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março 17, 2021

******* BILLY WILDER: o SORRISO da CRUELDADE




Não achávamos que estávamos fazendo filmes eternos, 
ou o que quer que seja eterno. Eu só fazia filmes 
aos quais gostaria de assistir. Quando dava sorte, 
isso coincidia com o gosto do público.
BILLY WILDER
 

 

Cineasta admirável, BILLY WILDER (1906 – 2002. Sucha / Áustria-Hungria) realizou dramas e policiais noir fabulosos, satisfazendo o público com inteligência e qualidade. Em 26 filmes como diretor, além de outros tantos escrevendo roteiros, foi indicado ao Oscar 21 vezes e ganhou seis estatuetas, duas delas como Melhor Diretor. Entretanto, tratarei aqui somente de suas miraculosas comédias. Afinal, qual o cinéfilo que não lembra da cena derradeira de “Quanto mais Quente Melhor”, com Joe E. Brown afirmando “Ninguém é perfeito”? Fazer rir não é nada fácil e o diretor austríaco sabia fazê-lo como poucos. Com um humor afiado e figuras que tentam mudar de identidade, seus comédias ácidas fazem humor com uma espécie de amargura, críticas sociais cáusticas ou, no mínimo, fábulas a respeito do inusitado comportamento urbano, provocando o público com questionamentos. Inspirado talvez no seu ídolo e mentor Ernst Lubitsch. Ele mantinha uma placa pendurada no escritório que dizia: “Como Lubitsch faria isso?. 
 
Suas comédias fascinantes em seu agudo retrato das obsessões do norte-americano médio, são um exemplo da maestria do realizador, que circula entre a dissimulação e a denúncia, com um uma sátira cruel que, ainda nos dias de hoje, mantêm o interesse e a atualidade. Nascido em uma cidade pertencente ao império austro-húngaro, ele cresceu em Viena, onde trabalhou como repórter, usando essa experiência em Berlim, atuando no maior tabloide da cidade. Estourou no cinema em 1929 e a partir daí escreveu roteiros para muitos longas-metragens alemães. Mas, com a ascensão do nazismo, em 1933, percebeu que sua origem judaica causaria problemas, então emigrou para a França. A estreia como diretor, ao lado de Alexander Esway, aconteceu em 1934 com “Semente do Mal / Mauvaise Graine”, filmado em Paris. Na trama, o envolvimento do filho de um médico com ladrões de automóveis.  
 
Hollywood foi o refúgio natural para o rapaz judeu que precisava sair da Europa. O Holocausto custaria a vida de seus familiares e amigos. Sua mãe, Gitla Siedlisker, foi assassinada em 1943 no campo de concentração de Plaszóvia. Seu padrasto, Bernard (Berl) Siedlisker, morreu em 1942 no campo de concentração de Belzec, enquanto sua avó, Balbina Baldinger, morreu em 1943 no gueto de Nowy Targ. Sua chegada a Hollywood aconteceu no início de 1934, por obra do diretor Joe May, que o havia conhecido enquanto trabalhava na Alemanha. Não foi nada fácil estabelecer-se como roteirista, uma vez que tinha dificuldade com o idioma, sabendo apenas cem palavras em inglês. No entanto, aprendeu rápido e, graças a contatos como o ator Peter Lorre (com quem dividia um apartamento), conseguiu entrar no cinema. Ainda em 1934, trabalhou em “Música no Ar / Music of the Air”. Em 1936, contratado pela Paramount, roteirizou o excelente “A Oitava Esposa de Barba Azul / Bluebeards Eighth Wife”, de Lubitsch e co-escrita por Charles Brackett, um profissional sofisticado e conservador de quem se tornou parceiro em projetos de Howard Hawks e Mitchell Leisen, entre outros. 
 
marlene dietrich e billy wilder
A fama veio com a co-autoria do roteiro do clássico “Ninotchka / Idem” (1939), protagonizado por Greta Garbo e dirigido por Lubitsch, que valeu a BILLY WILDER a primeira indicação da Academia. Outra parceria da dupla resultou no roteiro de “Bola de Fogo / Ball of Fire”, dirigido em 1941 por Howard Hawks. Esta comédia tresloucada surgiu de uma ideia que havia concebido antes de sua saída da Alemanha. Trata-se da versão cômica de Branca de Neve e os sete anões: para fugir da polícia e de gângsteres, uma cantora se refugia em um antigo casarão onde uma equipe de professores conservadores está escrevendo uma enciclopédia e acaba se apaixonando por um deles, um Gary Cooper ingênuo.
 
