| james stewart em “o maior espetáculo da terra” |
No vasto panorama do entretenimento, o CIRCO ocupa uma posição privilegiada. Mesmo em tempos de tevê e internet essa antiga arte ainda atrai a atenção de muitos espectadores. Circulando por espaços da cultura erudita e popular, impressiona pela versatilidade de atrações e o rico campo de referências culturais. Sua magia nos faz viajar na alegria dos palhaços, nas acrobacias dos malabares e na beleza do show de luzes e cores. Relatos garantem que esta arte que encanta crianças e adultos existe desde a antiguidade. No Brasil apareceu no século 19, com famílias vindas da Europa, muitas de origem cigana. Algumas atrações foram adaptadas ao estilo brasileiro. O palhaço europeu era menos falante, usando a mímica como base, já no nosso país, ele fala muito, utilizando o escracho, e instrumentos musicais, como a corneta.
Eu sempre fui um apaixonado pela arte circense. Ainda garoto, tentei fugir com uma trupe humilde, mas meus pais chegaram a tempo de impedir a aventura inconsequente. Tenho preferência pelo ilusionismo, porém também me deixa eufórico os trapezistas, as contorcionistas, as domadoras de cavalos e os domadores de leões, o Globo da Morte, o atirador de facas etc. Mesmo com o advento das novas tecnologias, o CIRCO ainda preserva a atenção de multidões. Reinventando antigas tradições e criando novos números, os picadeiros provam que a criatividade artística do homem é fabulosa. Talvez por isso, podemos dizer que “o show deve continuar”. O cinema, parceiro desse universo desde a cena muda, contou fascinantes histórias circenses. Listo dez delas:
(The Circus, 1928)
direção de Charles Chaplin
elenco: Charles Chaplin, Merna Kennedy e Henry Bergman
Confundido com um ladrão, vagabundo foge da perseguição da polícia e se vê no meio de um espetáculo circense. Ao tentar se desvencilhar dos policiais, ele arranca risos da plateia, que o confunde com um artista, e acaba sendo contratado.
(Freaks, 1932)
direção de Tod Browning
elenco: Wallace Ford, Leila Hyams e Olga Baclanova
Sedutora trapezista é cortejada por um anão. Ela o rejeita até descobrir que ele herdou uma fortuna. Seu plano, forjado com o amante, é casar para depois envenená-lo, mas logo a armação é descoberta e os amigos do anão se unem para vingá-lo.
(Chad Hanna, 1940)
direção de Henry King
elenco: Henry Fonda, Dorothy Lamour, Linda Darnell
e Jane Darwell
e Jane Darwell
Rapaz do interior se junta a um circo em 1840 e se apaixona pela amazona.
(The Greatest Show on Earth, 1952)
direção de Cecil B. DeMille
elenco: Charlton Heston, Betty Hutton, Cornel Wilde,
Gloria Grahame, Dorothy Lamour e James Stewart
Proprietário de circo rivaliza com um lendário trapezista pelo amor de uma garota da trupe. Entre eles, um palhaço procurado por assassinato e um sádico domador de elefantes. Eles vivem momentos de euforia com o espetáculo em cada cidade.
(Man on a Tightrope, 1953)
direção de Elia Kazan
elenco: Fredric March, Terry Moore, Gloria Grahame
e Adolphe Menjou
e Adolphe Menjou
Grupo de artistas, vigiado pela polícia, modifica o espetáculo com o objetivo de transformá-lo em uma peça de propaganda comunista. Planejando cruzar a fronteira com a Áustria, o proprietário foge da perseguição política. Mas há um informante no circo.
(Carnival Story, 1954)
direção de Kurt Neumann
elenco: Anne Baxter, Steve Cochran e George Nader
Batedora de carteiras, pega em flagrante num circo, recebe uma oferta de emprego em um difícil número circense, resultando também em um triângulo amoroso.
(Gycklarnas Afton,1954)
direção de Ingmar Bergman
elenco: Ake Gronbert, Harriet Andersson e Gunnar Bjornstrand
No interior da Suécia, uma decadente companhia circense se prepara para um novo espetáculo. O diretor do circo vive uma relação infernal com uma jovem amante. A situação piora quando ela se deixa seduzir por um ator local.
(Idem, 1955)
direção de Max Ophuls
elenco: Martine Carol, Peter Ustinov, Anton Walbrook
e Oskar Werner
e Oskar Werner
Uma dançarina e cortesã do século XIX, que ficou célebre por romances escandalosos, tem sua vida avaliada em um espetáculo circense.
(Trapeze, 1956)
direção de Carol Reed
elenco: Burt Lancaster, Tony Curtis, Gina Lollobrigida
e Katy Jurado
e Katy Jurado
O filho de um trapezista tenta aprender com um famoso trapezista que sofreu um acidente ao executar o triplo mortal. Ganha a confiança do mestre, mas a amizade entre eles é ameaçada quando uma bela trapezista desperta a atenção dos dois.
(Circus World, 1964)
direção de Henry Hathaway
elenco: John Wayne, Rita Hayworth, Claudia Cardinale
e Richard Conte
e Richard Conte
Empresário em tournée pela Europa, promove seu circo e tenta sanar os problemas da trupe, enquanto procura ex-mulher que deixou a filha do casal para ele criar.