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terça-feira, 30 de julho de 2024

São Bernardo

Assisti São Bernardo (1972) de Leon Hirszman no Brasiliana TV. Um amigo foi na peça do Othon Bastos que comentou sobre esse filme. Meu amigo disse que é um dos filmes mais lindos que já viu. Fui no Brasiliana TV descobrir essa preciosidade. Que filme maravilhoso! Está entre os melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Bom, é inspirado no livro homônimo de Graciliano Ramos que amei e comentei aqui. O filme foi restaurado pela Petrobras.
 

Othon Bastos está majestoso. Tem vezes que é só a narração com a voz dele e textos do livro. Ambicioso, ele vai dando um jeito de chegar onde quer. A forma como ele compra a propriedade de nome São Bernardo é vergonhosa. É tanta manobra, revoltante. Ele vai prosperando e enriquecendo, sem escrúpulo algum. A fotografia maravilhosa é do Lauro Escorel. As locações são em Alagoas.
Ele decide que precisa casar e escolhe a bela Madalena, na pela de Isabel Ribeiro. Ele faz uma péssima escolha. Ela é professora, escreve artigos em jornais, ele vai se irritando com a personalidade e inteligência dela. Ele é implacável com os funcionários e ela solidária, amiga e próxima deles. O elenco é incrível, ainda estão Jofre Soares, Mário Lago, Nildo Parente, Rodolfo Arena Vanda Lacerda

Que filme bonito! Que planos e enquadramentos lindos! Obra de arte,

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Pitanga

Assisti ao documentário Pitanga (2017) de Camila Pitanga e Beto Brant no Canal Brasil. Quis ver inclusive nos cinemas. A trajetória de Antônio Pitanga confunde-se com a história do cinema brasileiro.. Sou fã desse ator.

Antônio Pitanga com Luíza Maranhão em A Grande Feira

O documentário mostra Pitanga na praia, depois segue para Salvador, onde ele encontra com profissionais que trabalhou. Contador de histórias, seus encontros são riquíssimos em conteúdo, uma aula de cinema brasileiro. Ele fala com Ruth de Souza, Léa Garcia, Zezé Motta, Milton Gonçalves, Lázaro Ramos, Othon Bastos, Gésio Amadeu, Ney Latorraca, Tamara Taxman e Ítala Nandi. Com os diretores Cacá Diegues, Neville D´Almeida, Walter Lima Jr. e Hugo Carvana. Os músicos Maria Bethânia, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Paulinho da Viola e Caetano Veloso.

Antônio Pitanga em Barravento

Pitanga conta que Glauber Rocha ficou muito bravo com ele porque uma produção atrasou e o ator foi trabalhar com teatro. O documentário entra com uma linda entrevista do José Celso Martinez Corrêa e sobre teatro. Capoeirista, suas interpretações tinham muitos movimentos, eram muito viscerais.

No final as conversas são com os filhos. Camila Pitanga agradece muito ao pai o carinho com sua mãe, Vera Manhães. Em uma entrevista contam a beleza desse casal.

Muito emocionante as cenas do Pitanga com o filho Rocco e seus netos, que momentos delicados. O carinho e união de todos emociona.

No blog eu falei de alguns filmes que Antônio Pitanga participou:

O Pagador de Promessas

Tocaia no Asfalto

O Homem que Desafiou o Diabo

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Vazio Coração

Assisti Vazio Coração (2013) de Alberto Araújo no Canal Brasil. É mais ou menos, mas tem umas questões interessantes. Murilo Rosa faz um cantor de música popular cafona e é bem famoso. As fãs gritam, correm. As músicas são baladinhas românticas melosas e ruins, medíocres mesmo, com letras e ritmos óbvios e Murilo Rosa canta bem mais ou menos. Vazio Coração é mais um filme melodramático.

Ele tem uma relação ruim com o pai que é embaixador e tenta uma reaproximação. Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu. O pai é interpretado pelo excelente Othon Bastos. Acho que eu também seria muito desgostosa se tivesse um filho cantor de música romântica ruim, de sertanejo universitário. O pai não se conforma que o filho faça versos tão ruins e que ainda use a sua história para expor a família nas letras. Acho que eu teria pavor também. A música Vazio Coração que o filho faz ao pai é de chorar de ruim.

