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julho 03, 2021

******* ESCÂNDALOS SEXUAIS em HOLLYWOOD

gary cooper e patricia neal
 
 
O ator John Cusack definiu Hollywood no “The Guardian” como “um puteiro onde as pessoas enlouquecem”. A intimidade de suas estrelas daria melodramas trágicos, comédias de humor negro e thrillers macabros tão delirantes que nenhum roteirista se atreveria a escrevê-los. Muitos chegaram ao estrelato vindos de infâncias truculentas, lares infelizes, dificuldades financeiras e até prostituição, mas a indústria cinematográfica o corrompeu. Raros tiveram vidas tranquilas. Recordo diversos escândalos. Confira.
 
01
BRAD PITT e ANGELINA JOLIE: SEXO a TRÊS

Antes de casar com Brad Pitt, Angelina Jolie já era célebre por seus curiosos costumes sexuais: desde brincar com facas na cama, casos com garotas até beijar seu irmão na boca em público. Em 2007, o trio que fez com seu marido e a top model Karolina Kurkova foi manchete da imprensa. Nesse momento, a relação não estava em seu melhor momento e eles tentavam retomar o interesse. Depois de uma festa, convidaram a modelo ao seu quarto para uma sessão de sexo a três, gerando o estopim do escândalo.
 
02
CHARLES CHAPLIN: QUANTO mais JOVEM MELHOR

Conhecido por seu fetiche por meninas, o primeiro casamento do célebre comediante foi com Mildred Harris, de 16 anos, porque ela estava grávida. Ele tinha 29 anos. Depois do divórcio, conheceu Lillita McMurray, de 7 anos. Passou a cuidar dela. Conforme crescia e se tornava uma adolescente, o diretor estava por perto. Aos 16 anos, engravidou. Por fim, o litígio do divórcio durou um longo ano, custou-lhe US $ 628.000 e seu cabelo ficou grisalho. Em 1943, a atriz Joan Barry não recebeu bem o fim do relacionamento que durou meses, fazendo escândalos em frente à casa do ex-amante. Piorando a situação, ligou para a colunista de fofocas Hedda Hopper para dizer que estava grávida. O escândalo terminou num ruidoso julgamento, Chaplin precisou assumir a criança e foi acusado de levá-la de Los Angeles a Nova York, quebrando delito federal que proibia o transporte de mulheres através dos limites interestaduais “com propósitos imorais”.
 
03
CLARA BOW: HOMENS aos MONTES

Chamada de “it girl” (ou seja, uma garota que cria tendência), era uma grande estrela do cinema mudo, conhecida na intimidade como lasciva e desavergonhada. O escândalo aconteceu em 1931, quando uma secretária demitida se vingou contando a uma revista de fofocas os detalhes escabrosos da intimidade da patroa. O mundo ficou sabendo que a atriz ia pra cama com atores iniciantes, como Gary Cooper e John Wayne, e que passara um fim de semana fazendo sexo com jogadores de futebol do USC Trojans. O estrago estava feito e sua carreira caiu ladeira abaixo até desaparecer por completo.
 
04
DORIS DAY: APENAS uma DONA de CASA

Brilhou no cinema como a garota decente e encantadora em ingênuas comédias românticas. Entretanto, ela odiava ser atriz e sonhava em ser apenas uma dona de casa. Aos 16 anos casou com um músico que a maltratava (ela gabava-se dos hematomas, afirmando que eram resultado do ardor sexual). Aos 24, tentou abandonar a carreira para se dedicar ao segundo marido, um infiel, e aos 27 seu terceiro marido, um empresário, torrou sua fortuna. Sua vida privada - alcoólatra e promíscua - jamais veio a público, mas a insatisfação amorosa a levou a viver reclusa cuidando de cães.
 
05
ELIZABETH TAYLOR: o MELHOR AMIGO do MEU MARIDO

Quando a estrela enviuvou de Mike Todd, o melhor amigo deste, o cantor Eddie Fisher, acabou indo para a cama com ela. Pouco tempo depois, ele largou a esposa, a célebre atriz Debbie Reynolds, para ficar com Elizabeth, em um dos maiores escândalos dos anos 50. A imprensa mundial a chamou de “destruidora de lares”, já que o casal tinha uma filha de dois anos, Carry Fisher, futura princesa Leia de “Guerra nas Estrelas / Star Wars” (1977). Ele também foi massacrado, o que o acabou liquidando como cantor. Isso para ser abandonado poucos anos depois, trocado pelo bêbado Richard Burton.
 
