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maio 24, 2023

************* A LISTA COMUNISTA de HOLLYWOOD


 

 
Sou caçador de bruxas, se elas são comunistas. 
Seria justo se estivessem de volta à Rússia.
ADOLPHE MENJOU 
ator, anos 50
 
 
O comunismo é uma ideologia ensopada de sangue, associada aos crimes de ditaduras nos séculos 20 e 21. Evoca paredões de fuzilamento, campos de trabalho forçado e censura. Surgido no século XIX, deriva do pensamento de Friedrich Engels e, principalmente, de Karl Marx, e inspirou revoluções e massacres. Mascarado por rótulos – socialismo, marxismo, globalismo, social-democracia, petismo etc. – ambiciona doutrinar o Ocidente. A primeira tentativa de oficializar o comunismo aconteceu em 1917, na Rússia, na chamada Revolução Comunista, dando fim a séculos de monarquia czarista. Seu regime totalitário impôs uma política agrícola coletivizada, erradicou a propriedade privada e condenou à morte milhares de russos crédulos e inocentes. 
 
O governo comunista na União Soviética ficou conhecido como o Grande Terror. Promoveu a perseguição, o expurgo e o assassinato de todos aqueles considerados inimigos. Nos anos iniciais, estima-se que cerca de 750 mil pessoas tenham sido mortas sumariamente, sem direito a julgamento justo. Além da Revolução Russa, outros movimentos comunistas sanguinários ocorreram pelo mundo, como a Revolução Chinesa, vitoriosa em 1949, liderada por Mao Tsé-tung, ou a Revolução Cubana, quando, em 1959, mercenários liderados por Fidel Castro e Ernesto Che Guevara derrubaram o governo de Cuba e implantaram o socialismo. Resultaram em longas concentrações autoritárias de poder, miséria, censura, prisões e óbitos.
 
o depoimento do conservador gary cooper
Milhões de mortes das experiências comunistas levaram a um descrédito global da ideologia como sistema político viável. Apesar do fracasso e do pensamento obsoleto, a doutrinação comunista ainda é eficaz em diversos países e vez ou outra ataca com a sua perversa sede de poder. No Brasil, a ofensiva se manifestou de 1922 a 1964, com golpes de Estado em 1930, 1937 e quase mais um em 1964.
 
A Hollywood das décadas de 1930-40 foi terrivelmente contaminada pela sanha comunista. No Screen Writers Guild (SWG), fundado no início dos anos 1930, um sindicato trabalhista ativista de roteiristas, a maior parte dos membros era filiada ao Partido Comunista. Detectado o aparelhamento da “Ameaça Vermelha” (Red Scare), um problema real de infiltração comunista na meca do cinema, o Congresso resolveu contra-atacar em 1941, quando os senadores Burton Wheeler e Gerald Nye lideraram uma investigação do papel de Hollywood na promoção da propaganda soviética. Essas audiências anteciparam outras muito mais sólidas, populares e muitas vezes combatidas que ocorreriam pouco depois da Segunda Guerra Mundial. O Comitê de Atividades Antiamericanas do Congresso (HUAC) havia participado da caça ao vermelho de Hollywood desde o final da década de 1930. A Guerra Fria, no entanto, revigorou o terror vermelho doméstico (houve dois anteriormente, 1917 - 1921 e 1939 - 1941), gerando investigações sobre a infiltração comunista na indústria cinematográfica a partir de 20 de outubro de 1947. As sessões do Comitê focaram em identificar subversivos entre artistas e técnicos de Hollywood. Dos que receberam inicialmente intimações do HUAC, dez se recusaram a testemunhar. Conhecidos como “Os Dez de Hollywood”, foram sentenciados a um ano de prisão por ligações com o comunismo. Após a Suprema Corte ter negado recurso, o cineasta Edward Dmytryk, um dos condenados, denunciou colegas comunistas e pela delação premiada foi libertado. Os outros nove completaram a pena.
 
joseph mccarthy
Os líderes dos estúdios de cinema suspenderam, sem remuneração, os sentenciados. Logo foi anunciado que nenhum subversivo seria contratado. Assim nascia a LISTA COMUNISTA. Apontava profissionais de mídias (cinema, TV, música, rádio, imprensa) inelegíveis para emprego por laços comunistas. A lista foi implementada pelos estúdios para promover credenciais patrióticas diante do público e serviu para proteger a indústria cinematográfica dos danos econômicos que resultariam de uma associação com comunistas.
 
