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sábado, 23 de maio de 2026

O Homem das Castanhas: Hide and Seek - 2ª Temporada

Assisti a 2ª Temporada de O Homem das Castanhas: Hide and Seek (2026) na Netflix. Eu adoraria participar das produções e saber detalhes, mas como não é possível, resta especular. Eu acho que nunca pensaram em uma segunda temporada dessa série, já que o nome era do serial killer, um homem das castanhas, ele deixava sempre uma castanha no assassinado. A primeira foi um sucesso estrondoso e criaram uma segunda, talvez até por pressão da própria Netflix. A série continua chamando Homem das Castanhas e eu pensava como iam solucionar isso. Eles colocaram : e completaram com a marca do serial killer dessa, Hide and Seek. O serial killer atual utiliza versos de esconde esconde ou pique esconde. Inclusive eu acho que deram um jeito de inviabilizar uma nova continuação. Curiosa pra saber quem primeiro não queria continuar, mas pelo formato acho que todos estavam de acordo.

O protagonista de Mikkel Boe Folsgaard volta a cidade. Seu irmão está em coma. Eu gosto dessa série dinamarquesa porque tenho muita identificação em comportamentos repletos de silêncios. Sou muito, mas muito reservada e na série muitos personagens são assim. Diferente dessa exposição onde a pessoa coloca na rede tudo o que é íntimo. Uma pessoa morre e é encontrada em um ninho, e chamam o policial afastado pra ajudar nas investigações.
Na primeira ele teve um breve relacionamento com a outra policial da dupla. Danica Curcic é maravilhosa. Ele não conta nem pra ela porque voltou a cidade. Há uma tensão entre eles, um desejo, mas ficam muito silenciosos. Essa temporada é triste demais, confesso que não estava preparada.
Em paralelo há uma mãe, Sofie Grabol, que não consegue encerrar o luto da perda de sua filha. Ela quer que o assassino seja preso, mas ninguém sabe quem é. Horrível como a família a trata. Os filhos ingratos que não são mais tão crianças pra cobrar tanto a mãe e condenar ela ainda estar muito triste e viver do passado. Se fossem pequenos ela teria que ajudar mais e dar amor, mas eles sendo maiores deveriam entender. O marido se separou e constituiu nova família. O filho ingrato vai viver com eles. E a mãe não está parada, ela vai em um grupo de ajuda, está tentando retomar a vida, é nítido o esforço. Vai conversar com o filho na casa do pai, na escola. Ela não desiste, só não está dando conta de tudo e dos seus sentimentos. Eu fiquei com muita raiva da família dela. Logo no começo eu já adivinhei quem era o assassino. Um pouco porque tenho prática nesses roteiros, mas também a série facilitou muito. Tem pouco personagem que poderia ser suspeito. Gostei que fala muito sobre justiça com as próprias mãos, tão estimulado hoje em dia.
A filha da policial, Ella Josephine Lund Nilsson, é adolescente agora. Ela se aproxima do ex da mãe. A mãe conta que a filha sofreu muito com a separação deles. Ela tem um grande entendimento com o ex da mãe. O final me emocionou muito.


Beijos,
Pedrita

sábado, 31 de janeiro de 2026

O Homem das Castanhas - 1ª Temporada

Assisti a Primeira Temporada de O Homem das Castanhas (2021) na Netflix. Queria muito ver essa série tanto que falavam. É uma boa e convencional série sobre serial killer. Decidiram que terá segunda temporada. O Homem das Castanhas é o serial killer, a próxima será outro crime, vai ser estranho se mantiverem o mesmo nome. A série é baseada no livro homônimo de Soren Sveistrup.

Uma mulher é morta com requintes de crueldade. Junto a ela uma castanha como boneco e com as digitais de uma menina desaparecida há um ano. A castanha foi comprada na feira antes da menina desaparecer? Ou a menina estaria viva? Homens de castanhas são uma tradição. As crianças brincam muito de fazer bonecos de castanhas. Há até uma música.

