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fevereiro 02, 2016

******************* OSCAR: FAMOSAS INJUSTIÇAS

john wayne (oscar de melhor ator) e barbra streisand



 
A 88ª edição do OSCAR, prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, acontecerá no próximo 28 de fevereiro, no Teatro Dolby, em Los Angeles, Califórnia (EUA), e será transmitida ao vivo pela ABC para 225 países e territórios de todo o mundo. A famosa estatueta, fundamental na mitologia hollywoodiana, tem no histórico obras-primas, direções primorosas e excelentes atuações postas de escanteio. Nesses 88 anos, não faltaram omissões, puxa-saquismos e erros crassos. Confira.

WARNER BAXTER e LUISE RAINER

O primeiro tropeço aconteceu em 1930 com a vitória do canastrão Warner Baxter (“No Velho Arizona / In Old Arizona”). Se bem que a concorrência era fraca. Novo susto em 1937. Luise Rainer leva o OSCAR de Melhor Atriz por “Ziegfeld, o Criador de Estrelas / The Great Ziegfeld”. Quem merecia? Carole Lombard (“Irene, a Teimosa / My man Godfrey”) ou Irene Dunne (“Os Pecados de Theodora / Theodora Goes Wild”). No ano seguinte, a alemã vence outra vez, derrotando as fabulosas Irene Dunne (“Cupido é Moleque Teimoso / The Awful Truth”), Greta Garbo (“Dama das Camélias / Camille”), Janet Gaynor (“Nasce uma Estrela / A Star is Born”) e Barbara Stanwyck (“Stella Dallas, a Mãe Redentora / Stella Dallas”). Um vexame. As atuações da atriz duplamente premiada são competentes, ela tinha talento, mas não mereceu as estatuetas.

warner baxter
luise rainer
GINGER ROGERS e JAMES STEWART

James Stewart, estrela carismática, levou o prêmio por sua atuação na comédia lendária “Núpcias de Escândalo / The Philadelphia Story”. Henry Fonda, brilhando em “Vinhas da Ira / Grapes of Wrath”, era o mais cotado ao OSCAR de Melhor Ator. Até mesmo Cary Grant, no filme de Jimmy Stewart, supera o premiado, e ele nem foi indicado. No mesmo ano, outro desatino, Ginger Rogers como atriz dramática (“Kitty Foyle / Idem”) venceu Bette Davis (“A Carta / The Letter”), Joan Fontaine (“Rebeca, a Mulher Inesquecível / Rebecca”), Katharine Hepburn (Núpcias de Escândalo”) e Martha Scott (“Nossa Cidade / Our Town”). Qualquer uma merecia ganhar, menos a premiada.

james stewart e ginger rogers
rosalind russell e ginger rogers
BING CROSBY, HAROLD RUSSELL e GARY COOPER

“O Bom Pastor / Going My Way” derrotou em 1944 “Pacto de Sangue / Double Indemnity”, de Billy Wilder. Leo McCarey, seu diretor, ganhou a estatueta, inexplicavelmente superando Wilder e o Otto Preminger de “Laura / idem”. Como Melhor Ator, Bing Crosby venceu poderosas atuações de Charles Boyer (“À Meia-Luz / Gaslight”) e Cary Grant (“Apenas um Coração Solitário / None But the Lonely Heart”). Uma loucura. O único prêmio merecido de “O Bom Pastor”: Barry Fitzgerald,  Melhor Ator Coadjuvante.

Em 1946, Harold Russell, comovendo pela deficiência física, foi o Melhor Ator Coadjuvante. Na disputa, soberbos Clifton Webb (“O Fio da Navalha / The Razor’s Edge”) e Claude Rains (“Interlúdio / Notorious”).

Thelma Ritter perdeu para Josephine Hull em 1950. Atriz extraordinária, concorreu seis vezes ao prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Nunca ganhou.

