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abril 19, 2021

***** HOLLYWOOD FASHION: VESTINDO ESTRELAS

marilyn monroe veste travilla em “os homens preferem as louras”


 

dedicado ao amigo Ney Galvão 
(1952 - 1991, Itabuna / Bahia)


A sétima arte exerce um fascínio no imaginário do público. Os figurinos dos seus filmes são copiados e servem de inspiração para o mundo da moda. Eles enriquecem a trama, ajudam na composição dos personagens, definem a época que a história se passa e ajudam na identificação com o enredo. Desde o princípio do cinema, a moda foi uma aliada, estabelecendo uma lucrativa relação, em que figurinos dão vida às produções cinematográficas, a qual influenciam o público, estimulando o consumo. Os looks memoráveis das estrelas de cinema ditaram a moda durante décadas, fortalecendo a indústria do ramo. Esse vestuário glamoroso, assinado por habilidosos profissionais, causava um impacto surpreendente. Apesar da evidência de que nem todos os modelos serviam para ser utilizados fora das telas, o mercado sucumbiu ao figurino cinematográfico de forma desenfreada. No cinema mudo já estava claro que o vestuário era importante na popularidade dos filmes e poderia ser comercializado.
 
robert kalloch e norma shearer
Nos anos 30, figurinos marcantes assinados por talentosos estilistas eram objetos de desejo de milhares de mulheres, despertando identificação imediata. Enlouquecidas pelos looks das estrelas, elas iam assistir aos filmes munidas de lápis e papel para desenhar as roupas de Greta Garbo, Joan Crawford ou Marlene Dietrich. A seguir, rapidamente, acionavam costureiras e ateliês para copiá-las. Desde então, o cinema lança peças que fazem pessoas comuns se sentirem especiais. 
 
Na Era de Ouro de Hollywood, cada estúdio tinha seus próprios costureiros. Entre eles, WALTER PLUNKETT na RKO Radio Pictures, ADRIAN na Metro-Goldwyn-Mayer, TRAVIS BANTON na Paramount e ORRY-KELLY na Warner Bros. Usava-se materiais luxuosos (lantejoulas, peles, musselines etc.), valorizando a anatomia das estrelas, desde decotes cavados a transparências. Em 1948, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, criou a categoria de Melhor Figurino. A premiação valorizou um ofício que representa estética e beleza. Os figurinistas sempre foram mestres na arte de camuflar imperfeições ou realçar atributos. Responsável pelo charme extravagante e misterioso da diva Marlene Dietrich, TRAVIS BANTON surpreendeu ao vesti-la com um conjunto de casaco - com ombros largos e ombreiras - e calça, num misto masculino-feminino, em um período de reinado absoluto dos vestidos. Para sua obra mais conhecida, “...E o Vento Levou”, WALTER PLUNKETT viajou um ano pelo sul dos Estados Unidos colhendo informações e visitando lojas, brechós e bazares.
 
bette davis e orry-kelly
Quem não se lembra da calça jeans surrada e da jaqueta vermelha de James Dean em “Juventude Transviada / Rebel Without a Cause” (1955)? Conquistou muitos jovens e até hoje simboliza rebeldia e liberdade. E o vestido branco decotado de Marilyn Monroe em “O Pecado Mora ao Lado / The Seven Year Itch”? Tornou-se um ícone do cinema. Eternizado na cena em que é levantado pela corrente de ar do metrô, foi leiloado em 2011 por US$ 5,6 milhões. Confeccionada em chiffon, WILLIAM TRAVILLA é apontado como o responsável pela criação, mas o livro “Hollywood Costume: Glamour! Glitter! Romance!” diz que ele comprou o vestido pronto. Uma das mais emblemáticas figurinistas da Meca do cinema, EDITH HEAD, teve 35 indicações ao Oscar e ganhou 8 estatuetas de Melhor Figurino. Ela inventou os sarongues de Dorothy Lamour em “A Princesa da Selva / The Jungle Princess”, de 1936. Também criou o inesquecível vestido tomara que caia usado por Elisabeth Taylor em “Um Lugar ao Sol” e copiado em todo o mundo.

Em 1931, o modelo de ADRIAN, de ombros fartos e cintura estreita, feito de organza e em cor branca, para a Joan Crawford de “Redimida / Possessed” (1931), vendeu mais de 50 mil réplicas na Macy’s. Desenhado por JEAN LOUIS, o sensual longo de cetim negro de Rita Hayworth em “Gilda” (1946) também foi um sucesso. Nos anos seguintes, o visual sofisticado de Grace Kelly marcou a moda. A elegância da futura princesa, com saias amplas, cintura marcada, colar de pérolas e bolsa Hermés, enfeitiçou o público. Em 1961, o glamour sóbrio de Audrey Hepburn, vestida no tubinho preto básico de HUBERT de GIVENCHY em “Bonequinha de Luxo / Breakfast at Tiffany’s” tornou-se um look famoso.
 
