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“o corvo” de henri-georges clouzot
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Num
regime como este, monsieur,
ser
condenado é uma honra!
PONTCARRAL
(1942)
filme
francês
Meu
coração é francês,
mas minha
bunda é internacional.
ARLETTY
(1898 - 1992. Courbevoie / França)
para Harry Baur
Menos de
dez meses após a declaração da Segunda Guerra Mundial, em 22 de junho de 1940,
na Floresta de Compiègne, foi assinado o armistício entre o Terceiro Reich
alemão e a Terceira República francesa. Essa triste covardia da França, antes
mesmo de ser um fracasso militar, foi concedida, de forma particularmente
rápida, por um cúmplice idoso de 84 anos,
o marechal Henri-Philippe Pétain, que se tornou presidente do Conselho
de Vichy, e que no dia 17 de junho apelou, num discurso radiofónico mais ouvido
do que o proferido no dia seguinte pelo general Charles de Gaulle, a “parar a
luta”. O que se seguiu, durante quatro anos de OCUPAÇÃO NAZISTA, foi uma
discussão recorrente sobre a pátria, os mortos e os vencidos, e a persistência
do espírito francês, que longe de se resignar, manteve a resistência com fervor e
a esperança de dias melhores.
Depois
das dificuldades econômicas e técnicas na década de 30, o cinema francês desta
época oscilava entre filmes sombrios ou imbuídos de alguma fé, em tons cinzentos,
severamente controlado e censurado pelo governo de Vichy, pela Igreja Católica
e pelas ligas das virtudes. Embora realizados mais de 200 filmes durante a OCUPAÇÃO
NAZISTA, só em 1941 a produção local foi retomada e as primeiras filmagens
começaram. O novo panorama aconteceria a partir de setembro de 1940, quando nasceu
a Continental Films. Com capital alemão e dirigida pelo nazista Alfred
Greven, um ex-piloto premiado com a Cruz de Ferro na I Guerra Mundial, enviado a
Paris por Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda do Terceiro Reich. Sediado
em Paris, seu propósito era acima de tudo manter o controle local da produção
cinematográfica.
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estúdios da continental films
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A Continental
Films produziu trinta longas-metragens e um curta-metragem entre 1941 e 1944.
Graças aos consideráveis recursos e à insistência de Greven em contratar os
melhores artistas e técnicos, em uma tentativa de rivalizar com Hollywood,
esses filmes são de qualidade excepcional e incluem vários clássicos. Joseph Goebbels
queria apenas longas simples e fantasiosos. Greven, em vez disso, criou um
império cinematográfico integrado: companhia de produção, companhia de
distribuição ACE, companhia exibidora SOGEC, estúdios e laboratórios de filmes
Paris Studio Cinéma. Ele iniciou ambiciosas adaptações da literatura francesa
(Guy de Maupassant, Émile Zola, Honoré
de Balzac, Gérard de Nerval e Georges Simenon) e contratou o prestigiado roteirista Charles
Spaak, que logo foi preso pelo Gestapo, por ser da Resistência.
O
misterioso e cordial Alfred Greven entendeu que para sua empresa funcionar,
deveria produzir filmes desprovidos de conotação política e de qualquer forma
de propaganda. Era preciso distrair a população e não tentar recrutá-la. Em
busca de qualidade, contratou secretamente judeus e comunistas, como o
roteirista Jean-Paul Le Chanois, e estrelas talentosas e populares: Harry Baur,
Raimu, Edwige Feuillère, Danielle Darrieux, Pierre Fresnay, François Périer,
Albert Préjean, Suzy Delair, Michel Simon, Fernandel, Jean-Louis Barrault etc. A lista de
diretores que trabalharam para ele inclui os notáveis Henri-Georges Clouzot,
André Cayatte, Maurice Tourneur, Christian-Jaque, Jean Dréville e Georges
Lacombe. No entanto, nem todos aceitaram filmar na Continental, temerosos da
fama de colaboracionista, e preferiram deixar imediatamente o país.
