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sábado, 7 de janeiro de 2023

Downton Abbey - 1ª Temporada

Assisti a 1ª Temporada de Downton Abbey (2010) de Julian Fellows na GloboPlay. Eu tinha começado a ver essa série na TV Cultura. No terceiro episódio coloquei pra gravar, o que não aconteceu. O gravar da Net Claro só dá erros. Então parei de ver, fiquei feliz que estreou na GloboPlay e tinha alta expectativa.

Essa primeira temporada é um folhetim clássico com belíssima direção de arte. As novelas atuais já abandonaram esse modelo antigo de deixar tudo para o último segundo, ou mesmo deixar sem solução para temporadas seguintes, mesmo tentando te prender dando a entender que as tramas serão resolvidas antes. As moças casadoiras não tem nenhuma solução nessa temporada, diferente do que os episódios tendem a insinuar. 
São bem cansativas e repetitivas as rivalidades da trama. Os personagens são maniqueístas e previsíveis. Chatíssimas as divergências entre as duas matriarcas, entre as duas irmãs e entre os empregados. Ficam indo e vindo e sem definição. O mal sempre vence como novelas antiquadas, sem nuances os personagens. Mesmo Maggie Smith que foi muito elogiada pelo seu desempenho na série, tem um personagem bem caricato e chato. O elenco todo é muito bom Hugh Bonneville, Elizabeth McGovern, Dan Stevens, Jessica Brown-Findlay, Laura Carmichael, Jim Carter, Brendan Coyle, Lesley Nicol, Sophie McShera, Siobhan Finneran, Michelle Dockery, Rob James-Collier, Phyllis Logan e Joanne Froggatt. Espero que melhore na segunda temporada, quando a guerra chega.

Me incomodam muito os inúmeros textos que tentam provar que os ricos são generosos, porque empregam muita gente. Também eles são os salvadores, eles que conseguem empregos para profissionais esforçados. Os funcionários dependem eternamente da generosidade de seus patrões. São incapazes de se libertar e buscar seus destinos por conta própria.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mansfield Park

Assisti Mansfield Park (1999) de Patricia Rozema no Telecine Touch. Não era uma hora que eu ia ver um filme, estava só zapeando e vi que ia começar um nesse canal. Comecei a ver e que surpresa, é baseado no livro de Jane Austen que não li. Li várias obras dessa autora que adoro, mas esse não. A abertura e o pôster não são muito inspiradores, mas é um belo filme. No Brasil está com o péssimo nome de Palácio de Ilusões. Há outro filme e uma minissérie desse livro.

Começa com nossa protagonista criança. Ela mora com a família muito pobre perto do mar. Em uma casa imunda. Não é porque uma pessoa é pobre que precisa ter insetos pelas comidas, mesas e chãos. A mãe tem muitos filhos. Ela segue então para a casa de uma tia que tem posses porque vivem do lucro dos escravos. A família afasta da proximidade com as mulheres da casa para que ela não tome o lugar em matrimônio das filhas bem nascidas. Ela se afeiçoa então a um dos filhos da casa. A protagonista ama ler e escrever. Ama inventar histórias, inventava sempre para sua irmã desde pequena. Ela escreve muito. E claro, faz atividades domésticas na casa. A bela protagonista é interpretada por Frances O´Connor. Ela jovem por Hannah Taylor Gordon. O rapaz por Jonny Lee Miller.

É um filme muito bem realizado, com uma bela reconstituição de época. Fiquei muito curiosa em ler um livro. Dois irmãos se aproximam dessa família. Eles têm ideias mais liberais. Fiquei curiosa para saber como o livro aborda essa questão. Muito ousado. Esses irmãos são interpretados por Alessandro Nivola e Embeth Davidtz. Alguns outros são Harold Pinter, Victoria Hamilton, Justine Wadwell, Lindsay Duncan, Sheila Gish, James Purefoy e Hugh Boneville.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 31 de março de 2015

Caçadores de Obras-Primas

Assisti Caçadores de Obras Primas (2014) de George Clooney no Telecine Premium. Queria muito ver esse filme. Gostei muito e não conhecia essa parte da história. Um especialista em artes convence os Estados Unidos da importância de enviar especialistas em artes para a Europa onde acontece a Segunda Guerra Mundial para tentar impedir que destruam a cultura dos países. Um dos maiores problemas era descobrir para onde Hitler enviava as obras de arte para que fossem futuramente expostas no Museu do Fuhrer que seria construído.

Um grupo inusitado é reunido para se fingir de soldado e tentar saber o paredeiro das obras. Muito triste ver casas inteiras confiscadas, dentes de outro, alianças. Deprimente a organização dos alemães nos campos de concentração, que separavam tudo e enviavam para lugares escondidos. Uma produção impecável baseada na maldade e no roubo de bens alheios. Tem hora que parece que a limpeza étnica parecia só uma desculpa para roubo descarado e morte também, porque os dentes e objetos de ouro eram tirados na maioria das vezes dos que iam para as câmeras de gás. Quanta crueldade.