                                                27 FIGURINISTAS do CINEMA

ADRIAN
(1903 – 1959. Naugatuck, Connecticut / EUA)

Número de Filmes: 267
Tempo de Serviço: 1923 a 1952

Cinco filmes:
“Grande Hotel / Grand Hotel” (1932)
“A Viúva Alegre / The Merry Widow” (1934)
“A Dama das Camélias / Camille” (1936)
“Núpcias do Escândalo / The Philadelphia Story” (1940)
“Acordes do Coração / Humoresque” (1946)
 
ANNA HILL JOHNSTONE
(1913 – 1992. Greenville, South Carolina / EUA)

Número de Filmes: 52
Tempo de Serviço: 1955 a 1989

Cinco filmes:
“Vidas Amargas / East of Eden” (1955)
“Clamor do Sexo / Splendor in the Grass” (1961)
“O Poderoso Chefão / The Godfather” (1972)
“O Último Magnata / The Last Tycoon” (1976)
“Na Época do Ragtime / Ragtime” (1981)
 
BILL THOMAS
(1921 – 2000. Chicago, Illinois / EUA)

Número de Filmes: 165
Tempo de Serviço: 1943 a 1985

Cinco filmes:
“Tudo Que o Céu Permite / All That Heaven Allows” (1955)
“Imitação da Vida / Imitation of Life” (1959)
“Spartacus / Idem” (1960)
Oscar de Melhor Figurino
“A Nau dos Insensatos / Ship of Fools” (1965)
“À Procura do Destino / Inside Daisy Clover” (1965)
 
CECIL BEATON
(1904 – 1980. Londres, Inglaterra / Reino Unido)


Número de Filmes: 12
Tempo de Serviço: 1941 a 1964

Cinco filmes:
“Anna Karenina / Idem” (1948)
“Gigi / Idem” (1958) - Oscar de Melhor Figurino
“O Dilema do Médico / The Doctor's Dilemma” (1958)
“Minha Bela Dama / My Fair Lady” (1964) - Oscar de Melhor Figurino
“Num Dia Claro de Verão / On a Clear Day You Can See Forever” (1970)
 
DANILO DONATI
(1926 – 2001. Luzzara, Emilia-Romagna / Itália)

Número de Filmes: 56
Tempo de Serviço: 1958 a 2002

Cinco filmes:
“A Megera Domada / The Taming of the Shrew” (1967)
“Édipo Rei / Edipo Re” (1967)
“Romeu e Julieta / Romeo and Juliet” (1968) – Oscar de Melhor Figurino
“Amarcord / Idem” (1974)
“Casanova de Fellini / Il Casanova di Fellini” (1976) – Oscar de Melhor Figurino
 
DOROTHY JEAKINS
(1914 – 1995. San Diego, Califórnia / EUA)

Número de Filmes: 59
Tempo de Serviço: 1948 a 1987

Cinco filmes:
“Joana D`Arc / Joan of Arc” (1948) – Oscar de Melhor Figurino
“Sansão e Dalila / Samson and Delilah” (1949) – Oscar de Melhor Figurino
“A Noite de Iguana / The Night of the Iguana” (1964) – Oscar de Melhor Figurino
“Nosso Amor de Ontem / The Way We Were” (1973)
“Os Vivos e os Mortos / The Dead” (1987)
 
EDITH HEAD
(1897 – 1981. San Bernardino, Califórnia / EUA)

Número de Filmes: 436
Tempo de Serviço: 1925 a 1982

Cinco filmes:
“A Malvada / All About Eve” (1950) - Oscar de Melhor Figurino
“Um Lugar ao Sol / A Place in the Sun” (1951) - Oscar de Melhor Figurino
“A Princesa e o Plebeu / Roman Holiday” (1953) - Oscar de Melhor Figurino
“Sabrina / Idem” (1954) - Oscar de Melhor Figurino
“Ladrão de Casaca / To Catch a Thief” (1955)
 
ELIZABETH HAFFENDEN
(1906 – 1976. Croydon, Surrey, Inglaterra / Reino Unido)

Número de Filmes: 59
Tempo de Serviço: 1934 a 1975

Cinco filmes:
“Mulher Diabólica / The Wicked Lady” (1945)
“O Belo Brummell / Beau Brummell” (1954)
“A Encruzilhada dos Destinos / Bhowani Junction” (1956)
“Ben-Hur / Idem” (1959) – Oscar de Melhor Figurino
“O Homem Que Não Vendeu Sua Alma / A Man for All Seasons” (1966) 
– Oscar de Melhor Figurino
 
GEORGES ANNENKOV
(1889 – 1974. Petropavlovsk, Akmolinsk Oblast / Russian Empire)

Número de Filmes: 45
Tempo de Serviço: 1926  1965

Cinco filmes:
“A Duquesa de Langeais / La Duchesse de Langeais” (1942)
“Conflitos de Amor / La Ronde” (1950)
“O Prazer / Le Plaisir” (1952)
“Desejos Proibidos / Madame de...” (1953)
“Lola Montès / Idem” (1955)
 