06
ERROL FLYNN: ESTUPRO CONSENTIDO?

O super astro da Warner Brothers passava as noites enchendo a cara e seduzindo a todos. Numa festinha, bêbado, tirou o enorme pênis das calças e tocou piano com ele. O estúdio ocultava seus excessos. Ao dar um soco na sua então esposa, afirmou que eles tinham sofrido um acidente de carro para evitar atropelar um gato. Em 1942, quando duas adolescentes o acusaram de estupro em um iate, alegou: “O que elas esperavam ao deitar na cama com Flynn?”. O júri inocentou o ator, que continuou atuando até que o vício em heroína o consumiu, morrendo aos 50 anos de idade, em 1959.
 
07
FRANK SINATRA e AVA GARDNER: PAIXÃO DESENFREADA

A diva Ava Gardner despertava tórridas paixões. Uma de suas vítimas foi o mítico Frank Sinatra. Eles chegaram a casar, mas a atriz infiel logo pulou fora do relacionamento. Depois da separação, ainda apaixonado, o cantor pediu que a amiga Lauren Bacall entregasse um presente a Ava, que filmava em Roma. Ela esnobou o romantismo. Ao saber disso, ele cortou os pulsos com uma gilete. Felizmente sobreviveu. Na velhice da estrela, doente e empobrecida, vivendo em Londres, ele pagou todas as suas contas.
 
08
GARY COOPER e PATRICIA NEAL: uma HISTÓRIA de AMOR

Eles se conheceram durante as filmagens de “Vontade Indômita / The Fountainhead” (1949). Foi amor à primeira vista. Gary Cooper era um notório mulherengo, mas era casado desde 1933. No entanto, ele realmente se apaixonou por Patricia Neal. Por sua vez, encantada, ela o considerou romântico e sensível. Para evitar escândalos que pudessem prejudicar a carreira de ambos, mantiveram o romance discretamente. Ela ficou grávida e terminaram optando pelo aborto. A atriz se arrependeu pelo resto da vida. Abatido e consumido pela culpa, Gary não sabia o que fazer. Amava Patricia, mas não queria perder o respeito da filha. Viveram esse relacionamento secreto por três anos. A esposa, a filha e mãe de Gary declararam guerra contra Patricia. Magoada e humilhada, ela acabou o romance. Após a separação, eles sofreram. Em entrevista, anos depois, ela confessou: Eu amei Gary, por anos e anos e anos. E ainda o amo.”
 
09
GLORIA SWANSON e o PATRIARCA dos KENNEDY

A estrela do cinema mudo e o empresário Joseph Kennedy, casado com Rose e avô do futuro presidente John Kennedy, foram amantes durante anos. Contrabandista de bebidas, ele convenceu Gloria a colocar seu dinheiro numa produtora do qual ele seria o chefão. Produziu “Rainha Kelly / Queen Kelly”, que não foi concluído. Milhões foram perdidos. A produtora faliu, Kennedy ficou bem de vida, e foi o fim do adultério.
 
10
A NUDEZ de HEDY LAMARR

O filme “Êxtase / Ecstasy” (1933) provocou um estrondoso escândalo. A atriz austríaca Hedy Lamarr, nua, corre entre árvores e simula um orgasmo. Tudo muito discreto, mas um comitê do governo norte-americano proibiu a fita e Hedy foi espancada pelo marido, um fabricante de armas. Ele gastou mais de 300 mil dólares para incinerar cópias do filme na Europa. Disfarçada, ela fugiu para Paris e depois para os EUA, onde se tornou uma das mais famosas estrelas da Metro-Goldwyn-Mayer.
 
