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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Seis Minutos para a Meia Noite

Assisti Seis Minutos para Meia Noite (2020) de Andy Goddard no Telecine Premium. Eu não tenho mais esses canais, acho que um erro deles liberou. Até achei que poderia ser uns dias abertos, mas acho que era instabilidade mesmo. Resolvi assistir direto, tenho a mania de ver filmes picadinhos, com receio de sair do ar. Esse filme é bem sofrível!
 

Eddie Izzard é o novo professor da escola para moças. Canastrão que só, ele é na verdade um espião. O filme é praticamente ele correndo, se é que aquilo é correr, sem muita habilidade, em várias fugas mal feitas. De espião ele não tem nada, porque é muito incompetente. O ator participa do roteiro, talvez por isso só ele apareça.
O filme fala de uma escola na Inglaterra que só tinham moças alemãs, na época da Segunda Guerra. Confesso que achei engraçado o filme tentando proteger as jovens, Até o espião tenta salvar as meninas. Elas eram filhas de grandes líderes alemães, aqueles que enviaram milhares de crianças para os campos de concentração e câmeras de gás. O filme meio que tenta aliviar pra essas moças, mas o fato é que elas eram filhas de nazistas e seus privilégios. E o espião não ia ligar a mínima pra elas. Judi Dench é a governanta das meninas, mais alienada impossível.
Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Agente Stone

Assisti Agente Stone (2023) de Tom Harper na Netflix. Eu queria ver pela Gal Gadot, já que não é meu gênero preferido. Gostei, mas é mirabolante demais que dá até preguiça O roteiro é exatamente igual a um filme recente que vi, fiquei pensando se o mesmo roteirista conseguiu vender pra duas produções e ficou quieto. Esse filme é da série dá pra ver.

A protagonista faz parte de um grupo autônomo de espionagem, a Carta. Ela tem que impedir que um dispositivo chegue em mãos inimigas porque pode derrubar aviões, explodir qualquer lugar do planeta, igualzinho ao outro filme.
Ela e outros personagens não acreditam nos sistemas, em muitas pessoas e são traídos continuamente. Então criam grupos paralelos, mas volte e meia se enganam em quem acreditam. Gostei muito da Alia Bhatt e de seu personagem.

É um filme caro, com locações belíssimas Islândia, Portugal, Alpes Italianos, Reino Unido, EUA e deserto do Saara. Alguns outros do elenco são Jamie Dornan, Mathias Schweighofer e Sophie Okonedo. Judi Dench faz uma pequena participação. Achei longo demais. 

Beijos,
Pedrita

sábado, 13 de outubro de 2018

Victoria e Abdul

Assisti Victoria & Abdul (2017) de Stephen Frears no Telecine Play. Eu tinha visto esse filme no Now, mas foi o 007 que reforçou. É baseada na história verídica da Rainha Victoria e seu confidente indiano Abdul Karlim. O roteiro é baseado no livro da jornalista Shrabani Basu. Na matéria da revista Veja a jornalista especifica o que do filme foi verdade e o que foi inventado. As licenças poéticas foram totalmente desnecessárias, a história já é curiosa demais, não precisava inventar.

Abdul foi levado a Índia para ser servo e entregar uma moeda do seu país em 1887 quando a rainha tinha 68 anos. A rainha se afeiçoou a ele, achou-o lindo e ele passou a servir a rainha que foi promovendo-o e criando um enorme desconforto na corte. Eu posso imaginar, a Índia era posse da Inglaterra, até hoje os europeus se acham superiores aos outros povos, imagine naquela época.

Surgiram rumores que os dois tiveram um envolvimento afetivo. A jornalista afirma que foi só platônico. Acho difícil afirmar que sim ou que não, qualquer afirmação seria leviana. Na época pouco se falava da vida sexual, que dirá de pessoas mais velhas, que dirá com um homem de um país que a Inglaterra dominava, que considerava um ser inferior e um negro, como diziam. O escândalo da aproximação dos dois e as confidências políticas já eram desconfortáveis demais para deixar vazar qualquer outra dúvida. E é fato que eles se isolaram em uma casa na ilha, o que facilitaria consideravelmente a aproximação física.
Quando a Rainha Victória morreu em 1901, a corte fez o que pode para apagar todos os vestígios de Abdul e da aproximação com a rainha. Queimaram cartas, fotos. Só em 2010, com a pesquisa da jornalista, é que os diários da rainha apareceram e essa história se descortinou.

