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sexta-feira, 27 de março de 2026

Os Enforcados

Assisti Os Enforcados (2024) de Fernando Coimbra no Telecine Premium. O Telecine abriu o sinal acho que até o fim do mês, vai ser difícil eu conseguir aproveitar. Esse filme não estava disponível, mas estava passando no Premium, consegui ver voltando pelo controle remoto. Queria muito ver esse filme! É bem interessante e com um elenco incrível!

Leandra Leal mais linda que nunca é esposa do personagem do Irandhir Santos. Ela mora em uma casa deslumbrante no Rio de Janeiro. Daquelas nas encostas, cheia de vegetação em volta e com vista inacreditável do mar e das montanhas. A casa está em uma reforma milionária e interminável. O marido pede que ela reduza gastos porque a situação não está fácil. É aí que começamos a entender o trabalho do marido.
O tio é o chefe dos negócios e é Stepan Nercessian. Os negócios são caça níqueis, jogo do bicho e uma infinidade de ações irregulares. A esposa sugere que o marido mate o tio para ficar dono do negócio e melhorar as finanças. Essa sugestão veio da mãe, Irene Ravache, que leu tarô pra filha pra induzi-la a algo, só que a filha entende tudo errado. Thiago Thomé é o braço direito do infrator. Eram amigos de infância, homem de confiança. E claramente mais explorado que nunca pela dupla. Tudo que é sujo ele que é chamado pra finalizar. O corpo vai precisar aparecer na hora certa para que ele ganhe a herança.
É um negócio de família. Parentes avisam que o sobrinho vai herdar somente dívidas. A empresa estava na bancarrota, sem dinheiro algum. Então o corpo não pode aparecer. Um parente é Ernani Moraes. O contador é Augusto Madeira.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Seis Minutos para a Meia Noite

Assisti Seis Minutos para Meia Noite (2020) de Andy Goddard no Telecine Premium. Eu não tenho mais esses canais, acho que um erro deles liberou. Até achei que poderia ser uns dias abertos, mas acho que era instabilidade mesmo. Resolvi assistir direto, tenho a mania de ver filmes picadinhos, com receio de sair do ar. Esse filme é bem sofrível!
 

Eddie Izzard é o novo professor da escola para moças. Canastrão que só, ele é na verdade um espião. O filme é praticamente ele correndo, se é que aquilo é correr, sem muita habilidade, em várias fugas mal feitas. De espião ele não tem nada, porque é muito incompetente. O ator participa do roteiro, talvez por isso só ele apareça.
O filme fala de uma escola na Inglaterra que só tinham moças alemãs, na época da Segunda Guerra. Confesso que achei engraçado o filme tentando proteger as jovens, Até o espião tenta salvar as meninas. Elas eram filhas de grandes líderes alemães, aqueles que enviaram milhares de crianças para os campos de concentração e câmeras de gás. O filme meio que tenta aliviar pra essas moças, mas o fato é que elas eram filhas de nazistas e seus privilégios. E o espião não ia ligar a mínima pra elas. Judi Dench é a governanta das meninas, mais alienada impossível.
Beijos,
Pedrita

sábado, 29 de março de 2025

Avenida Beira-Mar

Assisti Avenida Beira-Mar (2024) de Maju de Paiva e Bernardo Florin no Telecine Premium. Não sabia da existência desse filme e que grata surpresa, de uma delicadeza tocante. Me emocionei muitas vezes. 

Mãe e filha mudam-se para uma casa perto do mar. Fui ver e é foi filmado na praia de Piratininga em Niterói. Conheço pouco Niterói e nenhuma praia. A mãe é a maravilhosa Andréa Beltrão.

Logo que chegam, a filha faz uma amiga. Como a mãe trabalha muito, a relação fica mais só delas. A amizade é tocante, as duas atuam divinamente e se chamam Milena, Gerassi e Pinheiro. Com o tempo a jovem descobre que sua amiga é um menino para a família dele, que é muito violenta com ele, é de cortar o coração. 

