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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

O Corvo

Assisti O Corvo (2024) de Rupert Sanders no TelecinePlay. Só vi esse filme porque está na lista dos melhores filmes de muita gente, inclusive de pessoas que como eu não são muito fã do gênero. E que belo cartaz! O filme é inspirado nos HQ de James O´Barr.

O casal é deslumbrante, Bill Skarsgard e FKA Twigs e estão ótimos. É uma clássica história de amor romântico, então a gente imagina que eles não vão ficar juntos, em uma roupagem de HQ. A história é transposta de quadrinhos. Os dois são pessoas complexas, então vão para uma instituição. É lá que se conhecem. Apesar de serem rebeldes, eles são boas pessoas que passaram maus bocados na mão de pessoas más. O filme é muito bem realizado, esteticamente lindo, ótimos efeitos especiais, muita mágica e magia e ótima trilha sonora.
Claro que eles são perseguidos e ele tenta salvá-la. É uma bonita história de amor com roupagem rebelde. O elenco também é ótimo: Danny Huston, Laura Birn, Sami Bouajilla e Josette Simon.

 
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Em Má Companhia

Assisti Em Má Companhia (2002) de Joel Schumacher na Disney. Eu não sabia se já tinha visto, gosto muito do Anthony Hopkins e vi muito filme com ele. Logo no começo percebi que não. Me diverti bastante!

O filme é basicamente o Chris Rock. Ele não sabe que tinha um irmão gêmeo agente da CIA que é morto. A CIA está finalizando uma negociação importante, resolve recrutar o irmão gêmeo. Ele é brilhante, muito inteligente, mas vive de pequenas trapaças e serviços duvidosos. É um trapalhão.
O irmão era culto, reservado e um grande agente. O outro precisa em dias ter o mínimo de entendimento para auxiliar na negociação e agir se for necessário. Eu não sou muito fã de comédias, na verdade nem um pouco, mas o filme funciona, é engraçado ver ele tentando ser mais contido, sério, como o irmão. Tem muitos furos, vemos facilmente os dublês do Anthony Hopkins, já que é um filme de ação, mas o filme funciona e diverte. E a CIA do filme é muito, mas muito barulhenta. Nossa, difícil não ver ela atuando, não identificar os agentes, tanta confusão que causam em trânsito, nas ruas. O mais engraçado são os agentes que vão tentar matar o personagem do Chris Rock. Eles aparecem sempre de bandana vermelha, isso mesmo. Aí fica fácil identificar quem é bandido e agente, apesar que às vezes agentes são bandidos. Eu ria com os agentes de bandana vermelha e entravam facilmente em hotéis, sem "chamar" a atenção. 
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Agente Oculto

Assisti Agente Oculto (2022) de Anthony e Joe Russo e  na Netflix. Resolvi usar o surpreenda-me, claro que não deu certo. Segundo a Netflix, conforme as suas avaliações e os filmes que você vê, o sistema te surpreende com um. Mas o que aconteceu foi uma jogada de marketing. Eu não vejo filmes de ação, muito raramente, na Netflix não vejo mesmo, então jamais as minhas avaliações levariam a esse filme. É uma produção exclusiva da Netflix e eles querem a todo custo que emplaque. Dá pra ver, mas não é um grande filme, e não sendo meu gênero preferido, fica chato em vários momentos. Acho mesmo pra quem gosta não deve amar. E são injustificáveis as mais de 2 horas. O roteiro é baseado no livro de Mark Greaney.  É o filme mais caro na história da Netflix e passa em muitas cidades e locações. São lindos os lugares.

O protagonista (Ryan Gosling) está na prisão  por um homicídio e recebe a visita de um homem. Ele diz que é da CIA e que se o preso aceitar ser matador para eles sairá naquele dia mesmo. 18 anos se passam e o protagonista está em uma missão. Ele é o seis e descobre que tem que matar o 5 e pensa que poderá ser o próximo.
Ana de Armas é praticamente a parceira dele.

Wagner Moura também está no elenco.


