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sábado, 25 de abril de 2026

O Acontecimento de Annie Ernaux

Terminei de ler O Acontecimento (2000) de Annie Ernaux da Fósforo. Eu queria muito ler essa autora desde que ganhou Nobel de Literatura. Acabei vendo o filme antes. Eu comprei esse livro na última Festa do Livro da USP. Em geral o Brasil só publicava livros de autoras depois do Nobel, que bom que mudou um pouco. Os livros de Annie Ernaux só chegaram ao Brasil após o Nobel.

Amei que o livro veio com um marcador da obra. Só descobri depois que tirei o celofane.

O livro é autobiográfico. Em 1963 Annie Ernaux era estudante de literatura. Tem um breve envolvimento com um jovem de outra cidade, usa tabelinha, mas engravida. Na França da época o aborto era proibido como ainda é no Brasil. Na França passou a ser permitido em 1975. Ela procura médicos homens que desconversam e começa a fazer uma infinidade de manobras pra conseguir o seu intento. É sufocante ela tentando resolver e não conseguindo indicações, com quem conversar. Desde cedo ela já escrevia e tinha esboços. Esse sofrimento dessa época ela vai anotando no diário que se torna parte desse contundente livro publicado bem depois. Não é uma leitura fácil. Como ela tem muita dificuldade de localizar as fazedoras de anjos, ela se põe em risco várias vezes com procedimentos caseiros, é enganada por médicos, um show de horrores. Ela localiza uma mulher que fazia o procedimento de modo muito rudimentar e como sempre caríssimo. Tudo que é ilegal fica com preço abusivo. A mulher não avisa que a gravidez está em estágio avançado, que é perigoso demais. A jovem faz duas tentativas e as duas é terminar o procedimento sozinha onde vive, que é em um alojamento. Gosto de autoras que tocam em temas difíceis. Que bom que na França, desde 1975, são as mulheres que decidem o que fazer com seus corpos. Qualquer decisão já é dificílima imagine sendo fora da lei. Obra urgente!
Foto da Annie Ernaux jovem.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Anatomia de uma Queda

Assisti Anatomia de uma Queda (2023) de Justine Tret na Prime Video. Eu queria muito ver esse filme, tinha alta expectativa. Não sei se foi porque recentemente assisti A Escada, que a trama não foi tão marcante. Sim, é bem mais profundo que A Escada, até porque Anatomia de uma Queda é uma ficção, mas não senti muita diferença.

Uma mulher está tentando dar uma entrevista, mas há uma música altíssima. Ela resolve encerrar e combinar depois em outro lugar.

O filho dela, Milo Machado Graner, resolve sair com o cachorro, é um lugar muito, mas muito perigoso, cheio de montanhas, quando ele volta encontra o pai caído ao lado da casa. Grita muito até a mãe aparecer. O diferencial desse filme é que os protagonistas, o casal que é analisado o tempo todo, era de intelectuais, ela escritora, mas ele tentava também escrever e era professor. Então as conversas eram profundas, sem simplificações. 
Há muita simplificação no tribunal. Há três possibilidades: o marido pode ter caído, pode ter se suicidado e pode ter sido assassinado. Como em A Escada, não há certeza alguma porque só a esposa estava na casa. 

Pra piorar, ela e o marido tinha se mudado para uma casa pavorosa, perigosa e cheia de escadas, no meio do nada. Uma casa deliciosa nos Alpes pra se passar uma temporada de férias, mas péssima pra se morar.

