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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Vale do Amor

Assisti Vale do Amor (2015) de Guillaume Nicloux no TelecinePlay. Tem tempo que vejo esse filme no Telecine. É um filme estranho. Isabelle Huppert e Geràrd Depardieu estão majestosos! 

Um filho reúne os seus pais em uma missão. O filho se matou, mas antes deixou cartas para os pais. Bem macabro! Ele pede que os pais sigam para o Vale da Morte na Califórnia e façam cinco passeios turísticos pra que ele apareça em algum momento. Eles ficam em um hotel bem pavoroso, só a piscina parece aliviar o horror de tudo. Eles passam um calor infernal. Nunca passei tanto calor vendo um filme.  Não só precisam ir aos passeios, como tem que ficar um tempo longo predeterminado na carta.

Eles parecem merecer esse castigo. A mãe largou o filho com 5 anos, o pai enfiou-o em um internato. No futuro, o filho se afastou de vez. Os pais refizeram suas vidas e tiveram outros filhos. Raramente falavam com esse filho. A mãe o visitou umas duas vezes. A mãe mora em Paris. O pai vive nos Estados Unidos, então viu o filho um pouco mais e falava um pouco mais com ele. Mas os dois mal sabem o que contar do filho, porque mal sabem o que o filho era, o que gostava ou fazia.


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Viktor

Assisti Viktor (2014) de Philippe Martinez no TelecinePlay. Eu vi o pôster, achei bonito e quis ver. É com o Gérard Depardieu. É um filme de aventura com muita morte. Começa com o personagem do Depardieu chegando em Moscou, que locações maravilhosas! Uma policial o encontra, fala que está atrás de um quadro, se ele quiser ajudar, mas ele diz que só veio buscar as coisas do seu filho que morreu na casa da namorada. E também ficamos sabendo que ele saiu agora da prisão.

Logo ficamos sabendo que não é bem isso. Ele veio se vingar de quem matou o seu filho. A invencibilidade dele cansa um pouco, mas gostei, é um bom filme de ação. Lindas as mulheres do filme. Uma é interpretada por Elizabeth Hurley. Alguns outros do elenco são Marcello Mazzarella, Eli Danker e Denis Karasov.

Beijos,
Pedrita

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Jean de Florette

Assisti em DVD Jean de Florette (1986) de Claude Berri. O filme é baseado no livro de Marcel Pagnol, autor que agora quero ler. Impressionantemente atual. Daniel Auteuil está irreconhecível tanto visualmente como na interpretação. Ele mora nas terras de um tio que não tem herdeiros. Ele volta da guerra e resolve cultivar cravos, pra isso precisa de muita água. É um lugar que raramente chove, faz um ano que não chove, mas há uma mina d´água no terreno vizinho e eles desejam comprar as terras ao lado. O tio é interpretado por Yves Montand e é o grande mentor do sobrinho.

Insuportáveis as armadilhas politicamente incorretas que os dois fazem para conseguir as terras. Primeiro em uma briga com o louco proprietário, o matam, depois começam a enganar o herdeiro que vem com a família. O herdeiro é interpretado por Gérard Depardieu e sua esposa, por sua esposa na vida real, Élisabeth Depardieu. Manon por Ernestine Mazurowa, a menina nunca mais atuou em filmes. Foram filmados ao mesmo tempo esse filme e a continuação, Manon que agora quero achar para ver. Daniel Auteuil ganhou Cézar por sua interpretação.

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Homem que Ri

Assisti O Homem que Ri (2012) de Jean-Pierre Améris no Max. Vi o horário e o nome do filme pelo controle remoto, fui olhar elenco e sinopse, resolvi ver. É baseada na obra homônima de Victor Hugo e traz um elenco incrível Gérard Depardieu e Emmanuelle Seigner. Estão excelentes os protagonistas interpretados por Marc André Grondin e Christa Théret.

Vou falar detalhes do filme: É um drama romântico onde a bela jovem é intacta.Onde o amor romântico não pode se consumar antes da morte. Essa obra também é muito politica. Quero muito ler essa obra do Victor Hugo. O filme é muito bem realizado, belíssima reconstituição de época. 