E tem uma criança (Julia Butters), ela é meio que a culpada de tudo. Como um agente tem uma filha, e doente, ela é usada pra fazer com que todos obedeçam os vilões.
No final há uma das cenas machistas mais patéticas. A parceira fala que tem o vilão (Chris Evans) na mira, mas o mocinho fala que não que vão os dois lutar. Ele vai lutar com o psicopata pra mostrar que é machinho. Por sorte uma mulher acaba com aquela cena patética, mas até isso passam muito tempo lutando, quanta infantilidade. O elenco todo é muito bom Billy Bob Thornton, Dhanush, Alfre Woodard, Regé-Jean Page e Jessica Henwick. O filme deixa aberto a uma continuação, óbvio.
Beijos,
Pedrita

sábado, 18 de junho de 2022

Mesteren

Assisti Mesteren (2017) de Charlotte Sieling no Film&Arts. Procurei no Now os filmes desse canal. Tem muito pouco, então de vez em quando vou lá ver se entrou algo novo. O nome no Brasil como sempre é péssimo, The Man, isso mesmo, em inglês. É uma coprodução entre Dinamarca, República Tcheca e Noruega.
 

É a história de um excêntrico, chato, infantil, famoso e rico artista plástico (Soren Malling) e seu filho (Jacob Oftebro) que aparece. O filho faz grafites. O pai passa a disputar em ego com o filho. O final é bem patético. As cenas aparecem no estúdio do pai e sua equipe, além de suas duas mulheres (Ane Dahl Torp e Sus Wilkins).
Beijos,
Pedrita

domingo, 10 de outubro de 2021

Lida Baarová

Assisti Lida Baarová (2016) de Filip Renc na Netflix. O filme conta a história dessa atriz tcheca que ganhou o estrelato na Alemanha, na década de 30. O roteiro é do tcheco Ivan Hubac

Primeiro ela viveu bastante tempo com Gustav Fröhlich, interpretado por Gedeon Bukhard, grande ator alemão que protagonizou o icônico Metrópolis. Ele ainda era casado, mas sua esposa vivia em outro país.

Depois ela se apaixonou por Goebbels, interpretado por Karl Markovics. Ela chega a ir nos discursos nazistas, vê os judeus desaparecendo. Mesmo que na época ainda não se soubesse dos campos de concentração, ela via os judeus desaparecendo, deixando tudo pra trás, casas, bens. Goebbels era alucinado por ela como atriz, por seus filmes, financia tudo, a paga regiamente, também não vejo como ela não achasse isso estranho. Lida e Goebbels saiam em tudo quanto era jornal. Goebbels era casado, então em um determinado momento o romance acaba. Hitler interfere do caso extra conjugal de seu braço direito. Goebbels segue com a família e filhos para outro país e ela é proibida de sair da Alemanha.
Começa então o calvário da atriz. Ela tem ajuda para fugir para a Tchecoslováquia e volta a viver com a família. Retorna a fazer filmes, muitos na Itália, não entendo porque voltava para a Tchecoslováquia e porque não tentava ir para os Estados Unidos. Parecia muito ligada a família. Na Tchecoslováquia ela é condenada por traição e à forc. O pai consegue que um ministro retire a execução. Sua mãe e irmã não aguentam os interrogatórios, as perseguições e morrem. Lida volta a fazer cinema até 1958, depois teatro.
A atriz que interpreta Lida, Tatiana Pauhofová é muito linda e parecida com a atriz, mas não tem metade da força cênica. Impressionante as fotos de Lida.

 

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Milada

Assisti Milada (2017) de David Mrnka na Netflix. O filme conta a história da humanitária Milada Horáková. Demorei muito pra finalizar esse filme. A vida dessa advogada beira o insuportável.

Na época da Segunda Guerra Mundial, Milada ajuda pessoas a fugir do regime nazista. Por esse motivo ela vive muito tempo em campos de concentração. Milada era católica devota. Ela sobrevive e volta exultante a Tchecoslováquia. Milada é interpretada por Ayelet Zurer. Seu marido também ficou muito tempo em um campo de concentração. Interpretou o marido de Milada, Robert Gant.
O país começa a tornar-se comunista. Milada acha que seria importante se candidatar ao Parlamento pra lutar pela democracia. Vira uma figura importante não só no seu país. O comunismo começa a sumir e executar pessoas contrárias ao regime, e novamente Milada começa a ajudar pessoas a sair do país. Apesar dos inúmeros avisos que era melhor fugir do país, Milada decide continuar ajudando os perseguidos. É acusada de conspiração, presa, torturada e executada. Quando ela estava presa pedem a comutação da pena Einstein, Churchill e Roosevelt. O filme foi dedicado à todas as pessoas que nesse momento sofrem perseguições em países ditatoriais.

Seu marido consegue fugir e exilar-se. Ele não foge com sua filha que é muito vigiada, já que era uma peça chave para convencer a mãe a declarar-se culpada. Sua filha torna-se uma intensa ativista de direitos humanos e em defesa da memória de sua mãe. Ela leva muito tempo a conseguir exilar-se e ir aos Estados Unidos. A filha adulta é interpretada por Karina Rchichev. A irmã de Milada por Vica Kerekes.

