Assisti
O Nome da Morte (2017) de
Henrique Goldman no
TelecinePlay. É um filme difícil de ver, baseado no livro de mesmo nome de
Klester Cavalcanti, sobre
Júlio Santana, um matador profissional que alvejou 492 pessoas.
O rapaz vivia com a família em uma área rural, não gostava em nada das atividades cotidianas. O tio aparece e leva o rapaz para a cidade, para ele ser policial. Assim que chegam na cidade o tio diz que ser policial não é fácil, tem que fazer concurso, que não tá aberto, mas que o rapaz vai ajudá-lo nos afazeres e começa a treinar o rapaz pra matar. No começo ele reluta, sofre muito, mas aos poucos vai se acostumando, querendo o dinheiro. Mostra bem a hipocrisia. Quando o rapaz vai pra outra cidade fazer o serviço, o tio deseja que ele vá com Deus. O matador volte e meia fazia o sinal da cruz antes de executar o serviço.
Quando ele se apaixona passa a querer muito dinheiro pra poder montar casa, pra ir viver com a mulher que acredita que ele é policial. Quando ela descobre o que o marido faz, ele passa a ter crises de consciência, fato que acontece mais algumas vezes, mas ele acaba voltando a função.

Eu não me choquei tanto com o número de mortos do matador, acho que quem começa a matar fica meio anestesiado e acaba banalizando a profissão. O que me assusta mais é que mais ou menos 492 pessoas pagaram alguém para resolver os seus problemas, pra matar alguém. Mesmo que o mandante seja o mesmo em alguns casos, é gente demais querendo resolver os seus conflitos a bala. Do Pará, o matador alvejou pessoas em 13 estados brasileiros. No filme chega até mostrar um líder de movimento sem terra que é morto a mando de um prefeito, mas boa parte dos mortos são pessoas comuns, de todos os tipos. O quanto o Brasil resolve as suas questões a bala, e o quanto esse país é violento. Marco Pigossi está incrível. O tio é interpretado por André Mattos, a esposa por Fabíula Nascimento, o amigo do tio por Gillray Coutinho. Há várias participações especiais: Tony Tornado, Matheus Nachtergaele, Martha Nowill e Augusto Madeira.
Beijos,
Pedrita