Em “A
Longa Noite de Loucuras / La Notte Brava” (1959), do subestimado Mauro
Bolognini, o roteiro de linguagem popular do poeta Pier Paolo Pasolini retrata
um universo suburbano de vagabundos, ladrões e prostitutas que fazem tudo por
dinheiro. Elas rodam bolsinha nos becos, eles as exploram. Encantado
com a beleza do elenco feminino (Rosanna Schiaffino, Antonella Lualdi, Elsa
Martinelli, Mylène
Demongeot e Anna Maria
Ferrero), viajei nostalgicamente em ATRIZES ITALIANAS dos anos 1940-50-60.
Deu-me uma saudade danada das despretensiosas e picantes comédias em episódios estreladas por elas.
“O Ouro de Nápoles / L'oro di Napoli” (1954), “Boccaccio 70 / Boccaccio’70”
(1962), “Ontem, Hoje e Amanhã / Ieri, Oggi, Domani” (1963), “As Bonecas / Le Bambole” (1965), “As Rainhas /
Le Fate” (1966), entre outras.
Inicialmente, a Itália apresentou o talento e a formosura de Isa Miranda e Alida Valli. Ainda
assim, até o finalzinho da década de 1940, o cinema italiano não era conhecido especialmente
pela beleza de suas estrelas. Francesca Bertini, Anna Magnani, Lea Padovani,
Valentina Cortese, Clara Calamai ou Carla Del Poggio eram reconhecidas como divas dramáticas. O panorama
se modificou radicalmente com a consagração internacional de Silvana Mangano em “Arroz Amargo / Riso Amaro”
(1949), o terceiro filme do neo-realista Giuseppe De Santis. Numa
história de paixões e cobiças, mostrando coxas maravilhosas, a
protagonista é símbolo de feminilidade. Exalando
sensualidade, Silvana foi considerada a Rita Hayworth italiana.
Uma das maiores estrelas do cinema de todos
os tempos, uma mulher de magnífica beleza, e que teria interpretações
admiráveis em filmes clássicos, alçada a símbolo sexual em todo o
mundo, Silvana Mangano aceitou convites para filmar em Hollywood, mas firmou sua excelência
em seu país. Como ela, outras ITALIANAS deixaram sua marca no cinema dos EUA, de Alida Valli a Valentina Cortese, de Anna Magnani a Sophia Loren.
Na década de 1950, as curvas provocantes, coxas generosas e
seios fartos das estonteantes Silvana Mangano, Sophia Loren e Gina Lollobrigida
correram mundo e páginas de
revistas. Surgiu uma geração de beldades femininas que deixaria boas
lembranças. Algumas começaram em concursos de beleza. Embora com currículo de
excelentes filmes, musas de magistrais diretores, nem todas eram boas atrizes. São garotas inesquecíveis. Para matar a
saudade, listo vinte e quatro ATRIZES ITALIANAS. Para conhecê-las melhor (ou pela primeira vez), sugiro três bons filmes de cada atriz. Algumas
não nasceram na Itália, mas construíram a carreira principalmente na terra de
Vittorio De Sica, sendo reconhecidas como estrelas locais (Cardinale, Podestá, Koscina
etc.). Muitas estão vivas. Claudia Cardinale, Giovanna Ralli, Sandra
Milo, Sophia Loren e Stefania Sandrelli ainda hoje fazem cinema e tevê.
O
TERCEIRO HOMEM
(The Third Man, 1949)
direção de Carol Reed
SEDUÇÃO da CARNE
(Senso, 1954)
direção de Luchino Visconti
O GRITO
(Il Grido, 1957)
direção de Michelangelo
Antonioni
Os
AMANTES de FLORENÇA
(Cronache di Poveri Amanti, 1954)
direção de Carlo Lizzani
GUERRA e PAZ
(War and Peace, 1956)
direção de King Vidor
A LONGA NOITE de LOUCURAS
(La Notte
Brava, 1959)
direção de Mauro Bolognini
O
VERMELHO e o NEGRO
(Le Rouge et Le Noir, 1954)
direção de Claude Autant-Lara
A LONGA
NOITE de LOUCURAS
(La Notte Brava, 1959)
direção de Mauro Bolognini
FALA-SE de
MULHERES
(Se Permettete Parliamo di Donne, 1964)
direção de Ettore Scola
O
BELO ANTÔNIO
(Il Bell’Antonio, 1960)
direção de Mauro Bolognini
O LEOPARDO
(Il
Gattopardo, 1963)
direção de Luchino Visconti
FELLINI 8½
(8½, 1963)
direção de Federico
Fellini
ELEONORA ROSSI DRAGO
As
AMIGAS
(Le Amiche, 1955)
direção de Michelangelo Antonioni
VERÃO VIOLENTO
(Estate Violenta, 1959)
direção de Valerio Zurlini
AQUELE CASO MALDITO
(Un Maledetto Imbroglio, 1959)
direção de Pietro Germi
DONATELLA
(Idem, 1957)
direção de Mario Monicelli
