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sábado, 29 de junho de 2013

A Casa das Sete Mulheres

Assisti em DVD a minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003) de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão. Direção de Jayme Monjardim e Marcos Schetman. A Casa das Sete Mulheres é inspirado no livro de Letícia Wiezchowski. Essa minissérie foi exibida na TV Globo e novamente por coincidência começou a ser exibida no Canal Viva. Outra minissérie que vi aconteceu o mesmo enquanto assistia. Eu gostei bastante e acho muito criativa a criação de um enredo pelas mulheres que ficavam aguardando em casa seus homens na guerra. E também gosto que a minissérie conte um pouco do que foi a triste Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul.

Mas eu me incomodo com a licença poética de algumas pessoas que realmente viveram nesse período. Gosto de personagens ficcionais entre os reais, mas que os reais tenham uma história muito diferente da real eu não gosto. O elenco é enorme e incrível. As mulheres dessa foto são atrizes incríveis: Camila Morgado, Mariana Ximenez, Daniela Escobar, Eliane Giardini, Bete Mendes, Nívea Maria e Samara Felippo.

O elenco masculino também é incrível: Werner Schünemann, Murilo Rosa, Rodrigo Faro, Antônio Pompeo, Tarcísio Filho, Thiago Fragoso, Marcello Novaes, José de Abreu, Bukassa Kabengele, Zé Victor Castiel, Luís Melo, Theodoro Cochrane, Dado Donabella, Bruno Gagliasso, Zé Carlos Machado, Douglas Simon, Carmo Dalla Vecchia e Maurício Gonçalves.




A Casa das Sete Mulheres tem uma fotografia belíssima. São incríveis as cenas de guerra, são muitas cenas de batalhas, imagino a exaustão que deve ter sido realizá-las. A quantidade de figurantes é monumental. Os figurinos são impecáveis e belíssimos. No núcleo italiano, chegam para incorporar a luta o lendário Giuseppe Garibaldi interpretado pelo Thiago Lacerda e seu companheiro interpretado por Dalton Vigh. Giuseppe Garibaldi se apaixona por Anita, que se torna outra figura lendária, a Anita Garibaldi interpretada por Giovanna Antonelli. Imagino que algumas histórias sobre essas figuras lendárias nos deixem na dúvida de sua veracidade já que ídolos e lendas ampliam os fatos. Giuseppe Garibaldi era um herói da liberdade.

Me incomodei muito com as histórias ficcionais das personagens Rosário e Manuela. A da Manuela me incomodou mais porque é baseada em uma pessoa real. As duas atrizes estão ótimas, mas as personagens são muito chatas. Enquanto a família toda sofria com as agruras da guerra e muitas mortes na família as duas só sabiam chorar e suspirar por suas mesquinharias. Essa minissérie precisou ser muito longa e se arrasta em alguns momentos.

O elenco é extenso e com muitas participações. Alguns destaques do elenco são: Rosi Campos, Christiane Triceri, Viviane Porto, Ana Beatriz Nogueira, Jandira Martini, Amandha Lee,  Carla Diaz, Heitor Martinez, Arieta Correa, Mary Sheila e Carla Regina. Fazem participações: Sabrina Greve, Ney Latorraca, Ariclê Perez, Tarciana Saad, Juliana Paes e Roberto Bomtempo



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

400 Contra 1

Assisti 400 Contra 1 - Uma História do Crime Organizado (2010) de Caco Souza no Canal Brasil. Queria muito ver esse filme, perdi nos cinemas. Eu acompanhava as filmagens pelo Facebook, as fotos. Gosto demais do Daniel Oliveira. e está irreconhecível a excelente Daniela Escobar. Esse filme é inspirado na história do Comando Vermelho. O filme diz que só o líder do Comando Vermelho ainda está vivo, o William de Silva Lima, autor do livro que gerou esse filme. Esse líder que é interpretado pelo Daniel Oliveira. Começa com ele sendo preso na Ilha Grande na década de 70. 400 Contra 1 é todo editado em um vai e vem incessante que mostra os períodos que o grupo estava preso e solto. São várias prisões e vários assaltos quando estão soltos.

O elenco é enorme com muitos atores excelentes: Branca Messina, Fabricio Boliveira, Jonathan Azevedo, Jefferson Azevedo, Lui Mendes, Rodrigo Brassoloto, Jefferson Brasil e Negra Li.