As audiências do HUAC geralmente são encaradas como parte da Era McCarthy, mas Joseph McCarthy não participou delas. O senador iniciou suas investigações em 1950 e se concentrou na penetração comunista no governo dos EUA. Além disso, mesmo não sendo admirador de McCarthy e seus métodos, identifico o termo “macarthismo” como um conceito ilegítimo, uma difamação proposital. Seu suposto significado é “acusações injustas, perseguições e assassinatos de reputação de vítimas inocentes”, com o objetivo de desacreditar como infame e irracional qualquer oposição intransigente ao comunismo. Mas seu significado real é anticomunismo. Apesar de um grupo de pesos-pesados - astros como Humphrey Bogart, Lauren Bacall e Gene Kelly - terem se manifestado contra as investigações, as audiências prosseguiram, interrogando um robusto número de famosos. Perguntavam sem rodeios: “Você é ou foi alguma vez membro do Partido Comunista?” ou “Conhece alguém em Hollywood que pertença ao Partido Comunista?. Por patriotismo, testemunhas – o diretor Elia Kazan, atores como Gary Cooper e Robert Taylor ou a colunista Hedda Hopper, por exemplo – revelaram ao Comitê colegas comunistas, além de denunciarem a influência comunista no cinema.
  
dalton trumbo
Um terço dos intimados cooperou com o Comitê. Outros, que incluíam escritores e roteiristas como Dalton Trumbo e Ring Lardner Jr., reclamaram que as audiências eram ilegais e violavam a Primeira Emenda da Constituição. Eles tomaram uma decisão que se revelou desastrosa: não se negaram a responder a nenhuma pergunta, mas aproveitaram para atacar a comissão - ou seja, responderam “à sua maneira”. Essa tática deu munição a executivos de cinema que queriam colaborar. No final do julgamento, receberam voz de prisão.  

O sólido muro de oposição que os suspeitos esperavam dos líderes da indústria desmoronou quando Jack Warner, o poderoso presidente da Warner Brothers, testemunhou no primeiro dia das audiências. Diante dos questionadores, o produtor disse: “É um privilégio comparecer perante a comissão para ajudar a facilitar seu trabalho.” Alegou que há mais de uma década comunistas trabalhavam na indústria e que demitiu muitos deles, citando vários. Louis B. Mayer, chefão da Metro-Goldwyn-Mayer, insistiu que os produtores poderiam lidar com o problema comunista. O último chefe de estúdio a testemunhar, Walt Disney, reclamou dos esforços comunistas para aparelhar seus cartunistas e concordou que havia uma ameaça comunista em Hollywood.
 
O veredito da mídia e de certos historiadores, quase sempre de esquerda, sobre as audiências, é profundamente condenatório: alegam que destruíram carreiras talentosas, arruinaram vidas, incentivaram uma “caça às bruxas”. No entanto, essa narrativa militante não é correta. Ela não apenas ignora a verdadeira natureza do HUAC, como também distorce a investigação. Usa a mesma metodologia dos comunistas, assumindo que qualquer um pode reinventar os fatos como quiser, desde que o faça promovendo a esquerda. Neste caso, mancham a imagem do HUAC. Colocando os pingos nos is, existem questões éticas importantes envolvidas na investigação do comunismo em Hollywood. Não era um castigo por opinião, mirava a filiação ao Partido Comunista, o qual era dirigido e financiado por uma potência estrangeira em plena Guerra Fria. 
 
manifestação de bogart, bacall e outros
Dentre as ações e os objetivos do partido soviético, incluíam sabotagens, atos terroristas, espionagem e conspirações. O Congresso investigava o potencial de atividade criminosa e não o mérito da ideologia comunista. Tampouco penso ser imoral ou inadequado organizações e corporações inserirem comunistas em uma lista negra. Era um boicote privado, jamais uma censura governamental. As audiências não foram atentados a direitos ou a liberdade de expressão, apenas chamaram a atenção para a conspiração generalizada.
 
