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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Star Wars VII: O Despertar da Força

Assisti Star Wars VII: O Despertar da Força (2015) de J. J. Abrams no TelecinePlay. É baseado nos anteriores de George Lucas. Sim, eu queria ver, mas queria ver inteiro, sem paradas. Gosto de apagar a luz e aproveitar. Nossa, confesso que me surpreendi, é muito bom. Tinha receio que perdesse a mágica dos antigos e foram muito brilhantes.
Reverenciaram sem ficar esquemático, modernizaram sem ficar cafona. Agora há mais tecnologia, mas as soluções foram ótimas mantendo a essência da série.

Tem spoilers: Gostei muito que os atores lá do início da série envelheceram, aparecem, continuam valentes. Não tentaram rejuvenesce-los. E também vão aparecendo aos poucos, cada um seguiu um caminho. Primeiro surge o personagem do Harrison Ford, depois a Princesa Leia por Carrie Fisher. E por último Mark Ramill como Luke Skywalker de Jedi prevendo uma continuação. Também foi inteligente a triste forma como Han Solo sai de cena e não estará na continuação.

Gostei muito da atriz que escolheram para ser a protagonista, interpretada por Daisy Ridley. O robô do início é apaixonante, mas os outros que tanto sucesso fizeram aparecem depois e continuam apaixonantes.

Também gostei muito do personagem Finn de John Boyega, muito bem construído e fez um belo par com Rey. Os dois foram ceifados de suas famílias e sabem pouco de suas histórias. Um segredo que não foi revelado e segue nas próximas edições, muito inteligente. Gosto demais do Oscar Isaac e o personagem é bacana, bonita a amizade dele com o Finn.

Foi muito divertido ver nos créditos que a Lupita Nyong estava no elenco. Precisei da internet para descobrir em qual personagem e ela interpretou a fofa Maz Kanata. Só não me identifiquei com o ator que faz o filho do Han Solo, Adam Driver. E eu fiquei com a impressão que ele seria mais velho que a Rey. Confesso que me assustei de encontrar um ator da idade dela. Não sei se fiz as contas erradas. Fanáticos da série podem me ajudar.
Ainda no elenco: Max Von Sydow, Peter Mayhew, Simon Pegg, Pip Torrens, Rocky Marshall e Gwendoline Christie. Star Wars VII: O Despertar da Força ganhou Bafta de Melhores Efeitos Visuais.
Beijos,
Pedrita

sábado, 26 de abril de 2014

O Deserto dos Tártaros

Assisti em DVD O Deserto dos Tártaros (1976) de Valerio Zurlini da Coleção Folha Grandes Livros do Cinema. Eu amo esse livro, está entre os meus preferidos, li há muito tempo em uma viagem de volta do Rio de Janeiro que vim de ônibus. É sensacional! Fiquei muito animada quando descobri que há o filme, e que filme. Um jovem rapaz fica muito animado com a sua primeira convocação. Ele acabou a academia militar e tem o seu primeiro trabalho. A mãe não se conforma porque ele é enviado para tão longe, para um lugar tão ermo.

Aos poucos as desilusões vão chegando. O Deserto dos Tártaros é todo metafórico, pode ser qualquer questão. A vida que não é nada do que imaginamos. No livro lembro muito do caráter misterioso. Na fortaleza pouco se sabe se é verdade, imaginação ou delírio. Como eles não tem nada de importante para fazer, acabam criando fatos. Alguns se desesperam e passam a ter como inimigos seus próprios soldados.

O elenco é impressionante! Jacques Perrin está incrível como Drogo. Ele é alegre e confiante no início, vai se transformando. A maquiagem também é excelente. Os atores são Max von Sydow, Vittorio Gassman, Giuliano Gemma, Philippe Noiret, Jean-Louis Trintignant e Fernando Rey.

Essa coleção traz textos sobre a obra e o filme. Contaram que tinham vontade de fazer o filme, mas pensavam como fariam a fortaleza. Até que uma matéria mostrou um forte no Irã, que tinha inclusive passado por um terremoto e que dava exatamente a sensação do que lemos no livro. É realmente incrível o lugar das filmagens, lembra mesmo o livro.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ilha do Medo

Assisti Ilha do Medo (2010) de Martin Scorsese no Telecine Premium. É eletrizante! Além de ser um bom filme de suspense, toca em questões complicadas e densas. Começa com o personagem do Leonardo DiCaprio chegando de navio em uma ilha. É uma ilha presídio de pessoas perigosas com problemas mentais. Ele tem que descobrir como fugiu uma interna. Ben Kingsley interpreta o psiquiatra chefe e o dono do lugar é interpretado pelo maravilhoso Max Von Sydow. O parceiro nessa investigação é o Mark Ruffalo. Ainda no elenco está Emily Mortimer.