11
INGRID BERGMAN: meu REINO por um CINEASTA ITALIANO

A imagem de boa moça projetada pela estrela, casada com um dentista e mãe de uma filha, foi pelos ares quando ela apareceu na revista “Life em situação acalorada com o diretor italiano Roberto Rossellini, com quem filmava “Stromboli”. A estreia coincidiu com o nascimento de um filho ilegítimo e o escândalo foi tamanho que o Vaticano e a imprensa amaldiçoaram o casal. Condenada pelo público, Ingrid teve de fugir dos EUA, onde era ofendida através de cartas. “Algumas diziam que eu ia arder no inferno, outras me chamavam de vagabunda. Eu não conseguia acreditar que tanta gente podia me odiar por causa de minha vida privada”, confessou a estrela em suas memórias. Em 1957, após se divorciar de Rossellini, foi perdoada e celebrada com outro Oscar.
 
12
As ORGIAS de JANE FONDA

Em entrevista para a emissora CBS, em março de 2005, a atriz revelou que na década de 60 participou de inúmeras orgias sexuais para agradar o então marido, o cineasta francês Roger Vadim. Disse que, muitas vezes, por medo de perder o parceiro, ela mesma levava prostitutas para satisfazê-lo e terminavam todos na cama.
 
13
JOAN BENNETT e o AMANTE BALEADO

O produtor Walter Wanger era casado com a estrela Joan Bennett, produzindo excelentes filmes da esposa. Em 1951, desconfiado que ela estava tendo um caso com o agente Jennings Lang, puxou um revólver e atirou no suposto amante, que sobreviveu com um tiro na coxa. O escândalo findou o estrelato da atriz. O produtor, invocando loucura temporária, passou 4 meses na cadeia, e o casal continuou junto até o divórcio em 1965.
 
14
KATHARINE HEPBURN: GAROTAS DESCARTÁVEIS

Assumir o lesbianismo nos anos 30 significava a condenação eterna. Kate nunca o fez, mas sempre existiram rumores. Atribuem a ela um longo e apaixonado romance com Spencer Tracy. William J. Mann, autor da biografia “Kate: The Woman Who Was Hepburn” (2006), diz que a atriz era lésbica e que “o papel que melhor executou foi o de amante de Tracy”. O conhecido proxeneta de Hollywood Scotty Bowers afirmou que, ao longo de décadas, organizou encontros da estrela com mais de 150 mulheres. Ela fazia sexo uma ou duas vezes e depois fazia questão de não voltar a vê-las.
 
15
JAMES DEAN: o CINZEIRO HUMANO

“Jimmy gostava de sexo com botas e correntes. E que o queimasse com cigarros, por isso ganhou o apelido de Cinzeiro Humano”. Quando Kenneth Anger fez essa revelação em seu livro “Hollywood Babylon” (1959), desmitificou um dos ícones dos anos 50. Desde então, não deixaram de aparecer provas de sua estranha sexualidade. Numa delas, em 2016, na biografia “James Dean: Tomorrow Never Comes”, que fala de sua relação sadomasoquista com Marlon Brando, um amigo íntimo de Dean confessa: “ele era louco por Brando e o seguia como um cachorrinho, mas o astro só o usava para sexo”.
 
16
JENNIFER JONES e SELZNICK: um ADULTÉRIO TRÁGICO

Contratada por David O. Selznick, a jovem atriz foi preparada cuidadosamente para o estrelato. Ao iniciar um affair com seu protetor, então também casado, Jennifer acelerou o fim do seu casamento com Robert Walker, desgastado em intermináveis cenas de ciúmes. O divórcio levou o excelente ator em ascensão, ferido de amor, a morte prematura em 1951, depois de anos de álcool, drogas, colapso nervoso e desilusão. Jennifer e Selznick se casaram e permaneceram juntos até a morte dele.
 
17
JOHN TRAVOLTA: Na CAMA com TOM CRUISE

Afirmam que o casamento de quase 30 anos do ator com Kelly Preston não era mais do que uma fachada, e sempre surgem escândalos que colocam em dúvida sua heterossexualidade. Por exemplo, o piloto Doug Gotterba jura de pés juntos ter sido amante de Travolta durante seis anos. E o massagista que processou o ator por apalpar seu pênis e perguntar se ele queria manter relações sexuais com ele e com “outra estrela de Hollywood”. Essa outra estrela seria Tom Cruise, com quem, de acordo com a revista “Star”, Travolta manteve uma relação secreta por décadas.
 