Judi Dench e Ali Fazal está excelentes. Alguns outros do elenco são: Tim Pigott-Smith, Eddie Izzard, Adeel Akhtar, Michael Gambom, Paul Higgins, Olivia Williams e Fenella Woolgar.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Assassinato no Expresso Oriente

Assisti Assassinato ao Expresso Oriente (2017) de Kenneth Branagh no TelecinePlay. Eu estava ansiosa demais para ver esse filme, amo o livro e a versão anterior. Cheguei a marcar para ir ao cinema, mas acabei não podendo ir. Fiquei eufórica quando estreou no Telecine. Uma pena que não vi na telona, é um belo filme, com uma fotografia maravilhosa, belíssimas paisagens, ótima reconstituição de época, figurinos. Mas não chega a ser uma boa adaptação da obra. Toda a discrição de Agatha Christie se perdeu. O filme começa com duas piadas de profundo mal gosto em Jerusalém. Primeiro um garoto vai várias vezes buscar ovos porque Poirot quer o tamanho certo. Depois ele desvenda um mistério para uma multidão em um local religioso sagrado.

Quando o filme chega no trem melhora bastante, mas os personagens são caricatos demais, sem sutileza. O elenco é impressionante: Judi Dench, Michelle Pfeiffer, Penélope Cruz, Williem Dafoe, Johnny Depp, Josh Gad, Daisy Ridley, Leslie Odom Jr., Olivia Colman, Manuel Garcia Rulfo, Lucy Boyton e Derick Jacob. Mesmo já tendo lido,visto o filme,tinha esquecido o desfecho. Quando estava mais próximo do final é que desconfiei com uma pequena lembrança. Esse roteiro é genial!

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 31 de julho de 2017

O Lar das Crianças Peculiares

Assisti O Lar das Crianças Peculiares (2016) de Tim Burton no Telecine Premium. O roteiro é baseado no livro de Ransom Riggs que queria ler, e agora não quero mais. Queria muito ver, senti de não ter visto nos cinemas. Fiquei eufórica quando vi que ia estrear no Telecine e não quis fazer outra coisa a não ser assistir. Gostei! Mas a expectativa era alta demais e é só um bom filme. Achei que seria muito, mas muito original, é um pouco previsível, esquemático. A parte real é um pouco longa, enfim, me decepcionei bastante.

Os personagens mágicos são uma graça, mas aparece mesmo quase só o garoto. Miss Peregrine só vira pássaro uma única vez, enfim, achei que a parte mágica foi pouco explorada. E o corre corre no final clássico de filmes americanos foi previsível. Esperava muito mais originalidade. Não sei se é só um problema do filme, ou se o livro é óbvio também.

Adoro a Eva Green. O protagonista que aparece demasiadamente é bem chatinho e é interpretado por Asa Butterfield. Judi Dench faz uma pequena participação, inclusive desaparece, nem sabemos onde ela vai parar. O avó do garoto é interpretado por Terence Stamp. O pai do garoto é chatíssimo e alcoólatra. Incrível como o filme perdeu mais tempo com os personagens chatos do que com os mágicos do bem. Samuel L. Jackson é o vilão. 

As crianças peculiares, as mais interessantes do filme e pouco exploradas, foram interpretadas por Ella Purnell, Pixie Davies, Raffiella Chapman, Finlay MacMillan, Milo Parker, Lauren McCrostie, Hayden Keeler-Stone, Cameron King, Georgia Pemberto e Thomas Odwell. O garoto que está na cama também desaparece e não se fala nada depois.


Beijos,
Pedrita

domingo, 29 de novembro de 2015

Philomena

Assisti Philomena (2013) de Stephen Frears no Telecine Touch. A Liliane do blog Paulamar tinha comentado comigo sobre esse filme e fiquei com vontade de ver. Vi que ia passar e coloquei pra gravar. Incrível, mas muito triste! Há tantas questões. É baseado em uma história real, dá pra ver na internet as fotos das pessoas que levaram a esse filme. É com a maravilhosa Judi Dench que está mais maravilhosa ainda!

Judi Dench interpreta Philomena Lee. Quando seu filho faz 50 anos é que ela resolve contar a filha a sua história. Aos 16 anos ela engravidou, seu pai a internou em um convento. As freiras faziam de tudo para as adolescentes sofrerem pelo o seu pecado mortal de terem se entregue a luxúria. Não davam assistência ao parto, nenhum médico ou parteiro. As próprias freiras que não entendiam nada de partos e bebês é que ajudavam essas adolescentes, muitas morriam juntos com os seus bebês após um sofrimento atroz, para que pagassem pelos seus pecados. Freiras monstruosas, vergonha da igreja católica. Isso quase acontece com Philomena, mas a freira volta ao parto desesperada, na intuição e vira a criança. Já que as freiras recusaram chamar um médico. Por sorte deu tudo certo. As adolescentes só podiam sair do convento pagando um dinheirão, então ficavam lá em cárcere privado. E as freiras colocavam as crianças para a adoção. Uma hora por dia as mães podiam ver as crianças. Philomena quer então encontrar o seu filho, ela já tentou várias vezes sem sucesso.

