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junho 06, 2016

************* O TALENTO DIABÓLICO de POLANSKI




Ibiza, Espanha
2004
entrevista que fiz 
publicada no jornal A Tarde (BA)
e na revista Profashional (SP)

Vista para o mar Mediterrâneo. Cenário de cinema. No alto da colina, a paradisíaca residência protegida por pinheiros. No interior, decoração curiosa entre o oriental e o mexicano. ROMAN POLANSKI, 71 anos, na varanda, fuma um requintado charuto cubano. Sua mulher há mais de uma década, a atriz francesa Emmanuelle Seigner, deitada em um sofá branco, lê um best-seller, indiferente à entrevista. A filha Morgane brinca na piscina; o mais novo, Elvis, no colo da babá. Não há sinal do homem que cultua o satânico, como a mídia faz crer. Ambiente agradável, familiar.

Nascido casualmente em Paris, o cineasta polaco realizou filmes consagrados, desde a aplaudida estreia em  “A Faca na Água / Nóz w Wodzie” (1962). Após duas décadas ingratas,  ganhou a Palma de Ouro (Melhor Filme) no Festival de Cannes e o Oscar de Direção por “O Pianista / The Pianist” (2002). De vida intensa, marcada por cruéis experiências, sua mãe morreu em um campo de concentração nazista; ele passou a infância no gueto judeu de Cracóvia; a esposa Sharon Tate, grávida, assassinada por um fanático bando religioso; foi acusado de relações sexuais com uma menor, na casa de Jack Nicholson, e expulso dos Estados Unidos. Entre outros casos turbulentos.

polanski e emmanuelle seigner
Sunga minúscula, camiseta azul, descalço, olhos irônicos, baixinho, enxuto e simpático, o autor do asfixiante “O Bebê de Rosemary / Rosemary's Baby” (1968) deixa cair por terra o mito de enigmático, libertino e perverso. Amavelmente, fala sobre sua vida e carreira.

Sua esposa, Emmanuelle Seigner, atuou em alguns dos seus filmes. Qual é a importância dela para a sua vida e o seu trabalho?

Ela chegou num momento decisivo, trazendo harmonia e paz. Apesar da juventude, descobri que possuía um instinto em relação as pessoas e uma visão justa das coisas da vida. É uma mulher realista. Com a idade, vem adquirindo uma particular sabedoria. Nos conhecemos bem e fizemos um pacto para esquecer nossa relação durante o trabalho. Profissionalmente dissimulamos a intimidade para evitar interferências na criação.

Trabalhou com gente do calibre de Mia Farrow, Catherine Deneuve, Isabelle Adjani e Ben Kingsley. Como funciona o seu relacionamento com os atores?

Tive vários relacionamentos profundos com atrizes, casei com algumas delas. Respeito os atores, sou um deles. O que não entendo são os que mudam de comportamento quando atingem a fama. Acho absurdo quando um ator se crê superior, com direitos especiais, exigindo as coisas mais extravagantes. Aprecio os atores inteligentes e sensatos, que vivem uma vida comum. Gosto de trabalhar com bons atores, desses que interpretam qualquer tipo de papel, como Jack Nicholson ou Meryl Streep.

Acho louvável o seu interesse por atores veteranos, muitos deles praticamente aposentados.

É um prazer trabalhar com velhas glórias. Em “O Inquilino” dei um papel interessante a Shelley Winters. Trabalhei com Ruth Gordon e Melvyn Douglas em “O Bebê de Rosemary”. Eles são grandes atores da época de ouro de Hollywood. Considero que um bom ator não tem idade.

Passou por uma infância sofrida e outros complexos problemas mais adiante. “O Pianista” deu-lhe a oportunidade de reavaliar angústias e medos pessoais?

Passei a infância num gueto e consegui escapar. Eu queria fazer um filme sobre essa época, usando material da minha vida, mas não queria contar a minha história. Ao ler o livro, soube que “O Pianista” seria meu próximo filme. Apesar do horror, tem um lado positivo. Um homem se salva por sua arte. A sobrevivência de um artista. O livro é objetivo, impressionou-me. Não queria fazer um filme sentimental típico de Hollywood.