Milada Horáková no julgamento.

Beijos,
Pedrita

domingo, 1 de novembro de 2020

Os Bebês de Auschwitz

Terminei de ler Os Bebês de Auschwitz (2015) de Wendy Holden da série Mulheres na Literatura da Coleção Folha. Demorei pra começar a ler porque sabia que não seria uma leitura fácil, mas achei que tinha que conhecer mais esse assunto. Como o livro diz o tempo todo e a autora me lembrou no Instagram, conhecer para não esquecer. Que esses horrores nunca sejam esquecidos para que não aconteçam novamente.

Quando fui escolher o marcador de livros, vi as borboletas e achei que bebês que sobrevivessem àquela adversidade seriam como borboletas. O livro faz uma analogia parecida no final, fiquei mais tocada ainda.

O livro conta a história de três mulheres judias Priska, Rachel e Anka, que estavam grávidas quando chegaram em Auschwitz no fim da guerra. Todas foram revistadas pelo médico monstro Mengele. O livro lembrou o horror de saber que esse monstro, após a guerra, se escondeu no Brasil, que vergonha. As três, por uma presença de espírito, mentiram ao médico e disseram que não estavam grávidas. O que fez essas três mulheres a resistirem a tanta fome, sede, frio e maus tratos, ainda terem os bebês e eles sobreviverem é algo que nem elas mesmas sabem explicar. Estranhamente elas não se conheceram, mesmo tendo estado nos mesmos lugares de horrores. Primeiro no campo de concentração, na mesma época, dias de diferença. 

Por serem fortes foram enviadas para uma fábrica de peças, inclusive de aviões e depois passaram por uma viagem interminável, prestes a dar a luz, até o campo de concentração de Mauthausen, na Áustria. Uma mãe e filha foram pra câmara de gás, nuas, com inúmeras outras, ficaram muito tempo, mas não tinham mais insumos pra matar, e a máquina tinha quebrado e foram soltas novamente, olha que horror! Extremamente debilitadas, morrendo de fome e sede, duas deram a luz nos vagões nessa viagem interminável. Anka começou a ter as contrações assim que desceu do trem e teve seu filho de pé, em uma carroça lotada. Como elas e seus bebês sobreviveram? Sorte talvez, dizem. Pode ser, porque parecia impossível elas e seus bebês de meio quilo resistissem a tanta fome, sede, piolhos e larvas. Um pouco depois do nascimento dos bebês, Hitler e sua esposa se suicidaram. Os policiais nazistas da SS começaram a matar a todos e queimar documentos. Novamente elas se salvaram por muito pouco. Os americanos oficiais ficaram atônitos quando viram inúmeras pessoas nuas ou com pedaços de roupas, de pé no pátio. Acostumados a contagem diária, já sem qualquer traço de humanidade, eles ficaram do lado de fora, no frio, totalmente fora de si. Na hora que viram que iam ser salvos, muitos gritaram, riram, choraram, pularam e morreram logo ali, caindo uns sobre os outros, não suportando tanta emoção. Com tanta subnutrição, o corpo não aguentou a carga emotiva da libertação.

Em geral tinha muita hostilidade com os judeus. Assim que eles foram obrigados a abandonar as suas casas e seguir para os guetos, tomaram suas casas, objetos, e não aceitavam devolver depois da guerra. Outros tinham medo de represálias. Uns foram mortos pelos soldados nazistas porque ajudaram judeus, ou mandado para campos de concentração. Então em geral eles ignoravam o sofrimento que viam, ou tentavam não ver. No máximo punham comida escondida em lugares que eles passavam, mas sem saber quem eram. A cidade de Horní Bříza na República Tcheca foi uma exceção. Quero muito conhecer essa cidade. Pouco viram da guerra, não viram vagões lotados de judeus, foi a primeira ve,z quando a guerra estava acabando que o trem fez uma rota diferente. Antonín Pavlíček cuidava da estação e quando viu os prisioneiros mortos de fome, negociou, negociou e negociou com os soldados nazistas para que a cidade levasse comida. A cidade inteira se mobilizou cozinhando. Os judeus avisaram que se não fosse direto nas mãos deles nunca veriam os alimentos. Então Pavlíček e outro homem foram levar as comidas. Eram mulheres famintas demais, os soldados se prontificaram a ajudar, então teve vagão que continuou sem água e sem comida porque eles desviaram os alimentos, mas muitas, muitas mesmo receberam alimentos, cobertores. Quando um viu o bebê e a mãe, correu para a mulher, relatou o ocorrido e ela mandou algumas roupas do bebê que esperava. Um médico viu uma grávida, era Anka, inerte já sem forças, e, mesmo correndo riscos, conseguiu ir até ela com um copo de leite que pode tê-la salvo e ao bebê. São relatos tão doloridos e emocionantes. Quanta tristeza dessa desumanidade. Sou muito descrente na humanidade. Uma dessas mães também não consegue acreditar na existência de um deus que poderia ter permitido todos esses horrores.
Os bebês Eva, Mark e Hana só souberam que outros bebês tinham nascido naquela viagem anos depois. Quando foram se encontrar em um evento do Holocausto, acharam que não tinham nada em comum e não iam se ver de novo. Logo que se encontraram viram que tinham na verdade muitas semelhanças. Hoje se consideram como irmãos.
No final do livro há uma extensa biografia que Wendy Holden usou para escrever o livro. Sem falar nas inúmeras viagens, entrevistas. É um trabalho impecável e admirável. Não sei se eu aguentaria passar tanto tempo em cima de um assunto tão difícil. Já foi um sofrimento a leitura do livro. 