Agora surge então outro elo dessa trama. A filha horrorizada conta a um jornalista. Ele é interpretado por Steve Coogan, Essa parte também é incrível. Esse jornalista tinha sido um grande jornalista de televisão. Como acontece com muitos, ele fica arrogante. O poder subiu a cabeça como sobe em muitos. Ele caiu em uma armação de outro jornalista carreirista que distorce as palavras desse jornalista que é demitido e perde a sua credibilidade. Ele é arrogante com essa jovem que o procura. Até entendo. A imprensa usa e abusa de histórias pessoais, encontros entre pais e filhos com anos de distância para um sensacionalismo barato e vulgar. Ele não concorda com esse jornalismo e não aceita. Mas depois repensa, ele está tão pra baixo, sem trabalho. Quando ele vai ouvir a história de Philomena descobre que a trama não é só um encontro entre mãe e filho e sim uma história sórdida, ocultada da igreja católica e ele começa a ajudar a Philomena.

Não há como aceitar o que as freiras fizeram no passado, é compreensível, não aceitável, mas dá pra entender. Era a época da palmatória nas escolas, dos castigos violentos, de espancamentos em crianças para corrigir, de trabalho infantil. O que mais assusta nessa trama é o que as freiras fazem hoje para encobrir seu passado hediondo. Era medonho o que fizeram mas era dentro de uma lógica da punição, da mulher como única culpada de seus pecados. O pai abandonar a filha grávida em um convento já é monstruoso, mas era cultural. O que as freiras fizeram hoje é inadmissível. Elas negavam as essas mães e aos filhos de se reencontrarem. Falaram ao filho moribundo da Philomena que não tinham como encontrar a mãe dele, sendo que ela ia regularmente ao convento tentando informações, falaram para essa senhora que não sabiam do filho o que era uma mentira. Queimaram os arquivos que auxiliariam as buscas. E as freiras do passado não eram somente monstruosas, eram gananciosas. Elas vendiam as crianças por valores absurdos para pais americanos interessados. Medonho! Faturavam em cima dessas adolescentes e crianças na forma mais nojenta do capitalismo, e iam rezar depois sem culpa alguma. Que vergonha!

A relação desses dois é muito interessante. O jornalista era das grandes esferas, não lidava com o cotidiano de seus entrevistados. Ele tem que lidar com uma senhora que lia livros melosos, tinha um universo mais restrito. Uma fofa! Ele lia grandes obras, é intelectual. Philomena acaba autorizando que ele escreva essa história que agora quero ler. Ele queria na verdade escrever livros sobre a Rússia, que acaba escrevendo posteriormente. O auxílio dele nesse processo é fundamental. Como jornalista ele sabia ir conversando com as pessoas por onde passava, foi aí que ele descobriu que vendiam as crianças para os Estados Unidos. E foi os Estados Unidos que forneceram os arquivos. Só poderiam fornecer a mãe, e eles foram juntos para o país. No final contam que muitas mães ainda estão buscando os seus filhos. Mas eu imagino que ele colocar essa história ao conhecimento público tenha ajudado um pouco. Alguns outros do elenco são: Sophie Kennedy Clark, Mary Winningham, Barbara Jefford, Ruth McCabe, Peter Hermann e Sean Mahon. Philomena ganhou vários prêmios como Bafta de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Atriz para Judi Dench no prêmio da crítica de Londres, no Festival de Veneza, Melhor Roteiro, no Filmes sobre Mulheres, Melhor Atriz para Judi Dench e Melhor Filme sobre Mulheres.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Skyfall

Assisti Skyfall (2012) de Sam Mendes no Telecine Premium. O 007 ficou de fazer um post sobre esse filme quando assistiu, mas não fez, então vocês vão ter que se contentar com o meu. Eu não gostei de Skyfall, espero que o 007 escreva para defender o filme.

Eu achei cansativa aquela perseguição de gato e rato, no filme rato e rato. Foi muito chato. E aquele poeminha declamado pela M. no tribunal muito equivocado, percebe-se realmente que o roteirista não lê história atual de outros países para compreender que os inimigos atuais não são invisíveis. E compreender um pouco de psicologia para saber que lunático tem sempre em qualquer época. Não entendi também porque o 007 não beijou a outra agente interpretada pela Naomie Harris, ou será que entendi muito bem.

