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terça-feira, 19 de maio de 2026

Anátema

Assisti Anátema (2024) de Jimina Sabadú na HBOMax. Porque sábado é dia de fantasminhas. O começo estava muito tosco, até estranhei, faz tempo que esses filmes ficaram sofisticados e bem acabados. A época da tosquice já passou, mas eu adoro filmes de terror toscos. Anátema fica muito bom, bem realizado, bom roteiro, ótimas locações, gostei bastante.
 

Acontecem assombrações em uma igreja. Depois uma freira é incumbida de ir a essa igreja tentar desvendar o que aconteceu. Ela é arquiteta, exímia restauradora e segue com sua assistente ao local. Embaixo da igreja algo muito ruim acontece. Leonor Watling está muito bem. Eu não gosto muito de filmes de terror com religião, mas esse é bem anti religião, tanto que a freira abandona o ofício ao final. Um padre também, tão desiludidos que ficam. Uma das locações é o Mosteiro de Santa Maria El Paular e a Caverna de Pozalagua na Espanha.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 14 de maio de 2026

O Corpo

Assisti O Corpo (2024) de Vincenzo Alfieri na HBOMax. Eu procurava um filme policial pra ver e me deparei com esse pôster lindo. É um bom filme! Funciona bem!

O começo dá o tom do filme. Um casal lindo está no altar, na hora dela dizer sim, ela começa a chorar e diz que não pode pelo o que o marido fez com ela. Depois de um tempo de encenação, ela começa a rir e diz que claro que sim, era só uma brincadeira. Sim, essa mulher é um pavor, é perversa. Ela é assassinada. Ela é Claudia Gerini e ele é Andrea di Luigi. O marido não é grande coisa também.
O corpo desaparece, o marido é chamado ao IML e lá começa a sofrer uma infinidade de violências pelo policial destemperado. E pior, começa a encontrar ameaças escritas, alguém também está lá tentando prejudicar o marido. O policial é Giuseppe Batiston. Gostei bastante do roteiro, me surpreendeu bastante. Bom desfecho.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 29 de abril de 2026

2073

Assisti 2073 (2024) de Asif Kapadia na HBOMax. Só depois que estava vendo é que descobri que é um docudrama. Contundente, desconcertante mostra como o planeta chegou naquele estado.

Eu adoro Samantha Morton. Ela vive em 2073 nos escombros do que sobrou do planeta. Os poucos que restaram tentam sobreviver procurando alimentos, insetos, pra se alimentar. O filme passa então a mostrar como chegamos até ali e começa o documentário. Seres humanos matando seus semelhantes, guerras, destruição do meio ambiente, crise climática, especialistas de vários países falando de conflitos, desculpas absurdas para matar, tecnologia para controlar ou destruir. Filme urgente.
A música é de Antonio Pinto, entre os intérpretes estão Marcelo Jaffé, viola e Betina Stegmann, violino.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 16 de março de 2026

Oscar 2026

Assisti a cerimônia do Oscar 2026. Primeiro no E! e GloboNews para acompanhar os looks que estavam maravilhosos, as entrevistas e depois na TNT que fez exibição simultânea com a HBOMax. Sim, estamos todos meio de luto hoje, o Brasil não trouxe nenhum Oscar e isso foi muito injusto. Mas é fato que O Agente Secreto concorreu em um ano com filmes inacreditáveis de bona, tanto quanto o nosso. Era uma concorrência absurda. Não vi o que ganhou Melhor Filme Estrangeiro, Valor Sentimental e sei que vou achar o nosso melhor, mas isso não significa que venha a achar o filme ruim, mas deixa eu ver depois eu falo. Agora com ranço vou demorar pra ver. Amei que os brasileiros usaram figurinistas e joalheiros brasileiros no figurino do Oscar. Alice Carvalho usou uma roupa Normando. As joias do Wagner Moura e esposa eram de André Lasmar, designer recifense.

Até a atriz portuguesa Isabel Zuáá escolheu usar um vestido da estilista Penha Maia.

Saindo dessa decepção, fiquei muito feliz com quase todos os premiados, muito merecedores. E os discursos foram muito fortes e emocionantes. Michael B. Jordan lembrou os negros que venceram o Oscar antes dele. Ele está maravilhoso em Pecadores em seus dois personagens.

