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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Boa Sorte, Leo Grande

Assisti Boa Sorte, Leo Grande (2022) de Sophie Hyde na Netflix. Esse filme costuma aparecer e desaparecer em vários streamings. Eu queria ver porque adoro Emma Thompson e Daryl McCormack, que estão ótimos. É um bom filme intimista que fala de relações interpessoais. O roteiro é de Kate Brant.


 

A personagem da Emma contrata um acompanhante. Descobrimos que ela foi casada anos com um mesmo homem, que nunca teve um orgasmo, é viúva há dois anos e resolve tentar. Novamente mais um filme que romanceia relações de pagamento de acompanhantes, mas funciona. Eles passam a conversar e falam muito de relações mãe e filho, filho e mãe, homem e mulher, afeto, escolhas. É bonito! Linda a cena final com Emma nua em frente ao espelho. Parece banal, mas as cobranças ao corpo da mulher são muito severas e é muito libertador pra personagem e pra atriz expor sua nudez. É uma cena muito delicada e bonita!
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Zona de Interesse

Assisti Zona de Interesse (2023) de Jonathan Glazer na PrimeVideo. Esse filme eu senti muito de não ter visto quando estreou. Corri para ver quando descobri que estava nesse streaming. Filme indigesto, desconfortável, milimétrico, verdadeira obra de arte.

É a rotina familiar em uma belíssima mansão, quintal lindíssimo. É uma família feliz, leve, carinhosa, harmoniosa ao lado do Campo de Concentração de Auschwitz, onde o filme é realizado. Uma vida bucólica. Bem de vida, eles tem um séquito de empregados. Os de dentro contratados e os de fora judeus do campo. Tudo é sutil por isso tão incômodo. Em um momento entregam algumas peças de roupas finas pra eles. A matriarca pega um casaco de pele, ainda com um batom dentro e pede que costurem o forro que está solto. E diz que as empregadas podem pegar uma peça cada uma. E nós sabemos de quem foram aquelas roupas.
Começa com a família em um piquenique a beira do rio. 
A mãe vai visitar a filha. A matriarca mostra a casa e empolgada mostra o jardim que construiu, há uma belíssima estufa, lindas flores. A mãe é a única que parece se incomodar com o cenário depois do muro. A filha é a maravilhosa Sandra Hüller, ele é Christian Friedel.

O marido é elogiado pela produtividade em Auschwitz. Ele inclusive tem uma reunião com um engenheiro para criar câmeras de gás melhores, com maior produtividade. A fumaça das chaminés fica praticamente 24 horas. A mãe desconcertada com o cheiro vai embora sem avisar ninguém, deixa só um bilhete. A filha fica muito contrariada. O marido recebe uma promoção para levar essa produtividade para outros campos. Só com essa ida é que acompanhamos as reuniões nazistas onde falam da maior movimentação de judeus em trens que irá acontecer, que todos precisam estar preparados pra recebê-los. E falam em números, eficiência das câmeras de gás O filme termina com funcionárias limpando um museu com objetos de judeus dos campos, pilhas e pilhas de sapatos, malas. E comoo nazista olhando pra tela. Sempre falo que alucinados como Hitler só conseguiram fazer o que fizeram porque muitos lunáticos se juntaram a ele e nem todos por medo. E como no filme, pessoas aparentemente do bem. Sempre me apavoro com líderes que querem dominar o mundo matando seus semelhantes com as desculpas mais estapafúrdias só por poder e dinheiro. E lunáticos aplaudindo.
Pedrita

terça-feira, 5 de maio de 2026

Anora

Assisti Anora (2024) de Sean Parker na PrimeVideo. Tinha curiosidade de ver esse filme, sem muita empolgação, porque ganhou o Oscar de 2025. É um bom filme, excessivamente estereotipado e machista. Nada a ver levar o prêmio de Melhor Filme.

