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novembro 13, 2021

** 10 VEZES HERÓI: o CONSERVADOR GARY COOPER

 



“Toda a minha carreira foi de extrema boa sorte. Sou um ator comum. Ao atuar, talvez alguns acreditem que estou bem, mas sei que poderia ter feito melhor. Nunca senti que realmente atingi o topo no negócio de atuação, sempre estou aprendendo.”
 
“Ninguém em Hollywood é normal. Absolutamente ninguém. É um lugar terrível para se passar a vida. Todos têm uma atitude cruel uns com os outros. Dizem coisas horríveis um sobre o outro e ninguém tem amigos de verdade.”
 
Altura: 1,91 m
Apelido: Coop, Cowboy Cooper, 
The Montana Mule e Studs
Olhos: azuis
Cabelos: castanhos
 
 
Especialista em tipos obstinados, heroicos e solitários, GARY COOPER (1901 - 1961. Helena, Montana / EUA) por 35 anos foi um dos astros mais requisitados do cinema. Entre o seu primeiro filme, o western Beijo Ardente / The Winning of Barbara Worth (1926), ao thriller “A Tortura da Suspeita / The Naked Edge (1961), trabalhou em 87 longas com excelentes cineastas (Frank Capra, Ernst Lubitsch, Otto Preminger, Anthony Mann, Howard Hawks, William Wyler, Fred Zinnemann, William A. Wellman, Fritz Lang, Billy Wilder, King Vidor, Rouben Mamoulian, Raoul Walsh, Leo McCarey etc.). Ele ficou em 11º na lista das 50 maiores lendas do cinema pelo American Film Institute (AFI). Muito popular, sua fama ultrapassava a do próprio “The King”, Clark Gable, nas bilheterias. Eleito a estrela número 1 de 1953, no Top 10 da enquete dos que fazem dinheiro, de acordo com a pesquisa anual da Quigley Publications”. Ele entrou na lista 18 vezes de 1936 a 1957. De seus contemporâneos, John Wayne estabeleceu o recorde com 25 aparições no Top 10 entre 1949 e 1974. No entanto, apesar de sua imagem impecável na tela, era um mulherengo e teve romances com inúmeras atrizes, muitas delas casadas. Conquistou, entre outras, Clara Bow, Evelyn Brent, Carole Lombard, Lupe Velez, Ingrid Bergman, Grace Kelly, Marlene Dietrich e Patricia Neal. No início da carreira, teve casos com rapazes, entre eles o fotógrafo britânico Sir Cecil Beaton.
 
lupe velez e gary cooper
Republicano, em 1932 foi membro de uma organização conservadora conhecida como “Hollywood Light Horse”, promovendo o patriotismo e combatendo o comunismo e o subversivo. Fez parte do “Hollywood Hussars”, grupo de direita fundado por William Randolph Hearst, que desfilava em uniformes elegantes em eventos sociais. Em 1943, foi um dos fundadores do conservador “Motion Picture Alliance para a Preservação dos Ideais Americanos”, chamada “A Aliança” na comunidade cinematográfica. Seus outros líderes incluíam Robert Taylor, Adolphe Menjou, Sam Wood, Clarence Brown, Walt Disney e Clark Gable.
 
Na primavera de 1960, passou por duas graves operações contra um câncer. Seu corpo se fortaleceu e voltou a trabalhar, filmando A Tortura da Suspeita” no Reino Unido. Durante a produção, sentiu muitas dores. Informado pelo seu médico de que o câncer havia tomado pulmões e ossos, ele reagiu com calma e disse: “Se é a vontade de Deus, tudo bem”. Depois que James Stewart, um dos seus melhores amigos, revelou ao mundo que GARY COOPER estava morrendo, chegaram milhares de mensagens. O recém-empossado presidente John F. Kennedy ligou de Washington e falou com o doente.
 
gary recebendo o primeiro oscar
Seu caixão foi carregado pelos mais íntimos: James Stewart, Henry Hathaway, Jack Benny, William Goetz, Jerry Wald e Charles Feldman. Sua esposa Rocky e a filha Maria caminharam logo atrás, ao lado da mãe de Cooper, Alice, de 87 anos, e de seu irmão Arthur, enquanto ele era levado pela igreja até o carro fúnebre na Avenida Santa Monica. No funeral, entre outras celebridades, compareceram Norma Shearer, Dean Martin, Walter Pidgeon, Mary Pickford, Marlene Dietrich, Randolph Scott, Joel McCrea, Frank Sinatra, Burt Lancaster, John Wayne, Rosalind Russell, Myrna Loy, Fay Wray, Joan Crawford, Maureen O'Sullivan, Fred Astaire e Judy Garland. 

