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quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Na Praia de Chesil

Assisti Na Praia de Chesil (2027) de Dominic Cooke na Paramount+. Achei esse filme por um acaso,  nunca tinha ouvido falar. Saoirse Ronan está no pôster, adoro essa atriz, resolvi ver. Logo nos créditos vi que é baseado em um livro do Ian McEwan, entre meus autores preferidos. Que filme! Quero ler o livro!
 

Eles estão no quarto na primeira noite de núpcias. Tensos, eles vão conversando, lembrando como se conheceram, contando detalhes de suas vidas. O filme fica indo e vindo na narrativa. Ele é interpretado por Billy Howle. Os dois estão excelentes! Tudo é lindo, fotografia, figurinos, trilha sonora. Uma delicadeza!
Como em Reparação, ficamos nos perguntando se os diálogos tivessem ido pra outro caminho, o desfecho seria completamente diferente. O que uma má conversa, uma má comunicação, pode promover na vida das pessoas. Se um gesto diferente, se uma atitude diferente, poderia ter outro resultado. Que filme delicado e lindo!
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Livros e filmes

A Luli do Café com leitura na rede fez a postagem Oscar 2018 - Adaptações Literárias. Eu fiquei com vontade então de fazer uma postagem que falassem de filmes, séries e teatro adaptados em livros que amei. Eu adoro todas as artes, cada uma com sua linguagem, uma com a palavra, a outra com imagens e uma ao vivo. Um livro às vezes precisa páginas para compreendermos um sentimento, enquanto às vezes um único olhar em silêncio resume todas essas páginas. Cada um com seu estilo de diálogo. Vou começar com o filme Desejo e Reparação que eu simplesmente amei, entre meus filmes preferidos, e foi esse filme que me apresentou para Ian McEwan autor de minha preferência atualmente. Amo os dois, o livro Reparação, e o filme.

A Mulher do Tenente Francês. Mais um que primeiro vi o filme e depois li o livro. Os dois são fascinantes e muito diferentes. O livro é a história da Mulher do Tenente Francês. O filme, outra obra de arte, é uma equipe de cinema que vai a uma cidade filmar a Mulher do Tenente Francês. Há vários trechos de ópera, o filme é uma obra de arte. Simplesmente maravilhoso!

Eu amei o livro O Visconde Partido ao Meio de Italo Calvino. Quando soube que o Grupo Galpão tinha adaptado o livro, organizei uma viagem a Belo Horizonte que encaixasse na temporada. Inesquecível! Muito interessante, porque o visconde aparece no livro pela metade, a metade boa, e depois a metade ruim aparece. Na montagem do Galpão todos eram metades, absurdamente genial, Na frente uma pessoa e atrás outra. Nunca me esqueço da moça que era um ganso atrás. Fantástico!

Eu tinha amado Orlando de Virgínia Woolf. Li dessa edição que peguei emprestado de uma biblioteca e enlouqueci quando soube que tinha uma montagem no teatro. A montagem de Bia Lessa está entre os melhores espetáculos que já vi na vida. A diretora e a autora estão entre as minhas preferidas.

Primeiro eu li o livro Desonra do Coetzee, autor contundente, livro indigesto, fiquei bastante surpresa quando soube do filme.

Fiquei imaginando como o diretor faria aquelas cenas indigestas. E um grande filme igualmente surgiu.

Primeiro eu vi a série O Tempo e o Vento. Majestosa! Depois comecei a ler um a um dos volumes dessa saga maravilhosa de Érico Veríssimo. É impressionante como Tarcísio Meira incorporou Capitão Rodrigo, eu não conseguia visualizar o meu Capitão Rodrigo que já estava imaginado pela série. 

Primeiro eu li o maravilhoso Memorial de Maria Moura de um clube de um livro. Depois vi a minissérie incrível!

Primeiro eu vi as obras adaptadas desse livro incrível A Outra Volta do Parafuso. Inacreditável como essa obra é adaptada, já vi filmes e ópera. 


Mas o filme com a Nicole Kidman Os Outros, é de longe o melhor, infinitamente melhor do que os que vi.

Bom essa postagem não acabaria nunca, tem muito livro e expressão artística que vi de obras majestosas que amei! Essas são uma parcela delas.




Beijos,
Pedrita

terça-feira, 14 de março de 2017

Solar de Ian McEwan

Terminei de ler Solar (2010) de Ian McEwan da Companhia das Letras. Faz tempo que comprei esse livro em uma dessas promoções de 50% em datas específicas. A edição é exatamente dessa capa lindíssima. Além da beleza da imagem, a capa é texturizada. Nosso protagonista é um físico ganhador de Prêmio Nobel.

