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maio 15, 2025

* LUISA FERIDA e OSVALDO VALENTI: PAIXÃO e CRIME

osvaldo valenti e luisa ferida em a bela adormecida
 

 
O cinema é a arma mais forte
do regime fascista.
BENITO MUSSOLINI
(1883 – 1945. Predappio / Itália)

 
 
Assisti seis dos dez filmes em que eles atuaram juntos. Tinham carisma, talento e eram famosos no cinema italiano do final da década de 30 e início dos 40. Viveram uma avassaladora história de amor que terminou tragicamente em Milão, 30 de abril de 1945, pouco antes da meia-noite. Chovia muito, a cidade estava deserta e um caminhão parou na Via Poliziano, no Hipódromo San Siro. Alguns partidários da Brigada Pasubio fizeram um homem e uma mulher saírem do veículo. Iluminados pelos faróis, LUISA FERIDA (1914 - 1945. Castel San Pietro Terme, Emilia-Romagna / Itália) e OSVALDO VALENTI (1906 – 1945. Istambul / Turquia) foram executados com rajadas de metralhadora. De uma casa paroquial próxima, o padre Dom Adolfo Terzoli viu a chacina e depois se aproximou, concedendo a extrema unção. Ela segurava o sapatinho de lã do seu filho Kim, que morreu com apenas cinco dias de vida em 1942. Assim terminou um invejado e glamourizado romance, que encheu páginas e mais páginas de jornais e revistas, com o crime causando incômodo na opinião pública daqueles dias confusos.
 
Notável por sua beleza de traços morenos e pela sensualidade de seus movimentos, a presença de LUISA FERIDA permanece como uma das mais relevantes do universo cinematográfico europeu do período de 1939-1945. Filha de um rico proprietário de terras, que morreu quando ela era criança, iniciou sua carreira como atriz de teatro, participando da companhia de Ruggero Ruggeri e Paola Borboni. Em 1935 fez a primeira aparição no cinema em um papel coadjuvante no policial “Flecha de Ouro / Freccia d'oro” (1935). Por causa de sua fotogenia, logo se destacou em filmes como a comédia histórica “Il Re Burlone” (1935), com Armando Falconi. Entre 1937 e 1938, formou uma dupla de sucesso com Amedeo Nazzari. Em 1939, o celebrado diretor Alessandro Blasetti a escolheu como protagonista de “Romântico Aventureiro”. Segundo o cineasta, ela chegou ao set disposta a tudo, deixando claro que “não seria indiferente aos seus desejos como diretor ou homem”. Blasetti pediu a OSVALDO VALENTI que explicasse para ela que de fato era “uma mulher maravilhosa, mas que ele tinha outros interesses sentimentais”. 
 
luisa ferida
O ator passou tão bem a mensagem que, apesar de um caso sexual com a atriz anos antes, ela ainda em início de carreira, resultou em um romance irresistível entre eles. Os dois se tornaram inseparáveis. Assim nasceu a união que pode ser definida como amaldiçoada. Em 1941, filmaram “A Coroa de Ferro”, novamente dirigidos por Blasetti, ao lado de Massimo Girotti, Gino Cervi e Elisa Cegani. LUISA FERIDA interpreta a Princesa Tundra, uma mulher de beleza selvagem, e OSVALDO VALENTI, Eriberto, um feroz príncipe tártaro. Enquanto isso, ela havia se tornado uma das divas mais populares, repetindo na tela muitas vezes o papel de garota má e devassa, e ele o de vilão. Em 1942, continuaram sob a orientação de Blasetti em “A Farsa Trágica”. Outro êxito. Os diretores mais populares ofereceram para eles filmes importantes. Nos primeiros anos de 1940, estavam no auge e desempenharam personagens memoráveis. Estrelaram com Amedeo Nazzari o drama “A Bela Adormecida” (1942), que pertence ao estilo Caligrafismo, bastante expressivo em complexidade e lidando com material literário.
 