Infelizmente, GARY COOPER recusou atuar em clássicos como “No Tempo das Diligências / Stagecoach” (1939), “E o Vento Levou / Gone with the Wind” (1939), “Correspondente Estrangeiro / Foreign Correspondent” (1940), “Sabotador / Saboteur” (1942), “Rio Vermelho / Red River” (1948) ou “Nasce Uma Estrela / A Star is Born” (1954). Em contrapartida, interpretou um dos heróis cinematográficos mais queridos do público em Matar ou Morrer, desempenho premiado com o Oscar (o segundo, após ter recebido o primeiro por “Sargento York”). Seu parceiro mais habitual, Henry Hathaway, dirigiu-o em sete filmes. Com Cecil DeMille fez quatro. Pouco antes de morrer, recebeu um Oscar especial em homenagem à sua carreira. Sua extraordinária filmografia merece ser descoberta por todo cinéfilo de carteirinha. Listo dez heróis imortalizados por ele.
 
01
Tenente Alan McGregor em
LANCEIROS da ÍNDIA
(The Lives of a Bengal Lancer, 1935)

direção de Henry Hathaway
elenco: Franchot Tone, C. Aubrey Smith e Akim Tamiroff
 
02
Wild Bill Hickok em
JORNADAS HERÓICAS
(The Plainsman, 1936)

direção de Cecil B. DeMille
elenco: Jean Arthur, James Ellison, Charles Bickford e Anthony Quinn
 
03
Michael “Beau” Geste em
BEAU GESTE
(Idem, 1939)

direção de William A. Wellman
elenco: Ray Milland, Robert Preston, Susan Hayward e Broderick Crawford
 
04
Cole Harden em
O GALANTE AVENTUREIRO
(The Westerner, 1940)

direção de William Wyler
elenco: Walter Brennan, Doris Davenport, Chill Wills e Dana Andrews
 
05
Dusty Rivers em
LEGIÃO de HERÓIS
(North West Mounted Police, 1940)

direção de Cecil B. DeMille
elenco: Madeleine Carroll, Paulette Goddard, Preston Foster, Robert Preston, George Bancrof,  Akim Tamiroff e Robert Ryan
 
06
Alvin C. York em
SARGENTO YORK
(Sergeant York, 1941)

direção de Howard Hawks
elenco: Walter Brennan, Joan Leslie, Ward Bond e Howard Da Silva
 
Oscar de Melhor Ator
Melhor Ator do Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York
 
07
Robert Jordan em
POR QUEM os SINOS DOBRAM
(For Whom the Bells Tolls, 1943)

direção de Sam Wood
elenco: Ingrid Bergman, Akim Tamiroff, Arturo de Cordóva e Katina Paxinou 
 
08
Prof. Alvah Jesper em
O GRANDE SEGREDO
(Cloak and Dagger, 1946)

direção de Fritz Lang
elenco: Robert Alda, Lilli Palmer, Vladimir Sokoloff e Lex Barker
 
09
Capt. Christopher Holden em
Os INCONQUISTÁVEIS
(Unconquered, 1947)

direção de Cecil B. DeMille
elenco: Paulette Goddard, Howard Da Silva, Boris Karloff, Cecil Kellaway, Ward Bond, Henry Wilcoxon e C. Aubrey Smith
 
10
Xerife Will Kane em
MATAR ou MORRER
(High Noon, 1952)

direção de Fred Zinnemann
elenco: Grace Kelly, Thomas Mitchell e Katy Jurado
 
Oscar de Melhor Ator
Globo de Ouro de Melhor Ator-Drama

GALERIA de FOTOS


dezembro 06, 2014

***** GRACE, a VÊNUS IMPERIAL de HOLLYWOOD

grace kelly

 
Há estrelas especiais, GRACE KELLY (1929 - 1982. Filadélfia, Pensilvânia / EUA) é uma delas. Garota da alta sociedade, ela tinha tudo e estava destinada a se casar com um príncipe. Com refinado sotaque britânico, bela como uma estátua grega, aristocrática, a loura foi apelidada ironicamente por Alfred Hitchcock como “Princesa da Neve”. Sua frieza fazia parte do estilo impecável, de aparência etérea e sensualidade reservada. Uma das mulheres mais famosas do mundo, tudo o que fazia era notícia. Sua passagem por Hollywood, de 1951 a 1956, marcaria a história do cinema.