Anora é uma profissional do sexo bem do jeito que homem acha que é. Ela trabalha em um inferninho. Em geral homens que pagam por sexo quando querem algo diferente, mas no filme não é isso o que acontece. Elas são todas jovens mulheres, pequenas, sorridentes e parecidas. Homens gostam de fetiches nesses lugares, sempre há mulheres diversas de idade, nacionalidade, corpos diferentes. Mas no do filme é só mulheres gostosinhas, pequenininhas  e bonitinhas, no diminutivo mesmo. Esse olhar machista do filme foi o que mais me incomodou. Mikey Madison está muito bem, a interpretação dela é o melhor do filme.
Ela conhece um mimadinho russo de Mark Eydelshteyn, mais caricato que nunca. Eles se divertem muito e ele começa a contratá-la por mais tempo. Tudo vai muito bem, porque ela aproveita muito, vai em festas, conhece os amigos. Eles bebem muito, usam drogas, todos inconsequentes, mas ela se diverte e ainda ganha bem por isso. Como alguns filmes recentes do gênero, nenhum amigo tenta pagar a jovem pra se divertir também, eles não se divertem junto no sexo, tudo falso, não tentam abusar dela. São todos legaiszinhos com ela, no diminutivo também. Até que eles resolvem casar em Las Vegas. Pra ela é péssimo, porque até então ela ganhava bem pra se divertir com ele e com o mundo dele, ficava na belíssima mansão. Com o casamento tudo fica enfadonho e ainda sem ganhar um tostão.
O casamento chama a atenção da família na Rússia que manda seus capangas malvados resolverem a questão. É um show de clichês, como pode um filme desse ganhar um Oscar? O rapaz foge, a jovem é torturada, maltratada, mas tudo até certo ponto, esquisitíssimo, falso, enfim. Aí vem o pior do filme. Esse grupo infeliz passam a noite procurando o foragido pra anular o casamento e levam ela junto. Como o filme fica chato e caricato. A família do rapaz é outro clichê, tudo ruim. Como disse, dá pra ver. O final é tão machista, mas tão machista que me deu enjoo. Mulheres precisam de homens salvadores, mesmo que sejam os seus torturadores, enfim, dá pra ver, mas não dá pra ganhar prêmio. É um filme machista pra colocar jovens mulheres nuas ou quase pra seus próprios fetiches.

Beijos,
Pedrita

domingo, 3 de maio de 2026

A Mão que Balança o Berço

Assisti A Mão que Balança o Berço (2025) de Michelle Garza Cervera da Hulu na Disney. O roteiro de Amanda Silver é muito bom. Já teve uma adaptação dessa história em 1992.

Uma jovem vai aparecendo sorrateiramente perto de uma mulher grávida. Depois se reencontram e a mulher já é mãe. A jovem diz que é babá e se oferece pra cuidar dos filhos. Dá uma referência que confirma que está tudo certo. Mary Elizabeth Winstead e Maika Monroe estão muito bem. Logo a jovem vai suprindo tudo o que a mãe e a família precisa. Torna-se indispensável e conquistando todos, a filha de 10 anos, o marido, a esposa. Eu logo percebi as manipulações. A jovem, que agora é indispensável, diz que terá que se mudar de Los Angeles que é muito cara, deixando a mãe insegura de perder a babá tão imprescindível. Pena que a mãe entenda pouco de táticas de manipulação. Ela então convida a jovem a viver na casa. A jovem vai se infiltrando em tudo e manipulando todos contra a mãe. Pra piorar a mãe toma remédios controlados, não sabemos o motivo, algo no passado. A jovem troca os remédios e a mãe vai ficando cada vez mais instável, mais fácil de ser manipulada e ser vista como um risco aos filhos.
O marido é uma besta. Ok, a jovem manipula todos, mas ele é um pavor, nunca acredita na mulher e sempre joga na cara dela o passado. Ele é Raùl Castillo. Por sorte um amigo da esposa (Martin Starr) é o único que acha estranho a jovem pelo relato da mãe e resolve investigar. O marido só via defeitos na esposa que começa a duvidar das suas desconfianças.
A filha mais velha parece ser a única que começa a entender o que está acontecendo, mas ficamos na dúvida, já que ela fica amiga irmã da jovem, então pode ter sido manipulada. E a jovem pode ter contado muita mentira. Mileiah Vega está ótima. Gostei que ao final vem muita revelações, muito bom.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 29 de abril de 2026

2073

Assisti 2073 (2024) de Asif Kapadia na HBOMax. Só depois que estava vendo é que descobri que é um docudrama. Contundente, desconcertante mostra como o planeta chegou naquele estado.

Eu adoro Samantha Morton. Ela vive em 2073 nos escombros do que sobrou do planeta. Os poucos que restaram tentam sobreviver procurando alimentos, insetos, pra se alimentar. O filme passa então a mostrar como chegamos até ali e começa o documentário. Seres humanos matando seus semelhantes, guerras, destruição do meio ambiente, crise climática, especialistas de vários países falando de conflitos, desculpas absurdas para matar, tecnologia para controlar ou destruir. Filme urgente.
A música é de Antonio Pinto, entre os intérpretes estão Marcelo Jaffé, viola e Betina Stegmann, violino.