Filho de uma família rica, OSVALDO VALENTI estudou Direito em Milão, mas abandonou os estudos para circular por Paris e Berlim. Em 1928, estreou no cinema na Alemanha em “O Iate dos Sete Pecados / Die Yacht der Sieben Sünden”, com Brigitte Helm. Na década de 1930, retornou à Itália, filmando com Mario Bonnard e Amleto Palermi. Dirigido por Alessandro Blasetti fez filmes decisivos para sua carreira, estabelecendo sucesso entre a crítica e o público italiano. Consolidou-se como um dos atores mais requisitados e bem pagos, atuando em filmes de diretores de prestígio como Goffredo Alessandrini, Carmine Gallone, Duilio Coletti e Camillo Mastrocinque. De charme indiscutível e rosto ambíguo vagamente melancólico, era perfeito para papéis de vilão. Conhecido entre os colegas como mitomaníaco e cínico, falava quatro idiomas e mantinha boas relações com fascistas de alto escalão. Inquieto e exagerado, recebia autoridades e suas amantes em seu iate, ancorado em Fregene, Fiumicino, divertindo os convidados com imitações debochadas de Adolf Hitler (ele nunca escondeu seu desprezo pelos nazistas).
 
osvaldo valenti
Quando Benito Mussolini foi deposto em 25 de julho de 1943, o astro comemorou a decadência do fascismo, mas muitos o lembraram de seus laços estreitos com o regime e que futuramente poderia pagar caro pela ostentação de riqueza, enquanto boa parte dos italianos apertava o cinto. Em 1944, em “A Bela Adormecida”, de Luigi Chiarini, teve seu melhor desempenho no cinema. O vínculo sentimental entre ele e a amada seria sempre intenso e violento, principalmente por causa do abuso de cocaína. Em 1942, ela deu à luz um filho, que morreu alguns dias depois. A droga e a insensatez de OSVALDO VALENTI o levaram a percorrer caminhos cada vez mais perigosos, entre o mercado negro e a obsessão por dinheiro que sustentasse seu alto padrão de vida. Ingressou na República Social Italiana (RSI), alistando-se na Décima Flotilha do MAS, comandada pelo príncipe Valério Borghese, com a patente de tenente. Em Veneza, de uniforme oficial militar, foi fotografado para o semanário “La Domenica del Corriere”.
 
As duas estrelas viviam em um luxo desenfreado como em uma pequena corte. Tinham agente, governanta, secretário, mordomo, cozinheiro, garçons, tratador de cães e até mesmo um poeta particular para escrever madrigais para a diva. Por algum tempo, OSVALDO VALENTINI foi comissário de entretenimento e acalentou dirigir seus próprios filmes. No verão de 1943, o colapso do fascismo e os bombardeios aéreos em Roma interromperam a atividade cinematográfica. A indústria foi reativada meses depois, no norte do país, resultando no Cinevillaggio. Eles estavam entre os poucos artistas que acreditaram na recém-criada República Social Italiana. Atuaram em “Notícia”, que foi um total fracasso e o último filme deles. Criticado por sua suposta ideologia fascista, o ator renunciou ao cargo de comissário, enquanto sua parceira abortava acidentalmente um segundo e tão desejado filho. Eles nunca aderiram oficialmente ao fascismo, mas ao decidirem não se mudar para a Espanha, onde continuariam o trabalho como atores, e voltarem a Milão na primavera de 1944, assinaram um trágico destino.
 
Em Milão, atraído pela facilidade de drogas, OSVALDO VALENTI frequentou a sinistra Villa Triste, na Via Paolo Uccello, quartel da unidade especial de polícia política, conhecida como Banda Koch, responsável pela tortura e assassinato de opositores do regime. Devido à sua brutalidade sádica, Pietro Koch revelou-se impopular até em hierarcas fascistas, sendo preso pela polícia de Salò em dezembro de 1944, por ordem do próprio Benito Mussolini. Na ocasião, LUISA FERIDA e o marido viviam no luxuoso Hotel Continental, na Via Manzoni, frequentado por fascistas e nazistas. A guerra estava prestes a terminar, os pelotões de fuzilamento partidários atuavam intensamente, matando suspeitos de fascismo. O casal entregou-se à Brigada Pasubio e foram presos, após a denúncia de um fascista que confessou tê-los visto na Villa Triste. Levados para uma fazenda nos arredores de Milão, ocuparam uma sala e um quarto em um primeiro andar, vigiados por uma mulher denominada Senhora Rossi, que se responsabilizou por uma fortuna em liras e uma caixa de joias da atriz.
 
