Assisti
Lida Baarová (2016) de
Filip Renc na
Netflix. O filme conta a história dessa atriz tcheca que ganhou o estrelato na Alemanha, na década de 30. O roteiro é do tcheco
Ivan Hubac.
Primeiro ela viveu bastante tempo com Gustav Fröhlich, interpretado por Gedeon Bukhard, grande ator alemão que protagonizou o icônico Metrópolis. Ele ainda era casado, mas sua esposa vivia em outro país.
Depois ela se apaixonou por Goebbels, interpretado por
Karl Markovics. Ela chega a ir nos discursos nazistas, vê os judeus desaparecendo. Mesmo que na época ainda não se soubesse dos campos de concentração, ela via os judeus desaparecendo, deixando tudo pra trás, casas, bens. Goebbels era alucinado por ela como atriz, por seus filmes, financia tudo, a paga regiamente, também não vejo como ela não achasse isso estranho. Lida e Goebbels saiam em tudo quanto era jornal. Goebbels era casado, então em um determinado momento o romance acaba. Hitler interfere do caso extra conjugal de seu braço direito. Goebbels segue com a família e filhos para outro país e ela é proibida de sair da Alemanha.

Começa então o calvário da atriz. Ela tem ajuda para fugir para a Tchecoslováquia e volta a viver com a família. Retorna a fazer filmes, muitos na Itália, não entendo porque voltava para a Tchecoslováquia e porque não tentava ir para os Estados Unidos. Parecia muito ligada a família. Na Tchecoslováquia ela é condenada por traição e à forc. O pai consegue que um ministro retire a execução. Sua mãe e irmã não aguentam os interrogatórios, as perseguições e morrem. Lida volta a fazer cinema até 1958, depois teatro.
A atriz que interpreta Lida, Tatiana Pauhofová é muito linda e parecida com a atriz, mas não tem metade da força cênica. Impressionante as fotos de Lida.
Beijos,
Pedrita