Assisti O Lar das Crianças Peculiares (2016) de Tim Burton no Telecine Premium. O roteiro é baseado no livro de Ransom Riggs que queria ler, e agora não quero mais. Queria muito ver, senti de não ter visto nos cinemas. Fiquei eufórica quando vi que ia estrear no Telecine e não quis fazer outra coisa a não ser assistir. Gostei! Mas a expectativa era alta demais e é só um bom filme. Achei que seria muito, mas muito original, é um pouco previsível, esquemático. A parte real é um pouco longa, enfim, me decepcionei bastante.
Os personagens mágicos são uma graça, mas aparece mesmo quase só o garoto. Miss Peregrine só vira pássaro uma única vez, enfim, achei que a parte mágica foi pouco explorada. E o corre corre no final clássico de filmes americanos foi previsível. Esperava muito mais originalidade. Não sei se é só um problema do filme, ou se o livro é óbvio também.
Adoro a Eva Green. O protagonista que aparece demasiadamente é bem chatinho e é interpretado por Asa Butterfield. Judi Dench faz uma pequena participação, inclusive desaparece, nem sabemos onde ela vai parar. O avó do garoto é interpretado por Terence Stamp. O pai do garoto é chatíssimo e alcoólatra. Incrível como o filme perdeu mais tempo com os personagens chatos do que com os mágicos do bem. Samuel L. Jackson é o vilão.
As crianças peculiares, as mais interessantes do filme e pouco exploradas, foram interpretadas por Ella Purnell, Pixie Davies, Raffiella Chapman, Finlay MacMillan, Milo Parker, Lauren McCrostie, Hayden Keeler-Stone, Cameron King, Georgia Pemberto e Thomas Odwell. O garoto que está na cama também desaparece e não se fala nada depois.
Assisti Grandes Olhos (2014) de Tim Burton no TelecinePlay. Não sabia da existência desse filme e muito menos conhecia a triste história da artista plástica Margaret Kane. O filme é muito complexo, a história muito complexa, gostei da condução da trama, incrível. Começa com a pintora saindo de casa com a sua filha. Ela se separa do marido, vai para outra cidade. Consegue um emprego para pintar desenhos infantis em móveis e aos fins de semana vai a uma praça vender seus quadros em geral de crianças com grandes olhos. Ela é interpretada por Amy Adams.
Vou falar detalhes do filme: Na praça ela conhece outro pintor, muito falante, galanteador. Ele é interpretado brilhantemente pelo Christoph Waltz. E é ele que leva os trabalhos dela e dele para frente. A questão é que ele passa a dizer que ele que os pintou. Foram dez anos dele dizendo que ele era o pintor, em entrevistas, matérias na televisão e nos jornais.
É muito interessante quando ela vai a julgamento para tentar a autenticidade das obras, ela diz que só conseguiu o sucesso e a visibilidade graças ao marketing que o marido proporcionava, ele era um homem muito inteligente, muito, mas muito mentiroso, mas muito inteligente. Ele manipulava a mídia com sensacionalismo barato, levava as pessoas as lágrimas e as pessoas queriam os cartazes, não pagar pelos quadros, ele então passa a fazer pôsteres dos quadros e vender muito. Ele e a mulher enriquecem muito. Eu concordo com ela que se fosse por ela, ela venderia um ou outro quadro aqui e ali, na praça, mas a visibilidade, o sucesso, se deveu muito mais as jogadas de marketing, nem sempre éticas, do seu marido. Ela se casa rápido também, porque o marido que ela abandonou ia pedir a guarda da filha. Ela divorciada provavelmente ia perder, na década de 50 mulheres divorciadas tinham pouquíssimos direitos e muito preconceito.
Outra questão muito importante para mulheres que são dominadas e manipuladas pelos maridos é abordada no filme. Ele é muito inteligente e vai devagar afastando todos de sua mulher. É típico de homens que querem abusar da mulher, usar o dinheiro dela, é afastar de todos, afastá-la do convívio social. Assim ela fica frágil, acaba achando normal, que ele faz para o bem, que mulheres não vendem quadros, e isso não é totalmente uma mentira. É muito interessante que são Testemunhas de Jeová que batem a porta, depois que ela separou, que a ajudam a ter força para assumir a assinaturas das obras. Sempre sozinha, ela não tinha coragem. É esse grupo religioso que a apoia, que a ajuda a ter forças. Ela tinha fugido com a filha para o Havaí. E é lá mesmo que ela processa o marido. Mas vemos o tempo todo esse grupo perto dela, esperando ela sair do julgamento, na casa dela, apoiando. O quanto mulheres isoladas perdem a força e o quanto precisam de ajuda de grupos, não importa se com religião ou não, de amigos, ou de familiares, ou grupos de ajuda, para enfrentar e se fortalecer. É uma história e tanto. Ainda no elenco: Terence Stamp, Danny Huston, Krysten Ritter, Jon Pollito, Delaney Raye, Jason Schwartzman e Madeleine Artur. Amy Adams ganhou Globo de Ouro por sua interpretação.