HELEN ROSE
(1904 – 1985. Chicago, Illinois / EUA)

Número de Filmes: 119
Tempo de Serviço: 1943 a 1968

Cinco filmes:
“Assim Estava Escrito / The Bad and the Beautiful” (1952) - Oscar de Melhor Figurino
“A Última Vez Que Vi Paris / The Last Time I saw Paris” (1954)
“Eu Chorarei Amanhã / I’ll Cry Tomorrow” (1955) - Oscar de Melhor Figurino
“Alta Sociedade / High Society” (1956)
“Gata em Teto de Zinco Quente / Cat on a Hot Tin Roof” (1958)
 
IRENE SHARAFF
(1910 – 1993. Boston, Massachusetts / EUA)

Número de Filmes: 25
Tempo de Serviço: 1944 a 1981

Cinco filmes:
“Sinfonia em Paris / Na American in Paris” (1951) - Oscar de Melhor Figurino
“O Rei e Eu / The King and I” (1956) - Oscar de Melhor Figurino
“Amor, Sublime Amor / West Side Story” (1961) - Oscar de Melhor Figurino
 “Cleópatra / Idem” (1963) - Oscar de Melhor Figurino
“Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? / Who’s Afraid of a Virginia Woolf?” (1966) 
- Oscar de Melhor Figurino
 
MARCEL ESCOFFIER
(1910 – 2001. Monte Carlo / Mônaco)

Número de Filmes: 51
Tempo de Serviço: 1939 a 1979

Cinco filmes:
“A Bela e a Fera / La Belle et la Bête” (1946)
“Entre o Amor e Trono / Ruy Blas” (1948)
“Águia de Duas Cabeças / L'aigle à Deux Têtes” (1948)
“Sedução da Carne / Senso” (1954)
“Lola Montès / Idem” (1955)
 
MARGARET FURSE
(1911 – 1974. Inglaterra / Reino Unido)

Número de Filmes: 32
Tempo de Serviço:1948 a 1975

Cinco filmes:
“Henrique V / Idem” (1944)
“Becket, o Favorito do Rei / Beckett” (1964)
“Leão no Inverno / The Lion in Winter” (1968)
“Ana dos Mil Dias / Anne of the Thousand Days” (1969) – Oscar de Melhor Figurino
“Mary Stuart, Rainha da Escócia / Mary, Queen of Scots” (1971)
 
MARIA de MATTEIS
(1898 – 1988, Florença, Toscana / Itália)
 
Número de Filmes: 90
Tempo de Serviço: 1939 a 1985

Cinco filmes:
“A Carruagem de Ouro / Le Carrosse d'or” (1952)
“Othello / Idem” (1952)
“Terra Cruel / This Angry Age” (1957)
“Tempestade / La Tempesta” (1958)
“Waterloo / Idem” (1970)
 
MILO ANDERSON
(1910 – 1984. Illinois / EUA)

Número de Filmes: 171
Tempo de Serviço: 1932 a 1956

Cinco filmes:
“As Aventuras de Robin Hood / The Adventures of Robin Hood” (1938) 
“Uma Aventura na Martinica / To Have and Have Not” (1944)
“Almas em Suplício / Mildred Pierce” (1945)
“Belinda / Idem” (1948)
“Vontade Indômita / The Fountainhead” (1949)
 
JEAN LOUIS
(1907 – 1997. Paris / França)

Número de Filmes: 175
Tempo de Serviço: 1944 a1974

Cinco filmes:
“Gilda / Idem” (1946)
“A Um Passo da Eternidade / From Here to Eternity” (1953)
“Férias de Amor / Picnic” (1955)
“O Cadilac de Ouro / The Solis Gold Cadillac” (1956) - Oscar de Melhor Figurino
“Imitação da Vida / Imitation of Life” (1959)
 
OMAR KIAM
(1894 – 1954. Monterrey, Nuevo Leon / México)

Número de Filmes: 31
Tempo de Serviço: 1934 a 1939

Cinco filmes:
“Os Miseráveis / Les Misérables” (1935)
“Nasce Uma Estrela / A Star Is Born” (1937)
“Argélia / Algiers” (1938)
“As Aventuras de Marco Polo / The Adventures of Marco Polo” (1938)
“O Morro dos Ventos Uivantes / Wuthering Heights” (1939)
 
ORRY-KELLY
(1897 – 1964. Kiama, New South Wales / Austrália)

Número de Filmes: 298
Tempo de Serviço: 1930 a 1963

Cinco filmes:
“A Estranha Passageira / Now, Voyager” (1942)
“Casablanca / Idem” (1943)
“Sinfonia em Paris / Na American in Paris” (1951) - Oscar de Melhor Figurino
“Les Girls / Idem” (1957) - Oscar de Melhor Figurino
“Quanto Mais Quente Melhor / Some Like It Hot” (1959) - Oscar de Melhor Figurino
 