1951
Depois de trabalhar como modelo, brilhar nos palcos da Broadway - em “O Pai”, de August Strindberg, com Raymond Massey -, e se tornar uma reconhecida atriz de televisão, atuando em cerca de 60 teleteatros, estreou no cinema em “Horas Intermináveis / Fourteen Hours”, aos 22 anos. Dirigida pelo veterano Henry Hathaway em um pequeno papel, representa uma garota que discute com um advogado, desejosa de receber o divórcio do marido. Baseado em fatos reais que causaram comoção em Nova Iorque, o thriller narra a tentativa de suicídio de um rapaz infeliz (Richard Basehart), ameaçando jogar-se do alto de um edifício. Também no elenco, em pontas, duas futuras estrelas de matinês, Jeffrey Hunter e Debra Paget. A 20th Century-Fox, produtora do filme, convidou Grace para assinar um longo contrato, mas ela recusou, temendo ser confundida com apenas mais uma loura burra e sexy do estúdio.

gary cooper e grace
1952
O premiado Fred Zinnemann lhe ofereceu o papel de Amy, a esposa de Gary Cooper no clássico “Matar ou Morrer / High Noon”, onde um xerife pacato, preparando-se para partir em lua-de-mel, vê-se na obrigação de defender a cidade sem a ajuda de ninguém. Grace não gostou do personagem, tampouco o diretor do seu desempenho: “Ela era muito inexpressiva, mas isso se ajustava perfeitamente ao papel”. Além de revelá-la para o mundo, esse western campeão de bilheteria recebeu diversos prêmios, inclusive o segundo Oscar de Melhor ator para Cooper.

grace e clark gable
1953
Assinando um contrato-padrão de sete anos com a Metro-Goldwyn-Mayer, ela estreou no poderoso estúdio com o pé direito, como o terceiro nome de um elenco encabeçado por Clark Gable e Ava Gardner. Remake de “Terra de Paixões / Red Dust” (1932), de Victor Fleming, “Mogambo / idem” foi um dos grandes êxitos do ano. Na direção, John Ford. No papel de Linda Nordley, planejado para Gene Tierney, GRACE KELLY representa uma inglesa puritana, casada com um cinegrafista, que se apaixona por um caçador (Gable) na África. Ela conseguiu uma indicação ao Oscar, de Melhor Atriz Coadjuvante, perdendo para a Donna Reed de “A Um Passo da Eternidade / From Here to Eternity”, mas levou o Globo de Ouro. No entanto, quem realmente rouba a cena é Ava Gardner.

grace e ray milland
1954
A essa altura, era visada por diversos diretores famosos. Foi o inglês Alfred Hitchcock que viu nela mais que um rosto bonito – a estrela que sempre procurara, a loura fria e distante que sugeria, de forma inconsciente, mil promessas. Hitch não hesitou em colocá-la no papel principal de “Disque M para Matar / Dial M for Murder”, inicialmente destinado a Deborah Kerr. Ela e o diretor se deram muitíssimo bem. Grace é a esposa infiel de Ray Milland, vivendo um caso com Robert Cummings. No mesmo ano, ela faria mais quatro filmes. “Janela Indiscreta / Rear Window”, uma obra-prima, verdadeira lição de voyeurismo, conta a história de um fotógrafo (James Stewart) que, de perna quebrada, imobilizado em seu apartamento, nada mais tem a fazer senão olhar pela janela de sua casa. Acaba presenciando um crime, e com a ajuda de sua namorada (Grace) o soluciona. Esse filme fez dela uma estrela, numa provocante presença erótica em cena.