Gostei de saber que o filme foi realizado com incentivo a cidades fora dos grandes centros, visando um possível retorno turístico. Eu fiquei com muita vontade de conhecer Araxá. As cidades mineiras são lindas. O Brasil tem tanta cidade linda, é muito bom que elas tenham patrocínio para filmes.

Fazem participações Lima Duarte e Bete Mendes, são avós maternos do cantor. Larissa Maciel é a esposa do cantor. Oscar Magrini o braço direito do cantor. Patrícia Naves a mãe. 

Beijos,
Pedrita

domingo, 5 de maio de 2019

O Paciente - O Caso Tancredo Neves

Assisti O Paciente - O Caso Tancredo Neves (2018) de Sergio Rezende no TelecinePlay. Acho importante filmes históricos e esse fato foi envolto em muita especulação e teorias conspiratórias. O filme trata dos pavorosos últimos dias de Tancredo Neves, a sucessão de erros médicos e a infinidade de pavões que queriam ser os salvadores do presidente para turbinar os seus egos e carreiras. É baseado no livro de Luís Mir que teve muita dificuldade de conseguir os documentos que relatavam esses últimos dias. Os médicos ocultaram o que puderam aquele período.

Tancredo Neves está com dores abdominais, não quer ir ao hospital antes da posse. O médico Dr. Pinheiro da Rocha acha que é apendicite. Eu não sou médica, mas o pouco que lembro é que as dores de apendicite são absurdas. Tancredo Neves quer continuar driblando as dores com antibióticos e anti-inflamatórios. Pelo o que eu sei, as dores de apendicite são absurdas. Pra passar a dor a pessoa fica praticamente dopada. Tancredo Neves sente dores mas anda, treina discursos e aguenta vários dias assim. Mas enganos acontecem e se os enganos fossem corretamente corrigidos, talvez aqueles horrores não tivessem acontecido.
Eu concordo com a conduta desse médico de não aceitar que o presidente fosse de jato para São Paulo, para o Incor, que eu saiba em apendicite o tempo é fundamental e Tancredo tinha 75 anos. O autor do livro acha que foi por vaidade, talvez, mas não sei, pelo diagnóstico que o médico tinha feito achei lógico o presidente ficar em Brasília. O problema é que para ser bem escondido enviaram para um hospital militar recém-construído, ainda não totalmente equipado. As confusões médicas são muitas. O médico leva toda equipe e prepara a sala de cirurgia, mas os outros médicos levam o presidente para outra sala e começam a discutir se iriam descer o presidente ou ele ia ficar naquela sala, com isso mais atrasos e tensão, isso mostra-se uma rotina em todo o tempo que o presidente lutou para sobreviver.
A posse seria em dois dias e o autor do livro acha que a pressa do próprio Tancredo e dos médicos foram determinantes pra tantos erros nessa cirurgia. Não, não era apendicite, o médico faz um diagnóstico precipitado, tira um pedaço. Isso estava correto, o problema é que na pressa não fechou corretamente o local onde esse pedaço foi tirado e é essa hemorragia que vai matar o presidente 39 dias depois porque ninguém, absolutamente ninguém, percebe a hemorragia até um pouco antes dele morrer.  Mas outros erros sucederam nessa cirurgia pela pressa. O médico que operou fica feliz, fecha rapidamente e deixa a hemorragia, sai da sala todo saltitante pra contar a família. Fica lá outro médico fechando o local. O responsável pelo tubo da garganta resolve tirar antes da hora, o que estava fechando o abdômen pergunta porque a precipitação, e o médico diz que é o pro presidente acordar logo e estar melhor logo para a posse. Nessa precipitação o pulmão do presidente enche de água, o que adia ainda mais a recuperação, e agrava ainda mais o caso.
O presidente não melhora, convocam uma equipe de médicos pavões pra se juntar aos outros pavões já estabelecidos. Como Tancredo Neves ainda vomita muito e não come há dias, acham que é uma obstrução intestinal e fazem nova cirurgia, não é, não reparam a hemorragia de novo. Claro, o paciente não melhora e começa a perder muito sangue. Dr. Pinotti, o pavão mor, quer uma cintilografia, não entendi porque não fizeram isso antes da segunda cirurgia. O equipamento de cintilografia desse novo hospital nunca foi usado, o técnico mora em outra cidade, resolvem trazer Tancredo Neves pra São Paulo. O presidente está exausto, recebe bolsas e bolsas de sangue, está absurdamente fragilizado. É difícil convencê-lo da viagem, mas conseguem, é aí que as questões começam finalmente a se resolver. O exame em São Paulo aponta a hemorragia e o presidente é submetido há nova cirurgia, mas já estava muito, mas muito debilitado, fragilizado, pega duas infecções e acaba morrendo. Deve ter sido um filme de difícil realização, eu tive muita dificuldade em assistir porque dá muita revolta. Othon Bastos está incrível como Tancredo Neves, que cenas difíceis. Os médicos são só grandes atores: Leonardo Medeiros, Otávio Müller, Paulo Betti, Emiliano Queiroz, Leonardo Franco, Elcir de Souza e Pedro Brício.
O autor do livro disse que o mais difícil foi levantar sobre a família do Tancredo, que a parte médica era quase um documentário, todos os passos estavam nos documentos médicos, mas que sobre a família não tinham dados. Evitaram no filme de evidenciar muito a família. Esthér Góes faz a Risoleta. Os filhos são interpretados por Mário Hermeto e Luciana Braga. Emílio Dantas faz o jornalista do governo, responsável pelos boletins oficiais a imprensa.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Além do Tempo - 1ª Fase