O filme é cheio de questionamentos linguísticos. A protagonista é uma famosa escritora e interpretada brilhantemente por Sandra Voyter. O idioma confortável pra ela é o francês, mas ela é orientada a falar em inglês no tribunal. Quem mexe com texto sabe a dificuldade que é expressar sentimentos, pensamentos complexos, em idiomas que não são o seu, mesmo que seja fluente, em alguns momentos as explicações não ficam claras. Foi o que mais gostei no filme. Como hoje é fácil traduzir na internet, acham que uma tradução automática resolve, quando é bem mais complexo. O advogado dela é Swan Arlaud.
O vida do casal passa a ser esmiuçada e como o advogado de acusação acha a esposa culpada, ele faz inúmeras simplificações e acusações insuportáveis. Até o psiquiatra do marido vai no tribunal dizer que o paciente nunca tinha falado em suicídio. A escritora desmonta o depoimento dele já que ele não era especialista no assunto, nunca teve um paciente que suicidou, então tudo seria superficial. E concordo plenamente, boa parte das pessoas que se suicidam não parece que vão fazê-los, é algo inesperado ou secreto. Ela por ser intelectual vai desmontando uma a uma as conclusões precipitadas, baseadas em achismos. O fato de um paciente nunca falar que pensa em se matar, não significa que não pense ou que não vai ter um impulso em realizar em algum momento. Claramente o marido está frustrado. Quando o filho era pequeno, o marido não conseguiu buscar e enviou outra pessoa e o filho foi atropelado e perdeu a visão. E profissionalmente ele era bem perdido e a esposa bem sucedida. O machismo faz muitos do tribunal culparem a mulher que parecia o sufocar, quando na verdade ela acabou aceitando muitas das decisões dele, como tirar o filho da escola e aprender em casa, eu não acho essa decisão muito satisfatória, criança precisa de convívio com outras crianças. E indo naquela casa no meio do nada, pior ainda. E também foi insistência dele. Ela estava feliz onde eles viviam. Ele estava arrumando o sótão para que pudessem alugar quartos. Pensava em escrever e passou a gravar as conversas deles, algumas sem autorização. Enfim, eu passei a detestar o marido que vivia culpando a esposa. Mas no tribunal a culpam o tempo todo, que não teria perdoado o marido do acidente, ela diz que por alguns dias sim, mas depois passou. Que traiu ela, ela diz que depois do acidente os dois passaram a tentar se encontrar, então acabou acontecendo. O tempo todo ela é condenada, um pavor.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 31 de março de 2026

O.T.H.E.R.

Assisto O.T.H.E.R. (2025) de David Moreau no TelecinePlay. Eu consegui! Foi o primeiro que comecei a ver quando abriu o sinal dessa vez, mas como os outros eu queria muito ver, deixei esse por último. Ontem foi o último dia do sinal aberto. Nossa! Que filme inacreditável!!! Assistam! Pode ser fantasminha? Pode! Pode ser algo sobrenatural? Pode! Um ET? Pode! Enfim, pode ser qualquer coisa. Então, assistam! 

Acompanhamos a protagonista. Olga Kurylenko está maravilhosa! Ela recebe uma ligação, vai para uma belíssima mansão, a que vimos no começo do filme, onde uma mulher teve o rosto desfigurado. E descobrimos que é a mãe da jovem. O companheiro dela diz que nem sabia que ela tinha mãe viva. Ela conta que nunca mais se falaram. A mansão é belíssima por fora, mas é um pavor por dentro. Sofás recobertos de plástico grosso, uma manequim com uma roupa e faixa de miss na sala. Ela coloca as roupas pra lavar na máquina, mas quando vai estender estão rasgadas. Tem que se virar com as roupas de adolescente. Ficamos sabendo que ela foi embora muito jovem e nunca mais falou com a mãe.
A casa é um verdadeiro museu. Inúmeras fitas de VHS com a mãe filmando a filha e massacrando-a pra ficar magra, bonita. Tudo é catalogado, as comidas, tudo é controlado. E mais assustador é que a casa tem inúmeras câmeras e sistemas de segurança. E tudo dela começa a sumir, a roupa que aparece rasgada, o celular que desaparece, as chaves do carro. Portas que a trancam ou fora ou dentro. É uma pessoa de máscara e bicicleta que a ajuda um pouco, mais atrapalha que ajuda, mas é com essa pessoa que ela começa a entender o que acontece. Fiquei completamente em choque! Assistam!