grace e stewart granger
Logo após os dois filmes de Hitchcock, no auge da carreira, aceitou a proposta da Metro para filmar “Tentação Verde / Green Fire”, mas com um condição: que o estúdio a emprestasse à Paramount para atuar em “Amar é Sofrer / The Country Girl”. Ela queria provar que tinha talento, e com esse drama demonstrou qualidades dramáticas, levando o Oscar de Melhor Atriz - derrotando injustamente a Judy Garland de “Nasce Uma Estrela / A Star is Born” -, o Globo de Ouro e o prêmio do Circulo de Críticos de Cinema de Nova Iorque. Interpreta a mulher deprimida e obstinada de um ator alcoólatra e fracassado (Bing Crosby). Já o banal “Tentação Verde”, dirigido por um diretor ruim, Andrew Morton, é considerado o seu pior filme. Rian (Stewart Granger), um aventureiro em busca de esmeraldas, acaba conhecendo Catherine (Grace), dona de uma plantação de café. Com o período das chuvas, o rio inunda a plantação e a única solução de salvá-la seria explodir a montanha onde se encontram as pedras preciosas. Sob as ordens de Mark Robson fez o convencional “As Pontes de Toko-Ri / The Bridges at Toko-Ri”, como a doce esposa de um piloto (William Holden) em missão oficial arriscada. Também no elenco, Fredric March e Mickey Rooney.

grace e cary grant
1955
Ela já era uma das maiores bilheterias de Hollywood, e estava no ápice da beleza e fama, quando foi convocada novamente pelo mestre Alfred Hitchcock para contracenar com Cary Grant no charmoso “Ladrão de Casaca / To Catch a Thief”, muito mais uma comédia romântica ambientada na Baviera que um filme de suspense. Grant é John Robbie, “O Gato”, um ex-ladrão de jóias que vive em uma bela casa nas montanhas. Uma série de roubos de jóias acontece nos hotéis e ele é o principal suspeito. Para provar sua inocência, deve prender o verdadeiro criminoso que imita seus antigos roubos. No caminho, encontra Francie Stevens (GRACE KELLY), uma garota arrebatadora.

grace e alec guinness
1956
Depois de recusar uma série de filmes importantes – “Assim Caminha a Humanidade / Giant”, “Gata em Teto de Zinco Quente / Cat on a Hot Tin Roof”, “Teu Nome é Mulher / Designing Woman” etc. – ou outros de qualidade discutível – “Honra a um Homem Mau / Tribute to a Bad Man”, “A Coroa e a Espada / Quentin Durward” e “A Família Barrett / The Barretts of Wimpole Street” -, estrelou o charmoso “O Cisne / The Swan”, de Charles Vidor, como uma princesa dividida entre o amor de um monarca (Alec Guinness) e um professor (Louis Jourdan).

grace e frank sinatra
Neste mesmo ano faria também o belo e sofisticado musical “Alta Sociedade / High Society”, remake de “Núpcias de Escândalo / The Philadelphia Story” (1940). No papel que reinventou a carreira de Katharine Hepburn, ela divide a cena com Frank Sinatra, Bing Crosby, Celeste Holm e Louis Armstrong. Num mundo de ricos, Tracy Lord e C. K. (Crosby), um casal que acaba de se divorciar. Ela quer começar uma nova vida, ao lado de um novo companheiro, mas está dividida entre o noivo pomposo, o ex-marido playboy e um jornalista sedutor, numa confusão romântica recheada de belas canções compostas por Cole Porter. Grace e Crosby gravaram “True Love”, que ficou no topo das paradas. Esse longa marca a sua despedida das telas. Logo se casaria, tornando-se a princesa de Mônaco e nunca mais voltando a filmar, mesmo com insistentes convites de Alfred Hitchcock.


FILMES de GRACE

***** ÓTIMO
JANELA INDISCRETA
 LADRÃO de CASACA

**** MUITO BOM
MATAR ou MORRER
 DISQUE M PARA MATAR
O CISNE
 ALTA SOCIEDADE

*** BOM
HORAS INTERMINÁVEIS
 MOGAMBO

** REGULAR
AMAR é SOFRER
 As PONTES de TOKO-RI

* RUIM
TENTAÇÃO VERDE