18
KIRK DOUGLAS: ESTUPRANDO a ADOLESCENTE NATALIE WOOD

A atriz tinha 16 anos de idade quando foi trancada por Kik Douglas em um quarto do famoso Chateau Marmont Hotel, humilhada e estuprada violentamente durante horas. Quando Natalie foi deixada em casa, sua mãe se indignou “por ter irritado” o astro e a levou discretamente para o hospital. Os estúdios abafaram o caso, mas a futura estrela nunca se recuperou emocional nem psicologicamente do ocorrido.
 
19
LANA TURNER: o MAFIOSO ASSASSINADO

O amante da estrela, o mafioso bonitão Johnny Stompanato, que costumava espancá-la, foi supostamente assassinado a facadas por sua filha de 14 anos. Ela foi absolvida por homicídio em legítima defesa, mas biógrafos afirmam que foi a própria Lana quem apunhalou seu namorado em ataque de ciúmes ao encontrá-la na cama com a filha.
 
20
LORETTA YOUNG e CLARK GABLE: FILHA de um ESTUPRO

A estrela teve uma filha fruto de um estupro. A agressão sexual ocorreu durante a rodagem de “O Grito da Selva / The Call of the Wild” (1935). Loretta e Clark Gable estavam num trem, voltando para Los Angeles, quando a atriz foi abusada e engravidou. Católica, escondeu a gravidez. Depois deixou a filha em um orfanato e, por fim, simulou uma adoção. Ele nunca reconheceu a filha, mas era visível a semelhança física.
 
21
MARILYN MONROE: a MULHER de TODOS

“O sexo faz parte da natureza, e eu me dou muito bem com a natureza”, costumava dizer a estrela. Não é nenhum segredo que a loira mais famosa do cinema tinha uma vida sexual das mais movimentadas. Mas não sabíamos o quanto até 2010, quando o FBI divulgou um relatório dizendo que a atriz participava de “festas sexuais” com Frank Sinatra, Sammy Davis Jr. e os irmãos Robert e John F. Kennedy. As orgias eram realizadas em um luxuoso hotel nova-iorquino, e Marilyn passava por todos.
 
22
MARION DAVIES e o MAGNATA ASSASSINO

A estrela do cinema mudo Marion Davies tinha como amante William Randolph Hearst, o bilionário parodiado em “Cidadão Kane / Citizen Kane” (1941). Diz-se que “Rosebud”, a famosa palavra mencionada no filme, era como ele chamava as partes íntimas da amada. Ela tinha 16 anos e ele 60 quando se conheceram. Desde então, formaram um conhecido casal extraconjugal. Hearst era ciumento e ela gostava de ter relacionamentos paralelos. Um dos amantes era Chaplin. Para acalmar as suspeitas, Marion convidou o comediante e outros amigos para um final de semana no iate Oneida. Entre os convidados, Louella Parsons e Thomaz Ince, produtor e cineasta, considerado o pai do western. Não se sabe com detalhes o que aconteceu na viagem que resultou na morte de Ince.
 
Tentaram vender o crime como morte natural, causada por uma doença repentina. No entanto, testemunhas viram o tiro na testa quando o corpo foi retirado do iate. Embora investigado, o caso foi abafado. Dizem que o magnata percebeu que na calada da noite Marion tinha ido ao encontro de Chaplin. Ao encontrá-la, atirou na cabeça do suposto amante. O tiro foi fatal, mas era Ince, muito parecido com o ator. O crime foi encoberto pelo poder e dinheiro de Hearst. Louella, uma jovem jornalista em visita a Hollywood, foi contratada pelo magnata para trabalhar em suas publicações, se tornando a rainha do colunismo cinematográfico e destruindo carreiras com seus venenos. A viúva recebeu quantia significativa em dinheiro e os envolvidos jamais falaram sobre o ocorrido.
 
23
MARY ASTOR: o DIÁRIO ERÓTICO

Em 1936, na disputa judicial com o ex-marido Franklyn Thorpe pela guarda da filha, o diário íntimo da atriz veio a público. Trazia detalhes picantes de seus amantes. Num deles, escreveu sobre o dramaturgo casado George S. Kaufman: “O corpo de George mergulhou no meu, sob o luar”. Sua carreira quase naufragou.
 
