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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dancin´Days

Assisti Dancin´Days (1978-1979) de Gilberto Braga no Canal Viva. Dirigida por Daniel Filho. A maioria dos capítulos eu vi às 13h30, alguns eu vi depois da meia noite. Linda a história do Cacá e da Júlia, interpretados por Antônio Fagundes e pela Sonia Braga, excelentes diálogos. Muito bom o texto quando o Cacá repreende o seu pai para não ser piegas e penitente, que é um lugar comum na tristeza.

A Júlia tinha uma personagem complexa. Ela fica presa vários anos, a irmã, interpretada pela Joana Fonn, esconde da sobrinha (Glória Pires) a história da mãe. Mostra bem a hipocrisia da sociedade que discriminava a ex-presidiária, até que ela volta moderna, com dinheiro, promovendo altas festas, aí todos a bajulam.

Muito rico também o personagem do Alberico interpretado brilhantemente pelo Mário Lago. Ele era um sonhador que vivia colocando a família em problemas financeiros. Para melhorar o orçamento da família alugavam os quartos. Incrível a personagem da Áurea, interpretada pela maravilhosa Yara Amaral. Filha do Alberico, casa bem, ganha um posto social e passa a viver de futilidades. Preconceituosa, é a primeira a querer longe a ex-presidiária. A irmã é interpretada pela Pepita Rodrigues. A esposa do Alberico é interpretada pela Lourdes Mayer.

O outro triângulo é bem jovem com os belos Lídia Brondi, Glória Pires e Lauro Corona. Ele e a personagem da Glória casam muito cedo, arrumam filho e as desavenças começam com a imaturidade. Cláudio Corrêa e Castro faz um pai castrador que não mede esforços para demover os filhos de suas escolhas, mesmo que sejam ilícitas suas ações. A novela é o no formato antigo, mais maniqueísta e com quadros muito longos. 

O elenco todo é muito bom: Reginaldo Farias, Sura Berditchevsky, Eduardo Tornaghi, José Lewgoy, Chica Xavier, Jacqueline Lawrence, Neusa Borges, Cleyde Bota, Gracinda, Freire, Beatriz Segall, Milton Moraes e Suzana Queiros. Dancin Days foi líder de audiência do canal.

Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Paraíso Tropical


Assisti a novela Paraíso Tropical (2007) de Gilberto Braga e Ricardo Linhares na TV Globo, dirigida por Dennis Carvalho e José Luiz Villamarim. Eu não tenho muito hábito de ver novelas das 21hs, perco muitos capítulos, então evito. Mas Paraíso Tropical foi irresistível. Como perco muito, até o último capítulo eu só consegui ver na reprise, quando todos já sabiam tudo.

Paraíso Tropical foi impecável. Ágil, com uma edição excelente, várias histórias interessantes. No começo patinou um pouco, mas reuniram grupos que assistem a novela pra comentar e fizeram ótimos ajustes. Alessandra Negrini simplesmente arrasou. Ela interpretou duas gêmeas e estava muito bem. Fábio Assunção também estava ótimo. Ele era o mocinho, mas como um alto-executivo, todo pilhado, muito interessante.


Os personagens Bebel e Olavo roubaram a cena. Pelo que li estava previsto que Bebel seria a grande vilã e iria se unir ao Ivan depois de se envolver com figurões, mas a química com o Olavo foi tanta que atenuaram inclusive suas maldades. Ela não ficou boazinha, mas batalhadora. O casal inclusive incrementou bastante humor nas suas cenas, que os escritores gostaram e ampliaram, eram impagáveis. Camila Pitanga e Wagner Moura estavam maravilhosos! Tanto que eu queria que eles acabassem juntos e acho que era unânime.


O elenco era imenso. Tony Ramos era um vilão, mas acabou se regenerando. Ele contracenou com grandes atrizes: Renée de Vielmond e Glória Pires. Estavam excelente também Vera Holtz, Bruno Gagliasso.

As histórias paralelas também eram deliciosas e bem amarradas. Adorava o casal Dinorá e Gustavo, interpretados divertidamente por Isabela Garcia e Marco Ricca. Gostava bastante também do casal formado pelos ótimos Fernanda Machado e Marcelo Antony. Inclusive ela ganhou um papel denso e estava excelente. E do casal interpretado por Daniel Dantas e Beth Goulart.


Gostava muito do triângulo amoroso entre Camila, Fred e Mateus. E gostei do desfecho. É muito comum garotas se apaixonarem por um rapaz na adolescência, amadurecerem, enquanto eles ainda não tanto. Fred era realmente melhor pra ela, mais maduro, inclusive emocionalmente, resolvido profissionalmente. Mateus era um garotão, ainda aprendendo a dirigir, sem destino profissional, sem saber o que fazer. É comum mesmo com o amadurecimento a garota não se encontrar mais com quem mais estava apaixonada e passar a amar mais aquele que amadureceu com ela. Gostei bastante da atriz Patrícia Werneck. Paulo Vilhena também estava bem, só não podia tentar chorar. Gustavo Leão estava bem fraquinho. As crianças também eram umas fofas Thavyne Ferrari, Dudu Cury e Vitor Novello.


O último capítulo teve vários problemas. Tanto que a versão do sábado foi diferente da sexta. Não consigo comparar porque só vi a do sábado. O que mais detestei foi o fato de deixar todos os desfechos para o último capítulo e expremer histórias paralelas que amava de paixão. Podiam ter espalhado durante a semana boa parte dos desfechos das histórias que não estavam envolvidas no quem matou e aproveitarmos melhor. Tiveram questões tão confusas, como a do casal Rodrigo e Tiago que soube que a explicação ficou mesmo no sábado, mas o rapaz ficou sub gerente enquanto o outro tirava férias, portanto assim que o outro voltava ele voltava a ser peão de novo. Ficou tudo atropelado e confuso, uma pena, porque Paraíso Tropical foi uma excelente novela.





Beijos,


Pedrita