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domingo, 10 de junho de 2018

Polícia Federal: A Lei é Para Todos

Assisti Polícia Federal: A Lei é Para Todos (2017) de Marcelo Antunez no TelecinePlay. Eu estava meio reticente em ver esse filme, até que minha amiga comentou que a Operação Lava Jato começou na verdade com a prisão de um caminhoneiro que traficava drogas dentro de palmitos, que estava envolvido em um posto de gasolina e consequentemente envolvido com doleiros.

Prendendo o doleiro chegaram na Petrobras e só aí é que chegaram na política. Tinham deputados envolvidos com a Petrobras. Tentaram tirar o caso da Polícia Federal e levar a investigação para Brasília, pelo foro privilegiado, como tinha traficante no meio, conseguiram que não fosse e não aconteceu o mesmo que ocorreu com as inúmeras investigações anteriores, Mensalão e tantas outras mencionadas no início do filme. Indo para Brasília, nada aconteceria como sempre acontece, ninguém seria preso e sempre diriam que faltavam provas, como aconteceu com a investigação do Collor na época que foi Presidente. E isso que faz a Operação Lava Jato ser diferente das outras, ela teve continuidade.
E Lula só foi preso porque não tinha foro privilegiado porque não estava em nenhum cargo político. Lula não tinha nada no nome dele, nenhum telefone, carro, imóveis, nada, isso é no mínimo estranho. A pessoa tinha que ligar para um motorista para ele passar ao Lula. O Brasil precisa acabar definitivamente com o foro privilegiado. Vários países só mantém foro privilegiado para Presidente e algum outro cargo, mas todos os outros respondem igualmente como a população pelos seus crimes. No Brasil há um ranço de achar que políticos são seres superiores. Sim, políticos muito votados, médicos muito competentes, pesquisadores que descobrem vacina, professores dedicados são especiais e merecem respeito, mas nenhum deles está acima das leis. Os políticos só são nossos representantes, são iguais a todos nós. Não estão acima da lei até mesmo os policiais, investigadores e juízes. Todos precisam ser acompanhados e questionados.
 O elenco todo é muito bom: Antonio Calloni, Flávia Alessandra, João Baldasserini, Bruce Gomlevsky, Rainer Cadete, Marcelo Serrado, Roberto Birindelli, Roney Fachini, Leonardo Franco, Juliana Schalch, Leonardo Medeiros, Ary Fontoura, Sandra Corveloni, Genézio de Barros e Tadeu Aguiar

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Eta Mundo Bom!

Assisti a novela Eta Mundo Bom! (2016) de Walcyr Carrasco na TV Globo. Eu adoro esse autor, mas não gostei do começo da novela. A direção é de outro incansável, o Jorge Fernando. Eu e minhas amigas achamos que eram muitos personagens mau caráter, até mesmo os que diziam ser bons. Mas com o tempo passei a amar, estou com saudade da novela. Nós passamos a gostar quando entrou a parte urbana da novela, quando apareceu o dancing e os personagens urbanos.

Foi na parte urbana que surgiu a maravilhosa Maria, interpretada lindamente por Bianca Bin. Ela está noiva, vai apresentar ao pai austero, mas o moço morre em um acidente de carro. E ela está grávida. O pai, interpretado incrivelmente por Tarcísio Filho, expulsa a filha de casa. A integridade dessa personagem em toda a trama é emocionante. Lindo o amor dela com Celso, interpretado brilhantemente por Rainer Cadete. O quanto passa a proteger a sua protetora.

Outros personagens preferidos eram a doce Eponina, da incrível Rosi Campos, e sua sobrinha Mafalda, pela jovem e talentosa Camila Queiroz. A história do cegonho é uma graça. Em novelas de Walcyr Carrasco sabemos que muitos casamentos não vão acontecer, em geral na igreja, regados a muito pastelão. Muitos vão ser jogados no chiqueiro. Mas que delícia! Como me divirto nessas cenas mesmo sabendo o que vão acontecer. Quero sempre mais!
Adorava as mulheres mais velhas empreendedoras. Várias e com personalidades diferentes. Camélia, interpretada pela incrível Ana Lúcia Torre, era a dona da pensão e exímia costureira, criava a neta muito doente. Paulina, com a ótima Suely Franco, de caráter duvidoso, era dona do Dancing, que cantava de vez quando, excelentes números.  Gostei que ela encontra um antigo amor do passado, interpretado por Flávio Migliaccio e eles vivem uma linda história de amor com casamento de vestido branco e tudo, mesmo ela tendo sido mãe no passado e continuar bem fogosa. Emma, interpretada por outra atriz que adoro, a Maria Zilda Bethlem, moderna, dona de uma loja de roupas prontas. A novela mostra essa mudança de comportamento, quando as mulheres ricas passaram a preferir roupas prontas a comprar tecidos e mandar fazer. Emma usa roupas muito modernas. E por último, Anastácia, com a incrível Eliane Giardini, que assumiu a fábrica de sabonetes da marido. Tudo bem que essa tinha um responsável pela fábrica. Amava as cenas na fábrica de sabonetes, sonhava com uma caixa de sabonetes como aquelas.