O nosso herói Gary Cooper levou o seu segundo OSCAR em 1952. O primeiro foi merecido. O de 1952 era de Kirk Douglas (“Assim Estava Escrito / The Bad and the Beautiful”). Lana Turner, fabulosa neste drama, nem foi indicada.

barry fitzgerald, ingrid bergman 
e bing crosby
samuel goldwyn, harold russell 
e william wyler
WILLIAM HOLDEN e AUDREY HEPBURN

A gigantesca performance de Montgomery Clift (“A Um Passo da Eternidade / From Here to Eternity”) perdeu para o simpático William Holden de “Inferno No. 17 / Stalag 17”. Ainda em 1953, Audrey Hepburn, cativante em “A Princesa e o Plebeu / Roman Holiday”, mas justiça seja feita, o OSCAR de Melhor Atriz era de Deborah Kerr.

No ano seguinte, Judy Garland (“Nasce uma Estrela / A Star is Born”) perdeu para Grace Kelly (“Amar é Sofrer / The Country Girl”). Um erro óbvio. Até a imprensa já havia anunciado a vitória de Judy antes do resultado.

william holden
audrey hepburn
grace kelly
YUL BRYNNER e ELIZABETH TAYLOR

O caricato Ernest Borgnine, em 1955, derrotou um inesquecível James Dean em “Vidas Amargas / East of Eden” e Frank Sinatra (“O Homem do Braço de Ouro / The Man With the Golden Arm”) na sua maior interpretação no cinema.

Em 1956, outro ator apenas razoável, Yul Brynner (“O Rei e Eu / The King and I”), ganhou de um elogiadíssimo Kirk Douglas: o pintor Van Gogh de “Sede de Viver / Lust for Life”. Na mesma trilha, em 1959, a vitória de David Niven não foi bem vista.

Melina Mercouri (“Nunca aos Domingos / Pote Tin Kyriaki”) perderam em 1960 para uma Elizabeth Taylor insossa em “Disque Butterfield 8 / Butterfield 8”. A estrela, internada num hospital, estava supostamente à beira da morte.

david niven
grace kelly e ernest borgnine
yul brynner
burt lancaster e elizabeth taylor

GEORGE CHAKIRIS e JULIE ANDREWS

Trocaram a atuação arrebatadora de Montgomery Clift (“Julgamento em Nuremberg / Judgment at Nuremberg”) pelo sem talento George Chakiris (“Amor, Sublime Amor / West Side Story”), em 1961. OSCAR de Melhor Ator Coadjuvante.

Audrey Hebpurn nem concorreu por sua contagiante atuação em “Minha Bela Dama / My Fair Lady”, em 1964. Cismaram que o papel pertencia a atriz-cantora que protagonizou o sucesso na Broadway: Julie Andrews. Ela terminou levando injustamente a estatueta de Melhor Atriz pelo êxito de “Mary Poppins / Idem”.

Nunca vi grande talento em Sidney Poitier. Seu OSCAR de Melhor Ator em 1964 é questionável. O mesmo pode ser dito sobre o prêmio de Rod Steiger em 1968. Neste ano, Roman Polanski e Mia Farrow não concorreram por “O Bebê de Rosemary / Rosemary’s Baby”. Mia jamais foi indicada, e o mereceu algumas vezes.

rita moreno, george chakiris, greer garson
 e maximilian schell
julie andrews
sidney poitier
rod steiger
JOHN WAYNE e LOUISE FLETCHER

Injustiça em 1969: o veterano John Wayne (“Bravura Indômita / True Grit”) vencendo Dustin Hoffman e Jon Voigt em “Perdidos na Noite / Midnight Cowboy”. Na época, o rei dos cowboys estava muito doente e finalizando sua gloriosa carreira.

