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terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Babenco Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou

Assisti ao documentário Babenco Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (2019) de Bárbara Paz no Canal Brasil. Obra de Arte! Em estado de choque! Impressionante! Brilhante! Dois gênios criando algo inacreditável!

As escolhas das narrativas são avassaladoras. Por isso vem impactando nos festivais pelo mundo.
Sim, fala muito de morte, até porque o último filme do diretor, Meu Amigo Hindu, e era sobre morte com William Dafoe interpretando-o. Bárbara Paz então faz o making of do filme, então há misturas de imagens. Eu não sabia que aos 37 anos Babenco ouviu do Dr. Drauzio Varella que teria mais três meses de vida, em 1983. Vindo a falecer 36 anos depois. Então de 83 em diante volte e meia tinha que lidar com o câncer que ia e vinha.

Muito interessante como a diretora mescla os filmes no documentário. Em alguns momentos é como se fosse o Babenco nos personagens. Tudo é muito poético. E que trilha sonora. É de uma genialidade avassaladora. Tudo é preto e branco, até as cenas dos filmes como o maravilhoso Carandiru. Há cenas das filmagens de Carandiru. E o final, há o final, quanta genialidade!
O País do Cinema está em nova temporada e o documentário está lá.


 


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 3 de março de 2021

Pixote - A Lei do Mais Fraco

Assisti Pixote - A Lei do Mais Fraco (1981) de Hector Babenco no Canal Brasil. Sempre quis ver esse filme mas me faltava coragem. Saber que o protagonista Fernando Ramos da Silva teve final trágico me fazia não querer ver o filme. É doloroso demais imaginar que apesar do filme ter feito tanto sucesso pelo mundo todo, ganhar tantos prêmios, não tenha conseguido mudar o trágico destino desse rapaz. Sim, filmes não dão dinheiro, ainda mais independentes e artesanais, mas o mundo conheceu esse rapaz e não foi capaz de dar um futuro diferente pra ele.

Os rapazes estão em um reformatório. Casa para adolescentes infratores que já tiveram vários nomes. Lá, tudo o que vão aprender é sobre sobreviver, sobre violência, sobre crime. Muitos dos crimes praticados são pelos próprios policiais que estariam ali para defendê-los. O discurso é que lugares como esse vão corrigir as infrações e reintegrar os adolescentes na sociedade, mas não é de fato o que acontece. Pobreza, falta de oportunidade, violência, abandono, o estado é incapaz de dar estudo e oportunidade e resta a eles mais ódio e mais aprendizado no crime. Babenco foi muito inteligente em escolher jovens que viviam em situações de vulnerabilidade para interpretar os personagens, dá muita veracidade ao filme e as interpretações. Integram os amigos de Pixote os atores Jorge Julião, Gilberto Moura, Edilson Lino, Zenildo Oliveira Santos, Claudio Bernardo e Israel Feres Davi.
Aparecem no filme grandes atores: Jardel Filho, Marília Pêra, Elke Maravilha, Beatriz Segall, Ruben de Falco, Tony Tornado, Emilio Fontana, Luiz Serra, Ariclê Perez, Walter Breda e Lineu Dias.

Beijos,
Pedrita

sábado, 5 de setembro de 2020

Lance Maior

Assisti Lance Maior (1968) de Sylvio Back no Canal Brasil. Há diretores que quero sempre conhecer seus trabalhos, não costuma ser uma tarefa fácil. Eu zapeava, achei que era um programa de futebol que tem nesse canal, vi o Reginaldo Farias, fui ver as informações e descobri esse filme, que preciosidade. É o primeiro filme desse grande diretor.

Reginaldo Farias é um mulherengo. Ele quer seduzir a deslumbrante personagem da Irene Stefânia, mas não quer casar com ela porque ela é pobre e trabalha em uma loja.
Ele quer casar com a ricaça interpretada por outra bela atriz, a Regina Duarte. Mas a moça conta ao seu pai que não está namorando, que o rapaz é só amigo dela, que ela não quer casar com um homem que não seja da sua classe. Enquanto ele não consegue levar pra cama essas duas lindas mulheres, ele sai com prostitutas e trata-se de uma doença venérea. No elenco ainda estão: Isabel Ribeiro, Jorge Botelho, Lota Moncada, entre outros. A música de abertura é interpretada por Marília Pêra. E eu amei os figurinos.