Fiquei muito emocionada no final, quando aparece a Margareth Kane e vi que ela já tinha aparecido em uma cena. Tim Burton é brilhante. O filme é colorido, solar. Muito lindo!
Obra de Margareth Kane
Muita coincidência que os dois últimos filmes vistos tenham olhos no nome e falam de direitos autorais.
Assisti Frankenweenie (2012) de Tim Burton no Telecine Pipoca. Essa animação estava encantada. Comecei a ver um dia, mas tive que resolver umas questões. Agendei outro dia e esqueceram de colocar o som no Telecine Pipoca. Até achei que uma hora iam reparar o erro, mas até o filme seguinte ainda não tinha som. Pelo twitter vi que é uma prática comum do canal. Só na terceira tentativa que consegui. É muito bonitinho, mas muito triste. Frankenweenie surgiu de um curta de 1984.
Tim Burton é genial e Frankenweenie tem um lado macabro que é uma graça. O garoto é muito amigo do cachorro, adora a aula de ciências e o professor de ciências. Todos os personagens são uma graça. Victor e seu cãozinho são de cortar o coração. Os pais dele também são ótimos.
Eu adorei a menina e seu gato angorá que faz previsões. Muitos personagens são esquisitinhos. Também adorei a sobrinha do prefeito e seu cãozinho poodle preto. A animação é muito bem feita.
Assisti Sombras da Noite (2012) de Tim Burton na HBO. Eu adoro esse diretor, o elenco, queria muito ver quando esteve em cartaz nos cinemas, mesmo com as críticas negativas. Gostei, mas não é o meu favorito e há realmente problemas. Quando Sombras da Noite é dramático, a trama é ótima, quando tenta ser engraçado não achei graça alguma. E não gostei da transposição para a década de 70.
Eu adoro o Johnny Deep e ele está ótimo no drama, quando tenta ser irônico, faz piada, a trama não vai bem. Outras atrizes que adoro, mas não gostei das personagens são Michelle Pfeiffer, Helena Bonham Carter e Eva Green.
Adorei a história da governanta e do garotinho. Gostei de alguns momentos da trama da garotinha. A governanta é interpretada pela australiana Bella Heathcote. O garotinho por Gulliver McGrath. A irmã pela bela Chloë Grace Moretz.
Sombras da Noite tem vários furos. A governanta-babá vê o anúncio, conversa com a família e avisa antes que viria. No trem ela resolve mudar o nome. Se ela avisou antes, ela deu o nome antes. A personagem da Michelle Pfeiffer pega uma faca para se proteger do vampiro e fica com a mão para trás escondendo, só que em várias cenas que ele fala com ela, ele está atrás dela. A foto acima ilustra exatamente essa cena.
Assisti em DVD Alice No País das Maravilhas (2010) de Tim Burton. Quis muito ver no cinema e em 3D, fiquei muito frustrada que não consegui. Agora vi na casa de uma amiga. Gostei muito, mas a expectativa era grande demais, talvez tenha alterado o impacto. E ainda quero ver em 3D. Imaginei que o Tim Burton faria uma Alice mais mórbida. Não sabia que Alice é da Disney. Até deram liberdade ao Tim Burton, mas me pergunto se ele se tolheu um pouco. Não gostei da trama inicial e estranhei a Alice ser adolescente, praticamente adulta. No restante a fantasia é absolutamente genial, os personagens são fantásticos. Também alguns clichês do cinema americano que acontecem no final me surpreenderam negativamente, não imagina ver isso em uma obra do Tim Burton.
A caracterização dos personagens estão incríveis e adorei ver nos extras as concepções e as montagens tecnológicas. Adoro o Johnny Deep e a Helena Bonham Carter.Linda a atriz que faz a Alice, Mia Wasikowska. Ainda no elenco estão Anne Hathaway e Crispin Glover.Alice ganhou merecidíssimo Oscar de Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino. Os figurinos são lindos realmente e muito criativos e belos os figurinos da Alice. Eu preciso criar vergonha na cara e ler o livro que o inspirou.