Muito triste a trama da Gerusa, interpretada docemente pela linda Giovanna Grigio. Amada incondicionalmente por Osório, interpretado pelo excelente Arthur Aguiar. Ele contracenava no núcleo cômico também, era vendedor de loja, mas sincero demais, amava as pérolas que ele soltava. Excelente texto! Tinham duas histórias difíceis. A da Gerusa com leucemia e de desfecho trágico.

E a do Claudinho, interpretado brilhantemente por Xande Valois. Trama esperançosa. Cadeirante, ele faz uma cirurgia e volta a andar. Gostei desse equilíbrio, onde nem tudo sai perfeitamente na vida. O personagem do pai, Araújo, pelo lindo Flávio Tolezani, também foi incrível. Os textos eram incríveis, já que ele com a desculpa de salvar o filho rouba mais do que precisava. Ele tem muitos discursos tentando justificar o injustificável. Textos sobre moral, que são incríveis. Amei o discurso de Olga, personagem da Maria Carol, que vai cuidar do menino. Ela tinha sido dançarina do Dancing e diz ao pai do menino que viu muitas pessoas indo aos poucos fazendo coisas erradas, e não conseguindo mais voltar ao caminho certo. Belo texto! Passei a gostar muito dessa atriz.
As crianças eram demais. Amava a fadinha interpretada pela lindinha Nathália Costa. E JP Rufino que fazia o Pirulito. Linda a história dele. Ele chique, era uma graça. E cresceu tanto no período da novela que quase passou a Eliane Giardini em tamanho. Mistérios misteriosos eram os bebês, o da Maria nunca crescia. Fofo demais o filho da Dita, interpretada pela Jeniffer Nascimento com o Quincas, por Miguel Rômulo, esse casal que vivia fazendo respiração boca a boca era uma graça.
E os figurinos de Sandra, que sonho. Eram vestidos, detalhes, lindos demais. Adorava os detalhes verdes escuros nos figurinos. Falaram que a personagem da Flávia Alessandra era parecido com o de Alma Gêmea, não concordo. As duas eram vilãs, mas a de Alma Gêmea era amarga. Vivia em um pequeno quarto com a mãe, amava platonicamente. Era amarga, recalcada e infeliz. Sandra era mais solar. O que estragava Sandra era a ambição desenfreada. Mas ela curtia e vivia bem no luxo, no lindo quarto, sempre comprando vestidos que a tia nunca negava. Era muito unida ao irmão. E amou e foi amada profundamente pelo Ernesto, interpretado muito bem pelo Eriberto Leão. Sandra queria sempre mais, mas vivia intensamente. Inclusive era uma mulher liberada sexualmente. Sim, ela seduziu o Araújo para que ele participasse de um plano, mas parecia realmente seduzida por ele. Sandra vivia intensamente. Comprou o carro que queria, as roupas que queria. Era a falta de limites que estragava, mas era uma mulher feliz ao seu modo, diferente da frustrada de Alma Gêmea. Além dos lindíssimos vestidos e acessórios, Sandra teve mais de um vestido de casamento.

Adorei o desfecho da Clarice. Ela era dessas amigas incríveis, que podemos contar sempre. E sua lealdade foi compensada. Ela ganhou da Filomena as joias, deu entrada no dancing e passou a gerenciá-lo. Também o Ferrugem passou a cortejá-la. Muito merecido. Adoro essa atriz, Mariana Armellinni. Filomena foi interpretada por Débora Nascimento e Candinho por Sérgio Guizé, esse personagem parecia que tinha problemas mentais.
Muito engraçado o Romualdo, ele enlouquecia com os personagens do Pancrácio. Romualdo foi interpretado por Marcio Tadeu de Lima e Pancrácio por Marco Nanini. Uma vez quando os dois estavam no quarto,anini de mulher e Romualdo se declarando e Nanini que era homem, divertido Romualdo dizer que não tinha importância. Eu não gostava das explicações para os personagens estelionatários do Nanini.