Obra de Leonora Carrington

Nosso protagonista é um ser desprezível. Quando jovem ele descobriu um grande feito baseado na teoria de Einstein, ganhou o Nobel e tornou-se um profissional burocrático e pouco ético. Passou a receber um salário para estar na lista de professores de uma universidade, para atrair alunos com a ideia que haveria um belo corpo de profissionais, mas ele nunca lecionou lá. Dava palestras, sempre com pouca preparação e muita, mas muita má vontade. O protagonista fala muito com o leitor sobre a hipocrisia do aquecimento solar. Que as pessoas reduzem um ou outro item, compram carro popular, mas não querem ir muito longe das restrições, de perder o conforto. Ele mesmo está incluído nesse círculo.

Obra Tempo e Maré (2004) de Simon Patterson

Solar começa com nosso protagonista em crise no seu casamento. Os dois estão separados, mas moram ainda na bela casa. Sua esposa está em um relacionamento com profissional hidráulico que fez a reforma em sua casa. Seu ex não entende como ela foi se apaixonar por um homem tão rude. Os dois encontram com quem se relacionam na própria casa. Ele fica sempre muito incomodado. Aos poucos ficamos sabendo que sua esposa traiu uma vez só, mas o marido inúmeras vezes, sete no mínimo. 

Obra Mexilhões (2012) de Ansel Krut

Por que um urso polar na capa do livro? Nosso protagonista aceita então uma viagem com outros profissionais para analisarem o aquecimento global. Sim, o livro fala bastante do aquecimento da terra, do degelo. Todos acham incrível, mas ele só aceitou porque ficará em um navio com muito conforto, a viagem será curtíssima, com pouquíssimos passeios em campo.  Ele finge para a classe científica que será uma grande viagem, muito importante, esconde a falsidade do evento.  Na viagem, eles saem em carrinhos de andar no gelo, param pra olhar, quando ligam os motores o dele não liga, os outros seguem, ele fica, e o urso polar dá um tabefe nele. 

Obra Metamorfoses (1966) de Bryan Organ

Nosso protagonista é desprezível demais e só piora. Ele faz algo medonho, comete um crime, mas consegue colocar a culpa em outro. Ian McEwan é sempre irônico. Na parte seguinte do livro, o físico é cruelmente perseguido baseado em uma armação e até ficamos com pena dele. O físico se prejudica por algo que não fez, mas consegue escapar de responder por algo muito mais grave que fez. Essa ironia constante do autor é que é sempre tão fascinante.



Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Inocente de Ian McEwan

Terminei de ler O Inocente (1990) de Ian McEwan da Companhia das Letras. Eu estava comprando um livro em um sebo no Estante Virtual e o aquele sebo avisou que se eu totalizasse R$ 100,00 não ia pagar o frete. Fui nas minhas listas e fiquei procurando livros que me interessassem nesse sebo. Esse eu localizei indo por autores que adoro. E é simplesmente maravilhoso! Está entre os melhores livros que já li. Esse escritor entrou para a lista dos meus preferidos. O primeiro que li e está entre os melhores livros que já li foi Reparação que amei o filme Desejo e Reparação também.

Obra Casal Dormindo de Willi Sittie

Nosso protagonista é inglês, muito jovem, chega em Berlim, em 1955, em plena Guerra Fria para instalar escutas em linhas telefônicas russas. Em vários momentos achei o protagonista mais bobo que inocente. Ele conhece uma bela mulher russa. Parece um livro sobre espiões, mas surpreende tanto, dá tanta reviravolta que fiquei muito impactada. É um livro fortíssimo, dificílimo de ler em vários momentos. Na desilusão lembrou Reparação. Acontecimentos que nos atropelam e transformam de forma irreversível nossas vidas, sem possibilidade de reparação. Absolutamente incrível.

Obra Movimento nas Praças (1961) de Bridget Riley

Ian McEwan pesquisou sistemas de escuta nesse período, houve mesmo o túnel que o protagonista trabalha e existiu realmente algumas pessoas. O túnel também foi descoberto na época mencionada no livro, mas a história central onde está inserido O Inocente é toda ficcional.
Há um filme desse livro que quero ver.

O primeiro pintor é alemão e da época da Guerra Fria. A segunda pintora é inglesa como o autor. O vídeo escolhi entre as músicas que o casal menciona no livro e que estavam na moda na época.



Beijos,
Pedrita

terça-feira, 10 de julho de 2012

GloboNews Literatura - FLIP

Assisti ao programa GloboNews Literatura gravado na FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty. Sempre tive vontade de ir nesse evento, mas nunca consegui. Soube que tudo fica lotado e bastante salgado financeiramente, acho que vou mesmo acompanhar de longe. O GloboNews Literatura é apresentado pelo Edney Silvestre que estava junto com o Paulo Roberto Pires para conversar sobre o evento e chamar as matérias.