Beijos,
Pedrita

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Jogo de Cena

Assisti Jogo de Cena (2007) de Eduardo Coutinho no Arte 1. O canal resolveu homenagear o diretor e tem passado os seus filmes. Sempre quis ver esse desde que estreou nos cinema. É um jogo, mulheres e atrizes contam uma parte de suas vidas, não sabemos quem interpreta ou quem fala de sua própria trajetória. Só algumas atrizes consagradas que termos a certeza da interpretação. É simplesmente genial!

Foi colocado um anúncio para as mulheres que quisessem participar de um teste. Depois convidaram atrizes para assistir o bruto ou editado e interpretarem. Fizeram então uma edição misturando tudo como em um jogo. Histórias lindas, mulheres diferentes. Algumas atrizes também contaram como escolheram fazer aquela mulher. As mulheres também contaram para o Coutinho como se sentiram. É inteligente, ágil e surpreendente.

Estão no elenco Fernanda Torres, Marília Pêra, Andrea Beltrão e Mary Sheyla. O diretor misturou mulheres desconhecidas com atrizes não tão conhecidas. Fica difícil saber se alguém interpreta ela mesma, ou se é uma atriz. Genial! Jogo de Cena pode ser estudado na psicologia, no teatro, na antropologia. As atrizes tiveram dificuldade de interpretar a força de uma das mulheres, é algo que fica melhor no real do que na ficção. Esse jogo é fascinante. Jogo de Cena ganhou APCA de Melhor Filme.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Embarque Imediato

Assisti Embarque Imediato (2009) de Allan Fiterman no Prime Box Brasil. Minha mãe tinha visto no Canal Brasil e tinha me indicado. É bem bonitinho! Fala muito de solidão, sonhos e da dificuldade que é viver no Brasil. Gosto demais dos três atores principais: Marília Pêra, Jonathan Haagensen e José Wilker. São muito bonitinhos os personagens da Marília Pêra e do Jonathan Haagensen.

Marília Pêra é uma funcionária linha dura do aeroporto. Bem divertido o nome do concurso Picanha de canto realizado por uma churrascaria. Alguns outros do elenco são: Sandra Pêra, Clara Choveaux e Ed Oliveira.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Primo Basílio

Assisti em DVD Primo Basílio (1988) de Eça de Queirós. Essa minissérie foi exibida na TV Globo, vi na época um pouco, achei que tinha visto mais, mas vendo no DVD vi que perdi bastante. Minha mãe que me emprestou o DVD. A direção é do Daniel Filho. É um projeto primoroso, elenco incrível, tudo perfeito, cenários, figurinos, iluminação, interpretações, momento histórico da televisão brasileira. No último DVD tinham entrevistas mais recentes, na época do lançamento do DVD, com o diretor e elenco. Daniel Filho contou que era o segundo trabalho da Giula Gam na televisão. Ela tinha feito teatro e era o primeiro trabalho de destaque. E ela está impressionante. Ela estava com 20 anos e disse que foi difícil interpretar uma personagem casada e que tinha um amante. Se ver casada e ainda em uma época antiga.

E minha mãe tinha razão, a minissérie é da Marília Pêra, ela está esplêndida como a malvada Juliana. E Primo Basílio mostra muito a diferença social entre patrões e empregados. Os empregados ficam em quartos com ratos, percevejos. A empregada explica pra Juliana que os restos da comida dos patrões vão para fazer molhos, que elas só podem comer pescoço e pés de frangos.  A Juliana extrapola nas maldades, mas os empregados eram muito maltratados.

Nas entrevistas, Daniel Filho contou que queria que os atores estudassem piano para dublar bem e que o Pedro Paulo Rangel gostou tanto que continuou estudando. O elenco é incrível. Giulia Gam é a prima, Tony Ramos o marido, Marcos Paulo, o primo, Marília Pêra a empregada megera, a empregada boazinha a voluptuosa Louise Cardoso, o amante dela, Guilherme Leme. Zilka Salaberry está incrível como a tia da Juliana. 

Outras que estão ótimas são Beth Goulart e Marilu Bueno. Os amigos do marido são interpretados pelo jovem José de Abreu, Sérgio Viotti e André Valli. Ainda no elenco: Thelma Reston,  Fábio Sabag, Ênio Santos, Norma Geraldy e Oswaldo Louzada. Há participações especiais primorosas como a da incrível Henriqueta Brieba, Alexandra Marzo, Cláudio Mamberti, Nica Bomfim e Vic Militello. Eu li o livro há vários anos e adorei, adoro esse autor.

Beijos,
Pedrita

sábado, 14 de abril de 2012

Aquele Beijo

Assisti Aquele Beijo (2011-2012) de Miguel Falabella na TV Globo. Eu e minha mãe começamos seguindo essa novela, depois eu passei a acompanhar, lia matérias, via um ou outro capítulo. Gostei das mulheres fortes e talentosas dessa novela. Várias com nomes diferentes e fortes, e roupas coloridas como as mulheres de Almodóvar.

