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novembro 21, 2011

*********** As MELHORES ATRIZES BRITÂNICAS

merle oberon

O Reino Unido sempre colaborou com estrelas no mercado cinematográfico mundial. Elas se tornam eternas, principalmente pela qualidade dramática de suas interpretações. Recentemente, o conceituado jornal britânico “Times” fez uma pesquisa, elegendo “As Melhores ATRIZES BRITÂNICAS de Todos os Tempos”. Maggie Smith ocupa o topo da lista, ficando a senhora Tim Burton, Helena Bonham Carter, em segundo lugar. A publicação lembrou também Julie Andrews, Helen Mirren e Dame Judi Dench, entre outras. Como tenho fascínio por listas, criei a minha, por ordem de preferência. Deixei de fora sensacionais atrizes inglesas de hoje – Kate Winslet, Kristin Scott Thomas, Tilda Swinton, Helen Mirren e a própria Bonham Carter -, situando-me no universo clássico.


01
JULIE CHRISTIE
(nasceu em 1941. Chabua / Índia)

02
MERLE OBERON
(1911 – 1979. Bombaim / Índia)

03
JEAN SIMMONS
(1929 – 2010. Londres / Reino Unido)

04
DEBORAH KERR
(1921 – 2007. Escócia / Reino Unido)

05
WENDY HILLER
(1912 – 2003. Bramshall, Cheshire / Reino Unido)

06
FLORA ROBSON
(1902 - 1984. South Shields / Reino Unido)

07
VANESSA REDGRAVE
(nasceu em 1937. Londres / Reino Unido)

08
MAGGIE SMITH
(nasceu em 1934. Ilford / Reino Unido)

09
CHARLOTTE RAMPLING
(nasceu em 1946. Sturmer / Reino Unido)

10
CLAIRE BLOOM
(nasceu em 1931. Londres / Reino Unido)

11
GLENDA JACKSON
(nasceu em 1936. Birkenhead / Reino Unido)

março 17, 2011

******** Do SIMBOLISMO da LUZ e da SOMBRA

jean harlow

 
 
O claro-escuro exerce uma poderosa repercussão no nosso imaginário.  Os pintores renascentistas foram mestres nessa técnica de contrapor SOMBRA e LUZ para criar climas singulares, despertando sentimentos primordiais no observador. Em tradução cinematográfica, algumas obras são exemplares na articulação desses recursos expressivos. Elas se inserem nos movimentos de vanguarda da primeira metade do século passado, entre eles, o Expressionismo alemão e o film noir norte-americano. No geral, são filmes cuja temática gravita em torno do mal, do funesto, do macabro, do fantástico, do crime, do desequilíbrio. O uso das sombras, com toda sua carga misteriosa formulada ao longo da existência humana, desliza perfeitamente na narrativa, contribuindo para um clima e um aprofundamento das idéias propostas pelo diretor, e repercutindo na psique do espectador. As significações das imagens em claro-escuro são expressas esteticamente através de um contraste escuro/fotografia brilhante. Impregnadas de subjetividade e de magia, compensa a ausência de uma realidade óbvia, mas o cinéfilo, ao se identificar com os jogos de sombra e luz e com as formas que se configuram na tela ou na fotografia estática, põe em movimento suas projeções-identificações mais íntimas. Celebrando a beleza perene da LUZ e da SOMBRA no cinema, alguns retratos de estrelas da era de ouro de Hollywood:

merle oberon
sylvia sidney
ella raines
gloria grahame
ingrid bergman
claudette colbert
linda darnell
marlene dietrich
greta garbo
susan hayward
norma shearer
jean simmons
gene tierney
jane russell 

outubro 25, 2010

****************** SALA VIP: "NARCISO NEGRO"


 
 
 
NARCISO NEGRO
(Black Narcissus, 1947)

País: Inglaterra
Gênero: Drama
Duração: 100 mins.
Cor
Produção, Direção e Roteiro: Emeric Pressburger e
Michael Powell (Rank)
Adaptação da novela de Rumer Godden
Fotografia: Jack Cardiff
Edição: Reginald Mills
Música: Brian Easdale
Cenografia: Alfred Junge
Vestuário: Hein Heckroth
Elenco:
Deborah Kerr (“Irmã Clodagh”), Sabu (“Dulip Rai”),
David Farrar (“Mister Dean”), Flora Robson (“Irmã Philippa”),
Esmond Knight, Kathleen Byron (“Irmã Ruth”),
Jean Simmons (“Kanchi”), Jenny Laird e Judith Furse

Nota: ***** (ótimo)

Prêmios:
Oscar de Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte;
Globo de Ouro de Melhor Fotografia;
Melhor Atriz (Kerr) do Círculo dos Críticos
de Cinema de Nova Yorque

No CORAÇÃO do DELÍRIO

De poderosa personalidade visual e arrebato estético, capaz de encantar com o estilo clássico, considerou-se no seu lançamento como um capricho exótico e inclassificável dos ingleses Powell e Pressburger. Impressiona pela concentração dramática e elenco feminino de peso, com Deborah Kerr numa vibrante atuação que a levou ao estrelado (e a Hollywood), seguida de perto pelo talento de Flora Robson, Kathleen Byron e uma jovem e lasciva Jean Simmons. O argumento fala de um grupo de feiras que chegam a um improvisado convento, situado num antigo palácio de um remoto lugar no Himalaia. Só que a história pouco importa, os diretores optaram por potencializar a atmosfera voluptuosa e a excitação física, num frenesi sem pudor e expressionista, beirando o fantástico ou o delírio. Obra-prima genuína, de cenários inquietantes e fotografia de sonho, seduz pela narrativa sensual, espiritualidade, lirismo, relâmpagos simbolistas e dimensão metafórica. Um filme de muitos quilates.