Logo percebemos que esse investigador tem uma história trágica. Ele lutou na segunda guerra mundial, tem várias imagens de um campo de concentração na sua cabeça. E perdeu a sua mulher em um incêndio. No meio do filme eu desconfiei do desfecho, mas mesmo chegando perto, fiquei muito longe da genealidade da obra. Ilha do Medo questiona tratamentos, mostra a dificuldade de tratar pessoas mentalmente perturbadas e fala do holocausto. É um filme impressionante! Muito bem realizado, eletrizante e absolutamente profundo, fiquei muito impressionada! Tristemente impressionada! 



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Robin Hood

Assisti no cinema ao filme Robin Hood (2010) de Ridley Scott. Eu e minha mãe queríamos ver Alice, mas o shopping que gostamos de ir só tinha o filme na versão dublada. Como eu li elogios nos jornais e ela ouviu elogios na Rádio Eldorado, resolvemos ver Robin Hood. Nós duas gostamos desse herói meio torto, que rouba dos ricos pra ajudar os pobres. E eu gosto do Ridley Scott, é um grande diretor de filmes de ação e aventura. E é isso, Robin Hood é um grande e belo filme de aventura, sem o romance aumentado do lindo com o Kevin Costner. O marketing dizia que era de outro momento do Robin Hood, mas não é bem assim, é mesmo mais desculpa que fatos, mas como disse, é um bom filme de ação.

A ação é realmente o melhor do filme, eu e minha mãe ficamos impressio-nadas com a precisão e perfeição das cenas de ação. A fotografia de John Mathieson é simplesmente maravilhosa. O romance não é realmente o ponto forte, é bem morno realmente. Russell Crowe está ótimo e a Cate Blanchett também. Esse Robin Hood é bastante violento, mas impecável. O elenco também é incrível, estão ainda: William Hurt e Max Von Sydow. Eu gosto muito também do ator que faz o vilão, o Mark Strong. E está muito bem o Príncipe João interpretado pelo Oscar Isaac. 



From Mata Hari e 007
Beijos,

From Mata Hari e 007
Pedrita

domingo, 2 de dezembro de 2007

Hora do Lobo

Assisti A Hora do Lobo (1968) de Ingmar Bergman no Telecine Cult. O Marcelo Janot que avisou no blog dele que ia passar esse filme no canal. Eu sou fã do Ingmar Bergman e o Telecine Cult resolveu passar vários, inclusive raros, de difíceis exibição e que eu não tinha visto. A Hora do Lobo é uma piração total. Começa muito normal, um jovem casal vai morar em um lugar afastado e estão muito felizes. São interpretados maravilhosamente por Max Von Sydow e Liv Ullmann.

O marido é pintor e eles vivem de forma pacata, em uma simpática casa. Na viagem me surpreendi o quanto estamos acostumados hoje a tecnologia. Eles viajam praticamente numa canoa e lá levam algumas bagagens.
Até que aparecem estranhos visitantes. Com o tempo ficamos na dúvida se são delírios de nossos protagonistas ou realmente toda aquela loucura aconteceu. O texto é absolutamente genial, pena que a legenda fosse péssima. E para os filmes do Bergman as legendas são cruciais porque o idioma é estranhíssimo aos nossos ouvidos.

Há um texto impressionante no final da Liv Ullmann que ela diz não saber se de fato tudo aconteceu, ou se foi a convivência com o marido perturbado que a contaminou de sua loucura. A fotografia é simplesmente maravilhosa.

Outros do elenco são: Gertrud Fridh, Bertil Anderberg, Naima Wifstrand, Gudrun Brost, Ulf Johansson e Gerg Rydeberg.

Em uma dessas visitas malucas ao casarão eles mostram um trecho da ópera A Flauta Mágica de Mozart e fazem análises. Foi um trecho dessa ópera que escolhi para ilustrar musicalmente o post.



Beijos, Pedrita

domingo, 4 de novembro de 2007

A Paixão de Ana

Assisti A Paixão de Ana (1969) de Ingmar Bergman no Telecine Cult. É um dos meus diretores preferidos, mas esse é um dos mais difíceis de assimilar, isso porque há muitas cenas com animais e eu tenho muito dificuldade de ver. Um homem vive sozinho. Ele acaba conhecendo uns vizinhos, um casal e a Ana.

Todos têm histórias difíceis no passado e todos parecem manter alguns comportamentos sádicos. Tanto que não temos idéia sobre quem é que faz as maldades com os animais, porque todos poderiam ser, porque são estranhos, ou como todo ser humano, tem lados escuros e em A Paixão de Ana tudo fica mais evidente. Mas nunca ficamos sabendo.

Bergman filma ainda os atores falando o que pensam sobre os seus personagens e essa filmagens entram no meio do filme, em alguns momentos. É muito interessante! Uma aula e tanto de cinema.


As atrizes também são lindíssimas: a bela Liv Ullmann como Ana e Bibi Andersson. Os dois homens são Max Von Sydow e Erland Josephson.



Beijos, Pedrita