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outubro 25, 2024

************* O SEGREDO de LORETTA YOUNG

 

 
Felizmente, a realidade em um filme 
- ao contrário de algumas crenças - 
não se restringe a temas sórdidos ou chocantes, 
nem a uma linguagem grosseira, 
nem à violência gratuita etc. 
A realidade em um filme de bom gosto 
também é saudável, é amor e romance. 
É coragem, aventura, inspiração 
e heroísmo. E todos nós somos 
enriquecidos por causa disso.
LORETTA YOUNG
 
Olhos: azul-acinzentados
Cabelos: castanhos claros
Apelidos: Santa Loretta e A Borboleta de Aço
Altura: 1,67 cm

 
 
Por trás do glamour, do carisma e do estrelato, era uma mulher requintada, de classe e dignidade, cuja verdadeira beleza estava em sua dedicação à família, sua profunda fé católica e sua busca para viver a vida com um propósito. Uma das maiores estrelas de Hollywood dos anos 30 e 40, ela filmou com John Ford, Frank Capra, Cecil B. DeMille e Orson Welles. Sua vitoriosa carreira começou no cinema mudo e terminou com um programa de tevê de sucesso, “The Loretta Young Show”, no horário nobre. No meio tempo, LORETTA YOUNG (1913 – 2000. Salt Lake City, Utah / EUA) ganhou um Oscar de Melhor Atriz em 1948 por “Ambiciosa”. Seus personagens cinematográficos geralmente são amorosos e justos, e na vida real ela era exatamente assim.
 
Nasceu Gretchen Young. Quando tinha três anos, seus pais se separaram e ela e suas duas irmãs foram morar em Hollywood, onde a mãe sobreviveu administrando uma pensão. Todas ajudavam na hospedaria e, com a indicação de um tio, que era assistente de direção, tornaram-se atrizes mirins. Exibida inicialmente no curta-metragem Arthur CardenesThe Only Way” (1914), fazendo uma criança chorosa deitada em uma mesa de operação. Ao filmar “The Primrose Ring” (1917), a super-star Mae Murray se ofereceu para adotá-la e ela viveu com os Murray por um ano e meio. LORETTA YOUNG também teve uma breve cena em “O Sheik / The Sheik” (1921), sucesso do latin lover Rodolfo Valentino. Sua mãe se casaria em 1922 com um de seus inquilinos, George Belzer.
 
Depois de estudar em um internato de freiras, aos 14 anos ela conseguiu um pequeno papel em “Em Maus Lençóis / Naughty But Nice”. Seguindo o conselho da estrela Colleen Moore, mudou seu nome, sendo anunciada como LORETTA YOUNG pela primeira vez em “Pancadas de Amor / The Whip Woman”, em 1928. No mesmo ano, protagonizou “Ria, Palhaço, Ria / Laugh Clown Laugh”, com o lendário Lon Chaney. Tinha uma voz agradável, rouca e fez facilmente a transição para o falado. Ambiciosa e trabalhadora, entre 1929 e 1930 apareceu em 16 filmes. Ao se apaixonar pelo ator Grant Withers, nove anos mais velho que ela, fugiu com ele para Yuma, no Arizona, e viveram juntos por oito meses, mas o casamento foi um fiasco e ela pediu a anulação.
 
Seu esforço profissional valeu a pena quando o produtor Darryl F. Zanuck, da Warner Brothers, a contratou. Ao deixar o estúdio para ir trabalhar na 20th Century Fox, em 1934, ele a levou. LORETTA YOUNG compartilhou as telas com os maiores astros da época - Lon Chaney, Clark Gable, James Cagney, Spencer Tracy, Ronald Colman, Charles Boyer, Warren William, Cary Grant, Tyrone Power, Robert Taylor, Don Ameche, Warner Baxter, Joel McCrea, David Niven, Fredric March, Brian Aherne, Alan Ladd, Gary Cooper, Robert Mitchum, William Holden, Van Johnson e Jeff Chandler, entre outros. Mesmo recatada, teve casos com os casados Spencer Tracy e Clark Gable. Em 1935, ao filmar “O Grito da Selva” (1935) com Gable, deu origem a um dos maiores segredos de Hollywood.
 