As sessões foram retomadas em março de 1951. Quando o HUAC anunciou a reabertura, os produtores de cinema prometeram total cooperação e afirmaram que as testemunhas que não negassem sua filiação comunista teriam dificuldade em conseguir trabalho nos estúdios. Os intimados, tendo aprendido a lição com as audiências de outubro de 1947, reconheceram que só tinham duas opções se quisessem evitar a prisão: invocar a Quinta Emenda e serem demitidos; ou cooperar com o Comitê, admitindo a filiação ao Partido Comunista, desculpando-se, fornecendo nomes de outros membros e elogiando o Comitê. O ator Larry Parks, a testemunha inicial, inicialmente se recusou a confessar nomes, mas terminou colaborando. As testemunhas que se seguiram revelaram centenas de comunistas.
 
Além do HUAC, grupos privados monitoravam as indústrias de entretenimento e publicavam artigos e panfletos que identificavam subversivos. Talvez o mais poderoso desses grupos tenha sido a Legião Americana, que não apenas disseminou informações sobre associações comunistas de trabalhadores da mídia, mas também incentivou seus 2,8 milhões de membros a boicotarem filmes feitos por artistas que não haviam cooperado com o HUAC. Em junho de 1950, um livro intitulado “Canais Vermelhos: o Relatório da Influência Comunista no Rádio e na Televisão” foi publicado por três ex-agentes do FBI, que lançaram também a revista “Counterattack”, expondo a influência comunista no cinema. Na publicação constavam 151 comunistas (principalmente atores e atrizes) que teriam relação com o show business. 
  
roteiristas intimados em 1947
A mais famosa LISTA COMUNISTA do CINEMA começou em 1947, quando os executivos demitiram cinco dos interrogados sob contrato e prometeram não os recontratar até que se livrassem de sua mancha comunista. Essa lista cresceu para mais de trezentos após as audiências dos anos 1950. Mas não havia uma lista propriamente dita. Os chefes de estúdio obtinham informações sobre quem excluir, das audiências do HUAC; dos nomes coletados pela Legião Americana e distribuídos aos estúdios; e do livro “Canais Vermelhos”. A única maneira de sair da lista era se desfiliar do Partido Comunista e delatar.
 
Nos anos 1950, os executivos de cinema produziram quase cinquenta filmes anticomunistas como um incentivo aos membros do HUAC, que lamentavam a escassez de tais filmes. Entre eles, vi “Casei com um Comunista / The Woman on Pier 13” (1949), “Fui Comunista para o FBI / I Was a Communist for the FBI” (1951), “Aventura Perigosa / Big Jim McClain” (1952) e “Não Desonres o Teu Sangue / My Son John” (1952).
Na mesma época, as LISTAS COMUNISTAS baniram de empregos 325 roteiristas, atores, diretores, cenógrafos, figurinistas e fotógrafos. No entanto, os escritores da lista tiveram um pouco mais de facilidade do que os atores ou diretores, eles podiam escrever sob pseudônimos ou por trás de fachadas. Alguns deles, infelizmente, são celebrados como heróis e homenageados em cinebiografias premiadas.
 
No começo dos anos 1960, a tumultuada cruzada anticomunista diminuiu e a LISTA COMUNISTA de HOLLYWOOD caiu em desuso. Primeiro, o diretor Otto Preminger e, posteriormente, a Universal, anunciaram que Dalton Trumbo receberia créditos pelos roteiros de “Exodus / Idem” (1960) e “Spartacus / Idem” (1960). A partir daí, integrantes da lista voltaram ao trabalho. Um número significativo não conseguiu recuperar o equilíbrio na indústria cinematográfica. Mas a lista só acabou realmente quando os produtores se convenceram de que a contratação de profissionais comunistas não mais impactava negativamente as receitas de bilheteria.
 
o conservador ronald reagan
O resumo convencional e mentiroso sobre o HUAC e a LISTA COMUNISTA de HOLLYWOOD equivale a uma condenação zelosa desapegada do contexto histórico, da infiltração e do significado moral do comunismo. Ou seja, uma análise alheia à realidade dos fatos, uma fraude que desonra milhões de pessoas tiranizadas e assassinadas pelos regimes comunistas. A penetração dos subversivos em Hollywood 1930-40 é fato. Que se faça justiça às testemunhas corajosas e às vítimas soviéticas-chinesas que morreram enquanto comunistas dos EUA encobriam opressores e promoviam essa ideologia nefasta. O HUAC condenou os males do comunismo. Estava certo em fazê-lo.
  