Assisti a novela Além do Tempo - 1ª Fase de Elizabeth Jhin na TV Globo. Que obra de arte! Agora a novela segue no tempo atual. Essa autora mexe muito com o fantástico. Mescla ideias de reencarnação, com alguma vertente espírita, mas não fica com discursos. É o mote para a criação da história. Eu não costumo falar de novelas, séries e livros antes de terminar de vê-los, mas essa novela fecha um ciclo e começa praticamente uma segunda novela, uma incrível inovação que merecia um post a mais.

Um folhetim clássico, inspirado no amor impossível de Romeu e Julieta, mas com a inovação de seguir no tempo mais de 100 anos depois. Lindo o amor de Lívia e Felipe, ela interpretada pela linda Alline Moraes e ele por outro talentoso ator, Rafael Cardoso. Li entrevistas com a Alline Moraes que ela tinha muito receio de fazer uma mocinha, agora a atriz é mãe, e que tinha receio de não conseguir convencer já que a moça tinha sido criada em um convento. Mas ela foi tão incrível e ela mesma se surpreendeu com a aceitação do público. O sucesso está no maravilhoso texto. Os segredos que ela não podia revelar realmente não podiam ser revelados. 

A condessa interpretada magistralmente por Irene Ravache, um de seus melhores papéis, tinha mandado matar a mãe da Lívia várias vezes. Então resolveram deixar que a condessa achasse que tinha conseguido para a mãe ficar protegida. E um segredo assim não pode ser revelado. A mãe de Lívia foi interpretada por Ana Beatriz Nogueira. Muito interessante também a relação de crueldade entre a condessa e sua fiel escudeira interpretada incrivelmente pela Nívea Maria. Uma mulher amargurada que sacrificou a sua vida para criar o filho e vivia a sombra da condessa que só a maltratava. A sensação que eu tinha é que uma não podia viver sem a outra tão fechadas em suas neuroses de algoz e vítima.
As vilãs eram incríveis, arrasaram Paola Oliveira e Júlia Lemmertz. Júlia Lemmertz, interpretava Dorotéia, como ela mesmo dizia era uma plebeia, tinha tido a sorte de fazer um bom casamento com um nobre e sua filha era meio nobre. Amava o casal dela com o Bento, o vilão mor da novela, interpretado brilhantemente por Luiz Carlos Vasconcelos. Que personagem rico. Ele que fazia todas as maldades que a condessa ordenava. Uma delícia o romance que ele tem a Dorotéia.

