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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Jung-E

Assisti Jung-E (2023) de Yeon Sang-ho na Netflix. Não tinha ideia desse filme, gosto muito de ficção científica, resolvi ver. Gostei muito! Tem me agradado bastante as artes falando de IA. Precisamos urgente debater o assunto. Empregadores estão animadíssimos com IA para reduzir custos e desempregar, precisamos pensar muito sobre o tema. Esse filme é muito interessante por essa abordagem. É um pouco longo, arrastado, com lutas demais, mas o tema central aprofunda bem, gostei bastante. E fala muito sobre ética.

Descobrimos que um grupo tenta aperfeiçoar uma profissional de IA para a guerra. São muitas abordagens interessantes. A filha que trabalha com os protótipos baseados no cérebro da mãe. É muito sofrimento ela ver o tempo todo a mãe que é um IA sendo torturada de todas as formas para superar obstáculos.

 
Tudo isso acontece depois que o planeta foi inundado e há pessoas em outros planetas e alguns ainda na terra. Há guerras entre esses mundos, por isso a criação de um exército de IA. Mas são tantas questões. Sempre que a filha se incomoda com os excessos, lembram que a mãe assinou, a mãe "aceitou". É tão complexa essa questão, tantas empresas usam isso pra explorar seus funcionários. E nesse caso é mais abominável ainda. A filha estava muito doente, então a mãe assina pra filha ter o tratamento. Depois quando a filha não gosta dos abusos, falam o mesmo pra ela, que ela assinou. São muitas questões, gostei muito. A mãe é interpretada brilhantemente por Kim Hyun-joo. Está muito bem também Ryu Kyung-soo.

Fiquei arrasada ao final que veio que era em memória da protagonista Kang Soo-youn, que morreu subitamente. Muito triste!
Beijos,
Pedrita

sábado, 24 de janeiro de 2026

A Grande Inundação

Assisti A Grande Inundação (2025) de Byung-woo Kim na Netflix. Tinha tempo que queria ver, adoro ficção científica e os cartazes são incríveis. Imaginei que não seria fácil e que precisava criar coragem. Nossa, que filme! Absurdamente impactada!

Começa com uma criança acordando a mãe dizendo que quer nadar lá fora. A mãe está ainda meio dormindo, reclama com o fofo filho e vai fazer café, até que ela sente água nos pés e vai olhar lá fora. Kim Da-mi arrasa e Kwon Eun-sung é muito foto. Aparece ainda no elenco Park Hae-Soo.

Ela percebe que a piscina que o filho queria nada estava ali ao lado do apartamento. Ela começa a arrumar a mala, mas uma ligação diz pra ela largar tudo e subir. A primeira escada de emergência está parada, inúmeros moradores. Ela vai para a outra e depois de alguns andares está tudo obstruído com móveis, plantas. É uma briga quem mora em apartamento fazer as pessoas entenderem que as áreas comuns precisam ficar livres, não pode nada, planta, cadeira, sapato, que dirá fazer a escada de quartinho da bagunça como está no filme. Que agonia!
Na metade do filme há uma reviravolta inacreditável. É melhor descobrir assistindo. E que impressionante! Que filme inteligente! Várias questões são sutis, tem que se prestar muita a atenção. Há críticas sobre o final, realmente é difícil encontrar uma solução para o filme, mas é o de menos, é tão incrível, fala de tantas questões, é tão profundo, que a solução final nem tem tanto peso, mas eu gostei até do final. Que filme inesquecível!
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Squid Game 3

Assisti o 3ª Temporada de Squid Game de Hwang  Dong-Hyug na Netflix. Eu demorei pra ver porque o 456 é devolvido ao jogo. A temporada anterior termina com um grupo se rebelando. O 456 está quase no lugar onde fica o líder, os jogadores estão morrendo e perdendo.

A série ficou bastante tempo no continue assistindo sem ser vista. Quando recomecei de novo não queria parar. Que série! O 456 está desiludido, tudo deu errado e ele está de volta. Lee Jung-Jae está majestoso! Que ator! Que personagem! Virei por dentro!

Os jogos assustadores retomam e em um deles a grávida, Kim Jun-hee, tem o bebê. A série fica cada vez mais sombria e dolorosa. A personatem de Geum Ja que faz o parto. A atriz está inacreditável, outro personagem dificílimo!

Antes do próximo jogo o líder, Lee Byung-hun, chama o 456 que finalmente descobre quem é ele. O líder dá uma faca e sugere o que o 456 poderia fazer para ganhar junto com o bebê o jogo, ah, o bebê passa a ser um participante. Acho que as mães vão sonhar com esse bebê que não chora, que só mama quando as pessoas querem, fica a noite toda dormindo. Recém-nascido. É um bebê mágico. Muito interessante que quando o 456 pensa em fazer o que foi sugerido, a série volta ao passado e fiquei em choque. É inacreditável que essa série depois de tanto tempo ainda tenha tantos segredos e surpresas. Em paralelo continuam a trama do irmão, Hwang Jun-ho, tentando achar a ilha com um grupo no barco e a guarda 11, Kang No-eul, vestida de cor-de-rosa tentando interferir em resultados.