Assisti no cinema ao filme Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007) de Tim Burton. Eu achava que esse subtítulo tinha sido colocado no Brasil, mas realmente existe no título do filme. Fui com minha irmã, conhecemos pela primeira vez os Cinemarks do Eldorado. Precisamos de um mapa para sair da sala, já que como sempre, fomos as últimas a sair, as únicas que pagam e vêem o filme todo, incluindo todos os créditos. Era o último que queria ver dos filmes que concorreram ao Oscar, infelizmente Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet não concorreu a Melhor Filme. É denso, complexo e maravilhoso! Mas não sei se a Academia deve ter gostado. O próprio 007 disse que não tem vontade de ver porque não acha que o tema combine com musical. Eu achei tudo perfeito, maravilhoso, um dos grandes filmes que já vi.
Gostei posteriormente de saber detalhes do filme. Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet é baseado em musical de Stephen Sondheim e Hugh Wheeler e o autor não achava que poderia ser bem adaptado para o cinema, até conhecer a proposta do Tim Burton. Esse diretor é realmente sensacional e o seu não-convencionalismo nos proporciona maravilhas da criação. Tim Burton insistiu que Johnny Deep fosse o barbeiro e fez bem, não tinha idéia que o ator teria tão linda voz e cantasse tão maravilhosamente. Gostei de saber sobre todas as atrizes que foram pensadas para ser a protagonista, mas de todos os nomes que li, achei muito acertado ser Helena Bonham Carter, ela também canta muito bem. E foi igualmente acertada escolher atrizes desconhecidas para a mulher e a filha do nosso protagonista interpretadas por Laura Michelle Kelly e Jayne Wisener.
O roteiro é muito dramático. Um barbeiro inocente, belo e feliz tem uma bela esposa e uma linda bebê. Um juiz mal manda prender o barbeiro para poder ficar com a esposa dele. Anos depois o barbeiro consegue fugir das prisões e volta pra se vingar. É um roteiro muito triste e perverso!
Gostei muito do elenco. Belo e ótimo cantor o rapaz inocente interpretado por Jamie Campbell Bower, outro ator praticamente desconhecido. O juiz e seu ajudante são ótimos atores, não tinha idéia que o ator que faz o juiz, o Alan Rickman, cantasse tão bem. O seu ajudante é interpretado por Timothy Spall. O garoto interpretado por Ed Sanders também está muito bem, canta bem. É o primeiro papel dele no cinema.
Merecidíssimo o Oscar de Melhor Direçãode Arte. A utilização das cores, a direção de fotografia de Dariusz Wolski , são impecáveis. Essa é uma das cenas que nosso protagonista anda no meio da multidão cantando, mas ele não está lá. De uma criatividade e brilhantismo incrível. No período da inocência tudo tem tons sépia, no período da escuridão tudo é branco, preto e cinza, só o sangue é vermelho. Outra que tem cor na roupa é a doce filha de nosso protagonista. Tudo é de um brilhantismo surpreendente!
Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet ganhou ainda 2 Globos de Ouro de Melhor Filme - Comédia/Musical e Melhor Ator - Comédia/Musical (Johnny Depp).
Estou muito feliz que Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet seja o post de tag 100 sobre cinema no Mata Hari e 007 no blogspot. Amei esse filme e gostei de ser uma das minhas incursões no cinema.
Assisti Ed Wood (1994) de Tim Burton no Cinemax. Eu sempre quis ver esse filme, até mesmo quando esteve em cartaz nos cinemas. Nunca consegui! É realmente excelente! Johnny Depp arrasa. Ed Wood foi um cineasta. Seus filmes sempre foram detonados pela crítica. Hoje até são cultuados como filmes B. E o jeito do Ed Wood trabalhar era muito engraçado.
Sempre sem grana, sempre complicado ele se junta a um velho ator do terror, Bela Lugosi, interpretado magistralmente por Martin Landau. Ele acaba ajudando o falido e velho ator e realiza seus últimos filmes. O filme vai até o momento do último filme com Bela Lugosi, o restante de sua vida é contada em narração. Sempre Ed Wood achava que aquele seu último filme ia lançá-lo ao estrelado e ser o seu sucesso, mas parecer que todos foram sempre detonados pela crítica. Só depois de muitos anos é que passou a ser cultuado e teve admiradores pelo seu estilo amalucado.
As atrizes que interpretam as mulheres no filme são Sarah Jessica Parker, Patrícia Arquette e Lisa Marie.Bill Murray também está no elenco.
Ed Wood é um filme divertidíssimo e ganhou 2 Oscars: Melhor Ator Coadjuvante (Martin Landau) e Melhor Maquiagem e Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante (Martin Landau).