Em 1974, Art Carney (“Harry, o Amigo de Tonto / Harry & Tonto”) derrotou Albert Finney (“Assassinato no Expresso Oriente / Murder on the Orient Express”), Dustin Hoffman (“Lenny / Lenny”), Jack Nicholson (“Chinatown / Chinatown”) e Al Pacino (“O Poderoso Chefão II / The Godfather Part II”). Qualquer um deles bota o veterano comediante no chinelo. Glenda Jackson também não merecia o OSCAR de Melhor Atriz deste ano.

Louise Fletcher (“Um Estranho no Ninho / One Flew Over the Cuckoo’s Nest”) venceu a iluminada Isabelle Adjani em “A História de Adele H. / L’Histoite d’Adèle H.” em 1975. George Burns (“Dupla Desajeitada / The Sunshine Boys”) foi Melhor Ator Coadjuvante, derrotando o show de Burgess Meredith (“O Dia do Gafanhoto / The Day of Locust”).

glenda jackson
jack nicholson e louise fletcher
ROCKY e CHER

“Rocky, um Lutador / Rocky” levou as estatuetas douradas de Melhor Filme e Melhor Diretor em 1976. Na categoria filme, concorria com “Motorista de Táxi / Taxi Driver”, “Todos os Homens do Presidente / All the President’s Men”, “Esta Terra é Minha Terra / Bound for Glory” e “Rede de Intrigas / Network. O medíocre diretor John G. Avildsen venceu Ingmar Bergman, Sidney Lumet e Alan J. Pakula. Inacreditável! 

A deslumbrante Cher, apenas simpática em “Feitiço da Lua / Moonstruck”, levou o OSCAR de Melhor Atriz em 1987. Concorria com atuações poderosas de Glenn Close (“Atração Fatal / Fatal Attraction”) e Meryl Streep (“Ironweed”).

A sofrível Mira Sorvino (“Poderosa Afrodite / Mighty Afrodite”) arrebatou o prêmio de Atriz Coadjuvante de uma densa Joan Allen (“Nixon”), em 1995.

Em 1997, Helen Hunt (“Melhor é Impossível / As Good as it Gets”) derrotou a favorita Julie Christie (“O Despertar do Desejo / Afterglkow”).

cher
helen hunt
ROBERTO BENIGNI e CATHERINE ZETA-JONES

O arrumadinho “Shakespeare Apaixonado / Shakespeare in Love” ganhou de “O Resgate do Soldado Ryan / Saving Private Ryan” e “Além da Linha Vermelha / The Thin Red Line”, em 1998. Pior ainda: Roberto Benigni (A Vida é Bela / La Vita è Bella) foi o Melhor Ator, vencendo o impecável Ian McKellen de “Deuses e Monstros / Gods and Monters”. Gwyneth Paltrow ganhou de Cate Blanchett (“Elizabeth / Idem”). Jornais dos EUA garantiram que “qualquer uma das indicadas merecia o prêmio, menos Gwyneth.”

Annette Benning (“Beleza Americana / American Beauty”) e Julianne Moore (“Fim de Caso / End of the Affair”) foram trocadas em 1999 por Hilary Swank (“Meninos não Choram / Boys Don’t Cry”), uma boa atriz, mas o OSCAR era de Annette (ou Julianne).

Ed Harris e Julianne Moore, em “As Horas / The Hours”, não mereciam perder para Chris Cooper (“Adaptação / Adptation”) e Catherine Zeta-Jones (“Chicago”), em 2002.

catherine zeta-jones
roberto benigni
gwyneth paltrow
HILARY SWANK e SANDRA BULLOCK

Annette Bening (“Adorável Júlia / Being Julia”) novamente derrotada pela mesma Hilary Swank (“Menina de Ouro / Million Dollar Baby”), em 2004. Incrível.

Em 2005, o enfadonho “Crash – No Limite / Crash” venceu “O Segredo de Brokeback Mountain / Brokeback Mountain” e a fraquinha Reese Witherspoon (“Johnny & June / Idem”) ganhou de uma sensacional Felicity Huffman (“Transamérica / idem”).