O partidário Giuseppe Marozin, codinome “Vero”, aparecia com frequência na improvisada prisão dos atores, garantindo: “Vocês estão em boas mãos. É questão de tempo, logo estarão livres.” Quando a rádio divulgou a falsa notícia de que OSVALDO VALENTI havia sido baleado, LUISA FERIDA se apavorou, não saindo mais do quarto, insone e com frequentes crises de choro. O primeiro julgamento do ator durou um dia inteiro até o pôr do sol. Ele confessou que sua relação com Pietro Koch era somente pelo fornecimento gratuito de cocaína, negando a participação ou testemunho em torturas. Ao retornar, tentou tranquilizar a esposa: “Eu pedi uma investigação mais aprofundada, haverá outro julgamento. E em qualquer caso, não precisa ter medo, seu nome nem foi mencionado.” Ele a chamava de Luisina, enxugando suas lágrimas, mas ela repetia: “Eu sei que eles vão nos matar”. Nos últimos dias de abril de 1945, depois de submetidos a um julgamento sumário, acusados de cumplicidade dos horrores cometidos por Koch, foram considerados culpados. Para eles, o triste destino estava selado.
 
Assassinados, LUISA FERIDA, aos 31 anos, estava grávida de quatro meses, e OSVALDO VALENTI tinha 39 anos. Seus cadáveres foram exibidos em público, junto aos de outras vítimas executadas, e depois enterrados um ao lado do outro, no cemitério Maggiore di Musocco, em Milão. Suas malas, deixadas no hotel, cheias de roupas, peles, dinheiro e joias, foram roubadas no dia do crime. Da casa em Milão saquearam um autêntico tesouro, do qual o chefe partidário Giuseppe “Vero” Marozin admitiu anos passados o “confisco”, mas alegando não se lembrar onde esses bens foram parar. Ele declarou também que a execução foi ordenada por Sandro Pertini, mais tarde presidente da república italiana. Na década de 1950, a empobrecida mãe de LUISA FERINA solicitou ao governo uma pensão de guerra, uma vez que sua filha era sua única fonte de renda. Foi, portanto, necessária uma investigação cuidadosa para apurar as reais responsabilidades da atriz. Ao final da qual, se concluiu que ela, injustamente assassinada, não foi culpada de nenhum crime de guerra. Sua mãe, portanto, obteve a pensão, incluindo os valores em atraso.
 
A história infeliz dos icônicos atores, depois de esquecida durante décadas, voltou à tona em 2008 com o filme dirigido por Marco Tullio Giordana, “Sangue de Guerra / Sanguepazzo”, com Luca Zingaretti e Monica Bellucci como o casal trágico, apresentado no Festival de Cinema de Cannes em 18 de maio de 2010. Dias depois, a RAI 1 transmitiu a versão completa em uma minissérie de dois episódios que alcançou grande audiência. Esse amor maldito foi contado anteriormente em um telefilme, em 1993, “Jogo Perverso / Gioco Perverso”, com Fabio Testi e Ida Di Benedetto.
 

FONTES
    “A Fábrica de Sonhos de Mussolini:
o Estrelato do Cinema na Itália Fascista”
(2013)
de Stephen Gundle
 
“Jogo Perverso - a Verdadeira História
de Osvaldo Valenti e Luisa Ferida
entre Cinecittà e a Guerra Civil”
(2007)
de Italo Moscati
 
“Luisa Ferida e Osvaldo Valenti –
a Ascensão e Queda de Duas Estrelas de Cinema”
(2007)
de Edward Reggiani

 
massimo girotti e luisa ferida em a coroa de ferro
LUISA e OSVALDO JUNTOS na TELA
 