Os
diretores Max Ophüls, René Clair, Julien Duvivier e Jean Renoir foram para Hollywood,
assim como os atores Jean Gabin, Michèle Morgan, Jean-Pierre Aumont, Victor
Francen e Marcel Dalio, que era judeu. Jacques Feyder partiu para a Suíça e
Pierre Chenal refugiou-se na Argentina. Outros acabaram por optar o exílio
interno, recusando-se a participar em filmes ou peças. O famoso diretor Marcel
Pagnol vendeu os seus estúdios e não filmou nada durante esses anos de conflito.
Enquanto diversos artistas e técnicos judeus fugiram, outros foram forçados a
ficar. Além do risco de serem deportados, a vida tornou-se impossível para
eles. Em 3 de outubro de 1940, foi promulgada uma lei proibindo-os de trabalhar
no cinema. Às vezes, apenas a suspeita de ter origem judaica era suficiente
para ser deportado para os campos de concentração.
Como
a maior estrela do cinema francês, Danièle Darrieux tinha a vida acompanhada
através de novas revistas de cinema - “Vedettes”, “La Semaine”, “Ciné-Mondial”,
“Toute-la-Vie”. Mesmo em plena guerra, havia um frenesi boêmio em Paris e nada parecia mais
emocionante para o povo sofrido do que a entrada de Darrieux no Maxim’s. Para a
estreia de seu primeiro filme para a Continental (participaria em três), ela
teve de ir a Berlim contra sua vontade (Greven chamou atenção para o fato de
que um ramo polonês da família dela poderia conter judeus), sendo acompanhada
por mais alguns astros franceses: Viviane Romance, Suzy Delair, Junie Astor e
Albert Préjean. A estrela viveu uma vida tranquila, glamorosa e alienada até o Dia D, em
1944, quando acabou tendo que fugir para um bosque com seu marido dominicano, o
milionário Porfírio Rubirosa, e seu cachorro.
Não era
incomum encontrar celebradas atrizes francesas de braços dados com oficiais alemães nas
casas noturnas de Paris. A bela Mireille Balin apaixonou-se por um oficial da
Wehrmacht, Birl Desbok, com quem conviveu até o final da guerra – ele seria
assassinado no momento da prisão dela, em setembro de
1944. Corine Luchaire, filha de um conhecido editor de jornais, teve um filho com Woldar
Gelrach, capitão da Luftwaffe – ela estava grávida quando acompanhou seu pai,
outro colaboracionista, à prisão. Posteriormente, ela seria condenada a dez
anos de dégradation nationale. Eventualmente, atrizes
colaboracionistas como Suzy Delair e Michèle Alfa (amante de Bernhardt
Rademecker, sobrinho de Joseph Goebbels e oficial da Propaganda Staffel) usavam sua
influência para salvar judeus e colegas que faziam parte da Resistência.
A
consagrada Arletty se tornou amante de Hans Jürgen Soehring, um oficial da
Luftwaffe. Circulava com ele, jantava no Maxim’s e comparecia a recepções na
embaixada alemã, inclusive a que homenageou Hermann Goering, do alto escalão
nazista, em dezembro de 1941. Participou de vários filmes no período, sendo
amiga de escritores colaboracionistas como Pierre Drieu La Rochelle e Louis-Ferdinand Cèline, além do
pianista Alfred Corot. Quando os Estados Unidos invadiram a França, ela se
escondeu, mas foi presa. Após seis semanas na prisão de Drancy, passou a
cumprir pena domiciliar em um castelo de amigos. No seu julgamento, a principal
queixa contra ela, de ter tido um amante alemão, recebeu a resposta: “Na minha
cama ninguém usa uniforme”. Em 1947 retomou a carreira com “La Fleur de l’Âge”
e reencontrou seu alemão, mas não reatou a relação.