Finalizo com uma sugestão. A Hollywood de hoje necessita de um remake anticomunista, investigações densas, julgamentos mediáticos e, por que não, cancelamento profissional. Seria justo ver no banco de réus, intimadas a depor por vicissitudes comunistas, subversivos como George Clooney, Leonardo DiCaprio, Meryl Streep, Mark Ruffalo, Willem Dafoe, entre dezenas de outros. Mais de 70 anos passados, esses comunistas, travestidos de globalistas-progressistas, lambem as botas do ditador chinês Xi Jinping. Uma vergonha. Impunes, perversos e desonestos politicamente, ferem de morte a história, a fé cristã e os valores do Ocidente.
 
ALGUNS da LISTA COMUNISTA de HOLLYWOOD
(de 1948 a 1960)
 
AARON COPLAND
(1900 – 1990. Nova Iorque / EUA)
compositor
 
ABRAHAM POLONSKY
(1910 – 1999. Nova Iorque / EUA)
roteirista e diretor
 
ALEXANDER KNOX
(1907 – 1995. Strathroy-Caradoc, Ontário / Canadá)
ator
 
ALINE MACMAHON
(1899 – 1991. McKeesport, Pensilvânia / EUA)
atriz
 
ANNE REVERE
(1903 – 1990. Nova Iorque / EUA)
atriz
 
ARTHUR LAURENTS
1917 – 2011. Nova Iorquer / EUA)
escritor e roteirista
 
ARTHUR MILLER
(1915 – 2005. Nova Iorque / EUA)
dramaturgo
 
ARTIE SHAW
(1910 – 2004. Nova Iorque / EUA)
músico de jazz
 
BARBARA BEL GEDDES
(1922 – 2005. Nova Iorque / EUA)
atriz
 
BURGESS MEREDITH
(1907 – 1997. Cleveland, Ohio / EUA)
ator e diretor

BURL IVES
(1909 – 1995. Hunt City, Illinois / EUA)
cantor de folk e ator
 
CARL FOREMAN
(1914 – 1984. Chicago, Illinois / EUA)
produtor e roteirista
 
CHARLES CHAPLIN
(1889 – 1977. Londres / Reino Unido)
ator, diretor e produtor
 
DALTON TRUMBO
(1905 – 1976. Montrose, Colorado / EUA) 
roteirista
 
DASHIELL HAMMETT
(1894 – 1961. Condado de Saint Mary's, Maryland / EUA)
escritor
 
DONALD OGDEN STEWART
(1894 – 1980. Columbus, Ohio / EUA)
roteirista
 
DOROTHY COMINGORE
(1913 – 1971. Los Angeles, Califórnia / EUA)
atriz
 
DOROTHY PARKER
(1893 – 1967. Long Branch, Nova Jersey / EUA)
escritora e roteirista
 