Val Perré ganhou um grande personagem. Estava no início de Babilônia que ainda não acabara quando ele abraçou o Raul de Além do Tempo. Como é uma novela de época não seria possível ele não falar de negritude e de escravidão. Ex-escravo, ele tinha sido abandonado pela mulher que lhe deixou o filho. Além do conde Bernardo, ele era o único que conseguia fazer as rosas ficarem maravilhosas pelos seus cuidados e sensibilidade. Ele e a Gema se apaixonam, que casal lindo. Ela sofria porque o filho não aceitava, mas também porque era mais velha que ele. Mas ele não se importava com a questão da idade, só com a desavença entre mãe e filho porque ele sabia da importância de uma família já que era um ótimo pai. Pena que esse casal não pode ficar junto. A Gema foi interpretada lindamente pela Louise Cardoso.
Adorava todas as crianças, com histórias completas e consistentes. Foram interpretadas por Mel Maia, João Gabriel D´Aleluia e Kadu Schons. Adorava as preceptoras também interpretadas por Daniela Fontan, atriz que adoro e Dani Barros.

Incrível nessa cena com os empregados, quando ainda não conhecíamos suas histórias. As histórias dos empregados eram muito completas. Letícia Persiles, atriz que amo, interpretou uma doce e sonhadora jovem que cai na sedução de um conquistador, interpretado muito bem por Rômulo Estrela. Ele é filho de Dorotéia e junto com a mãe estão sempre preparando golpes. A família de Dorotéia está falida e precisa da bondade da condessa e de bons casamentos para não cair na miséria. Outra empregada que gostava muito da personagem foi Carola, interpretada por Ana Flávia Cavalcanti, ela trabalhava como empregada na casa da condessa, mas o sonho era poder ter dinheiro para pagar os estudos e ser professora.
Muito rica a história da personagem da Carolina Kasting, atriz que adoro. São vários segredos em vários personagens de Além do Tempo o que enriquecia muito a trama. Rosa Ventana tinha tido um filho e suas escapadelas eram para vê-lo. Com o trabalho ela pagava uma mulher para cuidar dele. Severa também tinha um segredo.
Uma das poucas novelas que foi tão correta com a música erudita. Melissa tocava muito bem piano, eles se sentavam após o jantar para ouvi-la. Eram peças pequenas, mas executadas inteiras na novela. E não as óbvias Claire de Lune. E sim outras obras, uma só romântica, as outras densas. Só quando o menino Alex foi aprender a tocar que começou pelas mais fáceis e algumas eram mais conhecidas, mas nem todas. Fiquei curiosa em saber de quem eram as mãos de pianista que mostravam. E muito bem feita a edição, parecia mesmo que era a Melissa tocando. E tiveram o cuidado de escolher uma ótima pianista, mas com dedos finos e bonitos como os da Paola Oliveira.

Eu já gostava do Emílio Dantas em personagens da TV Record, fiquei muito feliz com ele na TV Globo e em um personagem tão complexo. Um egoísta, ele só queria o seu amor pra ele, mas mesmo assim a põe em risco para matar o seu rival. As cenas finais ele arrasa e é muito surpreendente. Tudo é impecável. Cenários, figurinos, caracterizações, direções de cena e de arte. Essa novela é  uma obra de arte.

Tinham muitos atores e personagens que eu gostava: Felipe Camargo, Luís Melo, Carlos Vereza, Cassiano Carneiro, Michel Melamed, Othon Bastos, Norma Blum, Inês Peixoto, Caio Paduan, Marcelo Torreão, Flora Diegues, Nica Bonfim, Saulo Arcoverde e Wagner Santisteban.

Concordo com o FabioTV que o único ponto negativo foi a música da abertura. Não tinha nada a ver. E eu ainda ouvia sempre "palavras, palavras, palavras, ao Bento".


