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dezembro 10, 2012

********************** A CORRIDA ao OSCAR 2013

“frankenweenie”, direção de tim burton

 
A corrida ao OSCAR foi lançada. O primeiro indicativo, o NEW YORK FILM CRITICS CIRCLE AWARDS (NYFCC), geralmente é justo, mas nem sempre coincide com a estatueta dourada da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Grande prêmio anual de cinema, iniciado em 1935 por um grupo de críticos com atuação exclusiva na imprensa nova-iorquina, ganhou relevância e credibilidade através dos tempos. Seus membros são reconhecidos críticos de jornais, revistas e publicações online. Contrariando o OSCAR, eles não se esqueceram de Greta Garbo (Melhor Atriz em 1935 por “Anna Karenina / Idem” e  em 1937 por “A Dama das Camélias / Camille”), Alfred Hitchcock (Melhor Diretor em 1938 por “A Dama Oculta / The Lady Vanishes”), Charles Chaplin (Melhor Ator em 1940 por “O Grande Ditador / The Great Dictator”), “Cidadão Kane / Citizen Kane” (Melhor Filme em 1942), Deborah Kerr (Melhor Atriz em 1947 por “Narciso Negro / Black Narcissus”, em 1957 por “O Céu por Testemunha / Heaven Knows, Mr. Allison” e em 1960 por “Peregrino da Esperança / The Sundowners”), Charles Boyer (Melhor Ator Coadjuvante em 1974 por “Stavisky / Idem”) etc.
 
Este ano, há alguns dias, os críticos do NEW YORK FILM CRITICS CIRCLE AWARDS levaram cinco horas discutindo sobre as obras pré-selecionadas, terminando por atribuir três prêmios ao thriller “A Hora Mais Escura / Zero Dark Thirty”: Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Fotografia. “Lincoln”, de Steven Spielberg, recebeu três prêmios, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro. A produção europeia “Amour” venceu o Melhor Filme Estrangeiro. Surpreendeu-me o prêmio de Ator Coadjuvante ao canastrão Matthew McConaughey. 

Sally Field é uma veterana que sempre antipatizei (sinto algo parecido por Shirley Temple, Kim Novak, Tony Curtis, Richard Burton e Julie Andrews), mesmo ciente do seu talento como intérprete. Já a realizadora Kathryn Bigelow, ex-senhora James Cameron, nunca me convenceu. Não custa lembrar que o OSCAR em 2009 considerou, injustamente, o pretensioso e chato “Guerra ao Terror / The Hurt Locker” o Melhor Filme do ano, sacrificando “Avatar / Idem”. Fiquei contente com os prêmios atribuídos a Daniel Day-Lewis, Rachel Weisz, “Amour” e “Frankenweenie”. Tomara que sejam repetidos no Oscar. A divulgação dos candidatos oficiais, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, sai dia 15 de janeiro. A cerimônia acontece dia 24 de fevereiro no Teatro Kodak. Confira a lista dos vencedores do NYFCC:

MELHOR FILME
“A Hora Mais Escura”

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
“Amour” (Áustria)

MELHOR ANIMAÇÃO
“Frankenweenie”

MELHOR DOCUMENTÁRIO
“The Central Park Five”

MELHOR DIRETOR
Kathryn Bigelow por “A Hora Mais Escura”

MELHOR ROTEIRO
Tony Kushner por “Lincoln”

MELHOR FOTOGRAFIA
Greig Fraser por “A Hora Mais Escura”

MELHOR ATOR
Daniel Day-Lewis em “Lincoln”

MELHOR ATRIZ
Rachel Weisz em “The Deep Blue Sea”

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Matthew McConaughey em “Bernie”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Sally Field em “Lincoln”

MELHOR PRIMEIRO FILME
“How to Survive a Plague”, direção de David France

SAIBA mais SOBRE os FILMES PREMIADOS

A HORA MAIS ESCURA
direção de Kathryn Bigelow

Um pequeno grupo de soldados de elite das forças especiais do exército norte-americano é enviado numa missão especial e perigosa que tem como alvo Osama Bin Laden, um dos homens mais procurados do mundo. Apesar de distribuído pela Columbia Pictures, é produção independente, já que foi produzido por pequeno estúdio, a Annapurna Pictures. Ele está na corrida ao Oscar, ao lado de “The Master”, de Paul Thomas Anderson; “Moonrise Kingdom”, de Wes Anderson; “Argo”, de Ben Aflleck; “Silver Linings Playbook”, de David O. Russell e “A Viagem / Cloud Atlas”, dos Irmãos Wachowski e Tom Tykwer.