Sandra Bullock (“Sonho Possível / The Blind Side”), inexpressiva, derrotou Carey Mulligan (“Educação / Educacion”) e Helen Mirren (“A Última Estação / The Last Station”).

Existem muitos outros exemplos atrozes. Erros emblemáticos do OSCAR. Shirley Jones, Sally Field, Marlee Matlin, Matthew McConaughey etc.

sally field
shirley jones e hugh griffith
marlee matlin
matthew mcConaughey
hilary swank
reese witherspoon
sandra bullock

GRANDES intérpretes que NUNCA GANHARAM
a estatueta dourada
alguns receberam o Oscar Especial

Lillian Gish, Charles Chaplin, Greta Garbo, Edward G. Robinson, Barbara Stanwyck, Cary Grant, Sylvia Sidney, Irene Dunne, Jean Arthur, Carole Lombard, Miriam Hopkins, Charles Boyer, Margaret Sullavan, John Garfield, Rosalind Russell, Judy Garland, Agnes Moorehead, Thelma Ritter, Clifton Webb, Deborah Kerr, James Mason, Robert Mitchum, Kirk Douglas, Jean Simmons, Robert Ryan, Eleanor Parker, Lauren Bacall, Montgomery Clift, James Dean, Steve McQueen, Alan Bates, Albert Finney, Gena Rowlands, John Hurt, Glenn Close, Judy Davis, Willem Dafoe, Sigourney Weaver, Nick Nolte, John Malkovich, Ralph Fiennes, Annette Benning, Ed Harris, Johnny Depp.

OSCAR ESPECIAL
charles chaplin
barbara stanwyck
cary grant e frank sinatra
deborah kerr

julie andrews

janeiro 19, 2012

************************ O NAUFRÁGIO do TITANIC

titanic (1997)

 
Totem da ousadia humana, orgulho da engenharia náutica, colosso de 269 metros de comprimento e 46 mil toneladas, obra-prima de 7,5 milhões de dólares, o RMS TITANIC, tido como indestrutível pelos mais insuspeitos especialistas, naufragou em sua viagem inaugural. Ao colidir com um iceberg, nas últimas horas de 14 de abril de 1912, o navio afundou e levou consigo a vida de mais de 1.500 pessoas. Ao longo dos anos, muitos cineastas se basearam nesta catástrofe. Dentre as produções mais famosas, a de 1953 e a de 1997. O primeiro filme sobre o naufrágio, “Salva do Titanic”, foi realizado no cinema mudo, em 1912, seguido do alemão “Na Noite e no Gelo”, no mesmo ano. Outros apenas se inspiraram no famoso naufrágio, de “Atlantis (August Blom, 1913) a “Atlantic” (E. A. Dupont, 1929), de “A História Começou a Noite / History is Made it Night” (Frank Borzage, 1937) a “O Grande Naufrágio / The Last Voyage” (Andrew L. Stone, 1960), de “O Destino do Poseidon / The Poseidon Adventure” (Ronald Neame, 1972) a “Dramático Reencontro no Poseidopn / Beyond the Poseidon Adventure” (Irwin Allen, 1979).


O TITANIC pareceu em todos os meios de comunicação de massa do século 20 - livros, canções, peças teatrais, filmes, minisséries etc. Sua imagem se tornou um símbolo da cultura popular desde quando desapareceu nas águas gélidas do Atlântico Norte. Das primeiras manchetes as primeiras fitas, tornou-se parte da nossa consciência coletiva, e uma história reinventada no cinema de várias formas, do melodrama a propaganda política, de lendas de coragem a atos de sacrifício por amor. A descoberta dos destroços em 1985 só ajudou a aumentar o fascínio. Mas são as histórias dos passageiros que pereceram e as vozes dos 700 sobreviventes que continuaram a inspirar artistas, transformando os eventos nefastos de uma noite em um fenômeno cultural de proporções míticas. Confira os filmes que abordaram o tema:

SALVA do TITANIC
(Saved from the Titanic, 1912)
direção de Étienne Arnaud

  elenco: Dorothy Gibson e Alec B. Francis

29 dias após o naufrágio a produtora Éclair apresentou a primeira dramatização do ocaso do navio. Uma das sobreviventes, Dorothy Gibson, atriz famosa na época, faz o papel principal e ajudou a escrever o roteiro, baseado em suas próprias experiências, dando autenticidade a esse melodrama que se perdeu no tempo, restando apenas fotos.