O filme é muito difícil de ser realizado, passa por vários países. Li uma matéria feita de conversas na coletiva de imprensa, inclusive com o diretor que explica muito esse fato histórico. Essa história é contada no livro de Robert Edsel. Muitas obras foram destruídas porque eram de artistas judeus. A matéria com mais detalhes está aqui. O ótimo elenco é formado por George Clooney, Matt Damon, Cate Blanchett, Bill Murray, Hugh Bonneville, John Goodman, Jean Dujardin, Bob Baladan e Dimitri Leonidas.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Conspiração Xangai

Assisti Conspiração Xangai (2010) de Mikael Hafström no Telecine Touch. Gostei. Achei um pouco embrulhado o roteiro do iraniano Hossein Amini, mas é um bom filme. É muita questão política em tão pouco tempo. Esse filme é uma co-produção entre Estados Unidos e China. O diretor é sueco. Passa em Xangai na Segunda Guerra Mundial, um oficial americano chega na cidade de Xangai. A cidade está em conflitos entre chineses e japoneses. Os americanos tentam ficar longe dos conflitos. Ele se passa por um jornalista. Assim que chega um amigo seu é assassinado. Ele é orientado a investigar um traficante da cidade que o amigo investigava e também quer saber quem matou o amigo.

A direção de arte de Peter Francis é incrível. Eu adoro vários atores do elenco: John Cusack, Chow Yun-Fat, Gong Li e Ken Watanabe. Alguns outros do elenco são: Franka Potente , Crystal Yu, David Morse, Hugh Bonneville e Jeffrey Dean Morgan.



Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Através do Tempo

Assisti Através do Tempo (2009) de Julian Fellowes no Telecine Premium. Descobri esse filme por um acaso. Olhava no site do Telecine o que ia passar, fui ver o que era esse filme, adorei a foto, resolvi começar a ver. Achava que era um filme adolescente e decidi que se fosse muito juvenil talvez parasse de ver. Descobri um filme simplesmente maravilhoso! Logo no início vi nos créditos que é com a incrível Maggie Smith. O filme é baseado no livro de Lucy M. Boston, que quero ler. Através do Tempo é um filme inglês, dirigido por um egípcio e é ambientado em 1944.

Um adolescente de 13 anos chega na cidade onde mora a avó. O pai foi lutar na guerra e está desaparecido. A mãe do garoto vai procurar o pai e o filho precisa ficar com a avó que nunca conheceu. A relação é difícil. Ele leu uma carta que a avó escreveu ao pai dizendo que não aceita o casamento com uma plebeia, a mãe que esse garoto tanto ama. É uma belíssima mansão. A fotografia é lindíssima. Ele começa então a conhecer a história dessa família que desconhecia. Um dos recursos para conhecermos a história são fatos sobrenaturais, mas não é essa a tônica do filme e sim a história familiar. O elenco é lindo e talentoso. O menino é interpretado brilhantemente por Alex Etel. Outros do elenco são: Timothy Spall, Christopher Villiers, Kwayedza Kureya, Pauline Collins,  Elza Bennett, Dominic West, Carice van Houten, Douglas Booth e Hugh Bonneville.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O Elo Perdido

Assisti O Elo Perdido (2005) de Regis Wargnier no HBO Plus. Uma co-produção entre França, África do Sul e Inglaterra. Era uma noite de poucas opções, resolvi ver esse filme porque a Kristin Scott Thomas estava no elenco. Contracena com ela outro ótimo ator, Joseph Fiennes. Gostei bastante do filme que é muito indigesto e precisei de um certo esforço para continuar. No começo não entendemos ao certo. Os dois protagonistas mais negros caçam negros na floresta. Depois ficamos sabendo que um deles é cientista e acredita que os pigmeus estariam entre o macaco e os negros africanos na escala evolutiva da humanidade e querem aprisionar pigmeus para estudá-los. É difícil ouvir o cientista dizer que conseguiu caçar um macho e uma fêmea, como se aqueles seres humanos fossem animais. O Elo Perdido é ambientado em 1879, apesar de um período de muito estudo científico também de muita ignorância e preconceito.

O Elo Perdido não chega a ser um filme original, ele se remete a vários filmes que falam do ser humano utilizar outro como artista de circo para conseguir dinheiro. Do interesse desumano pelo exótico. Tema que já vimos em filmes como: O Garoto Selvagem do Truffaut, O Homem Elefante e King Kong. Mas é um filme bem realizado, esteticamente muito bonito, com uma fotografia belíssima dirigida por Laurent Dailland e uma bonita reconstituição de época com direção de arte de Zack Groebler e Nick Palmer.
Os dois jovens atuam muito bem e são interpretados por Lomama Boseki e Cécile Bayiha. Outros do elenco são: Hugh Bonneville, Iain Glen e Flora Montgomery.
Deve ter sido um filme difícil de interpretar pela forma complicada de comportamento de uma época tão claramente desumana. Não que hoje não existam questões complexas, mas são mais camufladas e politicamente incorretas.
O filme se arrasta um pouco em alguns momentos e o final força um pouco trazendo uma certa bondade a protagonista antes mercenária e transformando muito rapidamente um casal romântico de forma um pouco inverossímel, mas no geral é um bom filme que debate questões importantes sobre ciência e humanidade.
Música do post: 13 Shayalan Amabala


Beijos,
Pedrita