A primeira oportunidade de mostrar seu talento como diretor surgiu em 1942, no divertido “A Incrível Suzana”, com Ray Milland e Ginger Rogers. Comédia de enganos, o enredo acompanha uma jovem, que, para pagar meia passagem de trem, passa por garota de 12 anos. Enquanto evita os fiscais da ferrovia, ela acaba se envolvendo com um soldado e deixa a desconfiada noiva do militar enciumada. Em 1957, ele retomou a paixão de um homem mais velho por uma garota na comédia romântica “Amor na Tarde”, estrelada por Audrey Hepburn e Gary Cooper. Em 1948, depois de filmes sérios, realizou a comédia “A Mundana”, ambientada em Berlim, ainda destroçada pela guerra, e tendo a magnética diva Marlene Dietrich e Jean Arthur nos papéis principais. Após o final da Segunda Guerra, uma congressista norte-americana descobre que cantora de cabaré, ex-amante de militar nazista, tem um caso com oficial do seu país e resolve descobrir sua identidade. Em 1950, a parceria Wilder-Brackett se acabou e o diretor investiu em obras cáusticas e cínicas, embora nem sempre teve sucesso de bilheteria. É a sua melhor fase.
 
Em 1953, realizou a comédia de guerra “Inferno Número 17”, no qual William Holden é um pilantra num campo nazista de prisioneiros norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial. É do ator a melhor definição de BILLY WILDER: “Um cérebro cheio de lâminas”. Em “Sabrina”, forma um triângulo amoroso entre a filha do motorista de uma família rica, o filho playboy e seu irmão mais velho. Já em “O Pecado Mora ao Lado”, mostra os devaneios de homem casado há sete anos que sozinho em Nova Iorque durante as férias se envolve com a vizinha do andar de cima, Marilyn Monroe.
 
gina lollobrigida, billy e audrey hepburn
A atriz, emblemático símbolo sexual, também estrelou outra criação do diretor: “Quanto mais Quente Melhor”, uma comédia amalucada e irreverente, sem dúvida uma das melhores farsas da história do cinema. No enredo (o primeiro desenvolvido com o novo parceiro, I. A. L. Diamond), dois músicos desempregados testemunham o massacre de gângsteres por um grupo rival e, fugindo da cidade, se disfarçam de mulher ingressando em uma banda. Um deles se apaixona por uma cantora, enquanto o outro, travestido, envolve-se com um milionário.
 
O notável Jack Lemmon, o ator favorito de BILLY WILDER, foi escalado para sete comédias suas até o início da década de 1980, com destaque para as engraçadíssimas “Quanto mais Quente Melhor”, “Se meu Apartamento Falasse” e “Irma La Douce”. Na segunda, interpreta um funcionário de uma empresa que empresta seu apartamento para os colegas - e, principalmente, a seu chefe - para encontros amorosos. O método de ascensão, contudo, é interrompido quando se apaixona pela ascensorista, sem saber que ela é amante do seu chefe. Na terceira, faz o policial novato do cais de Paris que se torna amante de uma prostituta. Ainda na década de 1960, BILLY WILDER realizou “Cupido não tem Bandeira”, comédia estrelada por um magnífico James Cagney, que faz um diretor da Coca-Cola na Alemanha. O diretor contrapõe com humor as diferenças entre o lado comunista e o capitalista. Na trama, Cagney precisa reverter a situação da filha mimada de seu chefe, que se apaixonou por um militante da área oriental. Lançado antes da construção do Muro de Berlim, teve escasso sucesso comercial.
 
Nas duas décadas seguintes, o cineasta manteve-se na ativa enquanto Hollywood, o mundo e o público que frequentava as salas de exibição passaram por transformações. Ele realizou diversas outras comédias - entre as quais “Beije-me, Idiota” e “A Primeira Página”. Da impecável “Irma la Dolce” a fracassada “Avanti... Amantes à Italiana”.  Seu último trabalho como diretor e roteirista (ao lado de I. A. L. Diamond) foi o decepcionante “Amigos, Amigos, Negócios à Parte”, em que um assassino de aluguel precisa ajudar um suicida a reatar com sua mulher. Homenageado pelo Festival de Cannes em 1979 e pela Academia em 1988, no fim da vida reclamava que tinha boas ideias e queria trabalhar, mas não era convidado: “Trocaria todos estes prêmios pela oportunidade de dirigir apenas mais um filme”. Faleceu em 2002, devido a uma pneumonia. Uma vida longa, dedicada ao cinema, não apenas escrevendo, dirigindo e produzindo filmes, como enfrentando a censura, o moralismo e a perseguição para levar ao público mais do que entretenimento fútil.
 