Na NOITE e no GELO
(Nacht und Eis, 1912)
direção de Mime Misu

  elenco: Waldemar Hecker, Mime Misu e Otto Rippert

Durante um jantar, ocorre o acidente, o choque do luxuoso transatlântico com o enorme iceberg. Com o auxílio de um pequeno barco de brinquedo, foi possível reproduzir a cena do terrível impacto. Os efeitos especiais, apesar de rudimentares, impressionam. Considerado perdido por muito tempo, em 1998 um colecionador encontrou-o em seu cofre. Produção alemã, mais longo que os filmes da época, comoveu o público.

CAVALGADA
(Cavalcade, 1933)
direção de Frank Lloyd
wynyard e o'connor
  elenco: Diana Wynyard, Clive Brook, Una O’Connor 
e Margaret Lindsay

Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Cenografia. Baseado numa peça de Noel Coward, começa e termina numa noite de ano novo, em 1899 e em 1932, contando a saga de um casal britânico e os acontecimentos históricos relevantes deste período, como a Guerra dos Boers, a morte da rainha Vitória, o afundamento do Titanic e a Primeira Guerra Mundial, e em como eles influíram em suas vidas. A aparição do Titanic se dá em uma cena que dura apenas poucos minuos. A excelente Una O'Connor repete o papel que fez na montagem teatral de Londres, em 1931. 

TITANIC
(Idem, 1943)
direção de Herbert Selpin

  elenco: Sybille Schmitz, Hans Nielsen e Kirsten Heiberg

Projeto do ministro da propaganda política alemã, Joseph Goebbels, retrata o Titanic como símbolo da preocupação britânica com a ostentação e a ganância, mas não deixa de ser uma recriação emocionante do naufrágio. Seu diretor, Selpin, como muitos outros artistas, após insultar o Terceiro Reich sua carreira chegou a um fim abrupto. Foi preso e forçado a se enforcar pelos guardas da prisão.

NÁUFRAGOS do TITANIC
(Titanic, 1953)
direção de Jean Negulesco
robert wagner e stanwyck
  elenco: Clifton Webb, Barbara Stanwyck, Robert Wagner, 
Thelma Ritter, Brian Aherne e Richard Basehart

41 anos após a tragédia, a Fox ofereceu uma nova visão do desastre como pano de fundo para um luxuoso drama e um veículo para a história de um casal em crise. Ao tirar o foco dos eventos reais, o longa explorou uma visão mais íntima dos passageiros do navio. Sentimental e evocativo, o naufrágio se torna o meio pelo qual o casal se redime. Sensibilizou e apavorou platéias no mundo todo. Oscar de Melhor Roteiro.

SOMENTE DEUS por TESTEMUNHA
(A Night to Remember, 1958)
direção de Roy Ward Baker

  elenco: Kenneth More, Ronald Allen, Robert Ayres 
e Honor Blackman

Centrado quase em eventos e personagens reais, recriando o esplendor e opulência do navio, se tornou o mais bem sucedido filme inglês do ano e um dos mais caros. Foi uma sensação, com o público e os críticos unânimes em seus elogios.

