunistas querem ganhar mais pelos seus trabalhos. Muito engraçado a dificuldade do protagonista de entender tanta referência literária.

O personagem do Josh Brolin passa o filme tentando apagar os incêndios das produções. Chega a cansar tanta atividade e tanta confusão que ele tem que resolver. São tantos problemas. Uma atriz que engravidou de um ator casado e para não manchar a imagem precisa de uma solução. Ela é interpretada pela bela Scarlett Johansson e atua naqueles filmes na piscina com nado sincronizado. Muito engraçado o grupo que estuda uma solução. E tudo mirabolante para enganar o público tentando salvar a imagem da atriz. Hilárias as duas Tilda Swinton. Elas são gêmeas inimigas, mas tem a mesma profissão. As duas são colunistas. Uma gosta de sensacionalismo, a outra se diz mais sofisticada, mas é tudo mais do mesmo. 

Alden Ehrenreich faz um ator de filmes de cowboy. Um ator de um filme de drama não pode comparecer e escolhem o ator cowboy para substituí-lo, só que ele só sabe fazer filmes de ação, sem falas, é muito engraçado ele tentando interpretar. O diretor é interpretado pelo Ralph Fiennes. É engraçado porque parece que não vai dar certo de jeito nenhum. Depois vão assistir um trecho e com a edição parece que ele é ótimo. Muito inteligente a cena. O elenco incrível continua Frances McDormand, Jonah Hill, Max Batter, Patrick Fischler, Channing Tatum e Christopher Lambert. É enorme e com muitas participações. O narrador é Michael Gambon.

Beijos,
Pedrita

domingo, 23 de outubro de 2016

Grandes Expectativas

Assisti Grandes Expectativas (2012) de Mike Newell no TelecinePlay. Eu tinha amado o livro do Charles Dickens, visto uma série logo em seguida, fiquei com muita vontade de ver o filme quando entrou na programação do Now. O excelente texto de Grandes Expectativas geram sempre belas produções.

Uma graça o menino que faz o Pip criança, Toby Irvine. Adulto é o lindo Jeremy Irvine. Talvez sejam irmãos. A menina é interpretada por Helena Barlow e adulta por Holliday Grainger. Novamente eu tinha outra imagem da Biddy adulta. A criança era perfeita, mas adulta, como na série, não me identifiquei. O que mais gosto nesse texto é a complexidade de sentimentos. A maioria tem faces boas e ruins. Dependendo do personagem o mal ou o bem é ressaltado.

Dickens mostra como o dinheiro corrompe. Achei o filme mais ácido que o livro, mais amargo. O marido da irmã de Pip é interpretado por Jason Flemyng. O advogado que cuida das finanças por Robbie Coltrane. O amigo por Olly Alexander.

Ralph Fiennes interpreta o presidiário. Ele deseja tornar o rapaz que o ajudou no passado em um cavaleiro. No filme acentuaram o interesse como se fosse ter um brinquedo, um objeto para admiração. Não tanto por uma bondade. Achei interessante esse olhar.

A jovem Biddy continua perversa na vida adulta. Eu acho essa Biddy cínica demais. Como disse, essa adaptação é sombria demais. Mas muito interessante, menos romântica, menos idealizada, mais fria e cruel.
A protetora da jovem Biddy é interpretada por Helena Boham Carter. O livro é muito extenso. Uma série poderá englobar melhor tanto texto. Mas esse filme é muito bem editado e compilado. A essência está toda ali. A direção de arte, a iluminação e os figurinos são maravilhosos.

Beijos,

Pedrita