Como “A Lista de Schindler” de Spielberg?

Falo de muitos filmes. “A Lista de Schindler” é um grande trabalho. Fui convidado por Spielberg para dirigi-lo, mas recusei. A história é muito próxima da minha própria história. Conheci intimamente muitos dos personagens dela, e alguns ainda estão vivos, são meus amigos. Eu não faria um bom filme nessa situação. Jamais exploraria a minha vida para vender ingresso. O filme sem distanciamento não é arte, é cinebiografia.

sharon tate e polanski
Acredito que foi muito duro recriar um momento indigno da história que faz parte do seu passado.

Na realidade, não. Filmar não foi difícil. Meus fantasmas eram massacrados diariamente num set de filmagem com centenas de pessoas. Tinha que estar com a mente voltada para questões técnicas. Acompanhar o processo de criação do roteiro de Ronald Harwood foi mais doloroso.

Esta produção o resgatou de vários insucessos, calando quem dizia que estava criativamente acabado.

É um filme realmente importante para mim. Dirigi-o pensando num resultado simples, direto, procurando mostrar as coisas tal como as recordava. Rodei todo tipo de filme e tenho a impressão de que tudo o que fiz antes foi uma preparação para “O Pianista”. Pode ser que seja como um último chamado, afinal eu sempre soube que faria um filme na Polônia sobre a Segunda Guerra Mundial ou sobre o período pós-guerra.

Como assim “último chamado”? Soa misterioso, quase sobrenatural.

Não acredito no sobrenatural. Não sou uma pessoa religiosa, portanto não sou supersticioso. Não tenho interesse na metafísica nem no esoterismo. O sobrenatural é apenas um elemento que usei em alguns filmes. O sombrio está dentro de nós.

O macabro está presente em seus filmes. É uma atração incontrolável?

Como já disse, não creio no sobrenatural. Rodei muitos filmes que não tratam do diabólico, mas sempre sou lembrado como o Polanski com seus infernos, com seus demônios. Dizem o mesmo em todo o mundo. Participei de uma coletiva de imprensa recentemente e todos os jornalistas falaram sobre tal assunto. O louco é que querem que eu aceite esse clichê, como se não fosse dono da minha vida. Nunca vi o diabo e não creio nele como é vendido. Não participo de rituais ou bruxarias como dizem.

Deixando de lado o diabólico banalizado, religioso, gostaria de saber sobre o conceito do mal presente em sua filmografia. Não há como negar, é fato.

A verdade é que a metáfora do mal me interessa, a ideia do homem enfrentado forças extremas que não controla. Gosto do macabro como espetáculo. O medo também pode ser divertido. Uso o mal nas telas como diversão. Por que não?

Também em “O Inquilino”, “Macbeth”, “A Dança dos Vampiros”, “Lua de Fel”...

Gosto do tema. Mas pode acreditar, sou um sujeito comum, na minha vida não é isso o que me interessa. O engraçado é que até Emmanuelle, minha mulher, me disse: “o que faz de melhor são as histórias de vampiros e de diabos”. Ou seja, minha própria mulher colabora com essa etiqueta forçada. Nada posso fazer, só me resta dar risadas.

jack nicholson em chinatown
16 filmes em mais de 40 anos de carreira. Por que filma pouco?

Os filmes são caros, os riscos são grandes e é difícil desenvolver um projeto. Um filme pode durar anos para se converter em realidade. É preciso escolher um tema, trabalhar no roteiro, organizar a produção, o financiamento, encontrar os atores. Nos anos sessenta era mais fácil, agora os interesses são outros. Nem sempre vale a pena correr riscos. Quando se é jovem, quando não se é conhecido, podemos arriscar sem problemas, filmar de qualquer jeito. Depois de uma certa experiência, melhor esperar um pouco mais, estar convencido de que será uma obra significante.

Realizou muitas adaptações literárias. É um grande leitor?

Amo profundamente os livros, seu aroma e tato, tudo o que faz parte deles. Amo a cadência das palavras, a forma como o autor se apodera dela. Gosto muito de Faulkner, Truman Capote e F. Scott Fitzgerald. Leio policiais, Raymond Chandler, a série noir francesa. A literatura norte-americana é a minha favorita. Porém prefiro  livros científicos e técnicos. Infelizmente creio que um livro é uma espécie em extinção.