Eram fortes e determinadas: Sarita (Sheron Menezes), uma estudante brilhante de advocacia, a melhor da turma, Marisol (Mary Sheila), a estilista talentosa, Dona Otília (Patrícia Bueno) que seguia com o sonho de sua mãe de cuidar de um lar de crianças órfãs, Bernadete (Karin Hills) que criou um creme de alisamento de cabelo e também se afastou quando viu que o seu namorado estava em dúvida. A Cláudia (Giovana Antonelli) também era uma mulher de personalidade, engraçadamente atrapalhada, mas uma arquiteta respeitada. A própria Maruska (Marília Pêra) era uma executiva de sucesso, mesmo que com poucos ou quase nenhum escrúpulo. 

Ou mesmo a Damiana ou Toinha, interpretada brilhantemente pela Bia Nunnes. Difícil julgar o que ela fez, se passar pela melhor amiga pra poder sair do sertão. Ela se revelou bem desequilibrada, mas o ato de se passar pela amiga não foi lá tão errado, dada as circunstâncias de miséria que ela vivia.Outra mulher forte foi Ana Girafa (Luís Salem) que nasceu como homem, se descobriu uma grande mulher, forte, cheia de caráter e bondade. 

Me divertia com as loucuras da Mãe Iara (Claudia Jimenez) e do Pai Joselito (Bruno Garcia). Detestei quando ela morreu, mas voltei a ver quando vi que ela continuava como se estivesse viva.  As duas portuguesas também estavam ótimas, já conhecia a Maria Vieira (Dona Dona Brites) e muito linda e carismática a Mariana Mota (Amália). Adorava o romance da personagem com o Joselito. 

Gostei muito da história da Belezinha (Bruna Marquezine), muito atual. Depois de uma festa o namorado Agenor (Fiuk) a assedia e consegue deitar com ela, só que como ela tinha bebido bastante, ela não lembra, acaba engravidando e sofre com a primeira vez que ela nem lembra e tão frustrante. Ela leva um bom tempo para voltar a querer namorar. Foi engraçada na trama ele ser filho do Fábio Jr.

Adorava o casal Ricardo (Frederico Reuter) e da Bernardete, mas achei muito moralista a trama da Camila (Fernanda Souza). Sim, ela só pensava nela e era uma insatisfeita crônica, mas não via nenhum mal dela ter se arrependido do casamento, do marido sem ambições e da falta de perspectiva profissional. Não vi nada de mais ela desejar buscar os sonhos e deixar o filho com o marido. A forma como ela fez foi meio atabalhoada, mas ela tinha o direito de buscar a sua felicidade.

Adorei a personagem da Maria Gladys (Eveva), do Orlandinho (Daniel Torres), da  Mirta (Jaqueline Laurence) E mais, Vera (Ângela Rebello), Herondi (Jhama), Raimundinha (Lana Gueleiro), Vicente (Ricardo Pereira), Raíssa (Mayara Maya),  Sebastião (Raoni Carneiro), Locanda Barbosa (Stella Miranda) e Brigitte (Juliana Didone). Gosto dos últimos capítulos das novelas, que dirá das novelas do Miguel Falabella, ele brinca bastante, tem a tradicional festa do elenco e equipe, é sempre muito animada.


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

60 Anos de Novelas

Assisti o especial 60 Anos de Novelas no Globo Repórter da TV Globo. Glória Maria e Sérgio Chapelin apresentaram o programa que pincelava um pouco do que foram esses 60 anos de novelas. Foi curto, deixou vontade de mais, mas adorei. Falaram das primeiras novelas ao vivo, entrevistaram alguns atores: Tony Ramos, Glória Pires, Francisco Cuoco, Lima Duarte, Regina Duarte, Marília Pêra, Camila Pitanga e Mariana Ximenez. Falaram do primeiro beijo técnico com a atriz que o protagonizou. Regina Duarte lembrou cenas que marcaram como a da troca dos bebês. Mostraram as duas versões de O Astro. Falaram de quando as novelas começaram a colocar temas sociais em suas tramas. Da época que uma novela dava 100% de audiência, qunado haviam poucos canais de televisão e poucos programas.