Eles se envolveram durante meses. Gable era casado e não planejava se divorciar. Ela engravidou e por causa das rígidas cláusulas de moralidade em seu contrato ninguém poderia ficar sabendo. Para evitar o escândalo que poderia arruinar a carreira de ambos, viajou “de férias com sua mãe para a Europa, onde teve secretamente uma menina e depois a entregou a um orfanato. Dois anos depois, simulou a adoção de um bebê. O pai viu a garota apenas uma vez, quando ela tinha quinze anos. Ele nunca a reconheceu como filha, mas era visível a semelhança física entre ambos. No livro de memórias “Conhecimento Incomum”, Judy Lewis conta que no encontro trocaram algumas palavras e na despedida ele a beijou na testa. Nunca mais voltou a vê-lo.
 
loretta young e clark gable em 1935
Católica fervorosa, LORETTA YOUNG escondeu a gravidez de um homem casado o máximo que pôde. Ela sempre negava a história, dizia que era uma das lendas de Hollywood. Somente nos anos 90, aos 85 anos, confessou ao seu amigo e biógrafo Edward J. Funk e à sua nora Linda Lewis que ela e Clark Gable tiveram um romance sem sexo, mas quando terminaram as filmagens e estavam de volta a Los Angeles, dentro de um comboio, ele a estuprou e ela ficou grávida. O trauma do episódio fez com que mantivesse o segredo até a sepultura. A nora só contou a informação sigilosa quando a sogra já havia morrido. Foi o maior segredo da estrela, algo que ela não conseguia admitir publicamente tampouco na intimidade.
 
A atriz recusou o papel de Ellie Andrews em “Aconteceu Naquela Noite / It Happened One Night” (1934), dando a Claudette Colbert a oportunidade de ganhar o Oscar de Melhor Atriz. Recusou também “Os Inocentes / The Inocents” (1961) e “Com a Maldade na Alma / Hush...Hush, Sweet Charlotte” (1964). No total, atuou em 90 filmes durante uma carreira de 26 anos. Na década de 1930, ela era a queridinha da América. Em 1938, teve um sucesso notável com “Romance do Sul / Kentucky”. Nos anos 1940, ainda era uma das mulheres mais bonitas de Hollywood. Consolidando sua reputação, causou impacto em 1946 como a esposa de um nazista em “O Estranho’’, de Orson Welles.
 
Em 1947, a comédia “Ambiciosa” foi um sucesso de crítica e bilheteria. Também em 1947, estrelou “Um Anjo Caiu do Céu, com Cary Grant e David Niven, outro estrondoso sucesso. Outra comédia bem recebida foi “Mamãe, Ele e Eu / Mother Is a Freshman (1949), com Van Johnson, e no mesmo ano ela recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz por sua participação em “Falam os Sinos / Come to the Stable”, ao lado da excelente Celeste Holm. O último papel de LORETTA YOUNG no cinema foi em 1953 na comédia “O Amor Resolve Tudo / It Happens Every Thursday”. Ao abandonar a sétima arte, começou uma segunda carreira igualmente bem-sucedida como apresentadora do “Letters to Loretta”, em 1953 - mais tarde “The Loretta Young Show”.
 

O triunfante programa de variedades foi perfeito para seu estilo conservador, voltado para a família, com a estrela lendo um poema ou uma passagem bíblica no final de cada edição. Ganhou três prêmios Emmy em oito anos. Ela fazia uma entrada espetacular, em vestidos deslumbrantes, e se tornou ainda mais famosa durante oito temporadas, finalizando em 1961. Após o fim do trabalho na TV, LORETTA YOUNG se aposentou, dedicando seu tempo ao serviço voluntário para instituições de caridade católicas, junto com suas amigas atrizes Jane Wyman e Maureen O'Hara. Saiu da aposentadoria para aparecer em dois filmes de televisão,
“O Último Natal / Christmas Eve”, em 1986, pelo qual ganhou um Globo de Ouro, e “Lady in a Corner”, três anos depois.
 