Uma policial pediu transferência de departamento, mas com esse caso pedem que ela espere. Danica Curcic está muito bem. Vem um investigador de outra cidade fazer dupla com ela, eles não se entendem muito bem. Mikel Folsgaard também está ótimo. A série é cheia de clichês, esse é um, parceiros de trabalho que não se entendem. Tem uma sucessão de clichês, no final então eles explodem. A policial tem uma filha, não sei se foi problema da tradução, mas a filha ficava muito com o avô porque ela trabalhava muito, por isso queria mudar de departamento. Em um momento a tradução diz que ele não é de fato avô da menina. Achei esquisito a mãe deixar a menina com uma pessoa que não era o avô da menina.
A mãe da menina desaparecida acaba de reassumir seu cargo de ministra. Tinha se afastado desde o desaparecimento da filha há um ano. Ela é a bela e talentosa Iben Dormen. Outro clichê é todos parecerem suspeitos. Bem mal feito o atordoamento do marido.

Todos acabam se separando ao final e vão todos meio que sozinhos para uma fazenda isolada. Então sem um proteger o outro todos vão se dando mal. É bem forçado. O incêndio então dá vergonha. O serial killer coloca combustível na cara do policial que mesmo o ambiente pegando fogo ele não colapsa junto e ainda tem tempo de serrar grades, ajudar a ministra. Outro clichê é deixar tudo para o final, naquele corre corre de temos que nos salvar e salvar os outros. Todos são péssimos nessa empreitada, muito incompetentes. E um show de furos.
Beijos,
Pedrita

sábado, 10 de maio de 2025

Loving Adults

Assisti Loving Adults (2022) de Barbara Topsoe-Rothenborg na Netflix. Foi o primeiro filme dinamarquês feito exclusivamente pra esse streaming, começo ruim porque o filme é bem mais ou menos. É um filme policial forçado, cheio de furos e com atuações canastronas. Eu já tinha abandonado outra vez, resolvi insistir. Dá pra ver sem grandes expectativas.

A esposa era violinista e abandonou a carreira para cuidar do filho doente. São escolhas que nem sempre há como se evitar. Acho que dificilmente uma mulher agiria diferente. O filho agora é saudável, está prestes a se formar, missão cumprida. O casal está bem de vida e ele está com uma amante mais jovem. Enfim, a conta chegou. Tudo aquilo que foi escolhido a dois, decidido pelos dois, vem em peso só para um. Ela é Sonja Richter, ele é Dar Salim. O filme é cheio de reviravoltas, a polícia é incompetente.
A escolha em como contar a história não poderia ser pior. O policial, aquele incompetente, conta para a filha e narra pra nós a história. Ao final descobrimos que a filha vai se casar logo após a história e o pai quis contar para a filha pra ela não acreditar no amor. Isso mesmo, antes dela entrar na igreja. Mais tóxico impossível.

Beijos,
Pedrita

domingo, 2 de março de 2025

Triângulo da Tristeza

Assisti Triângulo da Tristeza (2022) de Ruben Östlund no Max. Achei que esse filme era sobre cruzeiros, tem uma viagem em um grande iate, mas é sobre luta social. Ácido, com um humor desconcertante, o filme causa muito desconforto. O incômodo e as reflexões beiram a genialidade. O filme ganhou Palma de Ouro e é o mesmo diretor de outro filme desconcertante, The Square.

Começa com um casal muito, mas muito chato. Eles são modelos e ela ainda é influencer. Ela leva ele em um restaurante caríssimo e se faz de distraída quando a conta chega. São 20 minutos chatos dos dois discutindo sobre pagar a conta, quem ganha mais. Infantis para todo o sempre. Os dois são lindos Charlbi Dean e Harris Dickinson. Foi o último filme dessa atriz que morreu logo depois aos 32 anos. Ela não chegou a ver o lançamento do filme.

O filme segue para o cruzeiro. É um iate, grande, pra milionários. O casal conta que foi convidado, que é permuta porque ela é influencer. Em geral, lugares convidam gente jovem e bonita para colorir. Boa parte dos milionários são mais velhos, então é bom ter jovens no local. Os ricos são insuportáveis, os textos são desconfortáveis. O comandante (Woody Harrelson) não sai do quarto. Uma hóspede quer que todos os trabalhadores usem a piscina e caiam no tobogã. É uma fila de funcionários caindo no tobogã. É tudo muito irônico. Alguns outros do elenco são Vicki Berlin, Zlatko Burik, Jean-Christophe Folly, Sunnyi Mellis, Carolina Gynning e Iris Berben.
O iate é atacado e eles vão parar em uma ilha. É quando as relações se invertem. A funcionária invisível (Dolly de Leon) é a única que sabe pescar, fazer fogueira, então ela se determina comandante. O filme é muito inteligente. Mas não é um filme fácil de assistir. O final fica em aberto. Muito inteligente o final!