Entre as entrevistas estava com um dos meus escritores favoritos, Ian McEwan. Ele falou de seu novo livro Serena que quero ler. Esse ano a FLIP comemora dez anos, o programa falou sobre esses anos, inclusive o Paulo Roberto Pires falou sobre essa trajetória. Eu me lembro das primeiras matérias sobre o evento. Falavam que a FLIP era segmentada em poucas editoras, na verdade focado mais na Companhia das Letras. Nunca entendi esse hábito brasileiro de criticar o que existe. Já se passaram dez anos desse evento que fala de livros, com muito sucesso. Outras editoras que têm recurso podiam criar outras festas, em outras cidades, pelo Brasil afora, acho que quanto mais eventos como esse, melhor o estímulo a cultura e a leitura.

O programa ainda fez uma matéria sobre a publicação da Granta que elegeu e publicou obras de 20 escritores brasileiros com menos de 40 anos. É a primeira vez que essa editora inglesa publicou obras de brasileiros. A FLIP também homenageou esse ano Carlos Drummond de Andrade. Foram várias e ótimas entrevistas sobre a FLIP. Vou bom me sentir um pouco lá em Paraty. As matérias podem ser assistidas no site da GloboNews Literatura.
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 30 de março de 2009

Reparação

Terminei de ler Reparação (2001) de Ian McEwan. Eu tinha visto no ano passado o filme Desejo e Reparação, um dos meus preferidos e como o Paisagens da Crítica sempre fala nesse autor, comprei no ano passado esse livro na bela Livraria Nobel da Avenida Paulista. Fui ler agora quando vi que o filme ia estrear no Telecine, já revi alguns trechos e quis ler o livro pra rever o filme, agora vou ver quando passa de novo que quero rever na íntegra. O filme está impecável. O que muda um pouco é a ordem dos fatos, já que são duas linguagens diferentes, mas a cada trecho do livro revia as cenas exatamente como as tinha me maravilhado no filme. Desse autor eu já havia lido Amsterdam e comentado aqui. Reparação é bem diferente de Amsterdam. O marcador de livro que escolhi para desfrutar essa obra foi a Bailarina de 14 anos do Degas que tem muito a ver com esse texto.

No livro fica muito claro o tormento que se passa na menina que tinha uns 13 anos e que cria uma história na sua cabeça, já que adorava escrever. Ela tem seu primeiro contato com atos de amor e palavras obscenas e pela sua juventude se horroriza e acredita realmente que sua irmã corre perigo e não que está apaixonada. Como já tinha dito no post do livro, a menina faz uma confusão tremenda, até é explicável, mas que a polícia acredite totalmente em uma menina de 13 anos como testemunha é demais. Mas no livro fica claro que a cada depoimento que essa menina dá, ela tem mais convicção de sua história inventada.
O vestido verde maravilhoso que a personagem principal usa é mencionado detalhadamente no livro.


Obra Window for Tate Gallery St Ives (1992-3) de
Patrick Heron

De novo sofri com a impossibilidade da Reparação. Atos ou fatos que passam por nossa vida e que podem mudar totalmente o rumo dela, sem a possibilidade de refazermos ou retormamos. É uma visão muito realista e pessimista da vida, muito diferente das correntes de hoje em dia que pregam a possibilidade de uma vida plena, basta um bom pensamento e boas ações. Reparação mostra que nem sempre uma vida bem estruturada fica livre de um fato trágico. E a impossibilidade de Reparação. Isso é o que mais gosto nessa obra, a realidade atropelando todos os sonhos, projetos e amores. Porque acho que infelizmente a vida não é tão maravilhosa e às vezes um único momento pode destruir muitos os projetos. Que na ficção podemos inventar o desfecho que quisermos, mas que a vida real nem sempre é tão generosa conosco. Esse banho de realidade do livro é o que mais me fascina. Me emociono muito com esse texto!

Obra Woldgate Woods (2006) de David Hockney

Anotei muitos trechos de Reparação de Ian McEwan, vou selecionar alguns para colocar aqui:

"A peça – para a qual Briony havia desenhado os cartazes, os programas e os ingressos, construído a bilheteria, a partir de um biombo dobrável deitado de lado, e forrado com papel crepom vermelho a caixa pra guardar dinheiro – fora escrita por ela num furor criativo que durara dois dias e que a levara a perder um café da manhã e um almoço."
“Briony era uma dessas crianças possuídas pelo desejo de que o mundo seja exatamente como elas querem.”