Além de dirigir filmes, teatro e ópera, escreve roteiros e interpreta. É importante? Woody Allen garante que só atua nos seus filmes quando não encontra o ator ideal.

Levo a sério a carreira de ator. Gosto de atuar. Sou daqueles que incorpora realmente o que interpreta. Vivo o meu papel com entrega. Creio que tive um dos meus melhores momentos em “Uma Simples Formalidade”, de Giuseppe Tornatore, dividindo cena com Gérard Depardieu. É mais fácil atuar do que dirigir. Um ator faz o seu trabalho de preparação, depois atua, dá algumas entrevistas, e continua a sua vida. Um diretor pode passar anos envolvido em um mesmo projeto.

adrian brody em o pianista
Um cineasta importante.

Luis Buñuel. Os Esquecidos” me impressionou. Vi na Escola de Cine de Lodz. Nunca tinha visto algo parecido. Fiquei comovido com sua originalidade, estilo nada convencional, interpretações realistas. O cinema de Buñuel é fascinante, interessa-me.  Expressa certos pensamentos muito bem.



Por que passa os verões em Ibiza? É uma espécie de repouso do guerreiro?

Estive na Espanha pela primeira vez no final dos anos cinquenta. Acompanhava minha futura primeira mulher, Barbara Lass, que apresentava um filme no Festival de San Sebastian. Gosto da Espanha, seu idioma, costumes. Passei a frequentar Ibiza no final dos setenta, comprando esta casa uma década depois. É uma ilha tranquila, com bom clima. Aqui penso, falo, leio, estudo propostas. No meio dessa tranquilidade, estou sempre com a mente inquieta, preparando-me para o próximo filme.

O que vem por aí?

Quero continuar filmando, continuar alimentando o meu experiente e particular olhar em direção ao homem e suas paixões, obsessões e demônios. Trabalho atualmente na adaptação do clássico “Oliver Twist”, de Charles Dickens.

emmanuelle seigner e kristin scott thomas em lua de fel
  DEZ PERFORMANCES FEMININAS
em FILMES de POLANSKI
(por ordem de preferência)
  
01
RUTH GORDON
 
Minnie Castevet em
“O Bebê de Rosemary / Rosemary's Baby” (1968)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante
Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante

02
CATHERINE DENEUVE
 
Carol em
“Repulsa ao Sexo / Repulsion” (1965)

03
MIA FARROW
 
Rosemary Woodhouse em
“O Bebê de Rosemary / Rosemary's Baby” (1968)
David di Donatello de Melhor Atriz Estrangeira

 04
FAYE DUNAWAY
 
Evelyn Mulwray em
“Chinatown / Idem” (1974)

05
NASTASSJA KINSKI
 
Tess em
“Tess – Uma Lição de Vida / Tess” (1979)

06
SIGOURNEY WEAVER
 
Paulina Escobar em
“A Morte e a Donzela / Death and the Maiden” (1994)

07
KRISTIN SCOTT THOMAS
 
Fiona em
“Lua de Fel / Bitter Moon” (1992)

 08
KATE WINSLET
 
Nancy Cowan em
“Deus da Carnificina / Carnage” (2011)

09
FRANCESCA ANNIS
 
Lady MacBeth em
MacBeth / The Tragedy of Macbeth” (1971)

10
SHELLEY WINTERS
 
A Porteira em
O Inquilino / Le Locataire (1976)

GALERIA de FOTOS


FILMES



maio 10, 2012

****** PENÉLOPE CRUZ, a MUSA de ALMODÓVAR




Saboreando o êxito de “Volver”, premiada recentemente como Melhor Atriz no prestigiado European Film Awards e nomeada ao Oscar deste ano na mesma categoria, PENÉLOPE CRUZ (1974. Alcobendas / Espanha) nasceu numa família humilde, filha de uma cabeleireira. Com um empurrão fundamental de Pedro Almodóvar, tornou-se a atriz espanhola internacional, protagonizando sucessos. Nesta entrevista que fiz em Barcelona, fala sobre sua carreira, suas motivações e seus projetos.  
Publicada na revista Profashional, São Paulo, 2007.