Em 1940 ela se casou com Tom Lewis, produtor e roteirista, com quem teve dois filhos, Christopher e Peter Charles. Se divorciaram no início dos anos 1960. Em 1961 lançou a autobiografia
“As Coisas que Tive que Aprender / The Things I Had to Learn”, sem citar o caso com Clark Gable. Em 1972, processou a rede NBC por transmitir ilegalmente seus programas de TV no exterior, ganhando 600 mil dólares. Foi dona de uma empresa de cosméticos na década de 1960, com sede em Nova York. Conservadora, republicana, apareceu em anúncios em apoio a presidentes como Dwight D. Eisenhower, Gerald Ford, Ronald Reagan e George W. Bush. Doou dinheiro ao Comitê Nacional Republicano e, com sua amiga Irene Dunne, foi ativa em eventos políticos de direita.
 

Casou pela terceira vez em 1993, aos 80 anos, com Jean Louis, um estilista vencedor do Oscar. Suas criações mais famosas incluem o vestido negro sem alças de Rita Hayworth em “Gilda / Idem” (1946), bem como o vestido de lantejoulas de Marilyn Monroe usado para cantar “Parabéns, sr. Presidente” para John F. Kennedy. Ele morreu em 1997. LORETTA YOUNG viveu uma aposentadoria tranquila em Palm Springs, Califórnia, até sua morte em 2000, de câncer de ovário, aos 87 anos.
 
FONTES
Behind The Door: the Real Story of Loretta Young (2016)
de Edward J. Funk
 
As Coisas que Tive que Aprender /
The Things I Had To Learn (1961)
de Loretta Young
 
Conhecimento Incomum /
Uncommon Knowledge (1994)
de Judy Lewis

Forever Young: The Life, Loves, and Enduring Faith 
of a Hollywood Legend (2000)
de Joan Wester Anderson
 
loretta young e tyrone power em café metrópole
DEZ FILMES de LORETTA YOUNG
(por ordem de preferência)
 
01
As CRUZADAS
(The Crusades, 1935)

direção de Cecil B. DeMille
elenco: Henry Wilcoxon, C. Aubrey Smith, 
Joseph Schildkraut e Alan Hale
 
02
O ESTRANHO
(The Stranger, 1946) 
 

direção de Orson Welles
elenco: Orson Welles e Edward G. Robinson
 
03
Um ANJO CAIU do CÉU
(The Bishop's Wife, 1947)
 

direção de Henry Koster
elenco: Cary Grant, David Niven, Monty Woolley, 
Gladys Cooper e Elsa Lanchester
 
04
O PARAÍSO de um HOMEM
(Man's Castle, 1933) 
 

direção de Frank Borzage
elenco: Spencer Tracy, Marjorie Rambeau, Glenda Farrell 
e Walter Connolly
 
05
O GRITO das SELVAS
(The Call of the Wild, 1935) 
 

direção de William A. Wellman
elenco: Clark Gable e Jack Oakie
 
06
A CONQUISTA de um IMPÉRIO
(Clive of India, 1935) 
 

direção de Richard Boleslawski
elenco: Ronald Colman, Colin Clive e C. Aubrey Smith
 
07
SUEZ
(Idem, 1938) 
 

direção de Allan Dwan
elenco: Tyrone Power, Annabella, Joseph Schildkraut 
e Nigel Bruce
 
08
AMBICIOSA
(The Farmer's Daughter, 1947)

direção de H. C. Potter
elenco: Joseph Cotten, Ethel Barrymore, Charles Bickford 
e Lex Barker
 
09
O PASSADO de uma MULHER
(Midnight Mary, 1933) 
 

direção de William A. Wellman
elenco: Franchot Tone, Ricardo Cortez, Andy Devine 
e Una Merkel
 
10
MULHER, a QUANTO OBRIGAS
(Key to the City, 1950) 
 

direção de George Sidney
elenco: Clark Gable, Frank Morgan e Marilyn Maxwell
 
GALERIA de FOTOS


Bette Davis e Ingrid Bergman foram as melhores atrizes da minha época. Eram honestas, cheias de integridade, vulneráveis. Acho que nunca veremos uma atuação melhor no cinema do que Bette Davis em “Pérfida” ou “A Estranha Passageira”.
LORETTA YOUNG
 

abril 19, 2021

***** HOLLYWOOD FASHION: VESTINDO ESTRELAS

marilyn monroe veste travilla em “os homens preferem as louras”


