Assisti
Azul é a Cor Mais Quente (2013) de
Abdellatf Kechiche no
Max. Eu queria muito ver esse filme, não consegui ver nos cinemas. Agora estreou na tv a cabo. O nome oficial do filme é
La Vie d´Adele, o nome no Brasil é estranho, mas como ficou muito conhecido esse filme por aqui com esse nome, mantive o nome daqui. Foi um filme cultuadíssimo em 2013, não só por gays e simpatizantes, mas por quase toda unanimidade da crítica. Ganhou muitos prêmios. Eu achei que seria um filme sobre tolerância e fui pega de surpresa por um filme sobre a solidão. Fiquei impactada demais, doída demais. A solidão de uma personagem é avassaladora.

Vou falar detalhes do filme: Começa com Adèle adolescente de 16 anos. Ela está em fase de descobertas. Não é mais virgem, conhece um garoto bacana da escola, que a trata muito bem, mas no sexo ela não sabe por quê mas sente falta de algo. Na rua ela vê essa menina de cabelo azul e se encanta. Mas fica tempo sem vê-la. Um dia sai com um amigo gay para um bar gay, sai de lá atrás de meninas e chega em um bar de meninas e reencontra a menina de cabelo azul. Que já é mais velha, está em um relacionamento há 4 anos. Elas se encantam e passam a viver juntas. Elas se separam um tempo depois e começa a solidão avassaladora de Adèle. Adèle nunca contou aos pais o que gosta, que vivia casada com uma mulher, então está afastada de sua família e seus amigos passam a ser os amigos da amiga. Que com a separação se afastam. Na escola ela foi ridicularizada pela insinuação que era homossexual, uma amiga a ofende gravemente porque elas dormiram nuas na casa dela, Então ela não tem também mais amigos da escola. Ela trabalha em uma escola, mas ninguém sabe que ela é casada. Ela vive várias vidas paralelas.

Eu já estava imaginando onde o filme ia chegar e estranhei que não foi o que pensei. Depois lendo da internet descobri que o diretor mudou o final. Realmente o final do livro é mais lógico, aquela solidão toda não cabia em lugar algum, é muito perceptível a solução que a personagem encontrou. Adèle é interpretada maravilhosamente por Adèle Exarchopoulos. Adèle é uma personagem muito complexa, com muitos sentimentos conflitantes. Muito bem também a Emma, a Léa Seydoux. O diretor foi muito criticado na forma como conduziu as cenas de sexo que são muito realistas e intensas no filme, não só as cenas entre mulheres. Que ele exigiu demais das atrizes. Mas é essa veracidade que dá tanta autenticidade ao filme. O diretor é tunisiano e o filme é uma co-produção entre França, Bélgica e Espanha. No Festival de Cannes, La Vie d´Adèle ganhou Melhor Filme, Melhor Diretor, as duas atrizes ganharam prêmio de Melhor Atriz, a primeira vez que um prêmio dá para duas atrizes juntas. César Prêmio para Adèle como Melhor Atriz Iniciante. No Festival de Cinema do SESC, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Diretor e Melhor Atriz para Adèle. E inúmeros outros prêmios por todo o mundo.

Beijos,
Pedrita