PHYLLIS DALTON
(1925. Londres, Inglaterra / Reino Unido)

Número de Filmes: 39
Tempo de Serviço: 1951 a 1993

Cinco filmes:
“Lawrence da Arábia / Lawrence of Arabia” (1962)
“Doutor Jivago / Doctor Zhivago” (1965) – Oscar de Melhor Figurino
“Oliver! / Idem” (1968)
“O Assalariado / The Hireling” (1973)
“Henrique V / Henry V” (1989) – Oscar de Melhor Figurino
 
PIERO GHERARDI
(1909 – 1971. Poppi, Toscana / Itália)

Número de Filmes: 43
Tempo de Serviço: 1948 a 1971

Cinco filmes:
“Noites de Cabíria / Le Notti di Cabiria” (1957)
“A Doce Vida / La Doce Vita” (1959) – Oscar de Melhor Figurino
“A Grande Guerra / La Grande Guerra” (1959)
“Fellini Oito e Meio / 8½” (1963) – Oscar de Melhor Figurino
“Julieta dos Espíritos / Giulietta degli Spiriti” (1965)
 
PIERO TOSI
(1927 – 2019. Sesto Fiorentino, Toscana / Itália)

Número de Filmes: 65
Tempo de Serviço: 1951 a 2004

Cinco filmes:
“Sedução da Carne / Senso” (1954)
“O Leopardo / Il Gattopardo” (1963)
“Medéia, a Feiticeira do Amor / Medea” (1969)
“Morte em Veneza / Morte a Venezia” (1971)
“Ludwig, a Paixão de um Rei / Ludwig” (1972)
 
RENÉ HUBERT
(1895 – 1976. Frauenfeld / Suíça)

Número de Filmes: 127
Tempo de Serviço: 1925 a 1964

Cinco filmes:
“As Deliciosas Mentiras de Nina Petrowna / Die Wunderbare Lüge der Nina Petrowna” (1929)
“Lady Hamilton, a Divina Dama / That Hamilton Woman” (1941)
“O Diabo Disse Não / Heaven Can Wait” (1943)
“Entre o Amor e o Pecado / Forever Amber” (1947)
“Anastásia, a Princesa Esquecida / Anastasia” (1956)
 
ROBERT KALLOCH
(1893 – 1947. Nova York / EUA)

Número de Filmes: 152
Tempo de Serviço: 1932 a 1947

Cinco filmes:
“Cupido é Moleque Teimoso / The Awful Truth” (1937)
“A Mulher Faz o Homem / Mr. Smith Goes to Washington” (1939)
“Jejum de Amor / His Girl Friday” (1940)
“Estrada Proibida / Johnny Eager” (1941)
“Rosa de Esperança / Mrs. Miniver” (1942)
 
ROSINE DELAMARE
(1911 – 2013. Colombes, Seine / França)

Número de Filmes: 115
Tempo de Serviço: 1938 a 1984

Cinco filmes:
“Esta Noite é Minha / Les Belles de Nuit” (1952)
“Essas Mulheres / Adorables Créatures” (1952)
“O Vermelho e o Negro / Le Rouge et le Noir” (1954)
“O Homem que Vendeu a Alma / Marguerite de la nuit” (1955)
“Maxime / Idem” (1958)
 
TRAVIS BANTON
(1894 – 1958. Waco, Texas / EUA)

Número de Filmes: 258
Tempo de Serviço: 1925 a 1951

Cinco filmes:
“O Expresso de Shanghai / Shanghai Express” (1932)
“Cleópatra / Idem” (1934)
“Sangue e Areia / Blood and Sand” (1941)
“À Noite Sonhamos / A Song to Remember” (1945)
“Carta de Uma Desconhecida / Letter From na Unknown Woman” (1948)
 
VITTORIO NINO NOVARESE
(1907 – 1983. Roma, Lazio / Itália)

Número de Filmes: 63
Tempo de Serviço: 1933 a 1981

Cinco filmes:
“O Favorito dos Bórgias / Prince of Foxes” (1949)
“Messalina / Idem” (1951)
“Cleópatra / Idem” (1963) – Oscar de Melhor Figurino
“A Maior História de Todos os Tempos / The Greatest Story Ever Told” (1965)
“Cromwell, o Chanceler de Ferro / Cromwell” (1970) – Oscar de Melhor Figurino
 
WALTER PLUNKETT
(1902 – 1982. Oakland, Califórnia / EUA)

Número de Filmes: 268
Tempo de Serviço: 1926 a 1966

Cinco filmes:
“Quatro Irmãs / Little Women” (1933)
“...E o Vento Levou / Gone with the Wind” (1939)
“Os Três Mosqueteiros / The Three Musketeers” (1948)
“Madame Bovary / Idem” (1949)
“Sinfonia em Paris / An American in Paris” (1951) - Oscar de Melhor Figurino