01
ROMÂNTICO AVENTUREIRO
(Un'avventura di Salvator Rosa, 1939)

direção de Alessandro Blasetti
elenco: Gino Cervi, Rina Morelli e Paolo Stoppa
 
02
A COROA de FERRO
(La Corona di Ferro, 1941)

direção de Alessandro Blasetti
elenco: Elisa Cegani, Rina Morelli, Gino Cervi,
Massimo Girotti e Paolo Stoppa
 
03
A FARSA TRÁGICA
(La Cena delle Beffe, 1942)

direção de Alessandro Blasetti
elenco: Amedeo Nazzari, Clara Calamai,
Valentina Cortese e Elisa Cegani
 
04
A BELA ADORMECIDA
(La Bella Addormentata, 1942)

direção de Luigi Chiarini
elenco: Amedeo Nazzari
 
05
HORIZONTE de SANGUE
(Orizzonte di Sangue, 1942)

direção de Gennaro Righelli
elenco: Valentina Cortese
 
06
FEDORA
(Idem, 1942)

direção de Camillo Mastrocinque
elenco: Amedeo Nazzari e Rina Morelli
 
07
CAVALEIROS do DESERTO
(I Cavalieri del Deserto, 1942) 
direção de Gino Talamo e Osvaldo Valenti
elenco: Luigi Pavese e Guido Celano
 
08
ENCONTRO SANGRENTO
(Harlem, 1943)

direção de Carmine Gallone
elenco: Massimo Girotti, Amedeo Nazzari, Vivi Gioi
e Elisa Cegani
 
09
A DONA da POUSADA
(La Locandiera, 1944)

direção de Luigi Chiarini
elenco: Armando Falconi, Camilo Pilotto, Elsa De Giorgi,
Paola Borboni e Gino Cervi
 
10
NOTÍCIA
(Fatto di Cronaca, 1945)
direção de Piero Ballerini
elenco: Anna Capodaglio

 

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TELEFONE BIANCHI – o CINEMA FASCISTA ITALIANO
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GALERIA de FOTOS 


junho 30, 2024

* ATIRE PRIMEIRO, MORRA DEPOIS: POLIZIOTTESCHI

a policia incrimina... a lei absolve (1973)


Filmes que provavelmente contém 
as melhores cenas de ação de todos os tempos.
QUENTIN TARANTINO
(1963. Knoxville, Tennessee / EUA)

 


A Itália estava em tensão política. Gangues, sabotagens, intrigas, crimes e assassinatos numa época sangrenta, do final dos anos 1960 até início dos 1980, conhecida como Anos de Chumbo (Anni di Piombo). Bombardeios, manifestações populares, ações terroristas, sequestros, assaltos a banco, assassinatos políticos e um grande terror dominando o povo. Nesse dramático e assustador contexto social, surgiram centenas de filmes de ação policial refletindo tal situação caótica. Muitíssimo popular, enriqueceu produtores e ganhou o apelido de POLIZIOTTESCHI. Com alguns outros nomes - como “polizieschi all'italiana”, “ítalo-crime”, “euro crime”, “crime spaghetti” ou “poliziesco” -, apresentam desde os crimes habituais até os massacres da máfia. Embora tenha raízes em criminais italianos, como “Bandidos em Milão” (1968), de Carlo Lizzani, o POLIZIOTTESCHI também se inspirou em thrillers norte-americanos do final dos anos 1960 e início dos 1970, como “Bullitt” (1968), “Perseguidor Implacável / Dirty Harry” (1971), “Operação França / The French Connection” (1971) e “Serpico / Idem” (1973); no cinismo e na brutalidade impiedosa dos policiais franceses de Jean-Pierre Melville; nos dramas de máfia no estilo “O Poderoso Chefão / The Godfather” (1972); e nos antigos noir.