 

dedicado ao amigo Ney Galvão 
(1952 - 1991, Itabuna / Bahia)


A sétima arte exerce um fascínio no imaginário do público. Os figurinos dos seus filmes são copiados e servem de inspiração para o mundo da moda. Eles enriquecem a trama, ajudam na composição dos personagens, definem a época que a história se passa e ajudam na identificação com o enredo. Desde o princípio do cinema, a moda foi uma aliada, estabelecendo uma lucrativa relação, em que figurinos dão vida às produções cinematográficas, a qual influenciam o público, estimulando o consumo. Os looks memoráveis das estrelas de cinema ditaram a moda durante décadas, fortalecendo a indústria do ramo. Esse vestuário glamoroso, assinado por habilidosos profissionais, causava um impacto surpreendente. Apesar da evidência de que nem todos os modelos serviam para ser utilizados fora das telas, o mercado sucumbiu ao figurino cinematográfico de forma desenfreada. No cinema mudo já estava claro que o vestuário era importante na popularidade dos filmes e poderia ser comercializado.
 
robert kalloch e norma shearer
Nos anos 30, figurinos marcantes assinados por talentosos estilistas eram objetos de desejo de milhares de mulheres, despertando identificação imediata. Enlouquecidas pelos looks das estrelas, elas iam assistir aos filmes munidas de lápis e papel para desenhar as roupas de Greta Garbo, Joan Crawford ou Marlene Dietrich. A seguir, rapidamente, acionavam costureiras e ateliês para copiá-las. Desde então, o cinema lança peças que fazem pessoas comuns se sentirem especiais. 
 
Na Era de Ouro de Hollywood, cada estúdio tinha seus próprios costureiros. Entre eles, WALTER PLUNKETT na RKO Radio Pictures, ADRIAN na Metro-Goldwyn-Mayer, TRAVIS BANTON na Paramount e ORRY-KELLY na Warner Bros. Usava-se materiais luxuosos (lantejoulas, peles, musselines etc.), valorizando a anatomia das estrelas, desde decotes cavados a transparências. Em 1948, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, criou a categoria de Melhor Figurino. A premiação valorizou um ofício que representa estética e beleza. Os figurinistas sempre foram mestres na arte de camuflar imperfeições ou realçar atributos. Responsável pelo charme extravagante e misterioso da diva Marlene Dietrich, TRAVIS BANTON surpreendeu ao vesti-la com um conjunto de casaco - com ombros largos e ombreiras - e calça, num misto masculino-feminino, em um período de reinado absoluto dos vestidos. Para sua obra mais conhecida, “...E o Vento Levou”, WALTER PLUNKETT viajou um ano pelo sul dos Estados Unidos colhendo informações e visitando lojas, brechós e bazares.
 
bette davis e orry-kelly
Quem não se lembra da calça jeans surrada e da jaqueta vermelha de James Dean em “Juventude Transviada / Rebel Without a Cause” (1955)? Conquistou muitos jovens e até hoje simboliza rebeldia e liberdade. E o vestido branco decotado de Marilyn Monroe em “O Pecado Mora ao Lado / The Seven Year Itch”? Tornou-se um ícone do cinema. Eternizado na cena em que é levantado pela corrente de ar do metrô, foi leiloado em 2011 por US$ 5,6 milhões. Confeccionada em chiffon, WILLIAM TRAVILLA é apontado como o responsável pela criação, mas o livro “Hollywood Costume: Glamour! Glitter! Romance!” diz que ele comprou o vestido pronto. Uma das mais emblemáticas figurinistas da Meca do cinema, EDITH HEAD, teve 35 indicações ao Oscar e ganhou 8 estatuetas de Melhor Figurino. Ela inventou os sarongues de Dorothy Lamour em “A Princesa da Selva / The Jungle Princess”, de 1936. Também criou o inesquecível vestido tomara que caia usado por Elisabeth Taylor em “Um Lugar ao Sol” e copiado em todo o mundo.

