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domingo, 21 de maio de 2023

August: Osage County

Assisti August: Osage Country (2013) de John Weils no Film&Arts. É baseada na peça de Tracy Letts, que parece ser bem famosa, já que há inúmeras fotos de montagens. É sobre uma família disfuncional!

O elenco é inacreditável! Meryl Streep é a matriarca. Ela vivia com o marido em uma casa no campo. Ela é viciada em pílulas e ele em bebida. Ele contrata uma indígena pra cuidar da casa e desaparece. A família começa então a aparecer. A filha mais velha é Julia Roberts. O texto é ácido, afiado. A mãe tem câncer na boca e diz a filha que quando ela descobriu o câncer ninguém apareceu, mas quando o pai desaparece todos vem. Ele é interpretado por Sam Shepard. E o filme é muito sobre isso. Mesmo que todos sejam muito cruéis uns com os outros, é revoltante eles ficarem indignados com a vida da mãe, sendo que nunca estiveram presentes. 

 
Aos poucos os segredos vão sendo revelados. É um filme dilacerante! O elenco incrível continua: Ewan McGregor, Chris Cooper, Juliette Lewis, Margo Martindale, Julianne Nicholson, Benedict Cumberbatch, Abigail Breslin, Dermot Mulroney e Misty Upham. A única que tem alguma generosidade na família é a funcionária.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Uma Batalha Incerta

Assisti Uma Batalha Incerta (2016) de James Franco no Telecine Play. Há um tempo via o poster do filme que não é esse que escolhi e não me interessava. Uma hora fui ver o que era e vi o nome do James Franco que tem entrado em produções de filmes complexos e questionadores. Esse filme é uma produção independente. Só depois que começou que vi que é baseado em uma obra do John Steinbeck, autor que li umas obras e tem textos sempre contundentes.

É baseado em fatos reais. Após a quebra da bolsa em 1929, os patrões passaram a explorar os funcionários, principalmente no campo. Eles ganhavam 3 dólares por dia e passaram a ganhar 1 dólar, com isso mal conseguiam sobreviver. A trama começa em 1930. Insuportável a capacidade que o homem tem de explorar o outro para enriquecimento próprio, de achar que uns são melhores que os outros e merecem mais. E incrível que pouco mudou.

O filme passa em plantações de maçãs, eu nunca tinha visto pés de maçãs. Conheço muitas árvores, plantações, mas de maçãs nunca tinha visto, como é bonito.

Dois homens seguem para uma plantação para unir os colhedores para a greve. Um é interpretado pelo próprio James Franco e o outro por Nat Wollf.

É um filme muito triste, com muita violência. A greve não deu em nada, mas as greves foram se multiplicando no país, mas só em 1935 é que os colhedores passaram a ter salário mínimo e outros benefícios. O elenco é todo muito bom. Vincent D´Onofrio está irreconhecível como o líder dos colhedores. Ed Harris faz uma pequena participação com um personagem marcante. Os nomes estrelados continuam: Robert Duvall, Josh Hutcherson, Ahna O´Reilly, Analeigh Tipton, Jack Kehler, Sam Sheppard e John Savage.
Quase toda a promoção do filme é em cima da Selena Gomez. Uma pena porque seu personagem é deslocado do todo, com trama e interpretação sofrível. Personagem desnecessário. Quiseram forçar um romance para atender ao mercado. O filme não precisava desse fraco adendo.

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cinzas no Paraíso

Assisti Cinzas no Paraíso (1978) de Terrence Mallicy no Telecine Cult. Um pouco antes de começar o filme, o Marcelo Janot entrou com um vídeo, no link está o vídeo se quiserem ver. Gostei do que ele falou e fiquei com muita expectativa. Apesar de ter gostado bastante de Cinzas no Paraíso, o filme não me empolgou. Sim, o filme é esteticamente belíssimo. Gostei de saber que foi todo realizado no por do sol, o que deu o tom amarelado de todas as cenas. Os três atores estão muito bem, novinhos de tudo: Richard Gere, Sam Sheppard e Brooke Adams. Mas o roteiro não me animou. A fotografia belíssima é de Nestor Almendros e ganhou Oscar. Cinzas no Paraíso deve ganhar uma dimensão majestosa no cinema.
Um casal e uma menina resolvem aceitar um trabalho temporário na colheita. O dono se interessa pela mulher e ela conta que é irmã do outro homem. A trilha sonora é do Ennio Morricone e com trechos da obra de Camille Saint-Saëns.

Youtube: Days Of Heaven - HQ Trailer (1978)



Beijos,

Pedrita

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Estrela Solitária

Assisti Estrela Solitária (2005) de Wim Wenders no Telecine Cult. Eu adoro esse diretor e o Marcelo Janot já havia avisado que o canal iria fazer uma homenagem Wim Wenders passando vários filmes dirigidos por ele. Não deixem de olhar na programação. Marcelo Janot comentou no vídeo inicial que Estrela Solitária reportava muito a Paris Texas, mas me lembrou muito também Asas do Desejo. A solidão dos personagens, seus pensamentos profundos. Quase quis anotar um diálogo, mas na TV a cabo não é possível infelizmente.

O roteiro é bastante surreal, mas reporta muito aos dias de hoje, apesar de passar em cidadezinhas no interior dos Estados Unidos. Nosso protagonista é um famoso ator de westerns, já meio decadente, tem uma crise e desaparece do set. Resolve se refugiar então na casa da mãe que não via há 30 anos. Fiquei imaginando como alguém pode abandonar por tanto tempo alguém querido. Lá ele descobre que possivelmente tem um filho e resolve procurá-lo. Todos em Estrela Solitária são sozinhos, vive despregados do mundo, vivendo suas vidas em abandono.

O roteiro é do mesmo autor de Paris Texas, Sam Sheppard, que também é o protagonista de Estrela Solitária. A fotografia é maravilhosa, o filme parece uma pintura, a direção é de Franz Lustig. Os cartazes de divulgação do filme também são maravilhosos, não deixem de ver as várias opções.

O restante do elenco tambem é incrível, a maravilhosa Jessica Lange, o excelente Tim Roth. Gostei muito de dois atores que fizeram os adolescentes Sarah Polley e Gabriel Mann. Adorei também a atriz que faz a mãe de nosso protagonista interpretada por Eva Marie Saint.
Vou querer rever trechos de Estrela Solitária inúmeras vezes, é uma obra de arte.
Beijos,
Pedrita