E sim, a bonequinha assustadora volta, mais assustadora ainda. Os sons dessa série são incríveis. 

O último jogo então é de arrepiar. E não temos a mínima ideia do que irá acontecer. Muito assustador! O jogo termina e passa a ter momentos fora. Muito surpreendente!

A série segue para os Estados Unidos e Cate Blanchett passa a ser uma recrutadora. Sim, pode ter mais continuação. Não adiantou nada o 456 se rebelar, sempre haverá milionários querendo se divertir com jogos humanos considerados menos humanos por serem miseráveis. Mais atual que nunca.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Mickey 17

Assisti Mickey 17 (2025) de Bong Joon Ho no Max. Eu queria muito ver esse filme, adoro esse diretor sul-coreano. Ver seus filmes nunca é uma tarefa fácil porque ele é muito ácido.
 

Mickey quer se inscrever para uma viagem espacial. Robert Pattinson está impressionante! Cada vez mais gosto desse ator! Por ele não ter qualificação nenhuma e descobrir que não seria escolhido, ele acha a única categoria que se encaixa, no Descartável. Todos os selecionadores ficam espantados, perguntam se ele leu todas as entrelinhas, se ele tem certeza, e ele continua insistindo. Ele quer ou precisa ir de qualquer jeito e sabe que só assim conseguiria.
O líder que criou essa maluquice é um coaching, amado por todos. Daqueles que falam uma montoeira de baboseiras de autoajuda, liderança, como se amasse todo mundo, mas só olha mesmo para o próprio umbigo e de sua esposa. Óbvio que ele é de ultradireita e pra completar ele esconde que tudo é uma seita. Mark Ruffalo está genial! Que ator! Como odiamos o personagem. Tony Collette não está diferente. Que ódio que temos do casal.
E o que é o Descartável? Mais um experimento. Ele faz tudo o que é perigoso. Respira o ar de onde vão ficar. Se morre, é impresso outro. E sim chega ao 17. Ele morre e é reimpresso 16 vezes. Eles guardam a memória e é passado a cada nova reimpressão. É muito perverso! A euforia do líder em encontrar quem aceitasse ser o Descartável é nojenta, bom, tudo é nojento. O diretor é um grande crítico social. Como o rapaz é o Descartável, o mais baixo da pirâmide, ele é desprezado pela maioria, todos acham que podem maltratá-lo, desprezá-lo porque é considerado inferior, um ser humano inferior. E como é linda a par romântico dele, Naomi Ackie.
Sofri com os animais locais. Eu sofro demais com filmes que tem animais, pelo jeito com os extraterrestres também. Parei e voltei várias vezes porque não aguentava o sofrimento que causavam no filhote.
O elenco é ótimo, deve ser uma disputa pra trabalhar com esse diretor renomado: Steve Yeun, Patsy Ferran, Anamaria Vartolomei e Cameron Britto. Fizeram uma coleção de cartazes, um mais legal que o outro.
Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Squid Game 2

Assisti a 2ª Temporada da série Squid Game 2 (2024) de Hwang Dong-hyuk na Netflix. Foi o primeiro que comecei a assistir agora que o streaming está dentro do meu pacote com comerciais, mas demorei muito pra terminar porque é muito, mas muito forte, mesmo que sempre necessário. Eu tinha amado o primeiro, queria muito ver. A próxima será a temporada final e já tem data de estreia.

 

O vencedor do primeiro está mais revoltado que nunca. Ele nunca conseguiu gastar o dinheiro que ele chama de sujo, e que sujeira, 455 mortos valeram o prêmio. O primeiro episódio é todo do lado de fora. Ele contrata uma legião de pessoas para encontrar o recrutador, Gong Yoo. Ele quer chegar na cúpula do jogo, quer acabar com o jogo. E claro que dá errado porque vemos ele dentro do jogo novamente. Confesso que seria mais produtivo ele usar o dinheiro para ajudar pessoas desesperadas e evitar que fossem recrutadas, mas aí a série não teria continuação. Lee Jung-Jae sempre maravilhoso! Que ator!