A INCONQUISTÁVEL MOLLY  BROWN
(The Unsikable Molly Brown, 1964)
direção de Charles Walters

  elenco: Debbie Reynolds, Harve Presnell, 
Ed Begley e Martita Hunt

Dramatização musical da vida de Margareth Tobin Brown, uma sobrevivente do Titanic. O filme reaproveita cenas de “Náufragos do Titanic” e “Somente Deus por Testemunha”. A aparição do navio acontece no final e dura poucos minutos, mostrando a colisão e o naufrágio. Concorreu ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz.

S. O. S. TITANIC
(Idem,TV, 1979)
direção de William Hale

  elenco: David Janssen, Cloris Leachman, Susan Saint James, 
David Warner, Ian Holm e Helen Mirren

Revisou o mito, seguindo as histórias pessoais de passageiros e tripulantes, na fatídica noite. Entre eles, um casal apaixonado, uma atriz e um grupo de irlandeses. No elenco, destaque para os grandes Helen Mirren, Cloris Leachman (Oscar de Atriz Coadjuvante por “A Última Sessão de Cinema / The Last Picture Show”, 1971) e Ian Holm.

O RESGATE do TITANIC
(Raise the Titanic, 1980)
direção de Jerry Jameson
robards
  elenco: Jason Robards, Richard Jordan, David Selby, 
Anne Archer e Alec Guinness

Ambicioso, se concentrou exclusivamente em salvar o próprio navio. Baseado num best-seller, o Titanic é apenas um recurso da trama em um sofisticado suspense de espionagem. Fala de um mineral importante que supostamente afundou com a embarcação. Os efeitos especiais fantásticos não garantiram o sucesso. Fracasso total.

BANDIDOS do TEMPO
(Time Bandits, 1981)
direção de Terry Gilliam
os monty python
  elenco: John Cleese, Sean Connery, Shelley Duvall, 
Ian Holm e Ralph Richardson

Os cômicos personagens são enviados através do tempo ao convés do Titanic. A aparição do navio se resume a poucos minutos e mostra cenas no convés e o naufrágio.

TITANIC 2
(Titanic, TV, 1996)
direção de Robert Lieberman

  elenco: Peter Gallagher, George C. Scott, 
Catherine Zeta-Jones e Eva Marie Saint

Muitas versões se concentraram nos passageiros, como nessa minissérie de quatro horas feita para a tevê, mostrando as relações íntimas entre os passageiros. Produzido pouco antes do espetáculo de James Cameron, realizou-se às pressas. Produção medíocre, marcada por imprecisões históricas.

A CAMAREIRA do TITANIC
(La Femme de Chambre Du Titanic, 1997)
direção de Bigas Luna
romane bohringer
  elenco: Oliver Martinez, Romane Bohringer  
e Aitana Sánchez-Gijón

Camareira do Titanic, que procura um lugar para passar a noite, às vésperas da partida do navio, conhece o amor. Seu amante, sem saber se ela sobreviveu ou não ao naufrágio, passa a fantasiar o romance entre os dois. Romane Bohringer está perfeita como a esposa frustrada, lutando para salvar seu casamento. Sua química com Olivier Martinez é visível. O Titanic faz apenas rápidas aparições na trama, se resumindo à cenas interiores e a partida em Southampton.

TITANIC
(Idem, 1997)
direção de James Cameron
winslet e dicaprio
  elenco: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane, 
Kathy Bates, Gloria Stuart e David Warner

Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção e mais nove estatuetas. Globo de Ouro de Melhor Filme e Melhor Direção. Usou o malfadado navio como pano de fundo para uma história de amor épica. Seu orçamento de 200 milhões de dólares foi um dos maiores do cinema. Lotou os cinemas do mundo todo, transformando DiCaprio e Winslet em estrelas.

TITANIC, o DESENHO
(Titanic: La Legenda Continua..., 2000)
direção de Camilo Teti

Animação italiana que mistura computação gráfica e desenho convencional. Os interiores do navio são similares ao navio real, mas ainda assim com muitos erros. Ao contrário da versão anterior, a mocinha é pobre e o galã é rico.