DEZ FIGURINOS FAMOSOS do CINEMA
 
AUDREY HEPBURN
veste Hubert de Givenchy em “Bonequinha de Luxo” (1961)

AVA GARDNER
veste Fontana em “A Condessa Descalça” (1954)

ELIZABETH TAYLOR
veste Edith Head em “Um Lugar ao Sol” (1951)

ELIZABETH TAYLOR
veste Helen Rose em “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958)

GRACE KELLY
veste Edith Head em “Ladrão de Casaca” (1955)

GRETA GARBO
veste Adrian em “Mata Hari” (1931)

JOAN CRAWFORD
veste Adrian em “Redimida” (1932)

MARILYN MONROE
veste Travilla em “O Pecado Mora ao Lado” (1955)

MARLENE DIETRICH
veste Travis Banton em “Marrocos” (1930)

RITA HAYWORTH
veste Jean Louis em “Gilda” (1946)

GALERIA de FOTOS

norma shearer veste adrian em “quando uma mulher quer / riptide” (1934)


agosto 17, 2011

*********** A VIDA PRIVADA de GRETA GARBO



 
No auge da fama, ela recebia, e jamais leu, quinze mil cartas de fãs por semana, muitas delas pornográficas. Em 1941, aos 36 anos, inesperadamente, abandonou o cinema e durante os seguintes 50 anos tentou que o mundo a esquecesse, numa reclusão voluntária. Foi uma tarefa impossível: considerada a mulher mais bonita do nosso planeta, GRETA GARBO era prisioneira de seu próprio mito. Durante seu retiro, poucos amigos tiveram acesso a sua intimidade. Nos tempos de glória, o visual sofisticado, com sobrancelhas e pálpebras marcadas a lápis e pó de arroz bem claro, era imitado por milhares de admiradoras. Sueca naturalizada norte-americana, conhecida como “A Divina”, possivelmente tudo já foi dito sobre esta estrela de rosto perfeito. Do cinema mudo passou para o falado, sem sofrer qualquer arranhão em sua trajetória, muito pelo contrário, valorizando ainda mais o status de Rainha de Hollywood. O ar gélido solidificou a fama, conquistando um lugar único na Sétima Arte. O que fez dela uma figura tão especial – possivelmente o ícone mais duradouro das telas – foi o seu rosto. Insondável e curiosamente duro, prestava-se a todas as leituras, levando-a ao estrelato. Com sua aura de mistério, tornou-se uma das atrizes mais fascinantes de sempre, eleita pelo American Film Institute (AFI) como a quinta maior lenda da história do cinema.


A ADORÁVEL SEDUTORA de A a Z

A de ADRIAN

O maior figurinista dos anos dourados de Hollywood era célebre por criar elaborados trajes de gala para as estrelas da M-G-M. Suas principais armas eram um aguçado senso de estilo, talento para a modelagem com materiais nobres e profundo conhecimento da silhueta feminina. Vestiu GRETA GARBO em todos os filmes, não evitando exageros como golas de pele, babados e trajes masculinos. Soberana nas telas em vestidos sofisticados, na vida real a deusa era simples, inclusive esnobada porque se vestia mal.

B de BALZAC

Em 1948 ensaiou voltar ao cinema, assinando contrato com o produtor Walter Wanger para a adaptação cinematográfica de um romance de Honoré de Balzac, “La Duchesse de Langeais”. Na direção, o refinado Max Ophuls, e o inglês James Mason como galã. GARBO fez vários testes de guarda-roupa, estudou o roteiro e no verão de 1949 chegou a Roma, pronta para as filmagens, mas a produção entrou em colapso por motivos financeiros e o projeto acabou sendo abandonado.


C de CLARENCE BROWN

Mestre romântico, dotado de bom gosto, foi quem mais dirigiu GARBO no cinema, e o fez com garra e poesia, criando sempre um forte clima sensual. Fizeram juntos “A Carne e o Diabo / Flesh and the Devil” (1926), “A Dama Misteriosa / A Woman of Affairs” (1928), “Anna Christie / idem (1930), “Romance / idem” (1930), “Inspiração / Inspiration” (1931), “Anna Karenina / idem” (1935) e “Madame Walewska / Conquest” (1937).

D de DIVINA

Produção de 1928, dirigido pelo mestre Victor Sjostrom, “A Mulher Divina / The Divine Woman” é um drama perdido, pois até então não foi encontrado cópia, só restando 9 minutos da produção. GARBO ganhou o apelido de “Divina” após esse filme, infelizmente queimado para recuperar o nitrato de prata, muito caro na época.


E de ESTOCOLMO

Em 18 de setembro de 1905, em Estocolmo, na Suécia, nascia num dos mais miseráveis bairros operários da capital sueca, Greta Lovisa Gustafsson, a caçula de três filhos.