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| estreia de “picpus” |
O célebre
ator Harry Baur não teve sorte. Acusado de ser judeu, aceitou papeis em
dois filmes da Continental como forma de proteção. Preso por 111 dias quando
protestou pela prisão de sua esposa judia, interrogado e torturado pela
Gestapo, a polícia secreta de Adolf Hitler, seria solto em 1943 com a saúde
debilitada. Morreu em 8 de abril daquele ano. Muitos outros artistas foram
presos, deportados ou mortos. Robert Lynen, conhecido pelo clássico “Pinga Fogo
/ Poil de Carotte” (1932), de Julien Duvivier, combatente da Resistência, foi
fuzilado em 1º de abril de 1944, aos 24 anos. Sacha Guitry, famoso diretor de teatro e cinema, após a libertação da França, seria acusado de colaborar com o inimigo. Em sua
defesa, escreveu dois livros sobre o tema, mas continuou suspeito aos olhos de muitos apesar
das evidências de sua inocência.
A revista
“Life” publicou uma lista de traidores da França que deveriam morrer. Ao lado
de Sacha Guitry, o escritor Luis-Ferdinand Céline, a lendária atriz Mistinguett, o ator Maurice
Chevalier, o pintor André Derain etc. Aqueles que colaboraram com os nazistas foram
julgados. Jean Marquès-Rivière e Jean Many, roteirista e realizador de “Forças
Ocultas / Forces Occultes” (1943), condenados à morte; Robert Muzard, diretor
da Nova-Films, condenado a três anos de prisão; Henry Clerc,
chefe dos noticiários vichystas, condenado à prisão perpétua. Cerca de 250 artistas
foram presos. Dentre eles, Pierre Fresnay, Yvonne Printemps, Mireille Balin,
Albert Préjean, Tino Rossi, Maurice Chevalier, Robert Le Vigan. Os filmes “Os Estranhos na Casa”, “O Corvo” e “A
Vida de Prazer”, produzidos pela Continental, foram proibidos, apontados
como antifranceses.
Alguns
filmes da Continental, como “O Vale do Inferno”, são descaradamente pró-Vichy. Já
a cinebiografia “Sinfonia Fantástica” (1942) foi acusada de alimentar o
nacionalismo francês e impedida por Joseph Goebbels de distribuição pública. O
governo de Vichy e os alemães aprovavam o que lhes interessavam, por exemplo, o
documentário antissemita “Os Corruptos / Les Corrupteurs” (1942), direção
Pierre Ramelot; e o também antissemita “Forças Ocultas” (1943), direção de Jean
Mamy com o pseudônimo de Paul Riche. Antes da projeção dos filmes nos cinemas,
os cinejornais de quinze minutos France-Actualités, dedicados a glorificar o
marechal Pétain e sua tirana Revolução Nacional, eram recebidos com gritos indignados, vaias,
assobios e palavrões.
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arletty e Soehring em 1942
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O filme
mais importante da Continental, o thriller psicológico “O Corvo”,
obra-prima sombria retratando uma sociedade sob constante desconfiança e
pressão de denúncia, foi desprezado pelo governo de Vichy por mencionar
incesto, aborto e drogas. Após a guerra, criticado com o argumento de minar a moral dos franceses
e propagar a delação através de cartas anônimas, foi banido. Seu diretor, Henri-Georges
Clouzot, ficou proibido de filmar
por dois anos. Em junho de 1944, depois que norte-americanos e
britânicos desembarcaram na Normandia, a Continental Films fechou as portas. Dois
meses depois, em agosto de 1944, os Aliados libertaram a capital francesa. A
essa altura, Alfred Greven havia retornado ao Reich. Seu último filme foi a
adaptação de Georges Simenon “As Cavernas do Majestic” (1944), com Albert
Préjean no papel do Comissário Maigret.