Fabuloso diretor, mestre da ambivalência, BILLY WILDER não se preocupava com a típica definição de mocinhos e vilões, tratando personagens como seres humanos com imperfeições, muitas vezes atrapalhados numa avidez sexual disfarçada de enganos e falsas promessas. E é justamente da imperfeição que ele tirou material dramático para figuras engraçadas ou trágicas em sua filmografia. Em 50 anos de carreira, o grande BILLY WILDER observou o mundo com um sorriso desconfiado e com uma ironia que revelava, no fundo, amargura. Ele controlava as cenas, além de ter feito questão de mostrar a vida como ela é. Para isso, utilizava situações corriqueiras, criando a partir delas narrativas complexas. Recorde as comédias do mestre:
 

MELHOR é IMPOSSÍVEL: as COMÉDIAS de BILLY
(por ordem de preferência)
 
01
O PECADO MORA ao LADO
(The Seven Year Itch, 1955)

elenco: Marilyn Monroe, Tom Ewell, Evelyn Keyes, 
Oscar Homolka e Carolyn Jones
 
02
QUANTO mais QUENTE MELHOR
(Some Like it Hot, 1959)

elenco: Marilyn Monroe, Tony Curtis, Jack Lemmon, 
George Raft e Joe E. Brown
 
Globo de Ouro de Melhor Filme Comédia-Musical
 
03
IRMA la DOUCE
(Idem, 1963)

elenco: Jack Lemmon, Shirley MacLaine e Lou Jacobi
 
04
SABRINA
(Idem, 1954)

elenco: Humphrey Bogart, Audrey Hepburn, William Holden
 e Martha Hyer
 
Globo de Ouro de Melhor Roteiro
 
05
Se meu APARTAMENTO FALASSE
(The Apartment, 1960)

elenco: Jack lemmon, Shirley MacLaine, Fred MacMurray
 e Ray Walston
 
Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro
Globo de Ouro de Melhor Filme Comédia-Musical
Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro 
do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York
 
06
O INFERNO Nº 17
(Stalag 17, 1953)

elenco: William Holden, Don Taylor, Otto Preminger 
e Robert Strauss
 
07
AMOR na TARDE
(Love in the Afternoon, 1957)

elenco: Gary Cooper, Audrey Hepburn e Maurice Chevalier
 
08
A PRIMEIRA PÁGINA
(The Front Page, 1974)

elenco: Jack Lemmon, Walter Matthau, Susan Sarandon, 
Vincent Gardenia e David Wayne
 
David di Donatello de Melhor Diretor Estrangeiro
 
09
A MUNDANA
(A Foreign Affair, 1948)

elenco: Jean Arthur, Marlene Dietrich, John Lund 
e Millard Mitchell
 
10
A INCRÍVEL SUZANA
 (The Major and the Minor, 1942)

elenco: Ginger Rogers, Ray Milland, Rita Johnson
 e Diana Lynn
 
11
BEIJA-ME, IDIOTA
(Kiss Me, Stupid, 1964)

elenco: Dean Martin, Kim Novak, Ray Walston 
e Felicia Farr
 
12
Uma LOURA por um MILHÃO
(The Fortune Cookie, 1966)

elenco: Jack Lemmon, Walter Matthau e Judi West
 
13
CUPIDO NÃO TEM BANDEIRA
(One, Two, Three, 1961)

elenco: James Cagney, Horst Buchholz, Pamela Tiffin 
e Howard St. John
 
14
A VIDA ÍNTIMA de SHERLOCK HOLMES
(The Private Life of Sherlock Holmes, 1970)

elenco: Robert Stephens, Christopher Lee, Geneviève Page
 e Tamara Toumanova
 
15
AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS à PARTE
(Buddy, Buddy, 1981)

elenco: Jack Lemmon, Walter Matthau, Paula Prentiss 
e Klaus Kinski
 
16
AVANTI! AMANTES à ITALIANA
(Avanti, 1972)

elenco: Jack Lemmon e Juliet Mills
 
COMEDIANTES de BILLY
 
AUDREY HEPBURN
(1929 – 1993. Ixelles, Brussels / Bélgica)