O Oscar foi bem politizado. Tem uns anos que o Oscar vem permitindo mais manifestações e diversas. Vários pediram paz e não guerra, sem ser específicos, eu sou pela paz também. Javier Bardem foi mais específico. Pediu fim das guerras e Palestina Livre. Já teve ator banido do Oscar por manifestações, vamos aguardar.

Fiquei muito feliz que ganhou Uma Batalha Após a Outra. É um filme muito político e necessário. Fala muito de perseguição americana aos imigrantes, violação dos direitos humanos com os imigrantes, higienização e da hegemonia branca.

Autumn Durald ganhou Melhor Fotografia por Pecadores. Foi a primeira mulher negra a ganhar nessa categoria. No discurso ela lembrou a importância desse prêmio para as mulheres. Sim, eu queria o brasileiro Adolpho Veloso por Train Dreams. A fotografia do filme é belíssima e é o melhor do filme já que é muito convencional em roteiro. Mas fiquei muito feliz pela Autumn, a fotografia de Pecadores é belíssima! Merecidíssimo!

Foi emocionante o discurso do vencedor de curta documental, Quartos Vazios. O curta fala sobre os quartos das crianças que foram assassinadas a tiro em escolas. Que muitas famílias mantém o quarto vazio. No discurso trouxeram uma mãe para falar da morte de seu filho. Imagino que seja nos Estados Unidos, ela disse que o maior número de mortes de crianças nos Estados Unidos é por balas em escolas.

Esse ano teve uma categoria nova, Melhor Casting e O Agente Secreto também concorria. Cada ator dos filmes indicados falou do que seleciona elenco. Ganhou Uma Batalha Após a Outra que tem um elenco tão incrível e diverso como o Agente Secreto. Wagner Moura falou o que selecionou casting no filme.

Eu não costumo gostar dos apresentadores do Oscar, as piadas são na maioria das vezes de mal gosto. Gostei de alguns quadros do Conan O´Brie. Fizeram vídeos e criticaram o excesso de comerciais do youtube. A transformação de filmes em vídeos curtos da internet. A solicitação de repetir falas já que as pessoas assistem vendo o celular. Fizeram uma representação de Casablanca com repetições, ficou bem engraçado e crítico. E amei que ao final refizeram com ele a cena icônica do Sean Penn em Uma Batalha Após a Outra. Inclusive Sean Penn ganhou Melhor Ator Coadjuvante que não só não foi como não pediu pra ninguém receber no lugar dele. Agora que achei uma matéria que diz que ele não foi em protesto a guerra contra a Ucrânia. Foi mesmo uma noite muito política. Não há como dissociar a arte da política.

Só teve uma categoria que achei abominável, a da canção com a música esgoelada da K-Pop. É a cara do Oscar, cafona, previsível, que queima cordas vocais. 

Foi infinitamente melhor a canção dos Pecadores e a música é incrível, com uma fusão de ritmos, estilos. A trilha toda é incrível. E protagonista Miles Catons canta muito. E ainda deram um jeito de alfinetar Melamé colocando uma bailarina clássica no meio da apresentação. E cabe, porque tem inúmeros gêneros, é realmente pra mostrar a consagração e fusão de todos os estilos.

Esse ano a cobertura foi incrível. A Globo já tinha conseguido incluir apresentadores no tapete vermelho, Raquel Krähenbühl e Felippe Coaglio. Não é fácil, é uma disputa ferrenha. E com isso foi a GloboNews que conseguiu as melhores entrevistas com os brasileiros. O apresentador contou que só podiam fazer quatro perguntas, mas claro que todos se animavam e falavam mais. Os próprios do Agente Secreto se empolgavam pra dividir conosco tudo o que sentiam. Confesso que eu desconfiei que não íamos levar nenhum Oscar pela ênfase que diziam que o que valia era já estar ali, naquela efervescência do cinema, trocar informações.
Lázaro Ramos foi participar da cerimônia. E foi uma delícia acompanhar os bastidores. A cobertura que ele fez foi excelente.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 11 de março de 2026

A Escada

Assisti a série A Escada (2022) de Antonio Campos na HBOMax. Essa série vai entrar na Netflix. Essa é daquelas que eu largo pelo caminho e nunca sei se vou continuar. Tem muito tempo que estou vendo, desde o ano passado. E só tem 8 episódios. E foi isso que me decidiu terminar, faltavam poucos episódios. A série é baseada no caso de Michael Peterson, novelista de sucesso, mas há tempo sem entregar nenhum manuscrito. Não sei se eu indico essa série.
 