Achei muito caricato o personagem do Javier Bardem, parecia muito com os vilões dos filmes do Batman. Acho que esse distanciamento do real nesse 007 foi o que mais me incomodou. Skyfall é muito fantasioso. Gostava muito mais dos 007 recentes, com o Daniel Craig, porque eram bem realistas. Alguns outros do elenco são: Judi Dench, Ralph Fiennes, Albert Finney, Ben Whishaw e Rory Kinnear. O começo é ótimo, ágil, inteligente. Belíssima a canção de Paul Epworth interpretada pela Adele que ganhou o Oscar.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Exótico Hotel Marigold

Assisti O Exótico Hotel Marigold (2011) de John Madden no Telecine Premium. É um delicado filme que fala bastante sobre o envelhecimento. O filme é baseado no livro de Deborah Moggach.

Vários idosos estão com problemas em seu país. Eles acham pela internet um site com um maravilhoso Hotel Marigold na Índia, um lugar para os idosos poderem descansar, viver bem e por um preço bem mais satisfatório. Todos seguem para a Índia e na viagem é que passam a se conhecer. Bom, o hotel não é nada daquilo, está empoeirado, no meio da confusão da cidade. Por terem procurado um lugar barato eles não tem dinheiro para voltar e precisam se adaptar.

O Exótico Hotel Marigold tem vários textos nas entrelinhas. Quando o gerente do hotel diz que conseguirá mais hóspedes já que há muitos lugares no mundo que não querem os seus idosos. Da dificuldade das pessoas compreenderem que os idosos podem renovar, recomeçar e serem ativos dentro das suas limitações. O elenco é excelente: Judie Dench, Maggie Smith, Tom Wilkinson, Dev Patel, Bill Nighy, Celia Imrie, Tena Desae e Penelope Wilton

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 15 de março de 2013

J. Edgar

Assisti J. Edgar (2001) de Clint Eastwood na HBO. Fiquei muito curiosa em ver esse filme. Adoro o Clint Eastwood e o Leonardo Di Caprio. Gostei demais! Conta a história do diretor do FBI, J, Edgar Hoover (1895-1972). Claro, uma história recheada de segredos, lendas, difícil saber o que realmente foi, politicamente controverso, mas bem interesse fazerem um filme sobre J. Edgar. Leonardo Di Caprio está incrível. Como passa por um longo período, J. Edgar Hoover foi diretor do FBI por 48 anos, envelheceram os atores para que fizessem eles mais velhos. Confesso que não sei se seria a melhor solução, ficaram estranhos, meio artificial, mas não consegui pensar que outra solução e que ficasse melhor.

Apesar de toda intransigência de J. Edgar, ele teve dois amigos fiéis a vida toda. Um se tornou vice-presidente do FBI, e outra foi sua secretária. Interessante que alguém com tantos segredos, tão intransigente e de temperamento forte, tivesse amigos  fiéis pessoalmente e profissionalmente pela vida toda e que esses amigos compartilhassem os seus segredos. Suspeitavam que J. Edgar e o seu amigo Clyde Tolson tinham um romance, no filme essa possibilidade é sutil, mas mais marcante, por suposição, achavam, mas realmente é algo difícil de provar, só eles mesmo que deveriam saber detalhes. Armie Hammer interpreta Clyde Tolson e a secretária é interpretada por Naomi Watts. Judi Dench interpreta a mãe de J. Edgar. David A. Cooper interpreta Franklin Roosevelt e Jeffrey Donovan interpreta Robert Kennedy. Gostei muito de J. Edgar. Bela direção, ótimo elenco e um roteiro instigante, mesmo que fiquemos na dúvida sobre a realidade dos fatos.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Jane Eyre

Assisti Jane Eyre (2011) de Cary Fukunaga no Telecine Premium. Eu li o livro de Charlotte Brönte há muitos anos. É uma bela adaptação, gostei demais da atriz australiana que faz a Jane Eyre, Mia Waskowska. A adaptação de época também é muito bem realizada. Os figurinos da Jane Eyre são claramente sóbrios e pobres, comparados aos das pessoas ricas. O cabelo também é muito bem feito.

Alguns grandes atores estão no elenco como Judi Dench, Jamie Bell e Simon McBurney. Michel Fassbender interpreta o patrão de Jane Eyre.

Beijos,
Pedrita