Beijos,
Pedrita


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Chiquinha Gonzaga

Assisti em DVD a minissérie Chiquinha Gonzaga (1999) de Lauro César Muniz da TV Globo. A direção é de Jaymie Monjardim. Eu queria muito ver essa minissérie e minha mãe me emprestou os DVDs. Gostei muito! Queria conhecer um pouco mais sobre essa compositora. Sei que nem sempre o que ouvimos de personalidades foi realmente daquele jeito e há sempre segredos, mas é bom conhecer um pouco. A minissérie é impecável. Gabriela Duarte e Regina Duarte interpretam Chiquinha Gonzaga. A compositora foi uma mulher a frente do seu tempo. Se separou do marido, foi viver com outro homem, se separou novamente e adotou um garoto para calar as pessoas, mas viveu maritalmente com o rapaz. Foi a primeira regente mulher no Brasil.

Mesmo que a minissérie não tenha sido excessivamente fiel aos detalhes afetivos, até porque entre quatro paredes sabemos pouco das famílias ,ainda mais naquela época. Chiquinha Gonzaga parecia ter dificuldade de lidar com as relações. Escolhia também mal os seus relacionamentos. Parecia que teve uma infância muito austera. Se não fosse a rebeldia dela de não aceitar as ordens talvez não tivéssemos as obras maravilhosas dessa compositora. Ela teria se resignado ao primeiro marido e nunca mais tocado piano ou somente o que era aceito, na família. Mulheres não se apresentavam em público. Chiquinha Gonzaga teve pouco contato com os filhos. Só conseguiu criar o João Gualberto. Se até hoje mulheres que abandonam o lar podem perder a guarda dos filhos, que dirá naquela época.

O elenco é primoroso. Há aquela confusão em envelhecer ou mudar o ator então em alguns casos fica estranho, mesmo a maquiagem já sendo melhor atualmente. Uns são envelhecidos, outros não, aí dá um certo descompasso. Marcelo Novaes faz o primeiro marido de Chiquinha Gonzaga, Carlos Alberto Riccelli o segundo e o último é interpretado pelo Caio Blat que estreia na televisão na minissérie. Joaquim Callado é interpretado por Norton Nascimento. Paulo Betti faz uma participação especial como Carlos Gomes, ficou muito bem, mas Paulo Betti não é mulato como era Carlos Gomes. Maurício Gonçalves como José do Patrocínio. Rosamaria Murtinho interpreta a Princesa Isabel.Antônio Calloni como Lopes Trovão.

O elenco é todo excelente: Solange Couto, Odilon Wagner, Fábio Junqueira, Bruno Telles, Jorge Maia, Tânia Bondezan, Ângela Leal, Zezé Motta, Danielle Winitts, Suzana Vieira, Chica Xavier, Adriana Lessa,  Christine Fernandes, Emillio Orciollo Neto, Marcelo Mansfield, Taumaturgo Ferreira, Daniela Escobar, Murilo Rosa, Antonio Grassi, Caio Junqueira, Ana Paula Tabalipa, Sergio Loroza, Flávio Migliaccio, Vera Holtz, Lavínia Wlasak, Clarisse Abujamra, Maria Ceiça, Carlos Casagrande, Cláudio Lins, Dira Paes e Emilliano Queiroz .  Eu escolhi ver essa minissérie recentemente e por coincidência li depois que assisti que foi lançado um site sobre a compositora e com partituras. Quem quiser conhecer esse é o link.

Beijos,
Pedrita


sábado, 10 de outubro de 2009

Um Só Coração

Assisti Um Só Coração (2004) do núcleo de Carlos Manga da TV Globo em DVD. O roteiro foi de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira inspirado na cidade de São Paulo, iniciando na Semana de Arte Moderna. Gostei muito! Não gostei muito de alguns personagens fictícios, como o que se envolve com Yolanda Penteado que realmente existiu. Mas a minissérie é muito boa, muito caprichada e gostei demais de ter vários fatos históricos importantes, principalmente da cultura brasileira e nossos artistas. Pena que no evento da Semana da Arte Moderna tenha sido ofuscada pelo romance artificial dos protagonistas. O primeiro DVD, não sei quantos capítulos representou na minissérie, é bem exagerado nesse romance e nos dramalhões. Parece acertar o tom no segundo DVD e parece não permitir mais que a ficção ofusque fatos históricos tão incríveis. Minha mãe que me emprestou o DVD, ela adora essas minisséries, volte e meia adquire uma. Ela vê e revê inúmeras vezes os DVDs
Um Só Coração fala desse momento de efer-vescência cultural na década de 20. Onde artistas se reuniam em grandes casarões, onde surgiram movimentos como a Semana de Arte Moderna, o Antropofagismo e o Nacionalismo.
Quando artistas como Mário de Andrade, Anita Malfati, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade ganharam representação nacional e internacional. Período que surgiram Santos Dumont e Assis Chateaubriand. E todos foram representados brilhantemente por Pascoal da Conceição, Betty Goffman, Eliane Giardini, José Rubens Chachá, Cássio Scapin e Antônio Calloni, todos muito bem na interpretação e caracterização. Os figurinos e a reconstituição de época foi impecável. Gostei de conhecer mais detalhes sobre Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, interpretados brilhantemente por Ana Paula Arósio e Edson Celulari.