Tem feito um filme atrás do outro. Não descansa?

Filmo o tempo inteiro, sem tempo para férias. Este ano tentarei conseguir alguns dias livres, porque preciso dar um tempo, relaxar. O pior é que eu mesma sou responsável por esse ritmo intenso de trabalho. Ninguém pode ser culpado por isso. Gosto de assumir compromissos. Fico entediada sem fazer nada, preferindo me sentir criativa.

Muitas atrizes sonham em trabalhar coim Almodóvar. É uma sorte das grandes, não?

Sinto-me honrada em trabalhar com Pedro. Mas não posso dizer que sou sua musa ou atriz favorita. Ele já fez muitos filmes e eu apenas atuei em três deles. Pedro se tornou um grande diretor de atrizes, um especialista no universo feminino, no estilo George Cukor ou Vincente Minnelli. Ele ama as mulheres, conhece a alma e a cabeça de todas nós melhor do que ninguém, porque é observador e sensível. É curioso, pois considera as mulheres complicadas e mesmo assim gosta delas. Pedro é um caso raro, único, na história do cinema. Também é muito corajoso, atrevendo-se a dizer coisas que 50% das pessoas pensam e não dizem. Sua inteligência está acima do normal.

penélope e almodóvar
Interpretar uma mulher dura, mesmo com certa fragilidade oculta, foi difícil?

A Raimunda é uma mulher machucada, marcada pela vida, mas que nunca desistiu de viver. É uma verdadeira força da natureza que se nega a ser vítima. Pela primeira vez faço uma figura feminina com tanta força, controlando a situação. Foram seis meses de filmagens. Tive uma orientação rígida de Pedro. Ele me dava indicações precisas de quando eu deveria rir ou chorar. Felizmente deu tudo certo. Raramente me sinto feliz com o que faço, porque sou quem mais duramente me julga. Esse filme é especial e todo mundo parece estar de acordo com isso. Para mim,
Volver é o melhor filme de Pedro.

Sofreu durante as filmagens?

Fiquei abalada emocionalmente. Eu tinha liberdade de sentir muitas coisas, de passar de um estado de ânimo a outro em questão de segundos. A personagem faz isso o tempo todo. Raimunda é uma atriz da vida, vive o presente, o dia a dia. Foi muito complexo fazê-la, ela não me deixava pensar racionalmente.

Mesmo fazendo protagonistas, não teve chance de mostrar seu talento em Hollywood...

Iniciei-me como atriz de cinema em 1991, dirigida por Bigas Luna, aos 17 anos. Desde então, tenho feito bons papéis na Europa. Gosto de minha atuação em “A Garota dos Seus Sonhos” e “Não se Mova”. Nos Estados Unidos estou apenas começando. De certa maneira, é normal que eu tenha papéis mais densos na Europa. Com o sucesso de “Volver” espero que me permitam a possibilidade de obter esse tipo de papéis em inglês.

A brasileira Sonia Braga está no mercado cinematográfico norte-americano desde os anos 80 e jamais conseguiu personagens dramáticos expressivos. O mesmo aconteceu com a italiana Sophia Loren nos anos 50-60. Teme que o mesmo aconteça com você?

Sonia Braga continua filmando nos Estados Unidos. Fez recentemente um bom filme com Antonio Banderas e está escalada para outro com o Eduardo Noriega. Isso é que é importante, continuar trabalhando, não ser esquecida. Sofia, mesmo rodando filmes que estavam longe de seu potencial, não deixou de ser valorizada. É um mito internacional. O problema é que são raros os bons papéis femininos no cinema norte-americano. As estrelas de lá vivem reclamando dessa situação. Seria muito bom se fosse comum nos Estados Unidos diretores como Pedro, que escrevem pensando em atrizes de 15 a 80 anos. Mas, como já disse, Pedro é único, sua imaginação é especial. Fico encantada ao ver como ele se arrisca.

Os espanhóis se queixam de sua partida para os EUA?