19
RITA HAYWORTH: SEDUZIDA pelo PRÓPRIO PAI

“Os homens vão para a cama com Gilda, mas acordam comigo”, lamentava. Na vida real, vivia aterrorizada pela atenção midiática e pela certeza de que só estavam interessados em seu corpo. Seu pai (um bailarino sevilhano) a levou em turnê aos 12 anos, apresentando-a como esposa e obrigando-a a manter relações sexuais com ele. Casou-se cinco vezes, fracassando em seu sonho de construir um lar tradicional longe de Hollywood. Consumida pela ansiedade, ataques de pânico e alcoolismo, dizia que só foi feliz durante seu casamento com Orson Welles. Ao saber disso, ele afirmou: “Se aquilo foi felicidade, não quero nem imaginar como foi o resto de sua vida”.
 
24
ROMAN POLANSKI: a NINFETA de 13 ANOS

Em 1977, na casa de Jack Nicholson, o cineasta alcoolizou e drogou uma garota de 13 anos, abusando dela. A jovem o denunciou por “estupro e sodomia”, mas ele só se declarou culpado de “relações sexuais ilegais”. Pouco antes da sentença, fugiu dos EUA. Sequer voltou para receber o Oscar em 2002 por “O Pianista / The Pianist”. Vivendo na França, continua sendo considerado culpado pela justiça norte-americana.
 
25
STEVE McQUEEN: o PORCO MACHISTA

O astro definia-se como um “porco machista” e costumava bater na primeira esposa, Neile Adams (a quem mirava com uma pistola em ataques de ciúmes), e proibiu a segunda, a atriz Ali McGraw, de trabalhar no cinema, para que se dedicasse a lhe servir carne com batatas às 18h em ponto e o deixasse jantar vendo TV em silêncio. Ele gostava de beber, dirigir rápido, se drogar (cocaína, peyote e LSD) e desconfiava das mulheres. Essa insegurança paranoica vinha por ter sido abandonado pela mãe, uma prostituta barata, o levando a dormir na rua aos nove anos de idade.
 
26
TATUM O´NEAL: SEXO e DROGAS aos 12 ANOS

A própria atriz tornou públicas suas intimidades no livro de memórias “A Paper Life” (2001). Ela conta que seu pai, o ator Ryan O’Neal, a introduziu ainda criança ao sexo e as drogas. Relata também como a atriz Melanie Griffith a levou a orgias em Paris quando tinha 12 anos. “Nós usávamos drogas e íamos a festas selvagens. Um dia todos fumamos ópio e haxixe. Enjoada, caí na cama. Quando levantei a cabeça, Melanie mantinha relações sexuais com um jovem e a atriz Maria Schneider”.
 
27
WOODY ALLEN: a FILHA de MINHA MULHER

Em 1992, Allen se separou de Mia Farrow quando ela encontrou fotos eróticas da sua filha adotiva, Soon-Yi Previn, tiradas por ele. A moça havia começado a se relacionar com o padrasto quando tinha apenas 13 anos. Começou, então, uma guerra entre o ex-casal. Mia acusou o diretor de molestar sexualmente outra filha. A celeuma acabou indo parar nos jornais e nos tribunais. Em 1997, o diretor e Soon-Yi casaram-se.
 
BÔNUS
 
01
A MADAME
Proveniente de uma família de classe alta, Heidi Fleiss, conhecida como a “madame de Hollywood”, construiu um verdadeiro império da prostituição cujo segredo era a discrição radical com que preservava o nome de seus clientes, dentre os quais vários atores de Hollywood. Em 1994, porém, foi presa por evasão fiscal, proxenetismo e posse de drogas, e seu império veio abaixo, mas manteve-se de boca fechada. Três prostitutas que trabalhavam para ela decidiram tirar proveito da situação e publicaram o livro “You’ll Never Make Love in this Town Again / Você Nunca mais fará Amor de Novo nesta Cidade” (1995), em que revelam as taras de vários clientes famosos. Assim, ficamos sabendo que Dennis Hopper era viciado em lingerie sexy, que Warren Beatty sofre de ejaculação precoce, que Jack Nicholson se divertia batendo nas prostitutas depois de cheirar cocaína ou que Sylvester Stallone preferia ficar olhando mulheres transarem. O livro causou um terremoto.
 