Algumas histórias ficcionais eram muito boas. Gostei muito da família do Coronel Totonho, interpretado brilhantemente por Tarcísio Meira. Senhor do café que com a queda da Bolsa em 1929 ficou muito pobre. Há atores incríveis que gosto muito: Letícia Sabatella, Daniel de Oliveira, Marcelo Antony, Maria Fernanda Cândido, Leandra Leal, Murilo Rosa, Helena Ranaldi, Max Fercondini, Débora Fallabella, Carlos Vereza, Daniela Escobar, Ângelo Antônio, Ana Lúcia Torres, Paulo Goulart, Amanda Lee, Mila Moreira, Dira Paes e Leopoldo Pacheco. Outros atores misturados entre ficcionais e reais são: Cássio Gabus Mendes, Herson Capri, Fernanda Paes Leme, Ariclê Perez, Cássia Kiss, Pedro Paulo Rangel e Miriam Freeland. Como sempre o elenco é enorme e incrível.

Gostei de conhecer várias histórias e, entender melhor as revoluções de 1924 e 1932, é muito diferente ver uma representação de um fato histórico do que estudar nos livros. E se caso algum historiador discordar de alguma escolha é só depois debater com os alunos. Gostei de conhecer o pintor Waldemar Belisário que se mudou para Ilhabela e fez várias obras por lá. De ver representado a criação da Bienal de Arte. Enfim, me encantei com essa minissérie bem cuidada, com tantos personagens históricos e tão rica.
Youtube: Um Só Coração



Beijos,

Pedrita

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Diário de Um Novo Mundo

Assisti Diário de Um Novo Mundo (2006) de Paulo Nascimento no Canal Brasil. O 007 tinha comentado comigo o quanto esse filme é impecável. Realmente, a direção de arte de Voltaire Danckwardt é simplesmente maravilhosa. Achei surpreendente as formas de linguagens com a câmera, os inúmeros estilos de filmagens. O Diário de Um Novo Mundo é baseado na obra de Luiz Antônio de Assis Brasil e é ambientado no Brasil em 1752. Um médico vem em um navio cheio de pestes e doenças. Eles chegam no sul do país onde há vários conflitos de demarcações de terras entre portugueses e espanhóis. gostei muito de como mostra esse período conturbado, entre cidades mal organizadas, com regras confusas. Os homens vinham de Portugal com promessas de terras, mas era um período que tudo era confuso. Eu estudei que era muito difícil saber as delimitações de terras e que haviam muitos conflitos, o filme mostra bastante isso.

O médico conhece e se apaixona por Maria, mulher de um oficial. Ele é interpretado pelo Edson Celulari e ela pela Daniela Escobar. Ainda estão no elenco Nicola Siri como um demarcador de terras, Marcos Paulo como o comandante do navio e vários outros atores. Há no elenco atores brasileiros e portugueses. Estranhei o autor utilizar uma linguagem mais atual para os personagens. Mais por uma questão de estilo. Eu amei Desmundo que usava um português arcaico, mas realmente o filme fica mais difícil de acompanhar e se faz necessário legendas.
De várias cenas gosto em especial de uma da Daniela Escobar andando sozinha em um campo e há vários cortes, com uma técnica linda e bem feita, surpreendente. Se puderem assistir o vídeo vão ver a beleza de produção artística do filme.
O Ney Matogrosso cuida da trilha sonora que é muito bonita, com Duca Leindecker. O Ney Matogrosso faz uma participação especial que eu achei um pouco esquisita.
Diário de Um Novo Mundo ganhou 2 Kikitos de Ouro no Festival de Gramado, Melhor Filme - Júri Popular e Melhor Roteiro.

Música do post: VIAJANTE - NEY MATOGROSSO (Essa não é a música do filme)


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Youtube: Diário de um Novo Mundo





Beijos,

Pedrita