A cena de violência da mãe, Isabel Teixeira, com a filha é assustadora, fiquei muito mal. A jovem acaba fugindo de casa.

Grandes atores fazem pequenas participações. Analu Prestes faz a vizinha preconceituosa. Tanto que quando ela fala de um menino perigoso achei que era um que praticava violência nelas várias vezes, mas não, o preconceito dela era de gênero. Emiliano Queiroz faz uma linda participação. Ele tem uma linda conversa com a menina.

Gostei muito da condução do filme e do final. Fica entreaberto, quando as três se encontram na praia, mãe, filha e amiga. É um filme muito delicado.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

A Semente do Fruto Sagrado

Assisti A Semente do Fruto Sagrado (2024) de Mohammad Rasoulof no Telecine Premium. Esse filme concorre ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro junto com Ainda Estou AquiPor esse filme, o diretor foi condenado a 8 anos de prisão, chibatadas e confisco de seus bens. Depois de uma longa fuga, ele conseguiu ficar na Alemanha.

O que provocou a condenação é que o diretor utilizou vídeos reais de manifestações no Irã. A imprensa censurada acabava mostrando a versão do governo que uma jovem morreu de AVC e não porque foi espancada. Então os jovens passaram a gravar e disponibilizar vídeos mostrando a violência da polícia, as prisões arbitrárias, adolescentes de 14 anos sendo presos. A pena de morte é banalizada, com decisões precipitadas. Para contextualizar os vídeos, o diretor cria um microcosmo do país em uma família. O pai trabalha há 20 anos na polícia e é promovido. Só a esposa sabe um pouco melhor a função, mas mesmo assim ele não conta porque não pode falar. Com os protestos o pai chega cada vez mais tarde e passa a não ver mais as filhas. O pai parecia amoroso, que a família tinha diálogo e ele tinha uma boa relação com a esposa. Todos muito carinhosos.
Uma filha é adolescente, a outra está na faculdade. Elas começam a receber os vídeos sobre a verdade dos fatos. E pra piorar, a escola e a faculdade são fechadas, elas ficam nas ruas, no meio das manifestações e uma amiga delas é alvejada com chumbinho. A mãe fica de mediadora de tudo. O pai aconselhou todas de se afastassem das amizades, que o cargo agora o expunha muito, que elas tinham que ficar mais resguardadas. Com os conflitos, não é o que acontece. A mãe pede pra filha se afastar da amiga machucada, mas acaba cuidando da jovem, é de cortar o coração a cena. Todos estão excelentes: Missagh ZarehSoheila Golestani, Masha Rostami e Setareh Maleki. Todos muito corajosos em participar de um filme que denuncia o sistema.

É quando a arma dele desaparece que tudo desanda. Ele pode ser preso se a arma não aparecer. É quando começamos a nos perguntar se esse homem é o verdadeiro e o carinhoso era o falso. Sem conflitos, todos viviam em harmonia. A mãe pede que o pai volte a conviver com as filhas, converse com elas, que elas cresceram e que tem suas opiniões agora. O filme entra em uma catarse assustadora.
Beijos,
Pedrita

sábado, 14 de dezembro de 2024

O Diabo Que Você Conhece

Assisti O Diabo Que Você Conhece (2022) de Charles Murray no TelecinePlay e Telecine Premium. Comecei a assistir no streaming, mas o filme não baixou todo, está só 20 minutos, aí procurei na grade de programação do Premium e vi o restante. Gostei muito! Foi uma grata surpresa. É um filme muito desconcertantes sobre lealdade, ética, família. Muito complexo!
 