EDDIE ALBERT
(1906 – 2005. Rock Island, Illinois / EUA)
ator
 
EDWARD DMYTRYK
(1908 – 1999. Grand Forks, Colúmbia Britânica / EUA) 
cineasta
 
EDWARD G. ROBINSON
(1893 – 1973. Bucareste / Romênia)
ator
 
GALE SONDERGAARD
(1899 – 1985. Litchfield, Minnesota / EUA)
atriz

GARSON KANIN
(1912 – 1999. Rochester, Nova Iorque / EUA)
escritor e diretor
 
GYPSY ROSE LEE
(1911 – 1970. Seattle, Washington / EUA)
vedete e atriz
 
HOWARD da SILVA
(1909 – 1986. Cleveland, Ohio / EUA)
ator
 
HOWARD DUFF
(1913 – 1990. Bremerton, Washington / EUA)
ator
 
IRVING PICHEL
(1891 – 1954. Pittsburgh, Pensilvânia / EUA)
diretor
 
IRWIN SHAW
(1913 – 1984. Nova Iorque / EUA)
escritor
 
JOHN CROMWELL
(1887 – 1979. Toledo, Ohio / EUA)
diretor e ator
 
JOHN GARFIELD
(1913 – 1952. Nova Iorque / EUA)
ator
 
JOHN IRELAND
(1914 – 1992. Vancouver / Canadá)
ator
 
JOSÉ FERRER
(1912 – 1992. San Juan / Porto Rico)
ator e diretor

JOSEPH LOSEY
(1908 – 1984. La Crosse, Wisconsin / EUA)
diretor
 
JUDY HOLLIDAY
(1921 – 1965. Nova Iorque / EUA)
atriz
 
JULES DASSIN
(1911 – 2008. Middletown, Connecticut / EUA)
diretor
 
KAREN MORLEY
(1909 – 2003. Ottumwa, Iowa / EUA)
atriz
 
KIM HUNTER
(19232 – 2012. Detroit, Michigan / EUA)
atriz
 
LARRY PARKS
(1914 – 1975. Olathe, Kansas / EUA)
ator
 
LEE GRANT
(1925. Nova Iorque / EUA)
atriz
 
LEE J. COBB
(1911 – 1976. Nova Iorque / EUA)
ator
 
LENA HORNE
(1917 – 2019. Nova Iorque / EUA)
cantora e atriz

LEO PENN
(1921 – 1998. Lawrence / EUA)
ator
 
LEONARD BERNSTEIN
(1918 – 1990. Lawrence, Massachusetts / EUA)
compositor e regente
 
LILLIAN HELLMAN
(1905 – 1984. Nova Orleans / EUA)
dramaturga, escritora e roteirista
 
LUIS BUÑUEL
(1900 – 1983. Calanda / Espanha)
diretor
 
LUTHER ADLER
(1903 – 1984. Nova Iorque / EUA)
ator e diretor
 
MADY CHRISTIANS
(1892 – 1951. Viena / Áustria)
atriz
 
MARGO
(1917 – 1985. Cidade do México / México)
atriz e dançarina
 
MARGUERITE ROBERTS
(1905 – 1989. Greeley, Colorado / EUA)
roteirista
 
MARTHA SCOTT
(1912 – 2003. Jamesport, Missouri / EUA)
atriz

MARTIN RITT
(1914 – 1990. Nova Iorque / EUA) 
diretor
 
MICHAEL GORDON
(1909 – 1993. Baltimore, Maryland / EUA)
diretor
 
MICHAEL WILSON
(1914 – 1978. McAlester, Oklahoma / EUA)
roteirista
 
ORSON WELLES
(1915 – 1985. Kenosha, Wisconsin / EUA)
ator, roteirista e diretor
 
PAUL ROBESON
(1898 – 1976. Princeton / EUA)
ator e cantor
 
PETER VIERTEL
(1920 – 2007. Dresden / Alemanha)
roteirista
 
RICHARD ATTENBOROUGH
(1923 – 2014. Cambridge / Reino Unido)
ator, diretor e produtor
 
RING LARDNER JR.
(1915 – 2000. Chicago / EUA)
roteirista
 
RUTH GORDON
(1896 – 1985. Quincy, Massachusetts / EUA)
atriz e roteirista

SAM JAFFE
(1891 – 1984. Nova Iorque / EUA)
ator
 
SAMSON RAPHAELSON
(1894 – 1983. Nova Iorque / EUA)
roteirista e dramaturgo
 
SELENA ROYLE
(1904 – 1983. Nova Iorque / EUA)
atriz
 
STELLA ADLER
(1901 – 1992. Nova Iorque / EUA)
atriz e professora de interpretação
 
UTA HAGEN
(1919 – 2004. Göttingen / Alemanha)
atriz e professora de interpretação
 
VERA CASPARY
(1899 – 1987. Chicago / Ilinois)
escritora
 
WALDO SALT
(1914 – 1987. Chicago, Illinois / EUA)
roteirista
 
WILL GEER
(1902 – 1978. Frankfort, Indiana / EUA)
ator
 
ZERO MOSTEL
(1915 – 1977. Nova Iorque / EUA)
ator
 
lillian hellman

FONTES
“Actors on Red Alert: Career Interviews with 
Five Actors and Actresses Affected by the Blacklist” (1999)
de Anthony Slide
 
“Ayn Rand and Song of Russia: Communism 
and Anti-Communism in 1940s Hollywood” (2005)
de Robert Mayhew
 
“Blacklisted – The Film Lover´s 
Guide to the Hollywood Blacklist” (2003)
de Paul Buhle e Dave Wagner
 
“Communism in Hollywood: The Moral Paradoxes 
of Testimony, Silence, and Betrayal” (2009)
de Alan Casty
 
“High Noon: The Hollywood Blacklist 
and the Making of an American Classic” (2017)
de Glenn Frankel
 
“The Hollywood Motion Picture Blacklist: 
Seventy-Five Years Later” (2022)
de Larry Ceplair
 
“The Inquisition in Hollywood: Politics 
in the Film Community, 1930-60” (2003)
de Larry Ceplair e Steven Englund
 
“The Red and the Blacklist: The Intimate Memoir 
of a Hollywood Expatriate” (2003)
de Norma Barzman
 