Filmes: 
“Sabrina” (1954)
“Amor na Tarde” (1957)
 
JACK LEMMON
(1925 – 2001. Newton, Massachusetts / EUA)

Filmes: 
“Quanto Mais Quente Melhor” (1959)
“Se Meu Apartamento Falasse” (1960)
“Irma la Douce” (1963)
“Uma Loura por um Milhão” (1966)
“Avanti! Amantes à Italiana” (1972)
“A Primeira Página” (1974)
“Amigos, Amigos, Negócios à Parte” (1981)
 
MARILYN MONROE
(1926 – 1962. Los Angeles, Califórnia / EUA)

Filmes: 
“O Pecado Mora ao Lado” (1955)
“Quanto Mais Quente Melhor” (1959)
 
SHIRLEY MacLAINE
(1934. Richmond, Virginia / EUA)

Filmes: 
“Se Meu Apartamento Falasse” (1960)
“Irma la Douce” (1963)
 
WALTER MATTHAU
(1920 – 2000. Nova Iorque / EUA)

Filmes:  
“Uma Loura por um Milhão” (1966)
“Avanti! Amantes à Italiana” (1972)
“Amigos, Amigos, Negócios à Parte” (1981)
 
WILLIAM HOLDEN
(1918 – 1981. O'Fallon, Illinois / EUA)

Filmes: 
“O Inferno Nº 17” (1953)
“Sabrina” (1954)

abril 01, 2017

******** TONY CURTIS – o GALÃ de OLHOS AZUIS



 
Ele foi um dos mais populares atores de Hollywood. Morreu de uma parada cardíaca, aos 85 anos, em sua casa em Henderson, no Estado de Nevada, EUA. Os problemas cardíacos de TONY CURTIS (1925 – 2010. Nova York / EUA) começaram em 1994. Ele havia se submetido a uma cirurgia, recebendo uma ponte de safena. “Na realidade, eu era perfeito: bonito, são de corpo e de espírito.”, disse o astro, pouco antes de morrer, recordando sua juventude. Tem fundamento. No auge do sucesso, na segunda metade da década de 1950, poucas garotas resistiam ao seu charme. Namorador incorrigível, na sua lista de conquistas figuraram nomes como Marilyn Monroe, Natalie Wood, Janet Leigh e mil mulheres, de acordo com sua autobiografia. Contudo, nos anos 70, a cocaína, o álcool e filmes ruins lhe roubaram a beleza e energia.

Filho de imigrantes húngaros, batizado como Bernard Schwartz, cresceu nos fundos da humilde alfaiataria do pai. Tão pobre que foi obrigado a passar um tempo num orfanato. Em sua autobiografia de 2008, “American Prince: A Memoir”, fala abertamente sobre a infância miserável e os abusos que sofreu nas mãos da mãe diagnosticada como esquizofrênica. Em 1938, perdeu a pessoa mais importante para ele, seu único irmão, Julius, que foi atropelado e morreu. Pai da atriz Jamie Lee Curtis, de quem viveu separado, admitiu que foi um fracasso como pai.

Serviu a marinha na Segunda Guerra Mundial. Começando a atuar depois de dar baixa. Fez algumas peças, até ser descoberto pelo famoso produtor David O. Selznick (“... E o Vento Levou / Gone with the Wind”). Em 1948, devido ao belo porte, assinou contrato de sete anos com a Universal International Pictures, sendo matriculado em aulas de esgrima e montaria. Trocaram seu nome para TONY CURTIS, e logo se tornou uma estrela. Como Elvis Presley, ditou moda, com muita gente imitando seu corte de cabelo com topete e gel modelador. Sua primeira performance foi uma aparição de dois minutos no clássico noir “Baixeza / Criss Cross” (1949), em que faz ciúmes a Burt Lancaster dançando com Yvonne De Carlo.  