Nunca deixei a Espanha. Tenho casa, família e amigos aqui. Sempre estou por aqui, a cada dois ou três meses. Nunca planejei só filmar nos EUA, muito pelo contrário. Tenho feito filmes na Espanha, França e Itália. A Europa é a minha prioridade, embora esteja grata pelas oportunidades que me estão dando nos Estados Unidos.

Imaginava que um dia seria estrela hollywoodiana?

Jamais. Inicialmente queria ser bailarina, depois resolvi ser atriz. Parecia-me algo muito difícil de conseguir, pois sou uma garota suburbana e não tenho artistas na família. Aos 13 anos vi “Ata-me”, de Pedro, e decidi que era o que eu queria fazer e, além disso, desejei trabalhar com o diretor do filme. Era o meu sonho máximo. O sonho aconteceu. Já Hollywood é uma surpresa, nunca pensei que chegaria lá.

penélope em “a garota dos seus sonhos”
Espelha-se em alguma atriz?

O cinema está cheio de boas atrizes. São as que têm personalidades marcantes, únicas, particulares. A Victoria Abril, por exemplo, é um monstro da interpretação. Maravilhosa! Gosto particularmente de Anna Magnani e Meryl Streep. São as melhores atrizes de todos os tempos.

Javier Bardem e Antonio Banderas são espanhóis reconhecidos internacionalmente. Por que não atua com eles?

Estamos sempre conversando sobre isso. Parece-nos ridículo que não pensem em nos unir na tela. Não sei por que os diretores não imaginam o meu nome com os deles.

O que se aprende com um personagem?

Os personagens ensinam o tempo inteiro. Através deles, passei a ver a vida de outra maneira. Claro que nunca deixei de ser eu mesma, senão ficaria louca, mas geralmente fico possuída por eles algum tempo.

A Raimuinda vai dar o Oscar a uma espanhola?

Não tenho tal expectativa. Considero uma vitória estar entre as cinco nomeadas. Ficaria muito feliz com o Oscar, óbvio, principalmente porque seria através de um filme de Pedro e do mais especial de minha carreira. Mentiria se falasse que não gostaria de ganhar o prêmio, mas não fico pensando nisso. Lembre que a competição é dura: Helen Mirren, Judi Dench, Meryl Streep, Kate Winslet. São todas poderosas, extraordinárias.

Seus casos amorosos enchem páginas de fofocas. Pensa em formar uma família?

Nunca tive inúmeros casos amorosos. A imprensa exagera. Sei que quando chegar o momento certo serei uma boa mãe. Gosto de crianças e creio na instituição familiar. As pessoas com as quais melhor me relaciono pertencem a minha família.

Quais os seus próximos projetos?

Terminei de rodar “Manolete”. Uma história de amor e toureiros. Foi um privilégio porque Adrien Brody é um dos melhores atores de hoje. Eu o conhecia, mas nunca havia trabalhado com ele. Agora filmarei com Ben Kingsley, outro monstro sagrado.


DEZ FILMES de PENÉLOPE

01
TUDO SOBRE MINHA MÃE 
(Todo Sobre mi Madre, 2001)
direção de Pedro Almodóvar

02
A GAROTA dos seus SONHOS 
(La Niña de tus Ojos, 1998)
direção de Fernando Trueba

03
SEDUÇÃO 
(Belle Epoque, 1992)
direção de Fernando Trueba

04
PRESO na ESCURIDÃO 
(Abre los Ojos, 1997)
direção de Alejandro Amenábar

05
VOLVER 
(Idem, 2006)
direção de Pedro Almodóvar

06
VICKY CRISTINA BARCELONA 
(Idem, 2008)
direção de Woody Allen

07
JAMÓN, JAMÓN 
(Idem, 1992)
direção de Bigas Lunas

08
NÃO se MOVA
(Non ti Muovere, 2004)
direção de Sergio Castellitto

09
TERRA de PAIXÕES 
(The Hi-lo Country, 1998)
direção de Stephen Frears

10
SEM NOTÍCIAS de DEUS
(Sin Noticias di Dios, 2001)
direção de Agustin Díaz Yanes