Terminei de ler
Menino do Engenho (1932) de
José Lins do Rego da
José Olympio Editora. Eu adoro essa edição que tem capa com ilustração de
Hélio Paixão. Comprei esse livro em um sebo aqui perto. É o primeiro volume do
Ciclo da Cana-de-Açúcar e o primeiro livro do autor. O livro passa-se em Pernambuco e é poesia pura.
O marcador de livros é da Livraria Cultura com trecho da obra naif de Lucia Buccini.
Quadrinho em porcelana de Peggy-Lou.
Obra Os Gêmeos (1977) de Francisco Brennand
Uma tragédia abate um garoto. Nós entendemos, mas o menino pouco vê e nada entende. Sua mãe está morta no chão com sangue, seu pai com uma arma na mão. O menino segue então para a fazenda do avô materno, no Engenho. Como era costume na época ninguém conversa com o menino sobre o ocorrido. Ele sabe que o pai está em um hospício e que sua mãe morreu e mais nada.
Obra
Engenho de Itamaracá (1647) de
Frans Post
Logo que chega no Engenho apresentam o lago. Ele passa então a ter contato com a natureza, com as brincadeiras na fazenda. No livro José Lins do Rego coloca todas as diferenças entre os senhores do Engenho, os pobres e os escravos. Uma escrava engravida e prendem os pés de um negro para que case a força com ela. Ele se recusa e fica sofrendo dias com a falta de circulação. É o menino que fica com ele, leva água e alimentos. Até que a jovem confessa que engravidou do Tio Juca. O negro é solto, mas o tio não é obrigado a casar e nem é preso pelos pés até ceder. A justiça e a lei do Engenho é só para o negro.
Obra Dando Cafuné (1943) de Lula Cardoso Ayres
No Engenho, aos 12 anos, o menino faz sua iniciação sexual. O livro termina quando o menino segue para um colégio para estudar. Belíssima obra!
Beijos,
Pedrita