F de FRACASSO

“Como me Queres / As You Desire Me” (1932), dirigido por George Fitzmaurice, onde GARBO (pela primeira e última vez como loira platinada) representa uma mulher sem memória em Budapeste, foi o seu primeiro fiasco de bilheteria. “Madame Walewska (1937) também repetiu o fracasso, assim como o seu último filme, a apurada comédia “Duas Vezes Meu / Two-Faced Woman” (1941), de George Cukor. Nesta época, a musa era taxada pela mídia canalha como “veneno de bilheteria”.

G de “GARBO FALA”

Com um carregado sotaque sueco, ela estreou em 1930 o seu primeiro filme falado, “Anna Christie”. A publicidade anunciava o slogan Garbo fala e o longa foi bem recebido pela crítica e público. Todos se impressionaram com sua voz profunda e sensual.


H de HOLLYWOOD

Em 1925, Louis B.Mayer estava na Europa em busca de novos talentos. Graças à sugestão de Victor Sjostrom, procurou Mauritz Stiller, convidando-o para trabalhar na Metro-Goldwyn-Mayer. O diretor aceitou a oferta, sugerindo que GARBO também fosse contratada. Contrato assinado, a jovem atriz passou por dificuldades: a língua que não dominava e sua aparência, já que foi considerada gorda, tinha cabelos crespos e problemas nos dentes. Submeteu-se a uma rigorosa dieta à base de espinafre, que a fez perder 15 quilos, realinhou os dentes, alisou os cabelos e depilou as sobrancelhas. Não foi possível reparar o tamanho dos pés. Ela calçava 38, sendo motivo de risadas e tratada como “camponesa de pés grandes”. Seu novo endereço: o famoso Chateau Marmont Hotel, em Los Angeles, 8221, Sunset Boulevard.

I de “I WANT TO BE LONE”

Em um dos seus maiores triunfos, “Grande Hotel / Grand Hotel” (1932), fala a famosa frase que a marcou pelo resto de sua vida: “I want to be alone” (Desejo ficar só). O que realmente aconteceu em 1941, depois de “Duas Vezes Meu”, retirando-se da carreira artística e nunca mais aparecendo publicamente. Contestando essa frase mítica, numa de suas raras entrevistas, GARBO declarou que “Nunca disse ‘Desejo ficar só’. Eu apenas disse ‘Quero ser deixada em paz”. Existe uma grande diferença”.


J de JOHN GILBERT

Fizeram juntos quatro filmes. No primeiro deles, “A Carne e o Diabo”, iniciaram um namoro que foi manchete de vários jornais e capa de revistas. Logo depois atuaram numa adaptação de “Anna Karenina”, com a propaganda sugestiva dizendo: “John Gilbert in Love with Greta Garbo. No mesmo ano estrelaram “Mulher de Brio” e marcaram casamento, mas ela não compareceu à cerimônia, selando o rompimento entre eles. Em 1933, com um Gilbert já em decadência, a atriz forçou a Metro a utilizá-lo em “Rainha Cristina / Queen Christina”, numa tentativa solidária e heroica de reerguê-lo.

K de KATHA / KÊTA

Assim era chamada por seus amigos suecos e familiares, pois era como pronunciava seu nome quando começou a falar.

L de LILLIAN GISH

Embora Mary Pickford fosse sua atriz favorita, GARBO também sentia uma forte admiração por Gish. Lésbica como ela e também contratada da M-G-M nos anos 20, a musa de D. W. Griffith deu conselhos valiosos a jovem emigrante, ensinando-lhe a lidar com o estúdio, a rejeitar maus projetos, a evitar publicidades tolas, a não se expor e a preservar sua vida particular. Ela levou tudo ao pé da letra, tornando-se a primeira estrela a se recusar a cooperar com o departamento de publicidade. Não deu mais de catorze entrevistas ao longo da vida e nenhuma delas de boa vontade. Expulsava todos os visitantes do set, importantes ou não, só permitindo que a vissem atuar ao vivo os técnicos, figurantes ou pessoas envolvidas diretamente na produção do filme, cuja presença era estritamente necessária. Não dava autógrafos e só compareceu a uma única premiére: a estréia de “Bardelys, the Magnificent” (1926), de King Vidor, acompanhada por Norma Shearer, Irving Thalberg e John Gilbert.

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M de METRO-GOLDWYN-MAYER

Contratada pela Metro em 1925, fez seu primeiro filme no estúdio em 1926 e o último em 1941, permanecendo sob contrato até 1943. Em 1932, a renovação de seu acordo deu o direito de aprovar o protagonista dentre quatro nomes e o diretor entre dois propostos. Apesar disso, ela usou raramente esse poder ao longo da carreira.

N de NOVA IORQUE

Em 1953, comprou por 38 mil dólares um apartamento com sete quartos em Nova Iorque, na Rua 52, nº 450, com vista para o East River, onde passou o resto da vida. A moradia era luxuosamente decorada, com móveis do século XVIII e obras de arte, mas sem qualquer fotografia ou jarro de flores. Ocasionalmente era vista caminhando pelas ruas com roupas simplórias e enormes óculos de sol, sempre evitando a todo custo olhares curiosos, paparazzis e chamar qualquer tipo de atenção. Um dos seus prazeres secretos era escolher um estranho nas ruas e segui-lo discretamente durante horas.