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Agosto

Assisti em DVD a minissérie Agosto (1993) da TV Globo. Direção de Paulo José, baseado no romance de Rubem Fonseca, adaptado por Jorge Furtado. Eu tinha lido o livro há vários anos e queria muito ver a minissérie. Concordo com a minha mãe que assim que começamos a ver queremos saber o que vai acontecer. Vi muito rapidamente, apesar de ser em várias horas.

A direção de arte é impecável. Tudo cuidado nos mínimos detalhes para a ambientação na década de 50. O elenco é incrível. José Mayer é o policial honesto, utópico, que tem uma úlcera. É angustiante a má alimentação dele. As duas mulheres que o atormentam são interpretadas pela Vera Fischer e Letícia Sabatella. Estão lindíssimas! Igualmente bela a Lúcia Veríssimo como a esposa do homem assassinado. Belíssimo ainda Norton Nascimento.

Tony Tornado arrasa como Gregório Fortunato. A minissérie se passa no final da vida de Getúlio Vargas, quando acontece o atentado a Carlos Lacerda. Muito bem relatada a parte histórica que anda em paralelo e até se confunde com a trama principal e ficcional. Ótimos os policiais interpretados por outros dois grandes atores Elias Gleizer, Carlos Vereza e Stênio Garcia. Mário Lago está majestoso como o chefe dos bicheiros que trás outros atores incríveis como Claudio Corrêa e Castro

Marcos Winter está excelente como o empresário perturbado. Incrível a realização da cena do suicídio. José Wilker é o outro empresário. Hugo Carvana um político influente. Sérgio Mamberti está maravilhoso como um senador, contracena com ele brilhantemente Rodolfo Bottino. Othon Bastos como um advogado do poder e do dinheiro. Lima Duarte como um matador. Ainda aparecem outros atores que adoro Milton Gonçalves, Léa Garcia, Ivan Cândido, Sylvia Bandeira, Antônio Petrin, Clemente Viscaíno e Nelson Dantas. A minissérie faz uma homenagem a Paulo Gracindo.

O DVD traz ainda uma entrevista com Paulo José e Carlos Manga. E matérias sobre a realização.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Tenda dos Milagres

Assisti em DVD a minissérie Tenda dos Milagres (1985). É baseada na obra de Jorge Amado e dirigida por Paulo Afonso Grisolli. Tinha tempo que minha mãe perguntava se ainda não tinham lançado essa minissérie em DVD, assim que ela viu o anúncio na TV Globo ela pediu que eu comprasse. Gostamos muito! O personagem Pedro Archanjo é inspirado no negro Manuel Querino. Essa minissérie é muito política, da época que as pessoas buscavam o seu lugar na sociedade e ter voz através do estudo. Na minissérie Pedro Archanjo resolve depois de viver livre escrever sobre as tradições e cultura da Bahia, incluindo a cultura africana.

O elenco é incrível. Pedro Archanjo é interpretado pelo Nelson Xavier. Mestre Lídio pelo Milton Gonçalves. Magé Bassã por Chica Xavier. Sabina de Iansã por Solange Couto. Incrível como essa minissérie está atual com a perseguição as mães de santo e o não respeito as religiões africanas. Essa minissérie precisa ser reprisada no Canal Viva.

Rosa de Oxalá por Dhu Moraes. Budião por Antônio Pompeo. O elenco excelente continua: Oswaldo Loureiro, Paulo Gracindo Jr., Francisco Milani, Toni Tornado, Claudio Marzo, Maria Izabel de Lizandra, Emiliano Queiroz, Miriam Pires, Nicette Bruno, Edyr de Castro, Louise Cardoso, João Acaiabe, Dill Costa, Jorge Coutinho, Othon Bastos, Luis Carlos Arutin, Cláudio Mamberti e Lima Duarte.

Na segunda fase aparecem: Mário Lago, Tânia Alves, Júlia Lemmertz, Joel Siva, Yara Côrtes, Daniel Dantas, Thaís de Campos, Tânioa Boscoli, Ivan Cândido e Rodrigo Santiago. As histórias contadas muitas foram transmitidas por gerações e parecem lendas. A minissérie é incrível, aprendi muito dos costumes afros e da Bahia.

Beijos,

Pedrita