jean seberg
O drama religioso fracassou e o seu desempenho criticado (assisti há pouco tempo, o filme foi injustiçado, é bom, com brilhante direção de Otto Preminger – como sempre – e sensacional atuação de Richard Widmark como o delfim Charles VII, embora não aprecie a duvidosa história da Virgem de Orleans e concorde que Jean não tem força dramática para segurar seu personagem), mas o seu belo rosto de cabelos curtos tornou-se um ícone moderno, estampando capas de revistas e sendo cortejado em todo o mundo.
Surgiram rumores de que o “suicídio” camuflava um crime planejado pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), mas nunca provado. Enterrada em Paris, o seu funeral contou com celebridades como os escritores Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Muitos chegaram a afirmar que, na verdade, ela já havia morrido há algum tempo, dadas as dificuldades que encontrava para superar as sucessivas crises. Mais de 30 anos depois da sua morte, a bela e sofrida JEAN SEBERG continua a ser uma figura lembrada na Europa, especialmente na França.
jean e godard
Nascida
em Marshalltown, Iowa, EUA, radicou-se na França, onde sempre viveu. Casou-se
quatro vezes e confessou nunca ter sido feliz com nenhum dos maridos. O
primeiro, o cineasta François Moreuil; depois, o escritor Romain Gary, o diretor Dennis Berry e o ator
marroquino Ahmed Hasni. Seu badalado casamento com Romain Gary, tempestuoso
e infeliz, despertou-a
intelectualmente. Bem mais velho do que ela, ele a fez ler Stendhal, Flaubert e
Balzac, entre outros, e a estudar a história da arte. Meses após a morte da
ex-esposa, Romain se matou com um tiro, deixando um bilhete esclarecendo que
sua morte não tinha nada a ver com JEAN SEBERG. O fracasso dos relacionamentos
da atriz levaram aos excessos de barbitúricos, tornando sua vida insuportável.
Em constante estado de depressão, ela tentou o suicídio oito vezes, inclusive atirando-se sobre os trilhos do metrô parisiense. Depois de um período internada em uma clínica especializada em doenças nervosas, declarou, em entrevista, que se sentia extremamente confusa. “Sou um misto de fragilidade, de sinceridade e de orgulho”, confessou, afirmando ter caminhando sozinha pela vida, sem jamais receber ajuda e que desde garotinha aprendeu a enfrentar as dificuldades sem apoio dos outros.
Em constante estado de depressão, ela tentou o suicídio oito vezes, inclusive atirando-se sobre os trilhos do metrô parisiense. Depois de um período internada em uma clínica especializada em doenças nervosas, declarou, em entrevista, que se sentia extremamente confusa. “Sou um misto de fragilidade, de sinceridade e de orgulho”, confessou, afirmando ter caminhando sozinha pela vida, sem jamais receber ajuda e que desde garotinha aprendeu a enfrentar as dificuldades sem apoio dos outros.
| belmondo e jean em “acossado” |
A partir dessa obra-prima de Godard fez uma série de fitas sem êxito, dirigida vez ou outra por nomes de gabarito como Claude Chabrol e Joshua Logan. Intercalou produções francesas com norte-americanas, mas sempre sendo mais apreciada na Europa. Em 1964, teve um desempenho memorável como uma esquizofrênica em “Lilith / Idem”, de Robert Rossen, ao lado de Warren Beatty e Gene Hackman, pelo qual foi nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz Dramática. Era o seu filme favorito.
Inacreditavelmente, recusou protagonizar “A
Primeira Noite de um Homem / The Graduate” (1967), “A Noite Americana / La Nuit
Américaine” (1973) e “Esposas em Conflito / The Stepford Wives” (1975). Quase
foi a Lara de “Doutor Jivago / Doctor Zhivago” (1965), mas David Lean
felizmente terminou optando pela inglesa Julie Christie. Durante os anos 70, JEAN SEBERG continuou a fazer filmes
ruins, destacando-se sua participação no famoso suspense-catástrofe “Aeroporto
/ Airport” (1970), de George Seaton, ao lado de Burt Lancaster e Jacqueline
Bisset.
Publicou também dois livros, “Blue Jean”, um ensaio sobre a esquizofrenia, e “How top Escape Oneself” (Como Escapar de Si Mesmo), um manual com instruções para o suicídio. Em 1979 interpretou o seu último papel no cinema, em “Le Bleu des Origines”, de Philippe Garrell, concluindo trinta e quatro filmes em sua não muito bem sucedida carreira. Um musical, intitulado “Jean Seberg”, baseado em sua vida, estreou no Royal National Theatre, em Londres, em 1983. Ele foi escrito por Julian Barry com música de Marvin Hamlisch.
Publicou também dois livros, “Blue Jean”, um ensaio sobre a esquizofrenia, e “How top Escape Oneself” (Como Escapar de Si Mesmo), um manual com instruções para o suicídio. Em 1979 interpretou o seu último papel no cinema, em “Le Bleu des Origines”, de Philippe Garrell, concluindo trinta e quatro filmes em sua não muito bem sucedida carreira. Um musical, intitulado “Jean Seberg”, baseado em sua vida, estreou no Royal National Theatre, em Londres, em 1983. Ele foi escrito por Julian Barry com música de Marvin Hamlisch.
Ao
apoiar o grupo antirracista “Panteras Negras”, fechou muitas portas em Hollywood para o seu trabalho. Grávida, o FBI espalhou
o boato de que o pai era um conhecido líder do movimento negro. A notícia
correu os jornais, abalou o casamento da atriz e a criança nasceu prematura,
morrendo dois dias depois. Para provar sua inocência, JEAN SEBERG exibiu a
falecida em um caixão de cristal para que os linguarudos tivessem certeza que
era branca. O incidente contribuiu para sua depressão persistente ao longo dos
anos. Chocada emocionalmente, a cada aniversário de morte da filha, sucumbia à
depressão. Se sentindo perseguida pelo órgão investigativo criminal
norte-americano, contratou seguranças para acompanhá-la a qualquer parte e
dizia que seu telefone estava grampeado.
Muitos a consideravam paranoica.
Nos anos seguintes, constatou-se que estava sendo realmente vigiada pelo FBI. Recentemente, seu filho Alexandre Diego Gary mobilizou a mídia francesa, acusando o FBI de ser responsável pela morte da mãe. No entanto, como o moço tem um passado marcado pelo alcoolismo e prostituição, não vem sendo levado a sério. Parece que essa morte mal contada nunca será devidamente esclarecida. Assim como aconteceu com Jean Harlow, Maria Montez, Marilyn Monroe, Linda Darnell, Natalie Wood, Pier Paolo Pasolini, Brandon Lee, River Phoenix e Heather Ledger.
Nos anos seguintes, constatou-se que estava sendo realmente vigiada pelo FBI. Recentemente, seu filho Alexandre Diego Gary mobilizou a mídia francesa, acusando o FBI de ser responsável pela morte da mãe. No entanto, como o moço tem um passado marcado pelo alcoolismo e prostituição, não vem sendo levado a sério. Parece que essa morte mal contada nunca será devidamente esclarecida. Assim como aconteceu com Jean Harlow, Maria Montez, Marilyn Monroe, Linda Darnell, Natalie Wood, Pier Paolo Pasolini, Brandon Lee, River Phoenix e Heather Ledger.
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