Eu adorava o detetive interpretado divertidamente por David Lucas. Ele só aparecia na trama para ser enviado pelos vilões para um lugar mais distante e exótico que o outro. Eram tantas loucuras que vivia, que quando voltava achavam que ele tinha ficado maluco. Fiquei triste que a trama dele não teve um desfecho. 

Eu gostei muito do desfecho da Diana com o Pato. Os dois não valiam nada, praticamente impossível eles ficarem bons daquele jeito, mas não importa, ficou lindo na ficção. E que personagem para a Priscila Fantim. Ela arrasou. Tarcísio Filho também estava incrível. Rômulo Neto também estava muito bem como o filho que no início parecia bom, mas vai ficando mal e gostando de ser mal. Gostei da complexidade do personagem. 

Eram muitos atores do elenco: Elisabete Savala, Ary Fontoura, Dhu Moraes, Anderson di Rizzi, Kleber Toledo, Claudio Tovar, Mauro Mendonça, Guilhermina Guinle, Marcelo Argenta, Rosane Gofman, Kenya Costa e Debora Olivieri. Ai que saudade!

Beijos,
Pedrita

domingo, 29 de janeiro de 2012

De Pernas Para o Ar

Assisti De Pernas Para o Ar (2010) de Roberto Santucci no Telecine Pipoca. Nunca tive muito ímpeto em ver esse filme, eu não curto muito comédias muito rasgadas porque normalmente são muito machistas e com essa não foi diferente. Mas na tv a cabo resolvi xeretar. Gostei do lado profissional da protagonista interpretada pela Ingrid Guimarães. Ela é uma alta executiva, ótima em vendas, acaba sendo demitida. Desiludida acaba conhecendo a sua vizinha interpretada pela Maria Paula que é dona de um sex shop caidinho. A executiva resolve turbinar o negócio, a loja que era escura, cafona como muitas são, fica clara e bonita, além de estourar em lucros. Achei bacana também que a mãe acaba querendo trabalhar no negócio. A mãe é interpretada pela Denise Weinberg.

Gostei inclusive da roupa que elas usam em um evento, colorida, sexy, mas elegante. Concordo com o texto que mostra que a executiva fica tão envolvida no trabalho que esquece de namorar o marido. Isso realmente acontece com casais que acabam não namorando. Mas achei exagerado que ela diga que nunca teve um orgasmo. O marido é interpretado pelo Bruno Garcia. O filho do casal é interpretado pelo fofo João Fernandes que interpretou o Eronildes em Cordel Encantado. O pai é interpretado pelo Antônio Pedro e a empregada pela hilária Cristina Pereira. Flávia Alessandra também está no elenco. Marcos Pasquim e Michel Bercovitch fazem participações. Pela bilheteria acho que eu sou uma das poucas que não gostou muito.



Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O Homem que Desafiou o Diabo

Assisti O Homem que Desafiou o Diabo (2007) de Moacyr Góes no Canal Brasil. Quis muito ver esse filme quando esteve em cartaz nos cinemas mas não consegui. Chegou a passar na TV Globo, tarde da noite, e o 007 viu e falou para que eu não perdesse. Não tanto pelo filme, mas pelas belas atrizes que aparecem. São talentosas e lindas mesmo: Lívia Falcão, Fernanda Paes Leme, Flávia Alessandra, Gisele Lima e Juliana Porteus. O Homem que Desafiou o Diabo é baseado romance "As Pelejas de Ojuara", de Nei Leandro de Castro. Fiquei com vontade de ler esse livro.

Gostei, mas achei o desenvolvimento da trama um pouco irregular, e não achei graça em alguns momentos da comédia. Como a trama é longa e nosso protagonista viaja bastante há um elenco extenso. Nosso protagonista é o Marcos Palmeira, alguns outros do elenco são: Sérgio Mamberti, Renato Consorte, Lúcio Mauro, Otto Ferreira, Leandro Firmino, Antonio Pitanga, Antônio Pompeo e Leon Goes. A trilha sonora é do Gilberto Gil.
Música do post: Procissão - Gilberto Gil
Não é música da trilha do filme



Youtube: Trailer Oficial: O Homem que Desafiou o Diabo




Beijos,
Pedrita