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outubro 18, 2010

******** SILVANA MANGANO, a MUSA de VISCONTI




Conhecida por personagens atormentados, introspectivos e refinados, ela começou como figurante aos 15 anos, em 1945. Nesta época, teve um breve caso com o ainda desconhecido Marcello Mastroianni, depois foi modelo em Paris e, graças a sua beleza escultural, participou do concurso Miss Itália 1947, perdendo o título para a também futura atriz Lucia Bosé. Aos 19 anos, a italiana SILVANA MANGANO (1930 - 1989. Roma / Itália) conheceu o estrelato no papel de uma camponesa em Arroz Amargo / Riso Amaro. O filme fez muito sucesso e ela se tornou um  símbolo sexual internacional, principalmente por suas fabulosas pernas. No set conheceu o seu futuro marido, o lendário produtor Dino De Laurentiis. Os críticos norte-americanos a comparavam a Rita Hayworth e recebeu inúmeras propostas para trabalhar em Hollywood, mas recusou. De personalidade bastante reservada, foi definida pelo diretor Alberto Lattuada, que a dirigiu mais de uma vez, como uma mulher cuja beleza é um resumo de classicismo e modernidade. Uma imagem na qual há toda a essência da grande pintura do século XV, mas que também poderia servir de modelo para os mestres modernos.

Ela trabalhou com nomes importantes do cinema italiano: Vittorio De Sica, Pier Paolo Pasolini, Luchino Visconti, Mario Monicelli, Mauro Bolognini etc. Sua parceria com Visconti marcou época. Juntos fizeram “As Bruxas / Le Streghe” (1967), “Morte em Veneza / Morte a Venezia” (1971), “Ludwig, a Paixão de um Rei / Ludwig” (1972) e “Violência e Paixão / Gruppo di Famiglia in un Interno” (1974). Na categoria de melhor atriz, ganhou várias vezes o David di Donatello e o Nastro d’Argento. Longe do seu país, estrelou os épicos “Ulisses / Idem” (1954) e Barrabás / Barabbas” (1961), “Terra Cruel / This Angry Age” (1958) e “Cinco Mulheres Marcadas / 5 Branded Women” (1960). Depressiva, SILVANA MANGANO sofria de constante insônia, isolando-se de todos nos seus últimos anos de vida. Morreu vítima de câncer no pulmão em 1989, aos 59 anos, deixando na memória do público o retrato de uma diva incontestável e uma intérprete respeitada. Seu derradeiro filme foi o delicado e elogiado “Olhos Negros / Oci Ciorne” (1987), de Nikita Mikhalkov, baseado em conto de Anton Tchecov, no qual faz uma aristocrata russa riquíssima casada com Marcello Mastroianni.