Em paralelo o irmão do líder do jogo procura a ilha. Ele é interpretado por Wi Ha-joon
O 456 acaba entrando no jogo novamente e seu aliado é nada menos que o criador do jogo. 456 pensa que é só mais uma vítima do sistema. Lee Byung-hun quer mostrar que o 456 está errado e acaba conseguindo um pouco. Mesmo que a série sirva para o mundo de hoje, fala sobre poder, falar de jogos nesse momento se torna fundamental. Vários estão ali porque se endividaram seriamente em jogos de azar, desses que estão destruindo famílias aos montes. A pessoa joga e ganha logo no começo, se empolga, e jogo não vai mais permitir que ela ganhe. Quem não continuar e tentar tirar o pouco que ganhou, nunca vai conseguir, o sistema vai propositalmente dar erro. E pessoas com esse perfil de jogador compulsivo, acham sempre que no próximo jogo vão conseguir ganhar e pagar suas dívidas. 456 descobre que se eles votarem que não querem continuar, o sistema finaliza o jogo, divide o dinheiro e todos saem. Mas esses viciados não querem e 456 não imaginava. Eles sempre querem mais um jogo, o dinheiro ainda não é muito. Mesmo inúmeros mortos, eles querem arriscar matar mais pessoas. O roteiro é inteligentíssimo. A desilusão de 456 que começa a entender que não são só os líderes que são perversos, mas também há a manipulação. O jogo é muito, mas muito inteligente, infelizmente. Fico sempre muito reflexiva sobre a humanidade.
Os personagens são ótimos. A mãe que descobre que o filho está lá também. Militares. Uma jovem grávida que encontra o pai do filho no jogo também. Uma trans. Um alucinado. E um primo do 456.

Outro contraponto interessante é dar rosto aos atiradores. Agora conhecemos a 11. Ela quer conseguir trazer sua filha pra perto dela então aceita o trabalho. Park Gyuyoung está incrível. Como vimos no primeiro, há tráfico de órgãos de um grupo que supostamente faz isso clandestinamente, eu tenho minhas dúvidas. E a 11 acaba com o sofrimento de que todos que atira. Eles a pressionam que não seja tão eficiente, para que eles ainda estejam vivos, mas ela continua atirando com precisão. A Netflix oferece um documentário com entrevistas que gostei muito também. Estou ansiosa pra temporada final.
Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

The Housemaid

Assisti The Housemaid (2010) de Im Sang-Soo no PrimeVideo. Que filme, ainda em estado de choque! O filme ganhou inúmeros prêmios.

Uma jovem é contratada para ser babá de uma linda menina. A mãe está grávida de gêmeos. Ela é doce e cuidadosa. O patrão raramente aparece. Depois de bastante tempo ambientada na luxuosa casa, ele aparece e eles tem um romance na cabeça dela. Lindos demais os dois Jeon De-yeon e Lee Jung-jae. Ah, achei que já tinha visto ele, é o protagonista de Round 6, Squid Game.
A governanta da maravilhosa Youn Yuh-jung logo vê o que acontece e dá a entender que é algo habitual na família. Riquíssimos, eles usam e abusam das pessoas. É ela que percebe pela mudança do corpo que a jovem engravidou antes mesmo da jovem perceber e ventila pra mãe da patroa.

A mãe provoca então um grave acidente na funcionária pra ela perder o bebê, o que não acontece. A governanta avisa inúmeras vezes pra jovem ir embora, mas ela é teimosa e o filme só chega na catarse porque ela fica na casa. Grávida, ela acha que o patrão vai acolhê-la e que vai gostar de ter outro filho. Como ele demora a voltar pra casa, ela vai sofrendo uma infinidade de abusos, vários sem saber, como ser envenenada nos sucos que tinham que tomar pra se restabelecer. A mãe faz embalagens iguais e mistura na bebida da jovem. Lindas e talentosas mãe e filha, Park Ji-Young e Woo Seo.
O final é muito irônico. A jovem quer se vingar, mas nada muda. Eles continuam contratando empregadas lindas pra satisfazer o marido insaciável, outra babá. E continuam como se nada tivesse acontecido, exatamente como a governanta sempre avisava.

Beijos,
Pedrita

sábado, 14 de setembro de 2024

Vingança pelo Passado

Assisti Vingança pelo Passado (2022) de Il-Hieongy Lee no TelecinePlay. Eu gosto muito de filmes coreanos, sei que preciso estar preparada porque são pesados na maioria das vezes e esse não é diferente. Gostei demais!
 

Um homem tenta se vingar de pessoas de seu passado, que destruíram sua família. Aos poucos vamos descobrindo que torturaram seu pai, mataram sua mãe, estupraram sua irmã. É um show de horrores. Ele elege um bom rapaz para ser seu assistente. O rapaz não faz ideia o que aquele idoso aparentemente frágil pretende.
Ele utiliza a arma de guerra, então a polícia logo fica sabendo a relação dos crimes. Ele está com um tumor, ficando com Azheimer, então sabe que vai morrer, decide que é a hora da vingança. Lee Sung Min está incrível.

Muito bom o contraponto com o jovem rapaz de Nam Joo-hyuk. Ele também tem uma história trágica. Seu pai sofreu um acidente de trabalho, ficou cadeirante, foi demitido e a empresa não assumiu nenhuma responsabilidade. O rapaz precisa então pegar dinheiro com agiota para o tratamento do pai. O filme fala muito dos ricos que ficam cada vez mais ricos explorando os pobres. 
Fala muito também de crimes de guerra. Na época dos pais do protagonista, a Coreia estava sob domínio do Japão. Os coreanos faziam trabalhos forçados e em fábricas. Os filmes coreanos falam muito de questões políticas e sociais. São sempre muito fortes porque espelham realidades.

Beijos,
Pedrita