Apesar da
associação nefasta com a OCUPAÇÃO NAZISTA, a Continental Films constitui um
capítulo importante na história do cinema francês. Em 2002, Bertrand Blier
dirigiu “Passaporte para a Vida / Laissez-passer”, narrando o cotidiano na poderosa
produtora, baseado nas memórias do então assistente de diretor Jean Devaivre. TODOS os
FILMES da CONTINENTAL
O
ASSASSINATO do PAPAI NOEL
(L'assassinat
du Père Noël, 1941)
direção
de Christian-Jaque
elenco: Harry Baur, Renée Faure, Marie-Hélène Dasté,
Raymond
Rouleau, Robert Le Vigan, Fernand Ledoux
e Bernard
Blier
PRIMEIRO
ENCONTRO
(Premier
Rendez-vous, 1941)
direção de Henri Decoin
elenco: Danielle Darrieux, Rosine Luguet, Gabrielle Dorziat,
Fernand Ledoux e Louis Jourdan
O ÚLTIMO
dos SEIS
(Le
Dernier des Six, 1941)
direção
de Georges Lacombe
elenco: Pierre
Fresnay, Michèle Alfa, Suzy Delair
e Jean
Tissier
NÃO se
MOVA
(Ne Bougez Plus!, 1941)
direção
de Pierre Caron
elenco: Saturnin
Fabre, Paul Meurisse e Annie France
PECADOS
da JUVENTUDE
(Péchés
de Jeunesse, 1941)
direção
de Maurice Tourneur
elenco: Harry
Baur, Lise Delamare e Monique Joyce
MAM´ZELLE
BONAPARTE
(Idem, 1941)
direção
de Maurice Tourneur
elenco: Edwige Feuillère, Monique Joyce, Simone Renant,
Raymond
Rouleau e Aimé Clariond
O CLUBE
dos PRETENDENTES
(Le Club
des Soupirants, 1941)
direção
de Maurice Gleize
elenco:
Fernandel, Louise Carletti, Annie France,
Colette
Darfeuil e Saturnin Fabre
CAPRICHOS
(Caprices,
1942)
direção
de Léo Joannon
elenco: Danielle
Darrieux, Albert Préjean, Jean Parédès
e Bernard
Blier
ANNETTE e
a DAMA LOIRA
(Annette et la Dame Blonde, 1942)
direção
de Jean Dréville
elenco: Louise
Carletti, Mona Goya, Rosine Luguet
e Henri
Garat
SINFONIA
FANTÁSTICA
(La Symphonie Fantastique, 1942)
direção
de Christian-Jaque
elenco: Renée
Saint-Cyr, Lise Delamare, Jean-Louis Barrault,
Jules
Berry e Bernard Blier
Os ESTRANHOS
na CASA
(Les Inconnus dans la Maison, 1942)
direção
de Henri Decoin
elenco: Raimu,
Juliette Faber e Gabrielle Fontan
O
ASSASSINO MORA no 21
(L'assassin Habite... au 21, 1942)
direção
de Henri-Georges Clouzot
elenco: Pierre
Fresnay, Suzy Delair e Jean Tissier
A FALSA
AMANTE
(La
Fausse Maîtresse, 1942)
direção
de André Cayatte
elenco: Danielle
Darrieux, Lise Delamare e Monique Joyce
SIMPLES
(Simplet, 1942)
direção
de Fernandel
elenco: Fernandel,
Colette Fleuriot e Milly Mathis
DEFESA de
ALVO
(Défense
d'aimer, 1942)
direção
de Richard Pottier
elenco: Suzy
Delair, Paul Meurisse e André Gabriello
CASAMENTO
de AMOR
(Mariage d'amour, 1942)
direção
de Henri Decoin
elenco: Juliette
Faber, François Périer e Paul Meurisse
PICPUS
(Idem, 1943)
direção
de Richard Pottier
elenco: Albert
Préjean, Juliette Faber e Jean Tissier
A MÃO do
DIABO
(La Main du Diable, 1943)
direção
de Maurice Tourneur
elenco: Pierre
Fresnay, Josseline Gaël e Noël Roquevert
25 ANOS
de FELICIDADE
(Vingt-Cinq
ans de Bonheur, 1943)
direção
de René Jayet
elenco: Denise
Grey, Jean Tissier e Annie France
O PARAÍSO
das DAMAS
(Au
Bonheur des Dames, 1943)
direção
de André Cayatte
elenco: Michel
Simon, Albert Préjean, Blanchette Brunoy
e Suzy Prim
O VALE do
INFERNO
(Le Val
d'enfer, 1943)
direção
de Maurice Tourneur
elenco: Ginette
Leclerc, Gabrielle Fontan e Nicole Chollet
O CORVO
(Le
Corbeau, 1943)
direção
de Henri-Georges Clouzot
elenco: Pierre Fresnay, Ginette Leclerc, Micheline Francey,
Sylvie e
Louis Seigner
MEU AMOR
ESTÁ PERTO de VOCÊ
(Mon
Amour est Prés de Toi, 1943)
direção
de Richard Pottier
elenco: Tino
Rossi, Annie France e Mona Goya
A FAZENDA
dos LOBOS
(La Ferme aux Loups, 1943)
direção
de Richard Pottier
elenco: François
Périer, Paul Meurisse e Martine Carol
ADRIANO
(Adrien, 1943)
direção
de Fernandel
elenco: Fernandel, Paulette Dubost, Huguette Vivier
e Jane
Marken
DOIS
IRMÃOS
(Pierre
et Jean, 1943)
direção
de André Cayatte
elenco: Renée Saint-Cyr, Noël Roquevert, Jacques Dumesnil
e Gilbert
Gil
CECÍLIA
ESTÁ MORTA!