A história começa com a morte da esposa, Kathleen Peterson. O casal é interpretado por Colin Firth e Toni Colette. Ela morreu na escada da mansão que eles viviam. Ele que a encontra, desesperado chama o socorro, mas quando chega ela não está mais viva. E o filho o consola porque ele está desesperado. Tudo parece que foi um acidente, mas o excesso de sangue assusta. Esse caso nunca ficou provado, até porque a só há uma versão, a do marido. Segundo ele, eles tinham tido uma noite prazerosa, ficaram bebendo na piscina, ela entrou antes e ele a encontrou ensanguentada. Segundo ele, os dois eram muito felizes, tinham uma animada vida social, filhos, netos, amigos, casa sempre cheia. Outro motivo que me fez pensar em terminar é que Michael detestou a série, não concordou e odiou Firth por não gostar nada do ator nem de sua interpretação.
É o segundo produto americano que vi recentemente que eu estranhei a justiça. Com o tempo descobrimos que a família estava muito, mas muito endividada. Continuavam vivendo no luxo. Kathleen que trabalhava exaustivamente. Michael vivia para os prazeres da vida. A polícia descobre no computador do Michael fotos de homens. Ele declara que a esposa sabia, que ele só olhava, às vezes conversava com os homens, mas não ia mais além, muito raramente. Quando a polícia descobre essas imagens, Michael percebe que terá que contratar um grande e caro advogado (Michael Stuhlbarg). Eles vão vendendo tudo da família pra poder pagar. Todo o patrimônio que era da Kathleen e que ele usufruía sem o menor pudor. Patrimônio que seriam dos seus filhos. Michael tinha filhos de outros casamentos além dos que tinha com ela. Sim, pode ser que Kathleen soubesse que o marido era bissexual e que gostava de se encontrar com homens. Mas eu conheço alguns casais que as mulheres nem desconfiam, ou fingem não desconfiar. A geração de Michael não costuma assumir publicamente relações entre pessoas do mesmo sexo e acho sim que ele gostava da Kathleen. Os homens que soube gostavam de casar com mulheres, sempre que se separavam casavam com outra mulher e continuavam tendo casos extra conjugais. Tinha casal que a mulher sabia e vários que não. Os homens dessa geração gostam do conforto do lar proporcionado por mulheres, filhos, a segurança profissional de aparentar ser uma família padrão. Então não estranhei. É uma queixa do Michael, que a série teria focado nesse fato. Concordo com Michael que não parece interferir muito. Sim, pode ser que o casal brigou por isso e ela morreu, mas podem ser outros motivos, já que a situação financeira dos dois estava muito precária  muitas dívidas. Só Michael sabe o que de fato aconteceu. Alguns filhos são Dane DeHaan, Olivia DeJonge, Sophia Turner e Patrick Schwarzenegger. Alguns desses filhos aparecem crianças.
O que eu estranhei é que Michael é procurado por um documentarista francês Jean-Xavier de Lestrade (Vincent Vermignon) para filmar todo o processo. O advogado concorda, e a equipe passa a filmar tudo. As conversas com o advogado, e até mesmo o tribunal. Achei estranhíssimo. 

Só no julgamento é que comecei a ter quase certeza que foi Michael. Durante o julgamento descobrem que no passado,  uma mulher que Michael conhecia, na Alemanha, teria morrido por ter caído da escada e tinha vários machucados também na cabeça como Kathllen. Essa morte foi dada como acidental. Com esse fato, Michael vai preso. Mas é fato que tudo é muito inconsistente. Ele fica muitos anos preso.