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Você vê a lua, Daniel

Assisti Você vê a lua, Daniel (2019) de Niels Arden Oplev e Anders W. Berthelsen no TelecinePlay. O filme conta a história do jornalista e fotógrafo Daniel Rye, sequestrado na Síria. O filme é baseado no livro de outra jornalista Puk Damsgaard. No Brasil resolveram tirar toda a poesia do nome e colocar o título O Sequestro de Daniel Rye.

Daniel Rye era um atleta. Por um acidente, ele resolve ser assistente de um fotógrafo. Ele se muda da cidade de interior que vivia para a capital da Dinamarca, Copenhag com a namorada. Viaja como assistente de fotografia para a Somália e descobre sua vocação. Ele passa a fotografar a vida das pessoas, o cotidiano, em meio a conflitos e guerras. Organiza uma viagem para a Síria. Lá terá uma síria que vai mediar as conversas, um motorista e um segurança. Em uma cidade é sequestrado. Vários jornalistas também são sequestrados nesse período. E passam a ser negociados por muito dinheiro. A Dinamarca não negocia com terroristas, então a família passa a tentar legalmente levantar os milhões que eles pedem. Os jornalistas são torturados o tempo todo. Demorei pra ver o filme porque é sofrimento demais. Esben Smed está impressionante, esse ator é incrível, já vi filmes excelentes com ele.
As famílias de poucos sequestrados conseguem o dinheiro. A maioria dos sequestrados é assassinada.

Vocês devem lembrar das cenas horrendas das decapitações filmadas com jornalistas vestidos de laranja. Há mapas de países mais violentos para jornalistas. Atualmente o de maior número de presos e assassinados é a China. Quando há guerras como agora, os países em guerra são os mais violentos com jornalistas. A Rússia é a segunda com maior número de jornalistas presos e assassinados atualmente. O México foi um dos que mais matou nos últimos anos. E apesar do Brasil não ter guerra, está entre os países mais violentos com jornalistas e que mais matam esses profissionais. Há vários mapas, gráficos, matérias, com nomes de jornalistas mortos.
Hoje Daniel Rye tem 35 anos e é jornalista e fotógrafo.



Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

O Retorno de Mary Poppins

Assisti O Retorno de Mary Poppins (2018) de Rob Marshal na Disney. Eu amo a versão anterior, tinha vontade de ver essa. Gostei muito! Tem vários momentos mágicos exatamente como a anterior que quero rever porque faz muito tempo. Li que quiseram homenagear o filme anterior. Mas eu achei longo demais e bem chato em vários momentos. É lindo! Encantador! Mas tem um problema sério em não ter sido cortado em edição.

Dessa vez Mary Poppins vai ser babá dos filhos da antiga criança. Os irmãos adultos foram no passado cuidados pela Mary Poppins. E agora ela vai cuidar dos filhos de um deles. O pai ficou viúvo, está completamente perdido na casa, e ela reaparece voando do céu. Ele é o ótimo Ben Wishaw que está um pouco caricato demais. A irmã é Emily Mortimer. O garoto menor é a cara do Ben, Joel Dawson, fui até olhar se era filho mesmo. As duas outras crianças são Nathanael Saleh e Pixie Davies. A empregada é Julie Walters, achei meio etarista a atrapalhação dela e todos rindo. Ela devia estar aposentada e sendo cuidada, jamais ridicularizada.
Mary Poppins é a maravilhosa Emily Blunt. Ela está incrível. Li que no primeiro filme a Disney não queria que misturassem animação e atores, e que aceitaram pela insistência. O filme ganhou inúmeros prêmios e foi muito elogiado exatamente por essa união que deve ter sido bem difícil na época. São lindas as cenas mágicas com desenhos, efeitos, um verdadeiro sonho. Coloridas, felizes, são os melhores momentos do filme. Dessa vez é um acendedor de lampiões, da outra era um limpador de chaminés. Quem interpreta é o Lin-Manuel Miranda, que falam ser um grande ator de musicais. Não me identifiquei em nada, principalmente com a foz anasalada. Pior ainda insinuarem um romance dele com a personagem da Emily. Ideia pavorosa.
Depois do colorido maravilhoso, o filme fica profundamente escuro e chato. As cenas deles tentando parar o Big Ben pelo lado de fora, cenas que se arrastavam insuportavelmente. Chatas e desnecessárias porque na hora que eles não conseguem Mary Poppins voa e atrasa em um segundo. Por que não fez isso antes? São muito chatos também os personagens do Colin Firth e Meryl Streep. Não gostei nada do navegador no telhado e seu parceiro, totalmente sem função. Nem o dono do banco, Dick Van Dick, que aparece do nada também. Tudo muito chato. Acho que quiseram homenagear grandes atores, ou aumentarem o interesse colocando grandes atores no modo forçado. O filme tem mais de duas horas desnecessárias. 

