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terça-feira, 23 de maio de 2017

Trumbo

Assisti Trumbo (2015) de Jay Roach no TelecinePlay. Esse filme é da série "porque não quis ver antes?". Fala de vários temas de meu interesse. Trumbo foi um grande roteirista de Hollywood. Como muitos intelectuais da época, se filiou ao Partido Comunista. Só que ele vivia bem, a larga, tinha até um lago particular em sua casa. Era amigo, ajudava os amigos, mas não era militante de quebra quebra, mesmo que fosse ninguém pode ser censurado por seu pensamento. Pelo menos o filme não mostra nada de piquetes.

Era uma época em que as pessoas perseguiam livres pensadores e faziam mal as pessoas só porque elas pensavam diferente. Nenhum filme de Trumbo era comunista. Seus filmes faziam muito sucesso e eram filmes comuns de Hollywood. Trumbo integrou então o grupo dos 10 que passou a ser perseguido e preso. Quando soltos ninguém os dava trabalho porque estão na Lista Negra.

Trumbo busca então essas produtoras de filmes de baixíssima qualidade. Consegue convencer que paguem o mesmo que para os outros roteiristas, pouquíssimo e começa a escrever roteiros para aqueles filmes como Monstro do Lago. Obviamente adoram o roteiro dele e ele começa a receber inúmeros roteiros para arrumar e outros para escrever. Chama seus amigos desempregados e todos passam a escrever sob pseudônimo. Trumbo, junto com sua família, criam uma verdadeira indústria de roteiros a baciada. E tira o grupo dos 10 da miséria. Continuam em dificuldade, mas conseguem sobreviver.
Ele dá um roteiro a Ian McLellan Hunter, o roteirista quer pagar quase tudo ao Trumbo. E ganham o Oscar de Melhor Filme por A Princesa e o Plebeu. Obviamente Trumbo não pode receber, mas o boato se espalha. Trumbo escreve sob pseudônimo Areias Escaldantes e também não pode receber o Oscar de Melhor Filme.

Então Kirk Douglas o procura Trumbo para que ele adapte Spartacus e Otto Premimger para que Trumbo seja roteirista de Êxodus. O filme Trumbo é muito bem realizado, há um livro que foi baseado de Bruce Cok. Bryan Craston está incrível como Trumbo. O elenco é enorme e excelente, seguem alguns: Michael Stuhlbarg, David Maldonado, John Getz, Diane Lane, Helen Mirren, Louis C. K., Alan Tudyc, Dean O´Gorman, John Goodman. David James Elliot e Elle Fanning.
Beijos,
Pedrita

domingo, 9 de dezembro de 2007

A Montanha dos Sete Abutres

Assisti A Montanha dos Sete Abutres (1951) de Billy Wilder no Telecine Cult. Eu li no Estadão, o Merten avisar que ia passar esse filme e me programei para ver. Não tinha idéia que A Montanha dos Sete Abutres era sobre a imprensa e a da pior espécie. Não só aquela que se alimenta de assuntos polêmicos para se promover, como ainda piora os fatos, mesmo que coloquem em risco a vida de pessoas, para ganhar notoriedade.

Kirk Douglas simplesmente arrasa como o jornalista inescrupuloso. Ele está decadente, já saiu ou foi demitido de vários jornais, pede emprego em um de uma cidadezinha e fica esperando o seu grande momento de poder voltar por cima para os jornais das grandes cidades. Interessante que fizeram ser parecido com a vida real e a vida de cidadezinhas, fizeram demorar bastante para um fato surpreendente acontecer. Ele fica um ano trabalhando naquele jornal, até que em uma viagem para um evento medíocre, ele descobre um homem está embaixo de uma mina, que diz ter sofrido pela maldição dos índios por pegar objetos enterrados para vender. Só que nosso jornalista quer que o resgate demore mais dias para faturar mais com a notícia. Um horror!

É um filme deprimente, dificílimo de assistir! Fala do quanto a humanidade gosta de fatos mórbidos e o quanto consome avidamente esse tipo de notícia. Mas o que acho pior é a sede que os jornais têm por esse tipo de informação. O que querem é vender mais jornais e o quanto isso é ainda verdade e não somente de jornais sensacionalistas. A direção de fotografia de Charles Lang é maravilhosa. Há no elenco a ótima Jan Sterling e ainda Robert Arthur, Porter Hall, Frank Cady, Richard Benedict, Ray Teal, entre outros. A Montanha dos Sete Abutres ganhou o Prêmio Internacional no Festival de Veneza.

Beijos, Pedrita