Inicialmente mocinho em películas de aventura, converteu-se em intérprete elogiado graças a dramas como “A Embriaguez do Sucesso” e “Acorrentados”, pelo qual recebeu sua única indicação ao Oscar de Melhor Ator, como um fugitivo racista convicto algemado a um negro, interpretado por Sidney Poitier. O seu primeiro papel principal foi em “O Príncipe Ladrão / The Prince Who Was a Thief” (1951), em que foi criticado por fazer um príncipe árabe com sotaque nova-iorquino. Apesar das críticas, se tornou um ídolo adolescente, graças à sua boa aparência e ao carisma. 

tony e janet leigh
Em 1959, TONY CURTIS protagonizou uma das comédias mais aclamadas de Hollywood, “Quanto mais Quente Melhor”, do mestre Billy Wilder, contracenando com Marilyn Monroe e Jack Lemmon. Seu personagem se disfarça de mulher para fugir da máfia. Anos depois, revelou ter engravidado a estrela. Fez sucesso com o épico  “Spartacus” (1960), onde se destaca a cena, com conotações homossexuais, ao lado de Laurence Olivier.

Atuou em mais de uma centena de filmes e casou-se seis vezes. - o primeiro deles com a atriz Janet Leigh, 1951 a 1962. Por um bom tempo eles foram o casal de ouro de Hollywood, capas de inúmeras revistas. Fizeram juntos cinco filmes. Depois de se divorciar de Janet, casou com a atriz austríaca Christine Kaufman, que conheceu ao filmar “Taras Bulba / Idem” (1962). Após uma batalha contra o álcool e as drogas retornou ao cinema. Outra tragédia em sua vida aconteceu quando seu filho Nicholas morreu de overdose de heroína, aos 23 anos.

Depois de parar de atuar, ele se dedicou à pintura. Em 1989, vendeu obras no valor de mais de US$ 1 milhão em uma exposição em Los Angeles, na Califórnia. Uma das suas telas faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York. Em 1989, lançou um vídeo de exercícios físicos para pessoas com mais de 50 anos. Sua última mulher, Jill Vanderberg, 45 anos mais nova, o ajudava em um refúgio para cavalos abandonados, entre Califórnia e Nevada. 

Não sou fã de TONY CURTIS. Antipático, cara de playboy bebum, ator de pouco fôlego. Tampouco nego sua importância cinematográfica, principalmente como comediante. Em 2008, numa entrevista, falou sobre sua carreira, marcada pelo sexo, e a decadência ao mergulhar nas drogas. “Não fiz os filmes que deveria ter feito”, concluiu, admitindo ter recusado papeis importantes que acabaram nas mãos de Marlon Brando e Paul Newman, entre outros.

tony no clássico “quanto mais quente melhor”
 
DEZ FILMES de TONY
(por ordem de preferência)

01
EMBRIAGUEZ do SUCESSO
(Sweet Smell of Success, 1957)

direção de Alexander Mackendrick
  elenco: Burt Lancaster

02
QUANTO mais QUENTE MELHOR
(Some Like It Hot, 1959)

 direção de Billy Wilder
  elenco: Marilyn Monroe e Jack Lemmon

03
SPARTACUS
(Idem, 1960)

direção de Stanley Kubrick
 elenco: Kirk Douglas, Laurence Olivier, Jean Simmons,
Charles Laughton, Peter Ustinov e John Gavin

04
VIKINGS, os CONQUISTADORES
(The Vikings, 1958)

direção de Richard Fleischer
  elenco: Kirk Douglas, Ernest Borgnine e Janet Leigh

05
ACORRENTADOS
(The Defiant Ones, 1958)

direção de Stanley Kramer
  elenco: Sidney Poitier

06
Um AMOR do OUTRO MUNDO
(Goodbye Charlie, 1964)

direção de Vincente Minnelli
  elenco: Debbie Reynolds, Walter Matthau, Pat Boone
e Ellen Burstyn

07
O HOMEM que ODIAVA as MULHERES
(The Boston Strangler, 1968)

direção de Richard Fleischer
  elenco: Henry Fonda e George Kennedy

08
De FOLGA para AMAR
(The Perfect Furlough, 1958)

direção de Blake Edwards
  elenco: Janet Leigh, Linda Cristal e Troy Donahue

09
MÉDICA, BONITA e SOLTEIRA
(Sex and the Single Girl, 1964)

direção de Richard Quine
  elenco: Natalie Wood, Henry Fonda,  Lauren Bacall
e Mel Ferrer

10
O GRANDE IMPOSTOR
(The Great Impostor, 1961)

direção de Robert Mulligan
  elenco: Karl Malden, Edmond O`Brien, Arthur O`Connell
 e Raymond Massey

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