Beijos,
Pedrita

domingo, 26 de abril de 2026

A Virgem Vermelha

Assisti A Virgem Vermelha (2024) de Paula Ortiz na PrimeVídeo. Desconhecia por completo essa história e parece que os roteiristas do filme Eduard Sola e Clara Roquet também.

O filme conta a história de Hildegart Rodriguez Caballeira e sua mãe Aurora. Vi que tem vários filmes sobre elas, vou tentar ver algum mais fidedigno. 

Aurora tinha um projeto, criar um filho prodígio. Ela tem uma filha independente e desde pequena a exaure com aulas, treinos. Tinha exercício físico, tinha dança, mas no geral a menina estudava incansavelmente. No filme não mostram que Hildegart cursou Direito e depois ingressou em Filosofia, Medicina e Letras. Há dúvidas se ela ingressou na Faculdade de Direito aos 13 ou  aos 14. Essa informação suprimida do filme muda muito o contexto. Porque em um segmento acadêmico, ela teria contato com outras vertentes de pensamento além da direcionada pela mãe. Como mãe e filha eram muito próximas, algumas ideias dos textos da filha acreditavam ser da mãe. Aos 15 ela já começa a publicar artigos em jornais sobre política e sexo. São bem diferentes das retratadas. Najwa Nimri faz a mãe e Alba Planas a filha.
Até entendo que a mãe quisesse que a filha fosse criada de uma forma diferente das mulheres da época, politizada, feminista, a favor dos votos, mulheres ainda não votavam. A mãe tinha posses, viviam bem e depois somavam a renda aos inúmeros artigos e livros que a filha escrevia.

O filme não mostra que Hildegart fundou em 1932, a Liga Espanhola para a Reforma Sexual com Bases Científicas, em conjunto com o famoso médico e cientista Gregorio Marañón. O filme continua mostrando ela isolada e reclusa. 

O filme cria um par romântico para Hildegart, um operário do partido. A mãe acaba matando a filha aos 18 anos. A história não sabe qual motivo. Hildegart tinha muitos pretendentes: um cientista norueguês, um escultor que fazia um busto de Hildegart e um escritor e político de Barcelona. Como Hildegart não vivia isolada como no filme, cursava universidade, participava de instituições, podia desejar se libertar da opressão da mãe, independente de ser por alguma paixão. Forçado o filme criar um operário como o apaixonado e o único homem que teria contato. Sem mostrar ela na universidade, a história fica completamente diferente e equivocada. No filme mostram que Hildegart tinha sido convidada pelo escritor H. G. Wells e o sexólogo Havelock Ellis para passar uma temporada na Inglaterra e a mãe era contra. E que teria sido esse o principal motivo de Aurora matar a filha. Acho essa teoria bem mais convincente.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 21 de abril de 2026

Paradise - 2ª Temporada

Assisti a Segunda Temporada (2026) da série Paradise de Dan Fogelman da Hulu na Disney. Foi essa temporada que fez eu descobrir o plano com mais streamings de ponta. Eu ficava indo no canal 250 pra ver se a Disney entrava em promoção e acabei olhando a Prime e foi lá que vi a promoção com esse incluído. Eu amei essa série e queria muito ver a continuação. São só 8 episódios e muito inteligentes. Exceto o protagonista, os outros vão e vem, não tendo aquele problema daquelas séries enormes, inúmeras temporadas, com o elenco não querendo mais continuar e os fãs enlouquecerem com a saída do personagem. Essa os atores vão se alternando, somem, então fica bem mais realizável. Quem não viu a primeira, vou dar vários spoilers.

A primeira acontece no bunker, com algumas cenas de antes deles irem pra lá. Essa temporada é praticamente do lado de fora, já que o protagonista vai procurar sua esposa. Nessa os dois primeiros episódios são com Shailene Woodley que está maravilhosa! Ela é uma jovem muito solitária, fica órfã, desiste da faculdade de medicina que cursou por um tempo e vai trabalhar na casa do Elvis Presley. Acontece a tragédia no planeta e ela se protege na casa com outra profissional do lugar. Os personagens dessa série são incríveis, muito bem construídos.
Depois de anos de muito frio, catástrofes, as pessoas começam a se movimentar e chegam na mansão o grupo de Thomas Doherty. Ela reage como pode, mas depois eles entram em um certo equilíbrio e ficam um tempo na casa. Eles seguem para o Colorado, querem entrar no bunker. Muito interessante como esse personagem vai ter a história contada depois, e se torna o protagonista dessa temporada e da próxima. Porque até uma parte parece que ela será a protagonista, mas ela é a protagonista só de dois episódios. Eles se envolvem, ele parte e ela se descobre grávida.
Quando ela está grávida que surge o protagonista de Sterling K. Brown. Ele vem de avião para o planeta para procurar a esposa, mas fica muito mal e ela o socorre e eles passam bastante tempo na mansão do Presley. Depois eles seguem para procurar a esposa, ela tem o bebê no caminho.Ele promete entregar ao pai. 