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Força da Idade de Simone Beauvoir

Terminei de ler A Força da Idade (1960) de Simone de Beauvoir da Nova Fronteira. Esse é o segundo livro autobiográfico da autora. O primeiro, Memórias Uma Moça Bem Comportada eu comentei aqui. O primeiro vai até os 19 anos da autora, quando ela já conhecia Sartre. É uma tradição todo início do ano eu pegar um livro grande a ler, esse tem 574 páginas em letras pequenas, é uma bela edição mas comete o erro de ter anotações minúsculas ilegíveis. Em geral tenho pouco trabalho em janeiro, o que por sorte não aconteceu, então a leitura demorou um pouco mais que o habitual.

Por coincidência acabei escolhendo o mesmo marcador de livros. Tenho vários de Paris que uma amiga me trouxe, mas acabei escolhendo o mesmo.

Desde os 19 anos, Beauvoir já escrevia mas não publicava. Sartre publicava muito desde 1936. Beauvoir tinha vários livros que pensava, escrevia pedaços, só com o tempo é que A Convidada foi se definindo. Ela e Sartre eram professores. Beauvoir se instala em Paris, cidade que se apaixona. Os dois eram contratados pra escrever em publicações. Eu li tem muitos anos A Convidada, foi o primeiro livro que li da autora e gostei muito. Foi interessante relembrá-lo pelas escolhas que a autora faz e fala do livro nessa biografia. Acho que li de um clube do livro que fui sócia por pouco tempo, não era um sistema vantajoso pra mim. Na época o ideal eram as bibliotecas que foram companheiras por muitos anos. Interessante que é Sartre que sugere que Beauvoir escreva autobiografias. Sartre gostava muito dos textos de Beauvoir, eles liam muito os textos um do outro, comentavam. E Beauvoir falava muito dos personagens, conosco também, e falava das escolhas até que Sartre sugere que ela escreva sobre ela porque é um personagem muito mais interessante que os que ela cria. É graças a Sartre que temos essas preciosidades de obras.
Foi no livro que descobri que a irmã de Beauvoir era uma renomada artista plástica, Hélène de Beauvoir. Volte e meia a escritora se encontra com a irmã, fala da irmã. Simone gostava muito de caminhar. Ela levava pouca coisa, um pequeno farnel, e passava dias caminhando, dormindo ao relento. Foi um pouco antes da guerra, imagino que ela deveria ter visto algo que deixou de existir depois. Ela, Sartre e os amigos achavam que o comunismo e o livre pensamento ia suplantar o fascismo que começava a surgir na Alemanha. Muito triste imaginar que eles estava completamente enganados. 

Na obra Beauvoir fala muito de seus amigos e de Sartre. Como a intempestiva Olga, depois Lise apresenta o escultor Alberto Giacometti. Beauvoir também tem proximidade com Picasso. Eu amei que Beauvoir lê muito e fala muito dos livros que lê na obra. Adorei que o preferido do Faulkner é exatamente o meu preferido, Luz em Agosto. Ela já leu Virgínia Woolf.  Gosta muito de Proust que eu adoro. Ela fala muito dos livros de Sartre. Eu só li um único livro do autor que gostei muito, O Muro e li há muitos anos de uma biblioteca.

Obra A Mulher Chora (1937) de Picasso

A guerra começa a chegar. Inicialmente a Alemanha ataca a Polônia e eles acham que logo vai acabar. Sartre é preso e Beauvoir fica em Paris tentando notícias até que ele foge. Os dois ouvem falar de O Estrangeiro de Camus, leem, gostam. Nessa época sem poder publicar seus livros, Sartre e muitos escritores ingressam no teatro. É quando Sartre conhece Camus que envereda pelo mesmo caminho. A peça As Moscas de Sartre é um retumbante sucesso. Após a publicação de A Convidada, Beauvoir recebe várias críticas elogiosas, como ela mesma diz, nem todas, mas fica muito satisfeita com a repercussão.

Beijos,
Pedrita

domingo, 15 de fevereiro de 2026

A Garota Canhota

Assisti A Garota Canhota (2025) de Shih-Ching Tsou na Netflix. Falavam muito desse filme que quis ver. É sobre uma família disfuncional, todos são pavorosos, inclusive os avós e agregados. A cultura do país é destruidora, machista e retrógada. O roteiro é de Sean Baker.