Em 1931, o modelo de ADRIAN, de ombros fartos e cintura estreita, feito de organza e em cor branca, para a Joan Crawford de “Redimida / Possessed” (1931), vendeu mais de 50 mil réplicas na Macy’s. Desenhado por JEAN LOUIS, o sensual longo de cetim negro de Rita Hayworth em “Gilda” (1946) também foi um sucesso. Nos anos seguintes, o visual sofisticado de Grace Kelly marcou a moda. A elegância da futura princesa, com saias amplas, cintura marcada, colar de pérolas e bolsa Hermés, enfeitiçou o público. Em 1961, o glamour sóbrio de Audrey Hepburn, vestida no tubinho preto básico de HUBERT de GIVENCHY em “Bonequinha de Luxo / Breakfast at Tiffany’s” tornou-se um look famoso.
 
                                                27 FIGURINISTAS do CINEMA

ADRIAN
(1903 – 1959. Naugatuck, Connecticut / EUA)

Número de Filmes: 267
Tempo de Serviço: 1923 a 1952

Cinco filmes:
“Grande Hotel / Grand Hotel” (1932)
“A Viúva Alegre / The Merry Widow” (1934)
“A Dama das Camélias / Camille” (1936)
“Núpcias do Escândalo / The Philadelphia Story” (1940)
“Acordes do Coração / Humoresque” (1946)
 
ANNA HILL JOHNSTONE
(1913 – 1992. Greenville, South Carolina / EUA)

Número de Filmes: 52
Tempo de Serviço: 1955 a 1989

Cinco filmes:
“Vidas Amargas / East of Eden” (1955)
“Clamor do Sexo / Splendor in the Grass” (1961)
“O Poderoso Chefão / The Godfather” (1972)
“O Último Magnata / The Last Tycoon” (1976)
“Na Época do Ragtime / Ragtime” (1981)
 
BILL THOMAS
(1921 – 2000. Chicago, Illinois / EUA)

Número de Filmes: 165
Tempo de Serviço: 1943 a 1985

Cinco filmes:
“Tudo Que o Céu Permite / All That Heaven Allows” (1955)
“Imitação da Vida / Imitation of Life” (1959)
“Spartacus / Idem” (1960)
Oscar de Melhor Figurino
“A Nau dos Insensatos / Ship of Fools” (1965)
“À Procura do Destino / Inside Daisy Clover” (1965)
 
CECIL BEATON
(1904 – 1980. Londres, Inglaterra / Reino Unido)


Número de Filmes: 12
Tempo de Serviço: 1941 a 1964

Cinco filmes:
“Anna Karenina / Idem” (1948)
“Gigi / Idem” (1958) - Oscar de Melhor Figurino
“O Dilema do Médico / The Doctor's Dilemma” (1958)
“Minha Bela Dama / My Fair Lady” (1964) - Oscar de Melhor Figurino
“Num Dia Claro de Verão / On a Clear Day You Can See Forever” (1970)
 
DANILO DONATI
(1926 – 2001. Luzzara, Emilia-Romagna / Itália)

Número de Filmes: 56
Tempo de Serviço: 1958 a 2002

Cinco filmes:
“A Megera Domada / The Taming of the Shrew” (1967)
“Édipo Rei / Edipo Re” (1967)
“Romeu e Julieta / Romeo and Juliet” (1968) – Oscar de Melhor Figurino
“Amarcord / Idem” (1974)
“Casanova de Fellini / Il Casanova di Fellini” (1976) – Oscar de Melhor Figurino
 
DOROTHY JEAKINS
(1914 – 1995. San Diego, Califórnia / EUA)

Número de Filmes: 59
Tempo de Serviço: 1948 a 1987

Cinco filmes:
“Joana D`Arc / Joan of Arc” (1948) – Oscar de Melhor Figurino
“Sansão e Dalila / Samson and Delilah” (1949) – Oscar de Melhor Figurino
“A Noite de Iguana / The Night of the Iguana” (1964) – Oscar de Melhor Figurino
“Nosso Amor de Ontem / The Way We Were” (1973)
“Os Vivos e os Mortos / The Dead” (1987)
 
EDITH HEAD
(1897 – 1981. San Bernardino, Califórnia / EUA)