(Cécile
est Morte! 1944)
direção
de Maurice Tourneur
elenco: Albert
Préjean, Santa Relli e Germaine Kerjean
A VIDA de
PRAZER
(La Vie
de Plaisir, 1944)
direção
de Albert Valentin
elenco: Albert
Préjean, Claude Génia, Aimé Clariond
e Jean
Servais
As
CAVERNAS do MAJESTIC
(Les Caves du Majestic, 1945)
direção
de Richard Pottier
elenco: Albert
Préjean, Suzy Prim, Jacques Baumer,
Gina
Manès e Florelle
O ÚLTIMO
SOU
(Le
Dernier Sou, 1946)
direção
de André Cayatte
elenco: Gilbert
Gil, Ginette Leclerc e Noël Roquevert
curta-metragem
PARIS no
SENA
(Paris
sur Seine, 1941)
direção
de Robert Lefebvre
DEZ
ESTRELAS da CONTINENTAL
01
ALBERT
PRÉJEAN
(1894 –
1979. Pantin / França)
02
FERNANDEL
(1903 –
1971. Boulevard Chave, Marselha / França)
03
HARRY
BAUR
(1880 –
1943. Montrouge / França)
04
PIERRE
FRESNAY
(1897 – 1975.
Paris / França)
05
RAIMU
(1883 –
1946. Toulon / França)
01
DANIELLE
DARRIEUX
(1917 –
2017. Bordéus / França)
02
EDWIGE
FEUILLÈRE
(1907 –
1998. Vesoul / França)
03
GINETTE
LECLERC
(1912 –
1992. Paris / França)
04
RENÉE
SAINT-CYR
(1904 –
2004. Beausoleil / França)
05
SUZY
DELAIR
(1917 –
2020. Paris / França)
ALFRED
GREVEN
(1897 –
1973. Elberfeld / Alemanha)
Começou a
trabalhar no ramo cinematográfico em 1920, juntando-se ao partido nazista em
1931. Em 1934, foi chefe de produção cinematográfica no Reichsfilmkammer e por
um curto período em 1939 chefe de produção da UFA, a maior empresa de produção
e distribuição cinematográfica da Alemanha. Produziu filmes importantes como “O
Dominó Verde / Der Grüne Domino” (1935), “Terra em Chamas / Stadt Anatol” (1936)
e “Sherlock Holmes / Der Mann, der Sherlock Holmes War” (1937). Após a Segunda
Guerra Mundial continuou produzindo filmes e também séries para a televisão até
o ano de sua morte.
FONTES
“O Cinema Francês Clássico, 1930 - 1960”
(1993)
de Colin
Crisp
“Continental
Films: Cinema Francês
sob Controle Alemão” (2017)
de
Christine Leteux
“Continental Films, l'incroyable Hollywood
Nazie” (2017)
de
Jean-Louis Ivani
“De A a Z
do Cinema Francês” (2009)
de Dayna Oscherwitz e Mary Ellen Higgins
“Jacques
Siclier: La France de Pétain et son Cinéma” (1981)
de Henri
Veyrier
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