O de OSCAR

Indicada quatro vezes ao Oscar de Melhor atriz (“Anna Christie”, “Romance, “A Dama das Camélias” e “Ninotchka”), jamais chegou a ganhá-lo, o que para ela tinha pouca importância. Em 1954 recebeu um Oscar Especial pelo conjunto da obra. Como esperado, não compareceu à cerimônia, cabendo a Nancy Kelly receber o prêmio por ela.

P de “PEDRO, o VAGABUNDO”

Depois de ponta como uma criada em “En Lyckoriddare” (1921), conseguiu o seu primeiro papel de destaque nesta comédia de Erik A. Petschler, um renomado diretor sueco. Ele a viu através da vitrine da chapelaria em que ela trabalhava, ficou fascinado com sua beleza e a convidou para o filme em questão, de 1922. GARBO representava uma nadadora, exibindo-se em roupa de banho.

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Q de QUADROS

Ao abandonar o cinema, passou a colecionar obras de arte, viajando disfarçada - e usando nomes falsos - pelo mundo inteiro e adquirindo quadros de pintores como Renoir, Delaunay, Rouault etc. A pintura foi uma das suas paixões, juntamente com a poesia, jardinagem e exercícios, que incluíam longas caminhadas e natação. Nua, cuidava do jardim e nadava na piscina, sem se preocupar com os vizinhos.

R de ROMANCES

A discreta estrela jamais se casou e também não teve filhos – submetendo-se a dois abortos. Muitos biógrafos garantem que era bissexual, outros que era lésbica com algumas experiências com homens. De comprovado, sabe-se de seus relacionamentos amorosos com os atores John Gilbert, Nils Asther, George Brent e Noel Coward; as atrizes Mona Materson, Louise Brooks, Lilyan Tashman e Fifi D’Orsay; a roteirista Salka Viertel, a escritora e socialite Mercedes de Acosta, o maestro Leopold Stokowski, o nutricionista Gayelord Hauser, o fotógrafo Cecil Beaton, o empresário George Schlee e a milionária Cécile de Rothschild. No seu livro de memórias, a lendária Louise Brooks descreveu a atriz como “completamente masculina, encantadora e terna amante”.  GARBO tinha certa repulsa ao sexo, medo de gravidez e da traição. Recusou inúmeros pedidos de casamento, inclusive do magnata grego Aristóteles Onassis.

garbo e stiller chegando em hollywood, 1925
S de STILLER

Mentor da atriz, o finlandês Mauritz Sitiller ensinou-a a se vestir e a falar educadamente. Extravagante, elegantemente trajado, abertamente gay – em Hollywood, com seu colega F. W. Murnau, caçavam travestis em Santa Mônica - e muito respeitado, deu-lhe o nome artístico e o papel central de “A Saga de Gosta Berling  /Gosta Berlings Saga” (1924). Baseado no livro de Selma Lagerlof, conta a história de um pastor protestante (Lars Hanson) que ao trabalhar em uma casa aristocrática se apaixona pela condessa Elizabeth Dohna, interpretada por GARBO. Em Hollywood, o diretor não se adaptou aos métodos norte-americanos de cinema, fazendo apenas três filmes na Paramount. Com a saúde abalada e o espírito abatido, voltou para a Suécia, morrendo inesperadamente em 1928, aos 45 anos de idade, com uma foto de sua protegida nas mãos. A atriz filmava “Orquídeas Selvagens / Wild Orchids e a Metro não permitiu que tirasse alguns dias de licença para que fosse ao funeral do mestre e amigo, abalando-a profundamente. Stiller tinha planos de dirigir GARBO em vários filmes, o que infelizmente não aconteceu. Ainda iniciou, em 1925, “A Odalisca do Smolna”, mas não foi concluído. O papel dela seria o de uma princesa refugiada russa, em fuga da revolução comunista.

T de “TORRENT”

Intitulado no Brasil “Laranjais em Flor” e baseado em livro de Vicente Blasco Ibañez, marcou o debut de GARBO em Hollywood, no ano de 1926, depois que inesperadamente a atriz principal, Alma Rubens, ficou doente. Ela teve que tingir o cabelo de preto para desempenhar o papel de Leonora Moreno, uma criada espanhola que se tornaria uma famosa cantora de ópera. O seu par romântico, Ricardo Cortez, não se deu bem com ela, pois ele queria o papel para uma namorada e tinha ciúmes da atenção que o estúdio dava para a nova contratada. O público e os críticos ficaram hipnotizados com a atriz, que imediatamente foi escalada para “Terra de Todos / The Temptress”, também adaptado de um romance de Ibañez. Seria dirigido por Mauritz Stiller, mas com a demissão deste, Fred Niblo assumiu o projeto.