A LONGA NOITE de LOUCURAS
(La Notte Brava, 1959)
direção de Mauro Bolognini
O PROCESSO
(Le Procès, 1962)
direção de Orson Welles
SPARTACUS
(Spartaco, 1953)
direção de Riccardo Freda
MADAME DU BARRY
(idem, 1954)
direção de
Christian-Jaque
OS VAMPIROS
(I Vampiri, 1956)
direção de Riccardo Freda
GINA LOLLOBRIGIDA
FANFAN
LA TULIPE
(Idem, 1952)
direção de Christian-Jaque
PÃO, AMOR e FANTASIA
(Pane, Amore e
Fantasia, 1953)
direção de Luigi Comencini
A ROMANA
(La
Romana, 1954)
direção de Luigi Zampa
QUANDO o AMOR é MENTIRA
(Le Ragazze di San Frediano, 1955)
direção de Valerio Zurlini
ERA NOITE em ROMA
(Era Notte a Roma, 1960)
direção de Roberto Rossellini
LA VITA AGRA
(1964)
direção de Carlo Lizzani
A
MULHER de TODOS
(La Signora di Tutti, 1934)
direção de Max Ophuls
ZAZÁ
(Idem, 1944)
direção de Renato Castellani
TRÊS DIAS de AMOR
(Le Mura di Malapaga, 1949)
direção de René
Clement
A
AVENTURA
(L'Avventura, 1960)
direção de Michelangelo Antonioni
Um DIA de ENLOUQUECER
(La Giornata Balorda, 1960)
direção de Mauro Bolognini
SOPRO no CORAÇÃO
(Le Souffle
au Coeur, 1971)
direção de Louis Malle
CRIMES da ALMA
(Cronaca di un Amore, 1950)
direção de Michelangelo Antonioni
ROMA às ONZE
HORAS
(Roma Ore 11, 1952)
direção de Giuseppe De Santis
ABANDONADA
(Gli Sbandati, 1955)
direção de Francesco Maselli
MARISA ALASSIO
POBRES,
MAS BELAS
(Poveri ma Belli, 1957)
direção de Dino Risi
Os NAMOROS de MARISA
(Marisa
La Civetta, 1957)
direção de Mauro Bolognini
VENEZA, a LUA e VOCÊ
(Veneza, La Luna e
Tu, 1958)
direção de Dino Risi
MONICA VITTI
A
AVENTURA
(L'Avventura, 1960)
direção de Michelangelo Antonioni
A NOITE
(La Notte, 1961)
direção de Michelangelo Antonioni
CIÚME à ITALIANA
(Dramma della Gelosia (Tutti
i Particolari in Cronaca, 1970)
direção de Ettore Scola
PIER ANGELI
(1932 – 1971. Cagliari, Sardenha / Itália)
TERESA
(Idem (1951)
direção de Fred Zinnemann
PAIXÃO e CARNE
(Flame and the Flesh (1954)
direção de
Richard Brooks
MARCADO pela SARJETA
(Somebody Up There Likes (1956)
direção de Robert
Wise
ULISSES
(Ulisse, 1954)
direção de Mario Camerini
HELENA de TRÓIA
(Helen of Troy, 1956)
direção de
Robert Wise
SETE HOMENS de OURO
(Sette Uomini D’Oro, 1965)
direção de Marco Vicario
A
PROVOCAÇÃO
(La Sfida, 1958)
direção de Francesco Rosi
A LONGA NOITE de LOUCURAS
(La
Notte Brava, 1959)
direção de Mauro Bolognini
A CIDADE dos DESILUDIDOS
(Two Weeks in
Another Town, 1962)
direção de Vincente Minnelli
COMO
FERA ENCURRALADA
(Classe tous Risques, 1960)
direção de Claude Sautet
FELLINI 8½
(8½, 1963)
direção de Federico Fellini
JULIETA dos ESPÍRITOS
(Giulietta degli Spiriti, 1965)
direção de Federico Fellini
ÉDIPO
REI
(Edipo Re, 1967)
direção de Pier Paolo Pasolini
TEOREMA
(Idem, 1968)
direção de Pier
Paolo Pasolini
VIOLÊNCIA e PAIXÃO
(Gruppo di Famiglia in un Interno, 1974)
direção de
Luchino Visconti
CORAÇÃO de MULHER
(Um Marito per Anna Zacheo, 1953)
direção de Giuseppe De Santis
A TORRE dos
PRAZERES
(La Tour de Nesle, 1955)
direção de Abel Gance
A BELA de ROMA
(La Bella di
Roma, 1955)
direção de Luigi Comencini
SOPHIA LOREN
DUAS
MULHERES
(La Ciociara, 1960)
direção de Vittorio De Sica
MATRIMÔNIO a ITALIANA
(Matrimonio all'Italiana, 1964)
direção de Vittorio De Sica
Um DIA MUITO ESPECIAL
(Una Giornata Particolare, 1977)
direção de Ettore Scola
SEDUZIDA e ABANDONADA
(Sedotta e Abbandonata, 1964)
direção de Pietro Germi
O CONFORMISTA
(Il Conformista, 1970)
direção de Bernardo Bertolucci
NÓS QUE NOS AMÁVAMOS TANTO
(C'eravamo Tanto Amati, 1974)
direção de Ettore Scola
O
FERROVIÁRIO
(Il Ferroviere, 1956)
direção de Pietro Germi
A GREVE do SEXO
(Jessica, 1962)
direção de Jean Negulesco
JULIETA dos ESPÍRITOS
(Giulietta degli Spiriti, 1965)
direção de Federico Fellini
VIRNA LISI
CASANOVA
70
(Casanova’70, 1965)
direção de Mario Monicelli
CONFUSÕES à ITALIANA
(Signore &
Signori, 1966)
direção de Pietro Germi
O SEGREDO de SANTA VITÓRIA
(The Secret of
Santa Vittoria, 1969)
direção de Stanley Kramer