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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Double Life

Assisti A Double Life (1947) de George Cukor no Telecine Cult. Fui ver depois se tinha no livro que minha irmã empresto, O Outro Lado da Noite: Filme Noir, mas não tem. A Double Life é bem fraquinho. No Brasil colocaram o título de Fatalidade, que não tem nada a ver. Double Life é perfeito. Um ator costuma confundir personagens e realidade. Quando ele interpreta uma comédia, fica alegre e divertido, quando faz dramas, fica denso e trágico. Ele termina uma temporada de uma peça cômica e recebe a proposta de encenar Otelo. Fica empolgado e aceita. Sua ex-mulher sempre contracena com ela e faz a Desdêmona em Otelo.

Há várias cenas de Otelo, já que a peça fica dois anos em cartaz. Ronald Colman até que convence um pouco, mas a atriz que faz a sua ex-mulher, a Signe Hasso, é péssima, muito canastrona como Desdêmona. A bela Shelley Winters faz uma participação pequena, ela está bem em seu personagem. Outro do elenco é Edmond O'Brien. A sensação que tive é que todos têm ainda o estilo de representação do filme mudo, exageros de olhares, gestos.
A Double Life ganhou Oscar e Globo de Ouro de Melhor Ator para Ronald Colman e Oscar de Melhor Canção para Miklós Rózsa.
Som do post: Trecho de uma declamação de uma das peças de Shakespeare (É preciso apertar o play para ouvir)

Beijos,
Pedrita