Foi nessa parte que parei, voltei um pouquinho, larguei de novo, até decidir meses depois em finalizar. É quando aparece Sophie Broussard de Juliette Binoche. Ela era uma das editoras do documentário e começa a se corresponder com Michael. Ela tem família e filhos, vive em Paris, mas começa a ter uma aproximação esquisitíssima com Michael. Ele deve ter adorado. Mulheres costumam ser muito fiéis a presidiários. Visitam regularmente, cuidam de tudo. E eu fiquei pasma que ela se muda para a cidade dele nos Estados Unidos. Lembram que ele não tinha mais nada? Então ela passa a bancar um apartamento lá, ir e vir para Paris. Óbvio que quando ele é solto, ele não vai pra Paris com ela e diz quer ficar sozinho. Usou o quanto pode a mulher e a descartou quando não era mais necessária. Colin faz caras ruins quando vê o pequeno e aconchegante apartamento que ela montou, mas isso pode ser uma escolha da direção, não dá pra saber se aconteceu. Ela diz que ela e os filhos dele vão bancá-lo já que ele não tem mais nada. E mesmo assim ele se livra dela sem nenhum remorso. Mas não me surpreendeu. A série é sutil, mas dá pra ver que ele gostava de viver dos prazeres. Com Kathleen passava paquerando no computador, academia e locadora os homens, vivia para atender os seus prazeres, enquanto sua mulher trabalhava exaustivamente e sustentava o luxo deles. Ele não ia querer viver com o pouco da documentarista.
A família de Michael Peterson, com Kathleen.


Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 9 de março de 2026

Let them all talk

Assisti Let them all talk (2020) de Steven Soderbergh na HBOMax. Que grata surpresa! E que elenco!

Meryl Streep é uma renomada escritora. Ela vai de navio para Londres para receber um prêmio. Leva duas amigas afastadas da faculdade e seu sobrinho de Lucas Hedges. A escritora precisa entregar um esboço ou o livro, então fica a maior parte do tempo no quarto. Ela sai para nadar sempre no mesmo horário. E janta com as amigas todas as noites.

As duas amigas são Candice Bergan e Dianne West. Uma delas sustenta o filho e a família dele porque ele faliu na empresa que tinha. A outra amiga é vendedora de uma loja de lingeries. Ela é a que aproveita mais a travessia. Vai ao bar, ao baile, não perde os eventos sociais do navio. E procura um marido rico para tentar sair da situação difícil que se encontra. Ela culpa a escritora dos seus fracassos. A outra amiga fica mais no quarto lendo.
A agente de Gemma Chan vai escondida e usa o sobrinho para saber como está o livro. Há dois outros personagens. Um famoso escritor de livros de suspense que as amigas leram tudo interpretado por Daniel Algrant. E um outro personagem misterioso de John Douglas Thompson.

Beijos,
Pedrita

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Os Malditos

Assisti Os Malditos (2024) de Thordur Palsson na HBOMax. Esse filme é catalogado como terror, mas o tempo todo temos dúvida se é mesmo algo sobrenatural ou delírio do grupo. É um filme bem interessante!
 

Um grupo vive em uma região inóspita muito fria. A mulher acabou de voltar. Ela e seu marido viviam nesse região e ele morreu, mas ela volta mesmo assim e diz que ele investiu tudo o que tinha ali, principalmente no barco que é uma pequena embarcação. Eu gosto de filmes em regiões inabitadas. Fico imaginando o que faz pessoas irem a esses lugares. Hoje até é mais fácil manter alguma comunicação, mas no filme, que é no tempo antigo, tudo era muito mais difícil. No filme eles dizem que o vilarejo mais próximo leva 3 dias a pé e naquele frio extremo. Volte e meia ela lembra ao grupo que o barco é dela e que é ela que lidera o grupo, porque volte e meia alguém resolve ficar como líder. Odessa Young está ótima.
Eles visualizam uma embarcação ao longe afundando e decidem não ir socorrer. Não há comida pra todos, vão por a pequena embarcação em risco, mas no dia seguinte, quando descobrem que tem baús de alimentos daquela embarcação, o receio desaparece. O filme aborda inúmeras questões.

Muitas das cenas são no escuro nas pequenas casas. Com a morte dos tripulantes do outro barco surge uma lenda de um ser perigoso que vai matar todos. E todo o misticismo. Naquela escuridão, sombras não faltam. É bem interessante o filme não deixar claro se é ilusão deles ou de fato há algo sobrenatural acontecendo. Eles estão sem comida, imagino que as alucinações fiquem mais fáceis de acontecer. E gostei do desfecho! 
Beijos,
Pedrita