Esse texto é da época onde as crianças eram muito maltratadas. O menino tem o rosto cortado com um sorriso medonho. Abandonado na chuva, e a cena do abandono é desesperadora. Na neve, morrendo de frio, encontra uma mulher congelada com uma criança viva em sofrimento. Ele carrega a menina, mas ninguém da cidade os socorre. Um homem pobre é que os salva e critica a falsa caridade cristã. As crianças são lindas interpretadas por Romain Morelli e Fanie Zanini.
Beijos,
Pedrita

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O Último Metrô

Assisti O Último Metrô (1981) de François Truffaut no Telecine Cult. Catherine Deneuve e Gerárd Depardieu, belíssimos, protagonizam esse filme ambientado na França, na Segunda Guerra Mundial. A personagem da Catherine Deneuve é dona de um teatro, seu marido e diretor desapareceu, ele é judeu, ela precisa continuar a movimentar o teatro e monta a peça que teria a direção do marido e as orientações dele no roteiro são respeitadas. A Alemanha invadiu a França e ela precisa de apoio de profissionais ligados ao nazismo para que a censura libere o texto. O Último Metrô mostra muitos detalhes da montagem de uma peça.

O último metrô era o último trem que circulava antes de fechar para servir de abrigo dos bombardeiros. O roteiro é denso, complexo, amplo. Ainda no elenco: Jean Poiret, Andréa Ferréol, Paulette Dubost, Jean-Louis Richard e René Dupré. O Último Metrô ganhou vários prêmios como César de Melhor Filme, Melhor Ator para Gerárd Depardieu, Melhor Atriz para Catherine Deneuve.

Beijos,
Pedrita

domingo, 20 de janeiro de 2013

Potiche

Assisti Potiche (2010) de François Ozon no Max. A Adriana Balreira que me falou desse filme, primeiro nos comentários, depois no blog dela. Eu adoro François Ozon, mas só descobri que esse filme é dirigido por ele um pouco antes em um comercial do Max, que fala de outros filmes desse diretor que estão na programação e quero ver. Potiche é um filme muito inteligente, como são os filmes de François Ozon, é feminista e político. E também fala muito de hipocrisia.

Catherine Deneuve é uma rica esposa em 1977, parece que nada vê. Seu marido, um homem intransigente e destemperado cuida da fábrica que foi do pai da esposa. Ele destrata a esposa como se fosse superior, mas ele só é diretor da empresa porque se casou com ela. A filha a acusa de ser um efeite de decoração. Em uma dessas crises do marido em uma greve, ele vai fazer exames e ela assume a fábrica do pai. Vamos vendo então que essa mulher não era a boba que todos pensavam. Outra questão que gostei muito é que ela não é tão perfeita como todos achavam. Ela também tinha os seus pecadilhos. Outro fator interessante em Potiche é que ela é julgada pelo ex-amante de forma machista também.

Catherine Deneuve está incrível. Todos estão ótimos, como o excelente Gerárd Depardieu. O marido estressado é interpretado por Fabrice Luchini. Os filhos por Judith Godrèche e Jerémi Renier. A secretária por Karin Viard. Adorei!
Beijos,.
Pedrita

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Quando Eu Estou Amando

Assisti Quando Eu Estou Amando (2006) de Xavier Giannoli no Max. Eu fiquei bastante impactada com esse filme. É sobre um cantor decadente, um "velho cafona" como ele mesmo se intitula que canta em bares para terceira idade. Raramente há jovens no salão, até que ele conhece a bela Marion. Eles tem uma noite de amor, mas ela depois se arrepende. Mesmo assim eles começam a se aproximar e ter uma amizade.

Os dois tiveram perdas amorosas, mas não sabemos muitos detalhes. Quando Eu Estou Amando fala de decadência e da solidão dos dias de hoje. Em bailes todos dançam e conversam, mas em suas casas todos são solitários. Não sei se todos tem a mesma sensação que eu, mas eu achei o filme melancólico e triste. Achei muito triste ver esses cantores que foram jovens e atraentes na juventude, ainda atraírem pessoas, em menor número e mais velhas que eles. O casal é interpretado brilhantemente por Gerárd Depardieu e Cécílle de France. Alguns outros do elenco são: Mathieu Amalric e Christine Citti.  A trilha sonora é toda de canções românticas e melosas.

Beijos,
Pedrita

sábado, 8 de outubro de 2011

Bellamy

Assisti Bellamy (2009) de Claude Chabrol no Max. Eu achei que já tinha visto esse filme e quando fui pesquisar no meu blog descobri que não. Acho que eu devo ter me programado pra ver alguma vez mas não consegui. Eu adoro esse diretor e Bellamy é bem triste, incomoda. Eu adoro o Gerárd Depardieu que interpreta o Bellamy. Ele é um inspetor que está confortavelmente de férias com a mulher em uma casa que ela viveu a sua infância. Eles são um casal carinhoso, ardoroso,  namoram bastante.Um homem está sempre rondando a casa, mas nunca tem coragem de falar com eles. As cenas são engraçadas. Ele acaba criando coragem, Bellamy fica curioso e começa a investigar.