U de ÚLTIMOS MOMENTOS

Não teve paz, perseguida por paparazzis tentando capturar o que o envelhecimento estaria fazendo ao seu rosto magnífico. Tudo o que eles conseguiram foram imagens distantes, granuladas, de uma esfinge sempre escondida por chapéus, óculos escuros, capas masculinas e cachecóis. Quase não recebia visitas, apenas a sobrinha Gray Reisfield – que herdou sua fortuna de 32 milhões de dólares - e os amigos Jane Gunther, Raymond Daum e Sam Green. Todos eles proibidos de comentar sobre o seu passado no cinema. “A história de minha vida sobrevive de portas dos fundos e laterais, elevadores secretos e outras maneiras de entrar e sair dos lugares sem que as pessoas me incomodem”, lamentou certa vez. Em 1990, aos 84 anos de idade, em virtude de uma pneumonia e insuficiência renal, faleceu em um hospital da cidade em que vivia, depois de três dias internada, sendo manchete mundial.


V de VISCONTI

No final dos anos 60, Luchino Visconti trabalhou ativamente na adaptação cinematográfica de “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust. Ele havia escalado um elenco fenomenal – Silvana Mangano, Laurence Olivier, Marlon Brando, Alain Delon, Charlotte Rampling, Helmut Berger e GARBO, que faria um pequeno papel, interpretando Maria Sophia, a Rainha de Nápoles -, mas o projeto não se concretizou.

X de XEQUE-MATE

Ela surpreendeu ao abandonar o cinema, isolando-se, numa verdadeira – e inconsciente – jogada de mestre, resultando no enigma em torno de sua existência lendária. Nunca mais filmou. Com exceção do não concluído “La Duchesse de Langeais”, não houve oferta ou cachê milionário que a fizesse reconsiderar sua rigorosa decisão.

W de WILLIAM H. DANIELS

Cameraman favorito de GARBO, fotografou quase todos os seus filmes norte-americanos, com exceção de “Madame Walewska” (Karl Freund) e “Duas Vezes Meu” (Joseph Ruttenberg). Um dos maiores diretores de fotografia, levou o Oscar por “Cidade Nua / The Naked City” (1948). Para ele, qualquer ângulo da diva era perfeito.


Y de YIN-YANG

De personalidade forte, entre a luz e as trevas. Era possessiva, narcisista e sofria longos períodos de depressão. Complexa e excêntrica, solitária e majestosa, construiu sua carreira sem escândalos, com firmeza e elegância. Belíssima, altiva, distante, glacial, enigmática, irônica, culta e com senso de humor: entre o encanto ambíguo e a sensualidade, a indiferença e a androginia. Sonhava em desempenhar papéis masculinos – Dorian Gray, Hamlet e São Francisco de Assis – e lutou por isso, mas a Metro considerava tal pretensão absurda. Ela não gostava do seu primeiro nome, Greta, e não respondia quando era chamada por ele.

Z de ZIGUE-ZAGUE

A vida de GRETA GARBO é cheia de fatos singulares. Antes dos 20 anos de idade, para sobreviver, trabalhou numa barbearia, numa chapelaria e em filmes publicitários. Fumava como uma caipora desde adolescente. Detestava Clark Gable, o principal ator da M-G-M, e depois de “Susan Lenox / Susan Lenox – Her Fall and Rise” (1931) nunca mais aceitou trabalhar com ele. Joan Crawford e Marlene Dietrich eram suas rivais declaradas, enciumadas do poder da sueca. Fez de tudo para trabalhar com Gary Cooper, seu ator favorito, mas a Paramount nunca o permitiu. Lauren Bacall era uma de suas melhores amigas e Ernst Lubitsch o seu diretor preferido. Admiradora de Napoleão Bonaparte, visitou seu túmulo inúmeras vezes depois que se retirou do cinema. Amada por Adolf Hitler, que idolatrava “A Dama das Camélias / Camille” (1936) e escrevia cartas elogiosas para ela, tentou encontrar-se com ele, numa tentativa de evitar a Segunda Guerra Mundial. Por anos a fio se alimentou do mesmo cardápio: vitela ou frango assados, verduras ao vapor e batatas cozidas. Não via filmes violentos ou eróticos. O inglês “Becket, o Favorito do Rei / Becket” (1964) era um dos longas que mais apreciava. O escritor Sinclair Lewis descreveu-a como a única atriz (ou ator) normal que conheceu em Hollywood: “Ela era comum na vida real, totalmente normal. Ela só representava na tela”. Em 1946, um fã inglês, Edgard Donne, deixou para ela uma herança calculada em 250 mil dólares. A Divina doou essa fortuna para uma instituição de caridade.

FONTES
“A Divina Garbo” 
de Frederick Sands e Sven Broman
 
“Garbo” 
de Barry Paris
 
“Greta Garbo” 
de David Robinson
 
“Greta Garbo”
de Henri Angel
 
“Garbo: Her Story” 
de Antoni Gronowicz

em nova iorque, nos últimos anos de vida