Podiam ter investido em mais cenas coloridas.

Beijos,
Pedrita

sábado, 6 de abril de 2024

Limite

Assisti Limite (2018) de Ali Abbasi no Darkflix. A Claro TV incorporou nos seus streamings esse canal que tem algumas degustações. O filme é baseado no ensaio do sueco John Ajvide Lindqvist. Não sei nem o que dizer sobre esse filme. É estranho! Desconfortável! O diretor é iraniano-dinamarquês.

Eva Melander está completamente transformada para viver Tina, uma policial com habilidades especiais. Ela acaba conhecendo um homem semelhante a ela. Tina se orgulha de suas habilidades e trabalho, ela consegue pelo cheiro sentir sentimentos como medo, vergonha, desejo, sexo, com isso ela consegue descobrir criminosos. Vore (Eero Milonoff), o semelhante a ela, a confunde. É um filme muito diferente. O lugar onde ela tem uma casa é lindíssimo, no meio de uma mata, com um lago, belíssimo!
Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres

Assisti Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2009) de Niels Arden Oplev no Film&Arts. Eu tinha visto o americano desse filme que comentei aqui. O 007 comentou que tinha o sueco e que eram três episódios. O primeiro tem 2h45 e é baseado no livro série Millennium de Sieg Larsson, jornalista e escritor sueco.

Nesse os protagonistas são Noomi Rapace e Michael Nyqvist. Eles são excelentes! A base é um filme clássico de serial killer, mas Millennium fala muito de supremacia da raça, nazistas, violência contra a mulher, poder. Os dois filmes são violentos, mas essa versão é bem mais explícita. 
O jornalista é procurado pra investigar a morte de uma jovem. E a outra jovem acaba ajudando e ela passa a trabalhar pra ele. Incrível o preconceito da família com a jovem por ser diferente. É uma família cheia de segredos, silêncios, são bem hostis.


Beijos,
Pedrita

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Culpa

Assisti Culpa (2018) de Gustav Möller no TelecinePlay. Logo que começou achei que já tinha visto. No blog não tinha, fui pesquisar e tem um americano baseado nesse com Jake Gyllenhaal. Eu acho que não terminei de ver porque não lembro os desfechos.

Esse é dinamarquês, com o maravilhoso Jakob Cedergren. É um filme muito, mas muito profundo sobre saúde mental. Ele está na função de atender as solicitações policiais. De repente uma mulher avisa que foi sequestrada, mas ela finge que está falando com a filha dela. Ele vai tentando ajudar. Interessante a tecnologia, a pessoa liga e ele já sabe quem é, descobre onde está, tem os dados, nome, endereço, telefone. A gente liga, passa tudo sei lá quantas vezes os dados, não fazem a mínima ideia onde estamos. Perdem tempo enorme fazendo perguntas que já podiam aparecer na tela.

A estrutura do filme é incrível. É toda ele ao telefone. No começo ainda mostra um pouco os colegas, alguns interagem com ele, mas no geral é ele ao telefone falando com as centrais para solicitar o socorro, ao celular com o antigo parceiro e amigo, com a sequestrada e com a família dela. É incrível porque só ouvimos as vozes, é só ele em cena. E não queremos largar. Fiquei em choque com os desdobramentos, por isso acho que não terminei o outro. Não lembrava de nada. Aos poucos ficamos sabendo a história dele. Ele responde um processo por ter matado uma pessoa enquanto trabalhava, ele alega legítima defesa. Interessante que claramente ele está com dificuldade de lidar com o chamado, mas não há psicólogos na polícia, pessoas especializadas em sequestro. Esse abandono deixa as pessoas muito vulneráveis em situações limite. Quando falamos que cuidadores precisam de apoio, policiais também, porque é difícil manter o raciocínio frente a tanta violência.
Beijos,
Pedrita