02
O BORDEL de HOLLYWOOD
O bordel mais famoso de Hollywood se chamava Hacienda Arms, em Sunset Strip, e o que suas paredes poderiam contar daria para escrever uma enciclopédia inteira sobre a luxúria. Teve seu esplendor nos anos 30. Sua proprietária, Lee Francis, ficou tão famosa quanto era a sua clientela. Ela era uma bomba-relógio à espera da explosão: as informações que guardava valiam milhões, além de poderem detonar a carreira de qualquer astro. Pois por ali passavam Clark Gable, Spencer Tracy ou Errol Flynn. Francis tinha a polícia de Los Angeles nas mãos –um dos sargentos era, inclusive, seu amante e sócio. Acabou presa, mas o negócio continuou: Ann Forrester, inicialmente, e Brenda Allen, mais tarde, foram suas sucessoras nos anos 40.

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julho 14, 2019

********* MESTRE INGMAR BERGMAN – 101 ANOS

bibi andersson e liv ullmann
em “persona-quando duas mulheres pecam”



Poeta da alma, o sisudo diretor, roteirista e dramaturgo sueco INGMAR BERGMAN (1918 - 2007. Uppsala, Uppsala län / Suécia) faria este mês cento e um anos de nascimento. Ao longo de sua vasta filmografia, deixou inúmeros clássicos. Autor de um cinema intimista, interiorizado, voltado para dramas cotidianos e para a micropsicologia das relações amorosas. Mesmo com um legado imenso, é possível afirmar que a principal marca de sua obra são as questões existenciais. Seus personagens enfrentam angústias complexas relacionadas à vida familiar, dilemas com a fé, a solidão e a morte. Ele marcou a história do cinema com obras de primor estético e roteiros surpreendentes. Nove vezes indicado ao Oscar, assinou mais de 50 filmes, sem contar peças de teatro e produções televisivas. Estudou na Universidade de Estocolmo, onde se interessou por teatro e, mais tarde, por cinema. Iniciou a trajetória profissional em 1941, escrevendo a peça “Morte de Kasper”. Em 1944, INGMAR BERGMAN desenvolveu seu primeiro argumento, para o filme “Tortura do Desejo / Hets”, de Alf Sjöberg. Realizou o primeiro filme em 1945, “Crise / Kris”. Suas influências na escrita provêm do teatro: Henrik Ibsen e August Strindberg.


Teve um romance e uma filha com Liv Ullmann. Dirigiu a atriz em dez filmes, começando por “Persona – Quando Duas Mulheres Pecam”. Um dos melhores comentários sobre INGMAR BERGMAN partiu de Jean-Luc Godard, em “Bergmanorama”, “Cahiers du Cinéma”, julho, 1958: “O cinema não é um ofício. É uma arte. Cinema não é um trabalho de equipe. O diretor está só diante de uma página em branco. Para Bergman estar só é se fazer perguntas; filmar é encontrar as respostas. Nada poderia ser mais classicamente romântico”. Ele morreu em sua casa em Fårö, aos 89 anos, no mesmo dia em que faleceu Michelangelo Antonioni. Diretor obrigatório para quem ama o cinema, em comemoração aos seus cento e um anos listei 13 filmes de sua cinematografia.

bengt ekerot e max von sydow em “o sétimo selo”
 
13 FILMES de BERGMAN
(por ordem de preferência)

01
GRITOS e SUSSURROS
(Viskningar och Rop, 1972)

elenco: Harriet Andersson, Liv Ullmann, Kari Sylwan, Ingrid Thulin e Erland Josephson

David di Donatello de Melhor Diretor Estrangeiro
Melhor Filme e Melhor Diretor do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova Iorque

Sensível, elegante e impactante. Uma mulher tem câncer terminal e vai para a casa da família, em um lugar rural, para ser cuidada por suas duas irmãs. Na realidade, quem cuida dela é a empregada que tem um carinho especial por ela. É uma produção excepcional, desde a direção de arte com foco nas cores até a magia da fotografia que dá um realce para a melancolia das personagens. Roteiro complexo e magnífico. Direção iluminada e um show de grandes interpretações.