LINCOLN
direção de Steven Spielberg

Baseado no livro “Team of Rivals: The Genius of Abraham Lincoln”, de Doris Kearns Goodwin, aborda a participação do décimo sexto presidente norte-americano na Guerra Civil, que acabou com a vitória do Norte. Spielberg sabe como contar uma história, pena que tenha um pé no patriótico e no melodramático. E quanto a Daniel Day-Lewis, que faz o papel do lendário presidente,  talvez seja o maior ator do cinema atual. Seus grandes concorrentes ao Oscar do próximo ano são Joaquin Phoenix, Philip Seymour Hoffman e Anthony Hopkins. Ainda no elenco dessa cinebiografia, Tommy Lee Jones.


AMOUR
direção de Michael Haneke

Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva, de Hiroshima, Mon Amour, 1959) são um casal de aposentados que costumava dar aulas de música. Eles têm uma filha musicista que vive em um país estrangeiro. Quando Anne sofre um derrame e fica com um lado do corpo paralisado, o amor do idoso casal é colocado em teste. Palma de Ouro de Melhor Filme no Festival de Cannes. No elenco, Isabelle Huppert. O Oscar de Melhor Filme Estrangeiro é certo para “Amour”. Tem apenas um concorrente de peso, o francês “Intocáveis / Intouchables”. Mais uma vez, bye bye Brasil.



THE DEEP BLUE SEA
direção de Terence Davies

Estou ansioso para assisti-lo. Adaptação de uma peça de Terence Rattigan, já filmada em 1955 por Anatole Litvak com fenomenal atuação de Vivien Leigh (título no Brasil, “O Profundo Mar Azul”), fala sobre a esposa de um juiz que se envolve em um caso com um ex-piloto da Força Aérea Inglesa. Suicídio, paixão e amor são misturados em exaustão. Segundo os críticos, a performance elogiada de Rachel Weisz não garante colocá-la como uma das nomeadas ao próximo Oscar. Eles preferem apostar em Jessica Chastain, Jennifer  Lawrence, Marion Cotillard, Helen Mirren, Keira Knightley ou Naomi Watts.



dezembro 15, 2010

********************** GLOBO de OURO 2011

a origem”, de christopher nolan


 
A Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood anunciou esta semana, em Beverly Hills, os indicados ao 68º GLOBO DE OURO, o prêmio mais importante do cinema norte-americano depois do Oscar. A valorizada premiação já foi considerada o principal termômetro para o Oscar, mas não vale mais tal afirmação, afinal nos últimos seis anos só “Quem Quer Ser Um Milionário?” ganhou os dois prêmios. Os votos são de um grupo de 85 jornalistas, não críticos, correspondentes estrangeiros sediados em Los Angeles. Este ano, os filmes O Discurso do Rei (de Tom Hooper), A Rede Social (de David Fincher) e “O Vencedor” (de David O. Russell) saíram como favoritos, com sete indicações o primeiro e seis os dois últimos. Atualmente em cartaz no Brasil, o longa-metragem sobre a história do Facebook foi eleito Melhor Filme do ano pelas Associações de Críticos de Los Angeles e de Nova York. O GLOBO DE OURO é uma premiação séria e eficiente, embora tenha cometido muita bobagem no passado. Somente me parece absurda essa separação entre Drama e Comédia/Musical. Um filme dramático pode muito bem disputar com uma comédia, como acontece em qualquer premiação mundo afora. Porém, pensando melhor, talvez seja esse o diferencial da premiação da Foreign Press Association. Uma curiosidade deste ano, cujo resultado será conhecido em 16 de janeiro, é que nenhum medalhão lendário – como é habitual - concorre ao prêmio (com exceção de Michael Douglas, que não é essa coca-cola toda). Sou fã de carteirinha de Tim Burton, mas “Alice no País das Maravilhas” seguramente foi um dos piores filmes do ano. Na verdade, as indicações na categoria comédia ou musical são constrangedoras, com títulos medíocres. Angelina Jolie concorrendo a prêmio de atuação parece piada. Já “A Origem” tem cadeira cativa na minha lista dos dez mais de 2010. Vou torcer também por “Biutiful”, Natalie Portman, James Franco, Annette Bening, Johnny Depp, Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush. Espero vê-los na disputa do prêmio da Academia de Hollywood. São minhas preferências – não, necessariamente, minhas apostas.

