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sábado, 11 de julho de 2015

Som e Fúria

Assisti em DVD Som e Fúria (1959) de Martin Ritt. Eu comprei esse DVD da Coleção Folha Grandes Livros no Cinema. É baseado na obra de William Faulkner, autor que adoro, então antes de ver fui atrás do livro que li e comentei aqui. É uma péssima adaptação do livro. Resolveram romancear, fazer um filme charmoso. A decadência e o ódio estão ali, mas tudo atenuado, com direito a final conservador e feliz. Decepcionante!

O livro é um dos mais cultuados e famosos do Faulkner. Todo entrecortado temos dificuldade de entender a trama, em que tempo está. O filme suprime vários momentos em outros tempos, resume em um só, em algumas frases fala um pouco do passado. E o filme é totalmente linear. Joanne Woodward faz a adolescente, mas a atriz está com 29 anos. Soa muito falso. Yul Brynner faz só um tutor austero, fica muito longe do violento Jason do filme. Ethel Waters interpreta a velha empregada negra da família decadente. Jack Warden, o parente que não fala. Suprimiram totalmente o trauma que o fez ficar calado. O homem que a moça se apaixona é interpretado por Stuart Whitman. E a mãe por Margaret Leighton. A trilha sonora é outro equívoco. Algumas canções de jazz angustiantes combinam, mas as obras adocicadas ficam forçadas.

Beijos,
Pedrita

domingo, 27 de junho de 2010

O Mercador de Almas

Assisti O Mercador de Almas (1958) de Martin Ritt no Telecine Cult. Logo no início aparece o Paul Newman chegando de barco em uma cidade. Ele pega carona com duas moças interpretadas pela Joanne Woodward, que é esposa do Paul Newman até hoje e Lee Remick. O elenco estrelado continua. Uma delas é filha do personagem de Orson Welles, a outra é casada com outro filho interpretado pelo Anthony Franciosa. A filha está em um namoro arrastado por seis anos com o personagem de Richard Anderson. E a namorada do personagem do Orson Welles é interpretada pela Angela Lansbury.

O Mercador de Almas é baseado em um conto do William Faulkner. Nosso forasteiro chega em uma cidade onde os Varner comandam tudo, são eles os donos das terras, do banco, da venda. O filho é mimado, a filha arrasta um namoro onde a mãe do moço a trata mal e não a aceita, mas o moço não parece tomar posição. O roteiro é muito bom e muito bem desenvolvido. Orson Welles arrasa e os outros estão mais lindos que nunca. Belo filme!




From Mata Hari e 007
Beijos,









Pedrita

quarta-feira, 7 de maio de 2008

5 Mulheres Marcadas


Assisti 5 Mulheres Marcadas (1960) de Martin Ritt no Telecine Cult. O roteiro de Ugo Pirro é bastante complexo e as cinco mulheres são grandes interpretadas pelas grandes atrizes: Silvana Mangano, Jeanne Moreau, Vera Miles, Barbara Bel Geddes e Carla Gravina. É a Segunda Guerra Mundial e na Iugoslávia, um soldado nazista sedutor guarda fotos de suas conquistas. Quando é preso pelo grupo da resistência essas cinco mulheres são humilhadas, raspadas suas cabeças. Os nazistas não querem condená-las já que estariam condenando um dos seus, então traçam o horrível destino dessas cinco mulheres, libertá-las fora da cidade, com a roupa da corpo, para que sobrevivam nas estradas, em meios aos conflitos e a própria sorte.

Elas ficam então unidas por esse destino trágico, pela falta de cabelo todos sabem quem são e as renegam onde vão. Juntas elas começam a roubar roupas de nazistas mortos, suas armas, comida. Uma delas inclusive está grávida, outra tem somente 18 anos. É um filme que fala muito sobre intolerância, arrogância. Elas acabam se unindo a resistência mais por sobrevivência e descobrimos que eles são tão cruéis e desatinados quanto aos seus inimigos. Questiona o tempo todo se os inimigos são todos mal e bons são os partidários. É um filme triste e complexo. Me incomodou um pouco só o grand finale, mas o filme é muito bom.

Música do post: Addio alla madre (Pietro Mascagni)





Beijos,

Pedrita