Número de Filmes: 436
Tempo de Serviço: 1925 a 1982

Cinco filmes:
“A Malvada / All About Eve” (1950) - Oscar de Melhor Figurino
“Um Lugar ao Sol / A Place in the Sun” (1951) - Oscar de Melhor Figurino
“A Princesa e o Plebeu / Roman Holiday” (1953) - Oscar de Melhor Figurino
“Sabrina / Idem” (1954) - Oscar de Melhor Figurino
“Ladrão de Casaca / To Catch a Thief” (1955)
 
ELIZABETH HAFFENDEN
(1906 – 1976. Croydon, Surrey, Inglaterra / Reino Unido)

Número de Filmes: 59
Tempo de Serviço: 1934 a 1975

Cinco filmes:
“Mulher Diabólica / The Wicked Lady” (1945)
“O Belo Brummell / Beau Brummell” (1954)
“A Encruzilhada dos Destinos / Bhowani Junction” (1956)
“Ben-Hur / Idem” (1959) – Oscar de Melhor Figurino
“O Homem Que Não Vendeu Sua Alma / A Man for All Seasons” (1966) 
– Oscar de Melhor Figurino
 
GEORGES ANNENKOV
(1889 – 1974. Petropavlovsk, Akmolinsk Oblast / Russian Empire)

Número de Filmes: 45
Tempo de Serviço: 1926  1965

Cinco filmes:
“A Duquesa de Langeais / La Duchesse de Langeais” (1942)
“Conflitos de Amor / La Ronde” (1950)
“O Prazer / Le Plaisir” (1952)
“Desejos Proibidos / Madame de...” (1953)
“Lola Montès / Idem” (1955)
 
HELEN ROSE
(1904 – 1985. Chicago, Illinois / EUA)

Número de Filmes: 119
Tempo de Serviço: 1943 a 1968

Cinco filmes:
“Assim Estava Escrito / The Bad and the Beautiful” (1952) - Oscar de Melhor Figurino
“A Última Vez Que Vi Paris / The Last Time I saw Paris” (1954)
“Eu Chorarei Amanhã / I’ll Cry Tomorrow” (1955) - Oscar de Melhor Figurino
“Alta Sociedade / High Society” (1956)
“Gata em Teto de Zinco Quente / Cat on a Hot Tin Roof” (1958)
 
IRENE SHARAFF
(1910 – 1993. Boston, Massachusetts / EUA)

Número de Filmes: 25
Tempo de Serviço: 1944 a 1981

Cinco filmes:
“Sinfonia em Paris / Na American in Paris” (1951) - Oscar de Melhor Figurino
“O Rei e Eu / The King and I” (1956) - Oscar de Melhor Figurino
“Amor, Sublime Amor / West Side Story” (1961) - Oscar de Melhor Figurino
 “Cleópatra / Idem” (1963) - Oscar de Melhor Figurino
“Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? / Who’s Afraid of a Virginia Woolf?” (1966) 
- Oscar de Melhor Figurino
 
MARCEL ESCOFFIER
(1910 – 2001. Monte Carlo / Mônaco)

Número de Filmes: 51
Tempo de Serviço: 1939 a 1979

Cinco filmes:
“A Bela e a Fera / La Belle et la Bête” (1946)
“Entre o Amor e Trono / Ruy Blas” (1948)
“Águia de Duas Cabeças / L'aigle à Deux Têtes” (1948)
“Sedução da Carne / Senso” (1954)
“Lola Montès / Idem” (1955)
 
MARGARET FURSE
(1911 – 1974. Inglaterra / Reino Unido)

Número de Filmes: 32
Tempo de Serviço:1948 a 1975

Cinco filmes:
“Henrique V / Idem” (1944)
“Becket, o Favorito do Rei / Beckett” (1964)
“Leão no Inverno / The Lion in Winter” (1968)
“Ana dos Mil Dias / Anne of the Thousand Days” (1969) – Oscar de Melhor Figurino
“Mary Stuart, Rainha da Escócia / Mary, Queen of Scots” (1971)
 
MARIA de MATTEIS
(1898 – 1988, Florença, Toscana / Itália)
 