O núcleo principal é só de mulheres como aqui no Brasil. O pai da adolescente se mandou. Elas se mudaram para um apartamento pequeno, a mãe monta uma barraca de comida e é bem elogiada pelo seu tempero. É uma loja em uma feira repleta de barraquinhas de tudo o que puder imaginar. A adolescente trabalha bem longe em um estabelecimento duvidoso e tem um relacionamento bem tóxico com o dono. Ela está rebelde até demais. A garota canhota é a pequenininha. Ela adora as barracas coloridas do trabalho da mãe. Vai à escola. Ajuda na barraca e vive com sono porque a loja vai até tarde sempre. A menina está sempre dormindo pelas mesas. A menina é invisível, as outras duas mal a veem, a pequena vive sozinha em tudo quanto é lugar, some e ninguém percebe. Nina Ye é fofa demais. A irmã adolescente é Shia-Yun Ma e a mãe Janel Tsai.
A mãe tem baixa estima. O pai que desapareceu está muito doente e ela gasta o que tem e o que não tem no enterro dele sem contar pra ninguém e passa a ter risco de perder sua barraca e seu sustento. Os pais dela e irmãos tem uma vida confortável, podiam ajudar, mas é uma família que só saber apontar o dedo. Sim, ela jamais deveria ter pago o enterro do irresponsável do pai da adolescente, mas já foi, já fez e pode não ter como sustentar as duas filhas. Inacreditável como a família é tóxica, só sabe criticar. E isso se reflete no trio de mulheres que não tem diálogo. É uma família que só sabe punir, criticar. Não sabe acolher, amar, ser afetiva. Todos se sentem abandonados.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Retrospectiva Spotify 2025

Ouvi a Restrospectiva Spotify 2025. Nossa, como gosto, na verdade continuo ouvindo. Cada ano eles inventam uma moda mais legal que a outra, é sempre uma delícia! É um momento muito, mas muito aguardado.

Esse ano fizeram clubes pra gente. Eu sou dos Cronicamente Suaves. Acho engraçada a subjetividade, mas e daí? Amei a florzinha vibe hahahaha.


Desde o ano passado eu comecei a criar playlists para o ano. Não tem o número do ano e sim um nome que tem a ver com o sentimento do ano. Continuo ouvindo as playlists anteriores, mas acabo ouvindo mais a nova. A do ano tem as músicas que mais estou gostando de ouvir, e as que vou angariando em filmes, entrevistas. Emgraçado que algumas músicas não vingam no ano seguinte, eu passo a não querer mais ouvi-las. Outra mania recente é colocar e tirar músicas da fila. Gosto do aleatório da playlist do momento, mas também gosto de por e colocar. Até o álbum da série Maria e o Cangaço que é maravilhosa, não costuma entrar em mais ouvidas, aleatoriamente, não aparece no instagram, então se não for com o recurso de colocar pra ouvir as músicas não aparecem. Esse costume é bem recente, talvez influencie na Retrospectiva do ano que vem.

Zaz e Polo & Pan são basicamente os artistas desse ano, os dois são franceses e vão fazer shows em São Paulo no ano que vem. Já vinha ouvindo antes, mas se concentraram mais nesse ano, tem lógica estarem entre os mais ouvidos. Pauline Croze e Benjamin Clementine são os artistas do ano passado e que ainda amo. Nina Simone é a artista da vida.

Engraçado que Música Popular Brasileira foi o gênero mais tocado, mas as músicas não entraram nos mais ouvidos. Queria entender esse mistério.

Ri muito da idade do som. Foi a brincadeira do ano mais zoada. E no meu caso foi esquisita também. Todos os músicos e músicas que ouvi e estão na retrospectiva são recentes, com pouca exceção. Talvez a idade musical tenha a ver com o fato de às vezes eu ouvir música clássica, mas reparem que não apareceram, só nos álbuns surgiu um de idade musical mais antiga.