Surge então o irmão de Bellamy, outra pessoa para tumultuar a vida desse casal. O desconforto só aumenta. A mulher do Bellamy é interpretada por Marie Bunel. Outros do elenco são Jacques Gamblin, Vahina Giocante e Clovis Cornillac.

Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Uma Simples Formalidade

Assisti Uma Simples Formalidade (1994) de Giuseppe Tornatore no Telecine Cult. Vi esse filme por um acaso, o nome não atrai e como há vários filmes com nomes parecidos e não são bons, quase nem olhei os detalhes. Como é o horário que gosto de ver filmes, fui nas informações no site do Telecine e levei um susto, no elenco estão Gerárd Depardieu e Roman Polanski, não tinha como não assistir. É simplesmente maravilhoso! Não sou tão fã assim desse diretor, mas esse filme é incrível! Logo no início há uma tomada de cena espantosa. Em uma floresta escura, ouvimos um tiro. Depois correndo, como se fôssemos nós que estivéssemos correndo, vamos correndo pela floresta. Acompanhamos a tomada de fôlego, a câmera sobe e desce e quase ficamos tontos, absolutamente genial!

Depois descobrimos que é o personagem do Depardieu que estava caminhando pela floresta. Ele é interceptado em uma estrada por policiais, chove muito, é muito frio e levado para depoimento. Passa o filme então nesses depoimentos com trechos literários, fantástico! Junta-se a dupla o excelente Sergio Rubini. Alguns outros do elenco são: Nicola Di Pinto,  Tano Cimarosa,  Paolo Lombardi, Maria Rosa Spagnolo. A trilha sonora é do maravilhoso Ennio Morricone.  É um filme cheio de suspense e  agoniante.


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Piaf

Assisti Piaf (2007) de Olivier Dahan no Cinemax. Mais um daqueles filmes que não consegui ver no cinema. Sempre os filmes mais interessantes estreiam quando não tenho tempo de ir ao cinema. É muito bom! Gostei muito! Claro, muito do que se conta sobre a Edith Piaf pode ser lenda, já que personalidades famosas, com histórias obscuras, acabam virando mitos e muitas de suas histórias são exageradas ou totalmente inventadas. A infância e a adolescência de Edith Piaf foi muito conturbada. Talvez por isso Edith Piaf tenha se tornado alcóolatra tão cedo. Primeiro ela vivia com a mãe que era cantora, sua mãe deixou a menina com a avó. O pai, soldado da guerra, vem buscar a menina e deixa-a com a mãe dele que é dona de um bordel.

Quando ele volta pra buscá-la, ela vive com ele no circo, depois nas ruas, onde ele fazia números e ela pegava o dinheiro que jogavam. Nesse período que começou a cantar e ganhar dinheiro nas ruas. Na adolescência ela passa a viver nas ruas com uma amiga quando um dono de um bar um pouco melhor a contrata. A vida dela começa a melhorar. Ela não aprendeu a dar e receber afeto, tinha dificuldade de lidar com os sentimentos porque não aprendeu o que fazer com eles. Deve ser por isso que continuou a ter uma vida tempestuosa e com muitos excessos. Edith Piaf viveu entre 1915 e 1963, período que se aceitava na classe teatral os comportamentos intempestivos, que era aceito a bebia e as drogas. Que ainda não se viam as drogas e a bebida como causadores de doenças e sim como algo que alguém consegue parar, basta querer. Esses excessos, essa vida irregular, encurtaram muito a vida dessa grande cantora.
Marion Cottilard simplesmente arrasa na interpretação de Edith Piaf, mereceu todos os prêmios. Gostei muito das atrizes que interpretam Piaf mais jovem: Manon Chevallier (Piaf com 5 anos) e Pauline Burlet (Piaf com 10 anos.. A maquiagem também é excelente!
No elenco ainda estão: Gérard Depardieu, Sylvie Testud, Pascal Greggory, Emmanuelle Seigner e Charles Aznavour.
Piaf ganhou vários prêmios: 2 Oscars de Melhor Atriz (Marion Cotillard) e Melhor Maquiagem. Globo de Ouro de Melhor Atriz - Comédia/Musical (Marion Cotillard) e 4 BAFTA de Melhor Atriz (Marion Cotillard), Melhor Trilha Sonora, Melhor Maquiagem e Melhor Figurino.

Música do post: Edith Piaf - La Foule

Youtube: Edith Piaf - Non, je ne regrette rien (1961)




e

Beijos,

Pedrita