Número de Filmes: 90
Tempo de Serviço: 1939 a 1985

Cinco filmes:
“A Carruagem de Ouro / Le Carrosse d'or” (1952)
“Othello / Idem” (1952)
“Terra Cruel / This Angry Age” (1957)
“Tempestade / La Tempesta” (1958)
“Waterloo / Idem” (1970)
 
MILO ANDERSON
(1910 – 1984. Illinois / EUA)

Número de Filmes: 171
Tempo de Serviço: 1932 a 1956

Cinco filmes:
“As Aventuras de Robin Hood / The Adventures of Robin Hood” (1938) 
“Uma Aventura na Martinica / To Have and Have Not” (1944)
“Almas em Suplício / Mildred Pierce” (1945)
“Belinda / Idem” (1948)
“Vontade Indômita / The Fountainhead” (1949)
 
JEAN LOUIS
(1907 – 1997. Paris / França)

Número de Filmes: 175
Tempo de Serviço: 1944 a1974

Cinco filmes:
“Gilda / Idem” (1946)
“A Um Passo da Eternidade / From Here to Eternity” (1953)
“Férias de Amor / Picnic” (1955)
“O Cadilac de Ouro / The Solis Gold Cadillac” (1956) - Oscar de Melhor Figurino
“Imitação da Vida / Imitation of Life” (1959)
 
OMAR KIAM
(1894 – 1954. Monterrey, Nuevo Leon / México)

Número de Filmes: 31
Tempo de Serviço: 1934 a 1939

Cinco filmes:
“Os Miseráveis / Les Misérables” (1935)
“Nasce Uma Estrela / A Star Is Born” (1937)
“Argélia / Algiers” (1938)
“As Aventuras de Marco Polo / The Adventures of Marco Polo” (1938)
“O Morro dos Ventos Uivantes / Wuthering Heights” (1939)
 
ORRY-KELLY
(1897 – 1964. Kiama, New South Wales / Austrália)

Número de Filmes: 298
Tempo de Serviço: 1930 a 1963

Cinco filmes:
“A Estranha Passageira / Now, Voyager” (1942)
“Casablanca / Idem” (1943)
“Sinfonia em Paris / Na American in Paris” (1951) - Oscar de Melhor Figurino
“Les Girls / Idem” (1957) - Oscar de Melhor Figurino
“Quanto Mais Quente Melhor / Some Like It Hot” (1959) - Oscar de Melhor Figurino
 
PHYLLIS DALTON
(1925. Londres, Inglaterra / Reino Unido)

Número de Filmes: 39
Tempo de Serviço: 1951 a 1993

Cinco filmes:
“Lawrence da Arábia / Lawrence of Arabia” (1962)
“Doutor Jivago / Doctor Zhivago” (1965) – Oscar de Melhor Figurino
“Oliver! / Idem” (1968)
“O Assalariado / The Hireling” (1973)
“Henrique V / Henry V” (1989) – Oscar de Melhor Figurino
 
PIERO GHERARDI
(1909 – 1971. Poppi, Toscana / Itália)

Número de Filmes: 43
Tempo de Serviço: 1948 a 1971

Cinco filmes:
“Noites de Cabíria / Le Notti di Cabiria” (1957)
“A Doce Vida / La Doce Vita” (1959) – Oscar de Melhor Figurino
“A Grande Guerra / La Grande Guerra” (1959)
“Fellini Oito e Meio / 8½” (1963) – Oscar de Melhor Figurino
“Julieta dos Espíritos / Giulietta degli Spiriti” (1965)
 
PIERO TOSI
(1927 – 2019. Sesto Fiorentino, Toscana / Itália)

Número de Filmes: 65
Tempo de Serviço: 1951 a 2004

Cinco filmes:
“Sedução da Carne / Senso” (1954)
“O Leopardo / Il Gattopardo” (1963)
“Medéia, a Feiticeira do Amor / Medea” (1969)
“Morte em Veneza / Morte a Venezia” (1971)
“Ludwig, a Paixão de um Rei / Ludwig” (1972)
 
RENÉ HUBERT
(1895 – 1976. Frauenfeld / Suíça)