02
MORANGOS SILVESTRES
(Smultronstället, 1957)

elenco: Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Naima Wifstrand e Max von Sydow 

Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
Urso de Ouro no Festival de Berlim

 O envelhecimento e as perdas que acontecem ao longo do caminho. A solidão e a recordação da juventude como uma lição de vida. Mergulha na memória e no tempo, enquanto segue uma viagem de carro de um idoso professor de medicina (extraordinário Victor Sjöstrom), que receberá um prêmio por seus 50 anos de carreira. No trajeto, ele relembra seu passado e filosofa na companhia da nora e de um grupo de caroneiros.

03
LUZ de INVERNO
(Nattvardsgästerna, 1962)

elenco: Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Gunnel Lindblom e Max von Sydow

Segundo capítulo da trilogia “O Silêncio de Deus”, completada por “Através de um Espelho” (1961) e “O Silêncio” (1963), segue a inquietação do pastor de uma pequena igreja rural, que atravessa uma grave crise de fé, encontrando consolo junto de uma professora que não crê em Deus. Entre as tentativas de falar com o Senhor e a relação agressiva com a amante, o clérigo lida, ainda, com o suicídio de um congregado. A interpretação de Gunnar Björnstrand é algo de outro mundo, mergulhando na crise de fé na qual se encontra o pastor ao constatar que “Deus está silencioso. Inspirado pela “Sinfonia dos Salmos”, de Stravinsky, e por “Diário de Um Pároco de Aldeia”, de Bresson.

04
O SILÊNCIO
(Tystnaden, 1963)

elenco: Ingrid Thulin, Gunnel Lindblom e Birger Malmsten

Causou enorme polêmica no lançamento. De reiteradas análises, até discussões no parlamento sueco sobre o conteúdo. Viajando, duas irmãs (extraordinárias Thulin e Gunnel Lindblom), numa relação doentia, de dependência, inveja e raiva, e que é testemunhada (e disputada) pelo pequeno filho de uma delas. Quase desprovido de diálogos, são relações humanas incomunicáveis. Temos uma história de afastamentos, de barreiras entre pessoas que se deviam amar. A sugestão da relação incestuosa o levou a ser proibido em alguns países. Nos EUA foi etiquetado de pornográfico.

05
O SÉTIMO SELO
(Det Sjunde Inseglet, 1956)

elenco: Max von Sydow , Gunnar Björnstrand, Bengt Ekerot,Bibi Andersson, Gunnel Lindblom e Anders Ek

Obra-prima muito elogiada. Um ex-cruzado volta à sua terra natal devastada pela peste negra. Em uma jornada física e espiritual, o cavaleiro Antonius (magnífico Max Von Sydow) questiona a existência de Deus enquanto precisa encarar sua própria finitude. É do filme a famosa cena em que o cavaleiro joga uma partida de xadrez com a Morte. Apesar de ter sido rodado em apenas 36 dias e com meios bastante modestos, tem vários refinamentos em sua fatura. O diretor recorre a figurações para refletir sobre a precariedade da condição humana, o sentido da vida, a busca de Deus.

06
A HORA do LOBO
(Vargtimmen, 1968)

elenco: Max von Sydow, Liv Ullmann, Erland Josephson, Naima Wifstrand e Ingrid Thulin

Um drama peculiar do diretor por apresentar uma narrativa diferente do que estávamos acostumados a vê-lo abordar. A começar por ser a sua única obra gótica, traz ainda um tom de mistério. Tudo é contado com base em um diário. A protagonista desde o início já nos avisa que é uma encenação de algo que ocorreu, nos preparando para o que iria acontecer. A raiva e a loucura estão presentes. Um dos mais belos e poéticos dramas de terror. Magníficas atuações de Sydow e Ullmann.

07
A FONTE da DONZELA
(Jungfrukällan, 1960)

elenco: Max von Sydow, Birgitta Valberg, Gunnel Lindblom e Birgitta Pettersson

Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
Globo de Melhor Filme Estrangeiro

Recria com realismo uma Suécia rural do século XIV, em que a religião tem papel central na narrativa, pois a garota que é estuprada – em uma cena crua e impecável – é filha de pais religiosos e sua morte ocorre quando ela estava indo à igreja. O filme choca com o ato, e trabalha com a vingança e o perdão. Um drama para não esquecer.