  A LISTA

MELHOR FILME DRAMA
“A Origem”
“A Rede Social”
“Cisne Negro”
“O Discurso do Rei” 
“O Vencedor”

MELHOR FILME COMÉDIA ou MUSICAL
“Alice no País das Maravilhas”
“Burlesque”
“Minhas Mães e meu Pai”
“O Turista”
“Red - Aposentados e Perigosos”

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
“Biutiful” (México/Espanha)
 “Io Sono L'Amore” (Itália)
“Kray” (Rússia)
“Le Concert” (França)
 “Haevnen (Dinamarca)

MELHOR FILME de ANIMAÇÃO
“Como Treinar o seu Dragão”
“Enrolados”
 “Meu Malvado Favorito”
 “O Ilusionista”
 “Toy Sory 3”

MELHOR DIREÇÃO
Christopher Nolan (“A Origem”
 Darren Aronofsky (“Cisne Negro”)
David Fincher (“A Rede Social”)
David O. Russell (“O Vencedor”) 
Tom Hooper (“O Discurso do Rei”)

MELHOR ROTEIRO
Aaron Sorkin (“A Rede Social”)
Christopher Nolan (“A Origem”) 
Danny Boyle e Simon Beaufoy (“127 Horas”)
David Seidler (“O Discurso do Rei”) 
Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg (“Minhas Mães e meu Pai”)

MELHOR ATRIZ DRAMA
Halle Berry (“Frankie e Alice”)
Jennifer Lawrence (“Inverno da Alma”)
Michelle Williams (“Blue Valentine”)
Natalie Portman (“Cisne Negro”) 
Nicole Kidman (“Rabbit's Hole”)

MELHOR ATOR DRAMA
Colin Firth (“O Discurso do Rei”)
James Franco (“127 Horas”)
 Jesse Eisenberg (“A Rede Social”)
Mark Wahlberg (“O Vencedor”) 
Ryan Gosling (“Blue Valentine”)

MELHOR ATRIZ COMÉDIA ou MUSICAL
Anne Hathaway (“Amor e Outras Drogas”)
 Annette Bening (“Minhas Mães e meu Pai”)
Angelina Jolie (“O Turista”)
 Emma Stone (“Easy A”)
 Julianne Moore (“Minhas Mães e meu Pai”)

MELHOR ATOR COMÉDIA ou MUSICAL
Jake Gyllenhaal (“Amor e Outras Drogas”)
 Johnny Depp (“Alice no País das Maravilhas”)
 Johnny Depp (“O Turista”)
Kevin Spacey (“Casino Jack”) 
Paul Giamatti (“Minha Versão para o Amor”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams (“O Vencedor”)
Helena Bonham Carter (“O Discurso do Rei”)
Jacki Weaver (“Animal Kingdom”)
Melissa Leo (“O Vencedor”) 
Mila Kunis (“Cisne Negro”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Andrew Garfield (“A Rede Social”)
 Christian Bale (“O Vencedor”)
Geoffrey Rush (“O Discurso do Rei”)
Jeremy Renner (“Atração Perigosa”)
 Michael Douglas (“Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme”)

MELHOR TRILHA ORIGINAL
A.R. Rahman (“127 Horas”)
Alexandre Desplat (“O Discurso do Rei”)
Danny Elfman (“Alice no País das Maravilhas”)
Hans Zimmer (“A Origem”) 
Trent Reznor e Atticus Ross (“A Rede Social”)
 
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
"Bound to you" (“Burlesque”)
"Coming Home" (“Country Strong”)
"I see the light" (“Enrolados”)
"There’s a Place for Us" (“As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada”) 
"You haven’t seen the last of me" (“Burlesque”)