Há uma reunião em família, todos os olhos estão voltados ao protagonista do ótimo Omar Epps. Ele está reconstruindo a sua vida. Está em tratamento nos alcóolicos anônimos, conseguiu um emprego de motorista e querem arrumar uma namorada pra ele, a Erica Tazel. Em todas as conversas, ele é o filho que deu trabalho, que errou. O irmão bebe demais, ele leva pra casa e vê um álbum de cartões raros e valiosos de jogos.
O protagonista vê uma matéria na televisão sobre uma família assassinada e há vídeo de lembrança do filho com o pai com o álbum de cartões. Ele procura o irmão que diz que os culpados são os amigos dele que deram o álbum pra ele cuidar. Ele pede pro irmão não contar nada pra polícia porque os amigos são barra pesada. O irmão é William Calett

O irmão vai preso pra depor, o pai, Glynn Turman, passa mal, tem um infarto e é hospitalizado. A família pressiona o protagonista o tempo todo para que não faça nada que possa colocar a vida do pai em risco. Começa então um complexo filme sobre delação, ética, família. 

O policial é Michael Ealy.

Beijos,
Pedrita

domingo, 10 de novembro de 2024

Os Três Mosqueteiros: Milady

Assisti Os Três Mosqueteiros: Milady (2023) de Martin Bourboulon no Telecine Premium. Está uma verdadeira guerra ver filmes no Telecine. Esse entrou logo no streaming, mas só dublado, não permite a troca pra legendado. Tive que ir na busca do Telecine Premium e ver voltando pelo controle remoto. Como vejo em partes, precisei fazer essa manobra várias vezes.

Essa é a segunda parte, a primeira é D´Artagnan. Eva Green está maravilhosa como Milady. É de cortar o coração a história dela. Essa trama tem duas mulheres como protagonistas Milady e Constance, da bela Lyna Khoudri.

Constance ouve o que não deve e sua vida fica em perigo. A história das mulheres é muito triste, como eram as histórias das mulheres na época. Elas viveram aventuras e sofreram muito por isso, mas boa parte das mulheres morriam em algum parto, já que não havia controle de natalidade nem recursos para os partos ou complicações da gravidez. D´Artagnan, François Civil, passa o filme correndo atrás do paradeiro de Constance.

Athos, Vincent Cassel, aparece mais nesse. A direção de arte é impecável, bem mais realista, estão sujos a maior parte do tempo. Só tenho preguiça nas cenas de luta e como nesse a guerra começa, me cansou um pouco. Mas o roteiro é muito bom, o elenco, a direção, a reconstituição de época. É um belo filme. 
O elenco todo é muito bom Romain DurisVicky Krieps e Louis Garrel


 

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

A Mouthful of Air

Assisti A Mouthful of Air (2021) de Amy Koppelman no Telecine Play e Telecine Premium. Comecei a ver no Telecine Play, mas o filme simplesmente desapareceu. Precisei ir no Telecine Premium e achar na busca pra voltar pelo controle remoto. Eu vi aos poucos porque é um filme muito, mas muito difícil. Não aconselho. Tem que estar preparado. Não é fácil. Mas é urgente.