“Show Trial”
(2018)
de Thomas Doherty
 
“Tender Comrades: 
a Backstory of the Hollywood Blacklist” (1997)
 de Patrick McGilligan
 
GALERIA de FOTOS


maio 05, 2012

**** PIORES DIRETORES e seus MELHORES FILMES

william dieterle dirigindo salomé


Diz a lenda que o outsider Ed Wood, imortalizado por Tim Burton e Johnny Depp, cometeu com entusiasmo as piores produções cinematográficas que o mundo já viu. Obstinado diante dos obstáculos de trabalho, Wood morreu aos 53 anos, em 1978, corroído pelo alcoolismo e escrevendo romances pornográficos para se sustentar. Não compartilho da teoria de que é o pior cineasta de todos os tempos, muitos merecem tal título. Diretores famosos, de grandes estúdios, que filmaram estrelas – alguns indicados ao Oscar (George Roy Hill levou a estatueta em 1973, e em 1976, John G. Avildsen). 

Eles fulminaram sem restrições filmes que tinham tudo para emocionar e ficar na história. Muitos desses títulos envelheceram rapidamente, ficaram datados, tornaram-se intragáveis. Pode ser dito também que na idade de ouro de Hollywood, a Metro-Goldwyn-Mayer e a Paramount tinham no cast o maior número de especialistas na arte de fazer filmes ruins, justamente porque rejeitavam profissionais audaciosos ou autorais (a Metro arruinou a carreira de Erich Von Stroheim, e a Paramount, a de Josef Von Sternberg).

Selecionei dezoito diretores que considero decepcionantes e os seus melhores filmes (se optasse pelos piores, não teria espaço para tanto). Cada um à sua maneira, eles contribuíram para um cinema impessoal, de olho unicamente no entretenimento. Parei nos anos 70, se fosse mais adiante com certeza listaria Quentin Tarantino. Numa versão nacional, colocaria Carlos Diegues, Aurélio Teixeira, Bruno Barreto, Neville D’Almeida e Fábio Barreto. Na europeia, Jean Dellanoy, Michel Boisrond, Roger Vadim, Claude Lelouch, Philippe De Broca, Jean Aurel, Dino Risi e Franco Zefirelli. 

ARTHUR HILLER
(nasceu em 1923. Edmonton / Canadá)

Canadense, de carreira modesta, onde não se evitam desastres completos, concorreu ao Oscar e ganhou o Globo de Ouro por “Love Story”.

Melhores Filmes
 “Love Story – Uma História de Amor 
(Love Story, 1970) 
 elenco: Ali MacGraw, Ryan O’Neal e Ray Milland

“O Hospital 
(The Hospital, 1971)
elenco: George C. Scott e Diana Rigg

dmytryk, montgomery clift
e eva marie saint


EDWARD DMYTRYK
(1908 - 1999. Grand Forks / Canadá)

Também canadense, contribuiu para o ciclo do film noir. Com raras exceções, seus filmes parecem descaracterizados. Concorreu ao Oscar de Melhor Diretor por “Rancor”.

Melhores Filmes
“Rancor
(Crossfire, 1947)
elenco: Robert Young, Robert Mitchum, Robert Ryan 
e Gloria Grahame

“A Lança Partida 
(Broken Lance, 1954)
elenco: Spencer Tracy, Robert Wagner, Jean Peters, 
Richard Widmark e Katy Jurado.

GEORGE ROY HILL
(1921 - 2002. Minnesota / EUA)

Dirigiu inúmeras produções para a tevê e peças da Broadway, antes de estrear no cinema em 1962. Estabeleceu sua fama com o bom “Butch Cassidy”, concorrendo ao Oscar. Levou injustamente o prêmio por “O Golpe de Mestre”.

Melhores Filmes
 “Butch Cassidy  
(Butch Cassidy and the Sundance Kid, 1969)
elenco: Paul Newman, Robert Redford e Katharine Ross

“O Golpe de Mestre 
elenco: Paul Newman, Robert Redford e Robert Shaw

seaton e ross hunter

GEORGE SEATON
(1911 - 1979. South Bend, Indiana / EUA)

Correto e pouco criativo, trabalhou quase sempre com o produtor William Perlberg, concorrendo ao Oscar de Melhor Diretor por “Amar é Sofrer / The Country Girl” (1954).