gian maria volonté em bandidos em milão” (1968)
Os protagonistas geralmente duros e solitários, agem além do sistema corrupto ou excessivamente burocrático. Influenciado pelo crime e a agitação da realidade marginal na Itália, o gênero retratou facções terroristas políticas paramilitares e militantes, tanto de extrema-esquerda (Brigadas Vermelhas, Prima Linea, Gruppo XXII Ottobre, PAC, Autonomia Operaia, Potere Operaio e Lotta Continua) como de direita (Ordine Nuovo, Avanguardia Nazionale, Ordine Nero, Frente Nacional, NAR e Terza Posizione), envolvidas em sequestros, assassinatos e atentados. Ao mesmo tempo, houve um violento conflito e desordem na máfia siciliana, iniciados com a “Primeira Guerra da Máfia”, na década de 1960, e culminando na “Segunda Guerra da Máfia”, do início dos 1980. Grupos do crime organizado, como a Máfia Siciliana, a Camorra e a Banda Romana, estiveram envolvidos em atividades criminosas e políticas durante esse período, realizando atentados a bomba e sequestros, fazendo acordos com políticos corruptos e formando laços terroristas.
 
Em italiano, poliziesco é o adjetivo gramaticalmente correto para dramas policiais. Indica a produção cinematográfica onde as forças policiais são protagonistas. Já o termo poliziottesco, uma fusão de palavras, pode ser traduzido como “policial durão”. POLIZIOTTESCHI é o plural rústico desta palavra. Caracterizado por violência brutal, tiroteios, perseguições de motocicletas e carros, assaltos, máfias, milícias e corrupção em diversas camadas sociais, se esgotou no final dos anos 1970. Seu principal diretor, Fernando Di Leo; Franco Nero, o astro de maior prestígio. No elenco, participação de velhas glórias hollywoodianas: Farley Granger, Richard Conte, Arthur Kennedy, John Saxon, Barry Sullivan, Jack Palance, Edmund Purdom, Mel Ferrer, Joseph Cotten, James Mason, Lee J. Cobb, Martin Balsam e James Whitmore.
 
fernando rey em a policia incrimina... a lei absolve (1973)
A arte de conduzir um filme policial reside na habilidade de equilibrar o suspense, a ação e a revelação gradual de informações cruciais. Os melhores exemplares desse gênero conseguem manter uma atmosfera carregada de tensão, surpreendendo o público com reviravoltas. Quando esses elementos se combinam harmoniosamente, o resultado é um bom policial, deixando uma marca duradoura na nossa memória. O POLIZIOTTESCHI tem diversos filmes inesquecíveis. Em vez de celebrar a violência, exibe posição ambígua, ou mesmo a apresenta como uma situação sem saída.
 
Altamente apreciados pelo público e muito pouco pela crítica, apesar de ter Quentin Tarantino entre seus admiradores, os POLIZIOTTESCHI tiveram distribuição internacional limitada e foram acusados por críticos arrogantes de “fascismo”. Forjando uma identidade cinematográfica local, ele levou as câmaras para as ruas, revelando a violência nas áreas metropolitanas da Itália. Capturou o vácuo moral sob a superfície de uma sociedade abalada por convulsões políticas e ameaçada por criminosos. Esses policiais provam que esforços de baixo orçamento não existem apenas para entretenimento, podem fornecer crônicas autênticas dos aspectos “menos respeitáveis” da vida.
 