Mostraram cenas de novelas que marcaram história como Pecado Capital, A Moreninha, Escrava Isaura, Dancing´ Days, Roque Santeiro que atualmente reprisa no Canal Viva, Irmãos Coragem. Mostraram o Projac, falaram com as costureiras, figurinistas. Falaram de como os efeitos especiais ajudam hoje na magia. As tramas com gêmeos. E claro, mostraram trechos da belíssima Cordel Encantado. Foi um programa curto e ainda não consegui ver se o Vídeo Show passou mais sobre o programa, já que imagino que eles devam ter entrevistado muita gente, mas precisaram editar pra caber no horário. O Globo Repórter costuma reprisar na GloboNews. Enfim, foi um programa que já começou com saudades. Há várias matérias sobre o programa no site da TV Globo, com trechos em vídeos. José Armando Vannucci também fez um programa em vídeo para a internet sobre os 60 Anos de Novelas, com entrevistas de arquivo da Jovem Pan.

Beijos,
Pedrita


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dzi Croquettes

Assisti Dzi Croquettes (2010) de Tatiana Issa e Raphael Alvarez no Canal Brasil. Na época do lançamento desse documentário nos cinemas muitos elogios a produção surgiram e eu fiquei curiosa já que por total ignorância não sabia quem foram os Dzi Croquettes. E o documentário cumpre muito bem o papel de contar a história desse grupo que na época da ditadura criavam um espetáculo tão inovador e ousado que chamaram a atenção inicialmente do Brasil, depois de Paris e do mundo. Os Dzi Croquettes foram criados em 1972, Vários grupos que sofreram influência ou participaram deram depoimentos. É clara a inspiração dos Secos e Molhados e algumas integrantes das Frenéticas dão depoimentos. Algumas participaram inclusive da Dzi Croquettas criado pelo próprio grupo com suas fãs.

Dzi Croquettes é um documentário muito bem realizado. A Tatiana Issa é filha de um figurinista que trabalhou por um período com o grupo e ela circulava entre eles e diz no documentário que achava eles uns palhacinhos. Não sabia que o grande ator Cláudio Tovar tinha participado do grupo. Nem tampouco do famoso Lennie Dale.  Outro que participou do grupo um pouco mais pra frente foi o Jorge Fernando. Quem fez estourar o sucesso levando crítica e público famoso a um espetáculo em Paris foi Liza Minelli, inclusive ela dá entrevistas sobre o grupo. Ela levou para ver o grupo Mick Jagger, Jeanne Moreau, Josephine Baker. Muitos são os entrevistados que iam ver inúmeras vezes as apresentações dos Dzi Croquettes como: Marília Pêra que chegou inclusive a fazer uma coreografia com Lennie Dale, Claudia Raia, Elke Maravilha que namorou um deles e circulava entre eles, Ney Matogrosso, Miguel Fallabela, Norma Benguell, Betty Faria, Pedro Cardoso que teve contato nos últimos anos do grupo,  Nelson Motta e Miele. O documentário passa ainda trechos de apresentações, entrevistas e é muito bem editado. O documentário ganhou vários prêmios, inclusive nessa semana no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Melhor Edição  pelo júri e Melhor Documentário pelo Voto Popular


Beijos,
Pedrita

sábado, 1 de maio de 2010

O Viajante

Assisti O Viajante (1999) de Paulo Cezar Saraceni no Canal Brasil. Sempre quis ver esse filme que passa com regula-ridade nesse canal, mas não conseguia. É o último da Trilogia da Paixão, não sei se acho os outros na programação. O filme é baseado no livro de Lúcio Cardoso que fiquei com vontade de ler. É um filme difícil. Duas mulheres se apaixonam por um caixeiro viajante sedutor e fazem desatinos por ele. A viúva é a que vai mais longe. A viúva é interpretada magistralmente pela Marília Pêra, o filme é ela e pra ela. O texto é todo poético, o filme é muito erótico só em tempos e olhares. Uma cena em que ela vestida e tira os anéis é muito erótica, sem ser uma cena de amor, é uma cena solitária como quase todas as cenas dessa grande atriz.

O caixeiro é o belo Jairo Mattos. A jovem donzela é a bela e talentosa Leandra Leal que tanto adoro. O tio que acolhe a sobrinha é interpretado pelo maravilhoso Nelson Dantas. A fotografia é do maravilhoso Mário Carneiro. A trilha sonora maravilhosa é do Tom Jobim adaptada pelo filho dele, o Paulo Jobim e pelo Sérgio Guilherme Saraceni. O Milton Nascimento aparece no filme interpretando personagens e canções. Uma canção é interpretada pela Célia & Celma. Outros do elenco são: Roberto Bonfim, Myriam Pérsia e André Valli

From Mata Hari e 007
Beijos,










Pedrita