08
PERSONA – QUANDO DUAS MULHERES PECAM
(Persona, 1966)

elenco: Bibi Andersson, Liv Ullmann e Gunnar Björnstrand

Brilhante atuação de Ullmann como uma atriz de sucesso que recebe os cuidados de uma enfermeira. Ela não está doente, apenas não fala, mas ouve tudo o que a outra diz. Obra impactante, de complexo roteiro psicológico. Inovador e belíssimo, lançado no Brasil com um infame título. Repleto de experimentações estéticas, de close-ups constantes e uma metamorfose das duas faces, permite progredir a intensidade do misterioso drama, situado em um chalé isolado na ilha de Fårö. Explorando a relação entre essa atriz que ficou muda e sua enfermeira, o drama lindamente filmado questiona os fundamentos instáveis da identidade.

09
FANNY & ALEXANDER
(Fanny och Alexander, 1982)

elenco: Pernilla August, Lena Olin, Harriet Andersson, Gunnar Björnstrand, Erland Josephson e Ewa Fröling

Oscar de Melhor Filme Estrangeiro
Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
César de Melhor Filme Estrangeiro
David Di Donatello de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Diretor Estrangeiro
Melhor Filme Estrangeiro da Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles
Melhor Diretor e Melhor Filme Estrangeiro dos Críticos de Cinema de Nova Iorque

De tom autobiográfico, dá especial atenção ao ponto de vista de um irmão e uma irmã, da infância até a idade adulta. Indicado em seis categorias no Oscar, levou quatro estatuetas. Este suntuoso épico familiar foi comparado aos romances de Charles Dickens. A versão em tela grande de três horas foi montada a partir de telefilme de cinco horas. Em uma pesquisa realizada em 2002 pela revista britânica “Sight and Sound” com diretores e críticos, ficou em terceiro lugar entre os melhores filmes dos 25 anos anteriores, atrás de “Apocalypse Now / Idem” e “O Touro Indomável / Raging Bull”.

10
SONATA de OUTONO
(Höstsonaten, 1978)

elenco: Ingrid Bergman, Liv Ullmann, Lena Nyman e Erland Josephson

Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro

No centro da questão, as relações familiares. O confronto central se dá entre mãe e filha. A mãe famosa tem um certo desprezo pela filha tímida e reprimida e prefere a arte que sua família. Há de se destacar a interpretação espetacular de Ingrid Bergman (que perdeu o Oscar para Jane Fonda). Liv Ullmann, como sempre, está excelente.

11
NOITES de CIRCO
(Gycklarnas Afton, 1953)

elenco: Åke Grönberg, Harriet Andersson, Anders Ek e Gunnar Björnstrand

Recebido pela mídia nos extremos, muito elogiado ou totalmente repudiado, foca no aspecto subjetivo do ser humano, narrando a peregrinação de um decadente circo, rumo a cidade natal do mestre de cerimônias. Com a intenção de reencontrar a esposa abandonada, ao chegar ao povoado, ele é assombrado por uma série de questões. A relação com a antiga mulher, a infidelidade da amante e as constantes humilhações sofridas guiam uma jornada ao seu âmago. Dosando com sobriedade comédia e drama, traz à tona os conturbados meandros de relacionamentos a dois.

12
MONIKA e o DESEJO
(Sommaren med Monika, 1953)

elenco: Harriet Andersson e Lars Ekborg

Primeira produção do diretor a ter sucesso comercial. Foi também o primeiro de muitos filmes em que Harriet Andersson iria fazer com ele. Algumas cenas sofreram censura devido ao erotismo atrevido. É uma bela produção. Na trama, dois jovens se apaixonam e vivem um romance intenso de verão durante uma viagem de barco. Ela engravida e a narrativa acompanha a relação entre os dois após o idílio romântico.

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VERGONHA
(Skammen, 1968)

elenco: Liv Ullmann, Max von Sydow e Gunnar Björnstrand

Eva e Jan Rosenberg (Ullmann e Sydow) são músicos que moram numa ilha distante de tudo. Fala-se o tempo todo na possibilidade de uma invasão. E a vida tranquila desaparece quando as forças políticas nacionais passam a se enfrentar por perto. Alguns cidadãos são taxados de “colaboradores do inimigo” e há questionamentos, prisões, execuções e destruição. O abuso de poder e a guerra, contra a qual o diretor claramente se opõe, são duas das principais linhas do roteiro. As cenas na fazenda do casal são cheias de horror, de angústia, do mais profundo desespero.

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