Melhores Filmes
 “De Ilusão Também se Vive
(Miracle on 34th Street,1947)
elenco: Maureen O’Hara, John Payne, Edmund Gwenn 
e Natalie Wood

“Ilusão Perdida 
(The Big Lift, 1950)
elenco: Montgomery Clift e Paul Douglas

GEORGE SHERMAN
(1908 - 1991. Nova Iorque / EUA)

A partir de 1937 dirigiu uma série de faroestes Classe C. Inexpressivo, sem nada de especial, nos anos 70 passou a trabalhar para a tevê.

Melhores Filmes
 “Mártires da Traição 
(Target Unknown, 1951)
elenco: Mark Stevens

“Contra Todas as Bandeiras 
(Against all Flags, 1952)
elenco: Errol Flynn, Maureen O’Hara e Anthony Quinn

richard basehart, paul douglas e hathaway

HENRY HATHAWAY
(1898 - 1985. Sacramento, Califórnia / EUA)

Ex-ator infantil, teve sua oportunidade de direção em 1932. O faroeste o consagrou. Concorreu ao Oscar por “Lanceiros da Índia / The Lives of a Bengal Lancer” (1935).

Melhores Filmes
 “O Beijo da Morte 
(Kiss of Death, 1947)
elenco: Victor Mature, Brian Donlevy, Coleen Gray 
e Richard Widmark

“A Raposa do Deserto 
(The Desert Fox: The Story of Rommel, 1951)
elenco: James Mason e Jessica Tandy

betty grable e kostner

HENRY KOSTER
(1905 - 1988. Berlim / Alemanha)

Alemão que dirigiu o primeiro filme em Cinemascope, “O Manto Sagrado”, passou pela Universal Pictures, Metro-Goldwyn-Mayer e 20th Century Fox, quase sempre dirigindo fitas leves. Concorreu ao Oscar por “Um Anjo Caiu do Céu / The Bishop’s Wife” (1947).

Melhores Filmes
 “Meu Amigo Harvey 
(Harvey, 1950)
elenco: James Stewart e Josephine Hull

“O Manto Sagrado 
(The Robe, 1953)
elenco: Richard Burton, Jean Simmons e Victor Mature

HERBERT ROSS
(1927 - 2001. Nova Iorque / EUA)

Dançarino e ator, revelou alguma habilidade ao dirigir comédias leves, sofisticadas e provocativas. Concorreu ao Oscar por “Momento de Decisão”.

Melhores Filmes
 “Momento de Decisão 
(The Turning Point, 1977)
elenco: Anne Bancroft, Shirley MacLaine e Mikhail Baryshnikov

“A Garota do Adeus 
(The Goodbye Girl, 1977)
elenco: Richard Dreyfuss e Marsha Mason

gregory peck, anthony quayle e thompson

J. LEE THOMPSON
(1914 - 2002. Bristol / Reino Unido)

Inglês, dirigiu o seu primeiro filme em 1950. Saltou para a fama internacional com “Os Canhões de Navarone”, substituindo de última hora Alexander Mackendrick.

Melhores Filmes
 “Os Canhões de Navarone 
(The Guns of Navarone, 1961)
elenco: Gregory Peck, David Niven, Anthony Quinn 
e Irene Papas

 “Círculo do Medo 
(Cape Fear, 1962)
elenco: Gregory Peck e Robert Mitchum

JACK CONWAY
(1887 - 1952. Graceville, Minnesota / EUA)

Também ator e produtor, dirigiu inúmeros sucessos na Metro-Goldwyn-Mayer.

Melhores Filmes
 “A Queda da Bastilha 
(A Tale of Two Cities, 1935)
elenco: Ronald Colman e Basil Rathbone

“Fruto Proibido 
(Boom Town, 1940)
elenco: Clark Gable, Spencer Tracy, Claudette Colbert e Hedy Lamarr

leroy e jean seberg

MERVYN LeROY
(1900 - 1987. São Francisco, Califórnia / EUA)

Lançou o impactante ciclo de filmes de gângsteres da Warner Bros.. Trabalhou também na Metro-Goldwyn-Mayer, antes de montar sua própria produtora nos anos 50. Concorreu ao Oscar por “Na Noite do Passado / Random Harvest” (1942).