DEZ DIRETORES do POLIZIOTTESCHI
 
01
DAMIANO DAMIANI
(1922 – 2013. Pasiano di Pordenone / Itália)

02
ENZO G. CASTELLARI
(1938. Roma / Itália)

03
FERNANDO DI LEO
(1932 – 2003. San Ferdinando di Puglia / Itália)

04
MASSIMO DALLAMANO
(1917 – 1976. Milão / Itália)

05
RUGGERO DEODATO
(1939 – 2022. Potenza / Itália)

06
ROMOLO GUERRIERI
(1931. Roma / Itália)

07
SERGIO MARTINO
(1938. Roma / Itália)

08
SÉRGIO SOLLIMA
(1921 – 2015. Roma / Itália)

09
STELVIO MASSI
(1929 – 2004. Civitanova Marche / Itália)

10
UMBERTO LENZI
(1931 – 2017. Massa Marittima / Itália)

DEZ ATORES do POLIZIOTTESCHI
 
01
ENRICO MARIA SALERNO
(1926 – 1994. Milão / Itália)
 

02
FABIO TESTI
(1941. Peschiera del Garda / Itália)

03
FRANCO GASPARRI
(1948 – 1999. Senigália / Itália)

04
FRANCO NERO
(1941. Parma / Itália)

05
HENRY SILVA
(1926 – 2022. Nova Iorque / EUA)

06
LUC MERENDA
(1943. Nogent-le-oi / França)

07
MARC POREL
(1949 – 1983. Lausanne / Suíça)

08
MAURIZIO MERLI
(1940 – 1989. Roma / Itália)
 

09
TOMÁS MILIAN
(1933 – 2017. Havana / Cuba)

10
RAY LOVELOCK
(1950 – 2017. Roma / Itália)

DEZ ATRIZES do POLIZIOTTESCHI
 
01
BARBARA BOUCHET
(1943. Liberec / Tchéquia)

02
DELIA BOCCARDO
(1948. Gênova / Itália)
 
03
FLORINDA BOLKAN
(1941. Uruburetama, Ceará / Brasil)

04
LUCIANA PALUZZI
(1937. Roma / Itália)

05
MARILÙ TOLO
(1944. Roma / Itália)

06
MARISA MELL
(1939 – 1992. Graz / Áustria)

07
PAOLA PITAGORA
(1941. Parma / Itália)

08
RADA RASSIMOV
(1938. Trieste / Itália)

09
SILVIA DIONISIO
(1951. Roma / Itália)

10
URSULA ANDRESS
(1936. Berna / Suíça)
 
franco nero em o vingador anônimo (1974)

30 FILMES POLIZIOTTESCHI
(por ano de produção)
 
01
BANDIDOS em MILÃO
(Banditi a Milano, 1968)
 
direção de Carlo Lizzani
elenco: Gian Maria Volontè, Don Backy e Ray Lovelock
 
02
O SOLDO da CORRUPÇÃO
(Un Detective, 1969)
 
direção de Romolo Guerrieri
elenco: Franco Nero, Florinda Bolkan e Adolfo Celi
 
03
INVESTIGAÇÃO de um CIDADÃO ACIMA de QUALQUER SUSPEITA 
(Indagine su un Cittadino al di Sopra di Ogni Sospetto, 1970)
 
direção de Elio Petri
elenco: Gian Maria Volontè e Florinda Bolkan
 
04
CONFISSÕES de um COMISSÁRIO de POLÍCIA
(Confessions of a Police Captain, 1971)

direção de Damiano Damiani
elenco: Franco Nero, Martin Balsam e Marilù Tolo
 
05
MILÃO CALIBRE 9
(Milano Calibro 9, 1972)

direção de Fernando Di Leo
elenco: Gastone Moschin, Barbara Bouchet e Mario Adorf
 
06
A POLÍCIA AGRADECE / ESQUADRÃO de EXECUÇÃO
(La Polizia Ringrazia, 1972)

direção de Steno
elenco: Enrico Maria Salerno, Mariangela Melato e Mario Adorf
 
07
POR ORDEM da COSA NOSTRA
(La Mala Ordina, 1972)

direção de Fernando Di Leo
elenco: Mario Adorf, Henry Silva e Woody Strode
 
08
O CHEFÃO
(Il Boss, 1973)

direção de Fernando Di Leo
elenco: Henry Silva, Richard Conte e Antonia Santilli
 
09
A POLÍCIA a SERVIÇO dos CIDADÃOS?
(La Polizia è al Servizio del Cittadino? 1973)

direção de Romolo Guerrieri
elenco: Enrico Maria Salerno, John Steiner e Daniel Gélin
 
10
A POLÍCIA INCRIMINA... a LEI ABSOLVE
(La Polizia Incrimina la Legge Assolve, 1973)

direção de Enzo G. Castellari
elenco: Franco Nero, Fernando Rey, James Whitmore e Delia Boccardo
 
11
Os PROFISSIONAIS VIOLENTOS
(Milano Trema – la Polizia Vuole Giustizia, 1973)

direção de Sergio Martino
elenco: Luc Merenda, Richard Conte e Silvano Tranquilli
 