Número de Filmes: 127
Tempo de Serviço: 1925 a 1964

Cinco filmes:
“As Deliciosas Mentiras de Nina Petrowna / Die Wunderbare Lüge der Nina Petrowna” (1929)
“Lady Hamilton, a Divina Dama / That Hamilton Woman” (1941)
“O Diabo Disse Não / Heaven Can Wait” (1943)
“Entre o Amor e o Pecado / Forever Amber” (1947)
“Anastásia, a Princesa Esquecida / Anastasia” (1956)
 
ROBERT KALLOCH
(1893 – 1947. Nova York / EUA)

Número de Filmes: 152
Tempo de Serviço: 1932 a 1947

Cinco filmes:
“Cupido é Moleque Teimoso / The Awful Truth” (1937)
“A Mulher Faz o Homem / Mr. Smith Goes to Washington” (1939)
“Jejum de Amor / His Girl Friday” (1940)
“Estrada Proibida / Johnny Eager” (1941)
“Rosa de Esperança / Mrs. Miniver” (1942)
 
ROSINE DELAMARE
(1911 – 2013. Colombes, Seine / França)

Número de Filmes: 115
Tempo de Serviço: 1938 a 1984

Cinco filmes:
“Esta Noite é Minha / Les Belles de Nuit” (1952)
“Essas Mulheres / Adorables Créatures” (1952)
“O Vermelho e o Negro / Le Rouge et le Noir” (1954)
“O Homem que Vendeu a Alma / Marguerite de la nuit” (1955)
“Maxime / Idem” (1958)
 
TRAVIS BANTON
(1894 – 1958. Waco, Texas / EUA)

Número de Filmes: 258
Tempo de Serviço: 1925 a 1951

Cinco filmes:
“O Expresso de Shanghai / Shanghai Express” (1932)
“Cleópatra / Idem” (1934)
“Sangue e Areia / Blood and Sand” (1941)
“À Noite Sonhamos / A Song to Remember” (1945)
“Carta de Uma Desconhecida / Letter From na Unknown Woman” (1948)
 
VITTORIO NINO NOVARESE
(1907 – 1983. Roma, Lazio / Itália)

Número de Filmes: 63
Tempo de Serviço: 1933 a 1981

Cinco filmes:
“O Favorito dos Bórgias / Prince of Foxes” (1949)
“Messalina / Idem” (1951)
“Cleópatra / Idem” (1963) – Oscar de Melhor Figurino
“A Maior História de Todos os Tempos / The Greatest Story Ever Told” (1965)
“Cromwell, o Chanceler de Ferro / Cromwell” (1970) – Oscar de Melhor Figurino
 
WALTER PLUNKETT
(1902 – 1982. Oakland, Califórnia / EUA)

Número de Filmes: 268
Tempo de Serviço: 1926 a 1966

Cinco filmes:
“Quatro Irmãs / Little Women” (1933)
“...E o Vento Levou / Gone with the Wind” (1939)
“Os Três Mosqueteiros / The Three Musketeers” (1948)
“Madame Bovary / Idem” (1949)
“Sinfonia em Paris / An American in Paris” (1951) - Oscar de Melhor Figurino

DEZ FIGURINOS FAMOSOS do CINEMA
 
AUDREY HEPBURN
veste Hubert de Givenchy em “Bonequinha de Luxo” (1961)

AVA GARDNER
veste Fontana em “A Condessa Descalça” (1954)

ELIZABETH TAYLOR
veste Edith Head em “Um Lugar ao Sol” (1951)

ELIZABETH TAYLOR
veste Helen Rose em “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958)

GRACE KELLY
veste Edith Head em “Ladrão de Casaca” (1955)

GRETA GARBO
veste Adrian em “Mata Hari” (1931)

JOAN CRAWFORD
veste Adrian em “Redimida” (1932)

MARILYN MONROE
veste Travilla em “O Pecado Mora ao Lado” (1955)

MARLENE DIETRICH
veste Travis Banton em “Marrocos” (1930)

RITA HAYWORTH
veste Jean Louis em “Gilda” (1946)

GALERIA de FOTOS

norma shearer veste adrian em “quando uma mulher quer / riptide” (1934)