“Agora o tom de humor fora substituído pelo melodrama, ou pelo queixume. As perguntas retóricas tinham algo de repulsivo; o ponto de exclamação era o primeiro recurso daqueles que gritam para se exprimir com mais clareza. Ele só perdoava essa pontuação nas cartas da mãe, onde cinco exclamações enfileiradas indicavam uma piada das boas. Ele girou o tambor da máquina e datilografou um “x”. “Cee, acho que a culpa não é do calor.” Agora o humor desaparecera, e um toque de autocomiseração se insinuara. Seria necessário recolocar o ponto de exclamação. Claramente, a função do tal ponto não era apenas a de aumentar o volume.”
“Os dois tinham em comum o horror às brigas, e a regularidade daqueles telefonemas noturnos, embora ela não acreditasse no que ele dizia, tinha o efeito de confortar a ambos. Se essa falsidade era hipocrisia convencional, Emily tinha de admitir que a hipocrisia tinha lá sua utilidade. Havia coisas em sua vida que lhe davam contentamento – a casa, o parque e, acima de tudo, os filhos; para preservá-las, ela não questionava Jack. E sentia falta menos de sua presença que de sua voz ao telefone. Aquelas mentiras constantes, embora não fossem amor, eram uma forma de atenção; certamente ele haveria de gostar dela para inventar mentiras tão complexas durante tanto tempo. A falsidade de Jack era sua maneira de afirmar a importância de seu casamento.”

Os pintores e o compositor são ingleses.

Música do post: Stadsknapenkoor-Gorcum_CD1996_22_Eternal-father-strong-to-save_Dykes_descant-Britten



Beijos,

Pedrita

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Retrospectiva cultural 2008

Farei uma breve Retrospectiva dos melhores eventos culturais de 2008. Uma pincelada nos melhores, porque acho que 80% do que vi culturalmente neste ano mereceria estar aqui. Relutei em escrever esse post com insegurança de ser injusta com tantos eventos maravilhosos. Vou elencar alguns. O critério maior foi o que lembrava de pronto, sem nem ao menos pesquisar. Algo que guardei tanto na memória merece ser priorizado.

Obra: Antigo (1969) de Di Cavalcanti

Vou começar com o teatro, já que é o mais fácil de selecionar, porque infelizemente é a arte que menos vou. Há uns anos eu percebi que via poucas peças durante o ano e me propus aumentar o número. Tenho conseguido ver mais peças no ano, vi ótimas nesse, mas destaco a que entrou para os espetáculos da minha vida, a peça Não Sobre o Amor de Felipe Hirsch onde o Leonardo Medeiros simplesmente arrasa.

No cinema vi várias preciosidades. Vou destacar o belíssimo Desejo e Reparação, baseado na obra de Ian McEwan e Feliz Natal do maravilhoso Selton Mello, com o incrível Leonardo Medeiros, acho que já repararam que sou muito, mas muito fã desse ator.
Em exposições, eu amei Brasil Brasileiro no Centro Cultural Banco do Brasil. Onde eu vi pela primeira vez ao vivo uns dos quadros que mais amo na vida: Cinco Mulheres em Guaratinguetá (1930) de Di Cavalcanti.
Na música eu destaco o espetáculo A Voz em Bernestein que vi na CPFL em Campinas com a soprano Adélia Issa e o pianista Ricardo Ballestero. E o evento internacional gostei mais foi o recital da Frederica Van Stade na Sala São Paulo.
Na tv a cabo eu vi uma infinidade de filmes maravilhosos. São tantos que vai ser difícil selecionar alguns: Vestido de Noiva, Nuovo Mundo, Alatriste, Maria Antonieta e Gabrielle. Vi também muitos filmes daqueles que temos que ver uma vez na vida, que todo mundo viu e que são verdadeiras obras-primas: Era Uma Vez no Oeste, O Leopardo e Delicatessen.

Na TV destaco a novela Desejo Proibido, a minissérie Capitu e a minissérie que vi em DVD Memorial de Maria Moura.
Foi um ano que assisti alguns DVDs. No início na casa da minha irmã, depois da minha mãe, da minha vizinha e agora muito recentemente aqui em casa. Vi filmes antológicos e que desejava ver há anos: Boa Noite e Boa Sorte, O Iluminado e Solaris.
Pintura de Désirée como a Rainha Desideria da Suécia
Literatura também é muito difícil selecionar os que mais amei. Fui nas minhas infinitas listas fazer as escolhas e foram obras maravilhosas, vai ser difícil elencar alguns em detrimento de outros. Vou pelo coração então: As Barbas do Imperador, Desirée, Os Três Mosqueteiros , Terras do Sem Fim, Todos os Nomes, As Ondas, O Jogo da Amarelinha e Neve.

Também foi um ano que mantive muitos amigos blogueiros e fiz outros muitos. Obrigada a todos pelo carinho! Adoro vocês!

Desejo a todos vocês um maravilhoso 2009 repleto de eventos culturais, e que a crise não afete significativamente esse segmento!

Música do post: Orlando Silva - Rosa (Pixinguinha)





Beijos,

Pedrita