Álbuns foi outra novidade esse ano. Eu que gosto de ouvir música no modo eclético, ouço pouco álbuns. Zaz eu adicionei várias, mas em geral de álbuns diferentes.  

Eu gosto muito que artistas que mais ouvimos enviam vídeos de agradecimento. Adorei que o Jota Pê estava na relação de vídeos que também tinha Billie Ellish, Aurora, Lady Gaga. Esse quadro é mais recente. É muito gostoso ouvir um agradecimento de um artista como se fosse exatamente pra vc e fiquei feliz de ter um brasileiro que adoro esse ano. Também há uma seção de vídeos dos que mais gostamos de ouvir.





Eu ouvi 3229 músicas esse ano. Eu tenho conhecido músicas diferentes também porque semanalmente o Spotify cria o Descobertas da Semana inspirado no que gostamos de ouvir e algumas músicas eu curto e ponho na playlist. 

E ouvi 57.894 minutos. Foi o ano que ouvi mais minutos. A playlist com as músicas que mais gostei de ouvir em 2025 tem 6h e 16 minutos. Estou terminando de ouvir tudo. 

E lá vou eu ler as retrospectivas anteriores pra ver o que mudou.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Três de Valérie Perrin

Terminei de ler Três (2021) de Valérie Perrin da Intrínseca. Eu queria muito ler um livro dessa autora tão elogiada. Mas acho que é elogiada em um nicho que é um pouco distante do meu. Cheguei a abandonar, mas eu tenho uma dificuldade enorme em abandonar livros. Fui deixando de lado, lendo muito raramente, vários outros livros passaram na frente, até que insisti e terminei. Eu não tive identificação alguma com a autora. O que mais me incomodou é que ela gosta de enganar o leitor, fazer o leitor de idiota sonegando informações, nome de personagens, suspense com o que não tem graça. Enfim, odeio autor que resolve brincar e se divertir com a cara do leitor. 

Obra Jovem a Janela (1930) de Suzanne Valadon

O livro conta a história de três amigos que eram inicialmente inseparáveis. Logo percebemos que em algum momento eles se perderam e se afastaram. A autora alterna no tempo na narrativa. E sempre que estamos prestes a saber algum detalhe daquela trama, ela salteia no tempo de novo pra não ficarmos sabendo. Meio novela de antigamente, a autora despeja tudo só bem no finalzinho, quando a trama já perdeu completamente o impacto, se é que teve em algum momento.

Obra de Claire Basler

A sensação que tive, e posso estar enganada, é que a autora escreve de universos que desconhece por completo, tal a artificialidade dos personagens. É bastante leviana com alguns temas e ainda faz suspense com eles. Ela é criticada por escrever livros longos demais e tenho que concordar, porque é desnecessário. Dá a impressão que ela quer nos enrolar bastante pra fazer suspense pra revelar os segredos ao final. Tudo soa falso. Há inúmeros leitores que amam a autora, que leram todos os seus livros, que tem verdadeira adoração pelos seus textos. Eu não sou uma dessas pessoas. Não tive identificação alguma com a autora.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

French Lover

Assisti French Lover (2025) de Lisa-Nina Rives na Netflix. Eu não sou muito fã de filmes românticos. Esse tem sido muito elogiado e é com o maravilhoso Omar Sy, resolvi ver. É uma versão invertida de Notting Hill. Nesse, ele é o famoso.

O casal protagonista é muito carismático. Sara Geraudeau é uma graça. Ela está de garçonete, se desentende com o ator e ele passa a desejá-la e ser rejeitado. Como no filme espelho, eles tem um belo romance. Tem o clássico almoço com a família dela. Tem o amigo esquisito. Até a corrida de carro ao final é igual ao outro filme. Um carro estranho tentando chegar a tempo. Tem algumas peculiaridades, mas no geral o filme é muito similar ao outro. Engraçado que elogiaram o roteiro original, não só não é original como é cópia do outro, com poucas variações.
Beijos,
Pedrita