O protagonista localiza o local onde a esposa vivia. O carteiro de Cameron Britton conta que ela é prisioneira de um grupo no trem. Nessa parte fica bem Walking Dead. Um pouco menos irreal, mas lembra. No bunker eu já estranhava, era gente demais para pouca produção de alimentos, plantações, animais. Não dava pra entender como não passavam fome. Fora é pior ainda. E aquele inverno escuro interminável teria morto boa parte das plantações, árvores e animais. Fica esquisito eles sobreviverem. A horta no correio então dá vergonha. Eram 20 pessoas e uma hortinha de quintal que alimentava mal uma pessoa. O protagonista começa a se preparar pra resgatar sua esposa no trem. Há então um episódio contando a história desse carteiro e seu amigo nerd. Eles percebem ou alucinam o fim do mundo e preparam um local que protege de radiação no correio. É incrível como entrelaçam a esposa do protagonista de Enuka Okuma nesse núcleo, muito inteligente. Essa temporada também conta o casal se conheceu no passado e como se apaixonaram. 
A série volta ao bunker que agora está um caos. Revoltosos demais, briga por poder. E risco da energia criada artificialmente não durar muito mais. Nicole Brydom Bloom, a Jane, ganha um episódio que conta como ela se tornou essa mulher tão pavorosa. E nesses episódios entendemos quem é Alex e toda a ligação com o rapaz lá trás. Muito inteligente também. A série termina com todos do lado de fora e o protagonista tem uma missão. A terceira temporada já está prometida.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Fancy Dance

Assisti Fancy Dance (2023) de Erica Tremblay na AppleTV+. Eu procurava filmes de um diretor e não entendo porque o sistema me indicou esse filme, não tinha nada a ver. A diretora divide o roteiro com Miciane Alise, as duas são descendentes de indígenas.

Na foto da busca vi a maravilhosa Lily Gladstone, eu tinha amado o trabalho dela em Assassinos da Rua das Flores, então corri pra ver. Ela está maravilhosa! A irmã desapareceu, ela vive em uma reserva indígena com muita dificuldade. No filme vemos o jeito torto dela em sobreviver, é ela que sustenta a irmã e a sobrinha. Obstinada, ela incomoda a cidade com os cartazes da irmã desaparecida. A falta de empatia local é assustadora. A polícia não tem a mínima intenção de investigar o paradeiro da irmã. Mas perseguir imigrantes, indígenas, com violência, isso sempre há tempo.
Pra piorar os avós brancos da adolescente resolvem pegar a guarda da menina de uma forma violenta. Acusando e vitimizando ainda mais essas mulheres e essa família vulnerável que vive esse drama. A tia pede mais uns dias, mas eles são pavorosos, então as duas fogem pra procurar a irmã-mãe. A jovem é Isabel Deroy-Olson e está ótima. Os avós nunca foram presentes, não entendem e não tem a mínima vontade de entender os rituais indígenas. O filme mostra as diferenças formas de pensar conforme suas tradições, outro olhar e tem camadas e mais camadas de reflexões. Abre muitas frentes de questões e é dilacerante!
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Maxxxine

Assisti Maxxxine (2024) de Ti West na Netflix. É o último dessa trilogia, eu tinha amado e visto Pearl. Quero muito ver o primeiro, mas só tem pra alugar. 
 

Mia Goth é um força da natureza, que atriz! Ela é a protagonista dos três filmes da trilogia. Nesse ela é aspirante a atriz, mas só consegue ser uma famosíssima atriz pornô na década de 80. Com mais de 30 anos, ela quer urgentemente ser atriz de Hollywood, já que o tempo como atriz pornô está terminando.

Muitas das locações são nos estúdios de Hollywood. Muito bom! Ela faz um teste e passa para um filme de terror! O Puritana 2. Ela descobre que muitos atores ficaram famosos começando com filmes de terror e se anima. 

Ela tem um empresário por Giancarlo Esposito. Los Angeles está com um serial killer e várias de suas colegas começam a ser assassinadas e ela começa a ser perseguida. Alguns outros do elenco são Kevin Bacon, Moses Sumney, Elizabeth Debicki, Michelle Monaghan, Bobby Cannavale, Simon Prast e Lily Collins. O roteiro é muito, mas muito bom. Que filme!
Beijos,
Pedrita