 
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Jojo Rabbit

Assisti Jojo Rabbit (2019) de Taika Waititi no TelecinePlay. Queria muito ver esse filme. O 007 comentou que na estreia no Telecine Premium estava entre os assuntos mais comentados no Twitter, mas eu vi uns dias depois no Now. Que filme lindo! Como aborda temas difíceis. É baseado no livro Caging Skies de Christine Leunens.

 O protagonista Jojo é um nazista fanático. O elenco é incrível, Jojo é interpretado brilhantemente por Roman Griffin Davies. Como dizem, a criança não nasce preconceituosa, é o adulto que ensina o ódio. Imagino como deve ter sido difícil na Alemanha criar os filhos na época da guerra. Por medo de perseguições, muitos pais não nazistas deviam não interferir na lavagem cerebral dos filhos nas escolas pelos riscos de morte. O garoto ama tanto o nazismo que seu amigo imaginário é Hitler. Muito inteligente ser claramente um amigo imaginário já que diz muitas frases sem sentido ou infantis, típicas da imaginação infantil. Só agora que vi que o próprio diretor do filme interpreta o Hitler imaginário.

Louco para lutar na guerra, Jojo vai ao treinamento militar com várias outras crianças. No final da Segunda Guerra Mundial, com poucos soldados, a Alemanha enviou inúmeras crianças a guerra. Vários filmes mostram o soldado matando alemães e quando vão avançar percebem que eram só crianças. Mas Jojo se acidenta e não é enviado. Seu amiguinho segue para a guerra. Demais também a atuação do seu amigo, Archie Yates. Jojo acaba então fazendo entregas de panfletos, buscando metais e claro, ficando mais em casa. Sua mãe iluminada é interpretada pela linda Scarlet Johansson. Demais os soldados interpretados por Sam Rockwell e Alfie Allen. Ótima também a alucinada nazista interpretada pela Rebel Wilson.
É assim que conhece, escondida dentro de uma parede, uma jovem judia interpretada pela bela e talentosa Tomasin Mckenzie. Ele resolve não contar a mãe. O desenrolar do filme é muito, mas muito lindo. A jovem judia diz que a primeira coisa que deseja fazer quando tudo acabar será dançar. E eu desejo a todos vocês que a primeira coisa que vamos fazer quando tudo isso passar será dançar.

Beijos,
Pedrita

domingo, 2 de agosto de 2020

Reino Unido

Assisti Reino Unido (2016) de Amma Asante na HBO. Gosto muito do trabalho dessa diretora, sempre resgatando histórias. Esse filme conta a história de Seretse Khama, princípe de Bechuanalândia, atual Botswana baseado no livro Colour Bar de Susan Williams.

É o período da Segunda Guerra Mundial. Seretse estudava direito em Londres quando conhece Ruth e eles se apaixonam. Apesar de toda a oposição familiar, dele e dela, eles se casam. No país dele era proibido casamentos inter-raciais. Na Inglaterra não tinha lei, mas a sociedade não aceitava. Quando ele leva a esposa para o seu país, o seu tio não aceita e há uma separação das tribos. Os governos aproveitam-se dessa racha para forçar o controle do país. Tanto a Inglaterra como a África do Sul tinham interesse na exploração mineral do país e no controle de suas riquezas. Rosamunde Pike e David Oyelowo estão muito bem.

Aqui a família com seus dois filhos. A esposa o apoia o tempo todo e se integra a população local.

Beijos,
Pedrita