Melhores Filmes
 “Alma no Lodo 
(Little Caesar, 1931)
elenco: Edward G. Robinson, Douglas Fairbanks Jr.
 e Glenda Farrell

“Quo Vadis 
(Idem, 1951)
elenco: Robert Taylor, Deborah Kerr e Peter Ustinov

RICHARD THORPE
(1896 - 1991. Hutchinson, Kansas / EUA)

Determinado, sua produção é extremamente variada. Contratado da Metro, dirigiu as maiores estrelas do estúdio em comédias, musicais e dramas.

Melhores Filmes
 “A Noite Tudo Encobre 
(Night Must Fall, 1937)
elenco: Robert Montgomery e Rosalind Russell

“Ivanhoé, o Vingador do Rei 
(Ivanhoe, 1952)
elenco: Robert Taylor, Elizabeth Taylor, Joan Fontaine 
e George Sanders

leonard e joan crawford

ROBERT Z. LEONARD
(1989 - 1968. Chicago, Illinois / EUA)

Começou ainda no cinema mudo. Na Metro-Goldwyn-Mayer fazia filmes sofisticados e banais, valorizando a estampa de suas estrelas. Concorreu ao Oscar por “A Divorciada” e “Ziegfeld – O Criador de Estrelas / The Great Ziegfeld” (1936).

Melhores Filmes
 “A Divorciada 
(The Divorcee” (1930)
elenco: Norma Shearer, Chester Morris e Robert Montgmery

“Orgulho e Preconceito 
(Pride and Prejudice, 1941)
elenco: Greer Garson, Laurence Olivier e Maureen O’Sullivan

ROY DEL RUTH
(1893 - 1961. Filadélfia, Pensilvânia / EUA)

Fez seu primeiro longa em 1925, dirigindo principalmente comédias e musicais.

Melhores Filmes
 “Melodia da Broadway de 1936 
(Broadway Melody of 36, 1935)
elenco: Jack Benny, Eleanor Powell e Robert Taylor

“O Fantasma da Rua Morgue 
(Phantom of the Rue Morgue, 1954)
elenco: Karl Malden e Patricia Medina

norma shearer e dyke

W. S. VAN DYKE
(1889 - 1943. San Diego, Califórnia / EUA)

Realizou grandes sucessos para a Metro-Goldwyn-Mayer. Tinha fama de trabalhar rápido e superficialmente. Concorreu ao Oscar duas vezes.

Melhores Filmes
 “A Ceia dos Acusados 
(The Thin Man, 1934)
elenco: William Powell, Myrna Loy e Maureen O’Sullivan

“São Francisco, a Cidade do Pecado
(San Francisco, 1936)  
 elenco: Clark Gable, Jeanette MacDonald e Spencer Tracy

WALTER LANG
(1896 - 1972. Memphis, Tennessee / EUA)

Especializado em comédias leves e musicais coloridos, sempre com grande sucesso. Concorreu ao Oscar pelo famoso “O Rei e Eu”.

Melhores Filmes
 “Meu Coração Canta 
(With a Song in my Heart, 1952)
elenco: Susan Hayward, Rory Calhoun, Thelma Ritter 
e Robert Wagner

 “O Rei e Eu
(The King and I, 1956)
elenco: Yul Brynner, Deborah Kerr e Rita Moreno

paul muni e dieterle

WILLIAM DIETERLE
(1893 - 1972. Ludwigshafen am Rhein / Alemanha)

Alemão, começou a dirigir em 1923. Trabalhou na Warner e na RKO. Concorreu ao Oscar por “A Vida de Emile Zola / The Life of Emile Zola” (1937).

Melhores Filmes
 “O Corcunda de Notre Dame 
(The Hunchback of Notre Dame, 1939)
elenco: Charles Laughton, Maureen O’Hara e Thomas Mitchell

“O Retrato de Jennie 
(Portrait of Jennie, 1948)
elenco: Jennifer Jones, Joseph Cotten, Ethel Barrymore 
e Lillian Gish

WILLIAM KEIGHLEY
(1889 - 1984. Filadélfia, Pensilvânia / EUA)

Começou como ator na Broadway, passando a dirigir filmes em 1932. Contratado da Warner, foi despedido das filmagens de “As Aventuras de Robin Hood”.

Melhores Filmes
 “As Aventuras de Robin Hood 
(The Adventures of Robin Hood, 1938)
elenco: Errol Flynn, Olivia de Havilland, Basil Rathbone 
e Claude Rains

“A Morte me Persegue 
(Each Dawn I Die, 1939)
elenco: James Cagney e George Raft

robert taylor, joan fontaine e richard thorpe