12
Os SEQUESTRADORES em AÇÃO
(Revólver, 1973)

direção de Sergio Sollima
elenco: Oliver Reed, Fabio Testi e Paola Pitagora
 
13
ATIRE PRIMEIRO, MORRA DEPOIS
(Il Poliziotto è Márcio, 1974)

direção de Fernando Di Leo
elenco: Luc Merenda, Richard Conte e Delia Boccardo
 
14
CÃES RAIVOSOS
(Cani Arrabbiati, 1974)
direção de Mario Bava
elenco: Riccardo Cucciolla, George Eastman e Lea Lander
 
15
ESQUADRÃO de EMERGÊNCIA
(Squadra Volante, 1974)

direção de Stelvio Massi
elenco: Tomas Milian, Gastone Moschin e Ray Lovelock
 
16
QUASE HUMANO
(Milano Odia: la Polizia non Può Sparare, 1974)

direção de Umberto Lenzi
elenco: Tomas Milian, Henry Silva e Laura Belli
 
17
O QUE ELES FIZERAM a SUAS FILHAS?
(La Polizia Chiede Aiuto, 1974)

direção de Massimo Dallamano
elenco: Giovanna Ralli, Claudio Cassinelli e Mario Adorf
 
18
O VINGADOR ANÔNIMO
(Il Cittadino si Ribella, 1974)

direção de Enzo G. Castellari
elenco: Franco Nero, Giancarlo Prete e Barbara Bach
 
19
AÇÃO SILENCIOSA
(La Polizia Accusa: il Servizio Segreto Uccide, 1975)

direção de Sergio Martino
elenco: Luc Merena, Mel Ferrer e Delia Boccardo
 
20
CAÇADA na CIDADE
(L'uomo della Strada fa Giustizia, 1975)

direção de Umberto Lenzi 
elenco: Henry Silva, Luciana Paluzzi e Silvano Tranquilli

21
COMO MATAR um JUIZ
(Perché si Uccide un Magistrato, 1975)

direção de Damiano Damiani
elenco: Franco Nero, Françoise Fabian e Pierluigi Aprà
 
22
ROMA VIOLENTA
(Roma Violenta, 1975)

direção de Marino Girolami
elenco: Maurizio Merli, Richard Conte e Ray Lovelock
 
23
SINDICATO do SEQUESTRO
(La Città Sconvolta: Caccia Spietata ai Rapitori, 1975)

direção de Fernando Di Leo
elenco: Luc Merenda, James Mason e Irina Maleeva
 
24
TEMPORADA de ASSASSINOS
(Il Tempo degli Assassini, 1975)

direção de Marcello Andrei
elenco: Joe Dallesandro, Martin Balsam, Magali Noël e Rossano Brazzi
 
25
A GRANDE RAQUETE
(Il Grande Raquete, 1976)

direção de Enzo G. Castellari
elenco: Fabio Testi, Vincent Gardenia e Renzo Palmer
 
26
O IMPÉRIO do CRIME / NÁPOLES VIOLENTA
(Napoli Violenta, 1976)

direção de Umberto Lenzi
elenco: Maurizio Merli, John Saxon e Barry Sullivan
 
27
ROMA ARMADA
(Roma a Mano Armata, 1976)

direção de Umberto Lenzi

elenco: Maurizio Merli, Arthur Kennedy e Giampiero Albertini
 
28
VIVA COMO um POLICIAL, MORRA COMO um HOMEM
(Uomini si Nasce Poliziotti si Muore, 1976)

direção de Ruggero Deodato
elenco: Marc Porel, Ray Lovelock e Adolfo Celi
 
29

CACHORRO LOUCO
(La Belva col Mitra, 1977)

direção de Sergio Grieco
elenco: Helmut Berger, Marisa Mell e Richard Harrison
 
30
SANGUE e VIOLÊNCIA
(Il Cinico, l'Infame, il Violento, 1977)

direção de Umberto Lenzi
elenco: Maurizio Merli, John Saxon e Tomas Milian