A protagonista não está bem. Ela é muito amada pelo marido (Finn Witrtock), apoiada pela mãe (Amy Irving), mas não está bem. Acabou de ter um bebê, mas não está lidando bem com a situação. Eu fiquei muito incomodada pela falta de apoio psicológico que ela não tem. Ela tem um médico (Paul Giamati), psiquiatra, não entendemos muito bem a função dele. Enfim, não dá muito pra saber, mas ela não faz tratamento psicológico com ninguém, nem o marido. Tem conversas dela com o médico e o marido que são constrangedoras. Os dois meio que dizendo o que e como ela tem que fazer. 
Me incomodou o tempo todo eles invalidarem os sentimentos dela e dizerem como ela teria que se sentir. Sim, o marido é carinhoso, mas o tempo todo invalida o que ela sente e diz como ela tem que se sentir, ou como vai se sentir. Quando o filme começa ela se recupera de uma tentativa de suicídio e mesmo assim não faz terapia. Ela precisaria muito de alguém com quem pudesse dizer tudo o que sentia, até mesmo os sentimentos ruins. O mesmo para o marido. Para que ele pudesse despejar a raiva que ele sente de tudo ter desandado. Ele não despeja nela, mas tenta o tempo todo forçar que ela dê continuidade aos sonhos dele ou aos sonhos do passado que mudou, não tem como por embaixo do tapete. Ele quer sair de um apartamento para uma grande casa perto da insuportável irmã dele. A cunhada acusa a jovem de ser culpada por ter tentado contra a própria vida. Culpa em um bar, publicamente. Humilhando a jovem e o marido só fica constrangido, não faz nada. O marido quer a casa para que o filho possa jogar basquete no quintal, mas o bebê nem fez um ano. Ele só quer realizar os seus sonhos e manipula a esposa pra conseguir. Como ela sente culpa pelo que fez, ela vai cedendo. Como ele mesmo diz, ela vai se acostumar. Eles querem o tempo todo definir os sentimentos que ela virá a ter.
Pra piorar eles resolvem ter mais um filho. Claro que dá ruim. O único que não a julga é o porteiro. A loja entrega o carrinho e a bolsa que ela largou em um surto, e ele só devolve. Ela fica em choque pelo desconforto e ele a faz sentir desconfortável. Sem julgar. A diretora é autora do livro que deu origem ao filme. Ao final relata que em 1992 não se falava em depressão pós-parto. Mas eu acho que essa família vivia mesmo fora da realidade, no ideal irreal de família perfeita. E muitos já se tratavam com psicólogos  antes mesmo da década de 90. Tudo muito triste. Eu achei muito egoístas todos que estavam à volta dela. Queriam esconder e viver como se nada tivesse acontecido. Amanda Seyfried está maravilhosa! Chorei muito! 
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Uma Família Feliz

Assisti Uma Família Feliz (2022) de José Eduardo Belmonte no Telecine Premium. Apesar do cartaz anunciar que o filme entrou no streaming, isso ainda não aconteceu. Tive que ver voltando pelo controle remoto. O roteiro de Raphael Montes é inacreditável! Que filme desconcertante! A direção criou tanta tensão que o filme é praticamente de terror. Eu vi sem ler nada, só sabia que não era uma família feliz.

Começa com a personagem da Grazi Massafera enterrando uma criança, pegando o carro com outra e provocando intencionalmente um acidente. O filme vai para o passado e vamos tentando entender o que aconteceu. Grazi está impressionante! Que atriz! O personagem dela é muito, mas muito complexo. Reynaldo Gianecchini é o pai dedicado. E como é grosseiro com a esposa. Ele não perde um momento que seja pra diminuí-la. 
Pra piorar ela engravida e tem um bebê. Como toda mãe nessa situação, ela está sempre sonada. E a mãe parece que tem depressão pós-parto, mas ninguém parece pensar ou conversar sobre isso. Eles tem uma vida bem confortável. A mansão é belíssima! Mas o pai o tempo todo diz que não é possível contratar ajuda e sugere que a esposa largue o trabalho dela. Ela é artesã, faz bonecas que parecem bebês de verdade, é reconhecida, já teve matérias sobre o trabalho, mas ele diz que ela fica brincando de boneca. Reynaldo Gianecchini também está ótimo. O bebê e a filha aparecem machucados, a irmã diz que foi a mãe, começa então o inferno dessa mãe, mas a gente não sabe em quem acreditar. A mãe começa a desconfiar do marido.
A inabilidade dessa família pra lidar com os conflitos é irritante. Primeiro porque antes mesmo do bebê nascer, uma das filhas já tinha uma grave doença. E ninguém faz tratamento com terapeutas, nem as filhas, nem os pais, pra lidar com a doença. Então quando a violência aparece na família, há silêncios, falta de diálogo. É um horror! As meninas são Luiza Antunes e Juliana Bim. A vizinhança também é pavorosa. Mesmo sabendo que há crianças na casa, não pensam duas vezes em provocar violências com a família e vulnerabilizar ainda mais os filhos. Que filme!
Beijos,
Pedrita